sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Na mídia

É com muitíssimo orgulho que eu informo aos meus queridos leitores que o super Sérgio Vaz publicou no site dele parte de um e-mail que eu mandei pra ele. Pra quem quiser conferir, é só clicar aqui.

Em tempo: o Sérgio é um baita jornalista e um baita escritor. O site dele, 50 Anos de Textos, é excelente, tem textos dele e de vários colaboradores. Eu super recomendo!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Evitando o mimimi

É assim: eu quero falar de política no meu blog. O blog é meu, eu gosto de política, sempre gostei, sempre me interessei e vou continuar gostando e me interessando depois do dia 31 de outubro. Isso é um fato, e me desculpe quem não gosta do assunto, mas aqui no meu espaço eu falo do que eu quiser. Eu acho que se deve prestar atenção em política sempre, em época de eleição e principalmente depois. Acho que é por causa dessa postura desinteressada do brasileiro que a nossa política vai do jeito que vai. É muito fácil culpar os políticos se a gente vai lá, vota e não fiscaliza; é que nem dar um talão de cheque assinado na mão de alguém e depois reclamar do rombo na conta corrente.

Mas como recentemente eu tenho tido muito mais vontade de dar a minha opinião sobre os acontecimentos políticos do país, resolvi fazer uma concessão em respeito aos meus leitores apolíticos que não querem saber de política, que choramingam porque em época de eleição só se fala de política, blá blá blá: Vou escrever sobre esses assuntos em abas separadas e só clica lá quem quiser se inteirar sobre os acontecimentos políticos ou saber minha opinião sobre eles. Assim ninguém faz draminha de que o blog virou política pura e todo mundo fica feliz.

Mas fica a dica: alienação não leva a nada. O pré-conceito de que todos os políticos são iguais também não. Enquanto boa parte da população pensar dessa forma, o Brasil não vai pra frente. Vale o bom senso: não quer participar? Então também não venha reclamar.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Minha despretensiosa análise sobre o debate

Pois então, ontem tivemos o primeiro debate do segundo turno. Antes do debate, durante a tarde, a Dona Dilma alardeou aos quatro ventos que esperava um debate limpo, de alto nível. Todos os prognósticos davam conta de que seria um debate tranqüilo, baseado no "paz e amor" de ambos os lados.

Evidentemente, não foi o que se viu. A Dona Dilma, logo na primeira pergunta do primeiro bloco, saiu reclamando, aos brados, que está sendo vítima de calúnias e difamações por parte da campanha do Serra e seus aliados.

Pois bem, vamos por partes. Partamos da premissa de que calúnias e difamações pressupõem inverdades. Mentiras mesmo. Estabelecida a premissa, vejamos: Dilma acusa Serra de difamá-la espalhando boatos de que ela é atéia e favorável ao aborto.

Em primeiro lugar - já cansei de repetir em outros lugares, mas vamos de novo - quem começou a falar de aborto não foi o Serra, nem a mulher do Serra, nem a campanha do Serra. Quem trouxe o assunto à tona foi a Marina, ao defender um plebiscito sobre o assunto (Marina e seus plebiscitos hehehe). Alguns líderes religiosos, especialmente os líderes evangélicos, não ficaram muito felizes com essa idéia, muito menos vinda de uma irmã de fé. E enganam-se os que acham que pessoas ligadas a comunidades religiosas são desinformadas! Não demorou muito pra essas mesmas lideranças começarem a criticar o PNDH3, que fala abertamente sobre a legalização do aborto irrestrito. E daí pra começarem a apoiar o único candidato que não deu mostras de querer legalizar o aborto (portanto, o candidato mais afinado com as crenças dessa fatia da população) foi um pulinho, e bem previsível.

Então sim, uma parte da sociedade não é favorável à legalização do aborto. Aliás, pesquisas recentes do Datafolha mostram que mais ou menos 70% da população é contra, independente da fé que professam ou deixam de professar. E ao contrário do que dizem alguns supostos democratas que vêm pregando que se calem as vozes dos religiosos, essas pessoas têm, sim, todo o direito de não votar num candidato que vá contra suas crenças e de fazer campanha contra esse candidato. Da mesma forma como um eleitor que é contra privatizações tem o direito de não votar num candidato que é favorável a privatizações e de fazer campanha contra. Mesmo que existam muitos argumentos em favor da liberação do aborto, vivemos numa democracia e todos têm o direito de expressar suas opiniões, sejam elas maioria ou minoria, religiosas ou seculares, "certas" ou "erradas". Aliás, democracia é isso, e não a imposição da vontade da maioria, como tenho visto muitos dizerem. Da mesma forma, existem muitos argumentos a favor das privatizações, mas só os acata quem quer. E ninguém sai por aí querendo que os anti-privatização (os pró-orelhão hehehehe) se calem.

