Hoje eu vi o cara mais lindo que eu já vi pessoalmente em toda a minha vida. Juro. Já vi muitos caras bonitos na rua. E caras lindos na TV, no cinema, em foto, a gente obviamente vê toda hora. Mas em carne e osso, alive and kicking bem debaixo do nosso nariz, não é todo dia.
Descreverei a cena: me atrasei pra fazer o almoço em casa, então resolvi almoçar na USP mesmo, no restaurante da história. Cheguei, me servi, paguei e sentei pra comer. Tava lá comendo, bem despreocupada, quando um carinha, também devidamente servido de um prato de comida, sentou numa mesa transversal à minha, de frente pra mim. Olhei pra ele, ele tava meio de lado. "Bonito", pensei. Acho que devo ter dado um sorrisinho bem discreto. Continuei comendo.
Aí ele olhou pra mim. E eu só não cuspi a comida que tava mastigando porque tenho muito autocontrole. Jureoró pra vocês. O cara tinha uns olhos verdes, verdes, veeeeeerdes que meu deus que vontade de pular dentro e não sair nunca mais santa maria virgem abençoada de deus. Vocês não têm noção, nem eu tenho noção! Não tem como explicar. Acho que até fiquei vermelha na hora que ele olhou pra mim. Não lembro de ter ficado tão desconcertada na frente de um homem como hoje. Passei a comer em slow motion pensando em mil jeitos de puxar assunto, em mil adjetivos pra descrever aquela beleza toda e não consegui pensar em nada digno dele, ele merece um adjetivo que ainda não foi inventado, entendem a gravidade do assunto? Comecei a pirar se eu comia bonito (pensem!), se ele tava olhando pra mim porque tinha alguma coisa pendurada em mim, ou eu tava suja, porque não era possível um homem daqueles, um mau caminho inteiro (não só um pedaço) estar olhando pra mim. PRA MIM!
Depois entendi. Claro. Óbvio. Só pode ser.
Ou isso, ou Deus me ama e as minhas idas à igreja tão surtindo efeito.