Mas era só o que faltava mesmo, especialista dando aval pra macharada chifrar as mulheres à revelia! Daqui a uns dias vão dizer que também é da natureza do homem dar umas porradas na mulher que amam...
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Da série: diálogos singelos
- Comprei uma coisa pra gente.
- O quê?
- Digamos que tem nele uma curiosidade antropológica/sociológica.
- Kama Sutra ou O Capital do Marx?
- O quê?
- Digamos que tem nele uma curiosidade antropológica/sociológica.
- Kama Sutra ou O Capital do Marx?
Trinta e sete
É a máxima prevista para hoje na capital dos gaúchos.
Alguém tem um freezer horizontal sobrando pra me emprestar?
Alguém tem um freezer horizontal sobrando pra me emprestar?
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Deprê
Tou nos Pampas há 13 dias e ainda não vi ninguém, exceto o povo de Marau. E nem sei quando vou conseguir ver alguém. Várias pessoas me contatando e eu tendo que dizer não porque tenho que trabalhar.
Acho um saco quando isso acontece.
Acho um saco quando isso acontece.
Vizinhança famosa
Quem me conhece, já foi lá em casa, ou acompanha esse blog, sabe que eu moro numa vizinhança de famosos. Mas desde ontem a minha vizinhança ficou famosa na mídia por outros motivos. Olha aqui e me diz se eu devo ter coragem de voltar a comprar brioches nessa padaria!
Pra não dizer que eu não falei de 2009
Uma pequena retrospectiva, em tópicos:
* Janeiro e fevereiro: férias escaldantes em Porto Alegre, com baixíssima produtividade tesística mas com um nível interessante de emagrecimento, com um peso que se manteve até o final do ano. Ouvi palmas?
* Fevereiro: bodas de ouro dos meus tios = reeencontro com várias pessoas da família que eu não via há séculos. Carnaval ensurdecedor no Porto Seco. As usual.
* Março: viagem de dez dias, a trabalho, pra João Pessoa. Compensou a falta de viagens no resto do ano.
* Paradeira total entre março e junho: poucas baladas, poucos acontecimentos, poucas emoções. Highlights do período: gripe suína, Clark retornando da Holanda, relatório FAPESP, meu primo voltando pra casa. Vide a baixíssima movimentação no blog nesse período.
* Junho: uma volta a Floripa que tinha tudo pra ser uma desgraça e acabou sendo uma das melhores coisas que podiam ter me acontecido. Morreu meu “vozinho adotivo”, me deixando sem avós de vez. Mais um aniversário. Visita dos velhos.
* Julho: defesa da Lu, início oficial de namoro. Não ir pra Argentina (por causa da gripe) foi a melhor coisa que eu podia ter feito.
* Agosto – novembro: vazamento no chuveiro, hospedagem solidária, ainda poucas baladas, raríssimos encontros do Quarteto, duas viagens pra Porto, presença constante do Sr. Anônimo – física e metafísica, desespero com qualificação, sanduíche e submissão de trabalhos pra congressos internacionais.
* Final de novembro - dezembro: qualificação, pedido de bolsa-sanduíche, viagem pra Brasília = imersão lingüístico-política. Não comprei nem ganhei meu Deus de pelúcia. Reencontro do Trio. Pré-Natal com Sr. Anônimo, vinhos, presentes, etc. Viagem pra Porto, correria, viagem pra Marau, casório, crianças, Natal. Volta pra Forno Alegre.
* Hoje: lendo pra escrever um trabalho pro inicinho do ano que vem. Esperando o Sr. Anônimo acordar e entrar no skype. Esperando o Ano-Novo e o que virá.
Devo dizer que nunca um ano começou tão incógnito pra mim como esse 2010 que se aproxima. Não sei se vai sair minha bolsa-sanduíche ou se vou defender a tese em junho, não sei se peço prorrogação pra FAPESP, não sei se caso, não sei se faço concurso, não sei se peço pós-doc... Posso acabar nos Estados Unidos ou debaixo da ponte até o final do ano, tudo pode acontecer.