Agora, é claro que a Dilma sabe que não é a posição dela em relação ao aborto que vem sendo usada na campanha do Serra. Ela sabe disso, o marqueteiro dela sabe disso e o eleitor dela também sabe disso. O que vem sendo questionado pelo Serra é a mudança de opinião oportunista e eleitoreira. Todo mundo sabe, tá aí escancarado que o PT é a favor do aborto estatal irrestrito. E tem todo o direito de ser! Tá no site do partido, tá no PNDH3, em atas de congressos internos, pra quem quiser ver. E também é bem sabido a essas alturas que o PT tem, no seu regimento, cláusulas que prevêem a expulsão dos membros do partido que votarem contra o partido. Então das duas uma: ou a Dilma é favorável ao aborto, ou não é pessoalmente favorável mas por estar no partido vai ter que endossar a idéia sob pena de expulsão. De um jeito ou de outro, isso significa que em algum nível ela é a favor do aborto. Somem-se a isso as entrevistas que ela já deu defendendo o aborto e temos a resposta: a Dilma é a favor do aborto. Qual o problema nisso? Pra mim, nenhum. Ela tem o direito de ser a favor do que ela quiser. Esse não é um dos muitos motivos que me levam a achar que ela não é a melhor candidata. Mas que se reconheça o direito de quem é contra o aborto de escolher não votar nela. E ela que assuma isso de uma vez e arque com as conseqüências eleitorais. Vejam, se ela vai a público diariamente mentir que é contra o aborto e se dizer católica pra não perder votos, no que mais ela tá mentindo pra não perder votos? Sim, porque todo mundo sabe que ela é atéia "confessa". Eu não tenho nada contra presidentes ateus, inclusive o melhor que tivemos na era pós-regime o era. Mas respeito quem acha que um presidente deve ter uma fé.

Aliás, a questão nem é essa. Qualquer candidato a qualquer cargo tem que ter um mínimo de lisura moral. Boa conduta. Valores. Mentir é exatamente o oposto disso. Mentir pra ganhar uma eleição é ainda pior. E é nisso que a Dilma vem sendo cobrada, pela campanha do Serra, pelas lideranças religiosas e pelos eleitores. E com toda razão. Calúnia seria afirmarem que ela é a favor do aborto e ela ter se posicionado contra desde sempre. Não é o caso, e a tentativa de se fazer de vítima do candidato da oposição e de uma suposta "onda do mal" é um exagero e uma falsidade. É, essa sim, uma calúnia contra o Serra.

Ao longo do debate, o Serra fez perguntas sobre propostas da Dilma. Ela, quando respondeu, respondeu com passado: o que o PAC prometeu (porque fazer até agora não fez muito), o que o Lula fez e era isso. (Ah, não, ela também usou e abusou do verbo tergiversar, mesmo quando o Serra não estava tergiversando. E tentou colar nele a pecha de "mil caras" sem dizer por que exatamente ele teria mil caras.) O Serra tentou falar das propostas dele, mas a Dilma não fez uma pergunta sequer sobre o plano de governo dele, só falou do governo FHC e da rede de calúnias contra a pobre pessoa dela. Parece que ela não entendeu que não é porque ela vive à sombra do Lula que todo mundo vive à sombra de alguém. Uma pena. E um absurdo que saiam por aí dizendo que o Serra não quis discutir propostas. Tudo o que ele fez foi rebater as acusações e responder sobre o governo FHC, mas isso é culpa das perguntas que a Dilma fez, não da vontade dele.

Mas o mais genial de tudo foi a Dilma, nas considerações finais, lamentar o nível de baixaria na campanha. Ora, ontem quem trouxe a baixaria a tiracolo pro debate foi ela, que atravessou o Boechat a três por quatro e nem pra perguntar baixou o tom de voz. Nesse ponto o Serra deu um show, manteve a calma e a ponderação sem deixar de ser incisivo quando precisou. É o que se deveria espar de um chefe de estado.

Antes de encerrar esse post, quero fazer uma breve nota sobre "campanha civilizada". Tenho visto por aí muito material sujo contra a Dilma. Material com mentiras, invenções e exageros. Acho uma baixaria, não faço e não aprovo. Debate político tem que ter lógica e tem que ser da cintura pra cima. Me recuso a discutir com quem parte pra baixaria, pra agressão, pra ridicularização do oponente. Nesse sentido, a campanha do Serra tem sido exemplar. Não só o Serra em si, mas os movimentos de apoio, os políticos etc têm feito uma campanha limpa no twitter, no facebook e demais veículos. Sem baixaria, sem descer o nível, discutindo propostas e apontando civilizadamente certas inverdades ditas pela Dilma, especialmente em relação ao governo do Serra em São Paulo. Baixaria eu nunca vi. Nem pedidos de "vamos colocar X nos Trending Topics", sendo X uma ofensa à Dilma, como o @ptnacional tava fazendo ontem na hora do debate.

De onde saem então esses materiais sujos? Boa pergunta. Provavelmente de cidadãos comuns que nem são ligados a campanha nenhuma. O que eu não entendo é a imediata acusação, em vista desses materiais, à campanha do Serra. Vai ver é pelo princípio do espelho: se eu faço, os outros também fazem. Afinal, bordões como "Serra odeia nordestino", "PSDB é uma merda" e "quero que José Serra morra" são facilmente encontrados não só brotando dos twitters de gente comum, mas nos blogs que levam o nome da Dilma. Eu acompanho pelo menos dez blogs de apoio ao Serra e nunca li nada parecido com isso.

Moral da história: quer uma campanha limpa? Comece limpando a sua! Vale pra campanha e pra todos os setores da nossa vida.

P.S.: Não vou discutir nesse blog a questão do aborto estatal irrestrito. Acho que é um assunto independentemente complexo e que merece mais atenção. Outra hora eu me manifesto.

domingo, 3 de outubro de 2010

Nós, os gaúchos

Vamos ver se eu entendi. A gauchada se queixa desde sempre que mimimi a coisa vai mal, mimimi as contas públicas, mimimi o governo não faz isso e não faz aquilo. Entrou governador, saiu governador e nada mudou substancialmente. Aí entra a Yeda e tem colhões pra fazer o que nenhum macho fez: fazer os cortes necessários pra estabilizar as vergonhosas contas do estado e entregar o mandato, ao final de quatro anos, com as dívidas zeradas e condições de se fazer investimentos. E aí a gauchada toda vai e reclama que mimimi a Yeda não deu aumento, mimimi a Yeda não fez isso, mimimi a Yeda não fez aquilo.

Pergunto: a Yeda vai entregar pro Tarso um estado falido ou um estado de contas equilibradas como há muito tempo não se via? A Yeda foi ou não foi a única que conseguiu dar a volta por cima em meio aos destroços herdados dos governos do Olívio (que quebrou o estado com o inchamento da máquina pública que o seu governo promoveu) e do Rigotto (que vendo a situação em que se encontrava o Piratini preferiu se calar pra não ficar de mal com o Lula)?

Olha, coerência é o mínimo: não há recompensa sem sacrifício! No pain, no gain. Consertar encanamento sem quebrar parede é impossível. Consertar um estado quebrado sem fazer cortes nas verbas públicas também é impossível. Então das duas uma: ou pára a choradeira de que tem que fazer isso e aquilo, ou pára a choradeira quando alguém tenta por as coisas nos eixos a custa de sacrifícios.

sábado, 2 de outubro de 2010

Encontrando consolo na poesia

I confess this:
I have no hope.
The blind talk about an escape.
I see.
When the errors are consumed
The nothing will sit next to us
as our last companion.

(Bertold Brecht - Future Generations)

The critical attitude
Strikes many people as unfruitful
That is because they find the state
Impervious to their criticism
But what in this case is an unfruitful attitude
Is merely a feeble attitude. Give criticism arms
And states can be demolished by it.

Canalising a river
Grafting a fruit tree
Educating a person
Transforming a state
These are instances of fruitful criticism
And at the same time instances of art.

(Bertold Brecht - On the Critical Attitude)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Novidade!

Postando diretamente do Obamis! :)

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