O que eu espero? Poder ver mais os meus amigos de Sampa e do resto do mundo, especialmente a Lu, que agora vai retornar ao convívio acadêmico (viu, Lu? tou intimando!); ficar mais tempo com o Sr. Anônimo; ir num show legal, de preferência do Tom Waits; minha bolsa-sanduíche; não morrer de fome nos States, nem voltar de lá duzentos quilos mais gorda, caso saia a minha bolsa-sanduíche; fazer uma tese bacana; emagrecer mais um pouquinho; não me achar horrorosa de cabelo comprido (sim, vou deixar crescer o cabelo); ser aceita, e ir, em pelo menos um dos congressos que eu mandei resumo; e, obviamente, ser feliz.
Se alguma dessas coisas vai acontecer, eu não sei. Só sei que 2009 foi bom. E eu, com o meu velho otimismo incansável, espero que 2010 seja no mínimo equivalente.
* Janeiro e fevereiro: férias escaldantes em Porto Alegre, com baixíssima produtividade tesística mas com um nível interessante de emagrecimento, com um peso que se manteve até o final do ano. Ouvi palmas?
* Fevereiro: bodas de ouro dos meus tios = reeencontro com várias pessoas da família que eu não via há séculos. Carnaval ensurdecedor no Porto Seco. As usual.
* Março: viagem de dez dias, a trabalho, pra João Pessoa. Compensou a falta de viagens no resto do ano.
* Paradeira total entre março e junho: poucas baladas, poucos acontecimentos, poucas emoções. Highlights do período: gripe suína, Clark retornando da Holanda, relatório FAPESP, meu primo voltando pra casa. Vide a baixíssima movimentação no blog nesse período.
* Junho: uma volta a Floripa que tinha tudo pra ser uma desgraça e acabou sendo uma das melhores coisas que podiam ter me acontecido. Morreu meu “vozinho adotivo”, me deixando sem avós de vez. Mais um aniversário. Visita dos velhos.
* Julho: defesa da Lu, início oficial de namoro. Não ir pra Argentina (por causa da gripe) foi a melhor coisa que eu podia ter feito.
* Agosto – novembro: vazamento no chuveiro, hospedagem solidária, ainda poucas baladas, raríssimos encontros do Quarteto, duas viagens pra Porto, presença constante do Sr. Anônimo – física e metafísica, desespero com qualificação, sanduíche e submissão de trabalhos pra congressos internacionais.
* Final de novembro - dezembro: qualificação, pedido de bolsa-sanduíche, viagem pra Brasília = imersão lingüístico-política. Não comprei nem ganhei meu Deus de pelúcia. Reencontro do Trio. Pré-Natal com Sr. Anônimo, vinhos, presentes, etc. Viagem pra Porto, correria, viagem pra Marau, casório, crianças, Natal. Volta pra Forno Alegre.
* Hoje: lendo pra escrever um trabalho pro inicinho do ano que vem. Esperando o Sr. Anônimo acordar e entrar no skype. Esperando o Ano-Novo e o que virá.
Devo dizer que nunca um ano começou tão incógnito pra mim como esse 2010 que se aproxima. Não sei se vai sair minha bolsa-sanduíche ou se vou defender a tese em junho, não sei se peço prorrogação pra FAPESP, não sei se caso, não sei se faço concurso, não sei se peço pós-doc... Posso acabar nos Estados Unidos ou debaixo da ponte até o final do ano, tudo pode acontecer.
O que eu espero? Poder ver mais os meus amigos de Sampa e do resto do mundo, especialmente a Lu, que agora vai retornar ao convívio acadêmico (viu, Lu? tou intimando!); ficar mais tempo com o Sr. Anônimo; ir num show legal, de preferência do Tom Waits; minha bolsa-sanduíche; não morrer de fome nos States, nem voltar de lá duzentos quilos mais gorda, caso saia a minha bolsa-sanduíche; fazer uma tese bacana; emagrecer mais um pouquinho; não me achar horrorosa de cabelo comprido (sim, vou deixar crescer o cabelo); ser aceita, e ir, em pelo menos um dos congressos que eu mandei resumo; e, obviamente, ser feliz.
Se alguma dessas coisas vai acontecer, eu não sei. Só sei que 2009 foi bom. E eu, com o meu velho otimismo incansável, espero que 2010 seja no mínimo equivalente.
domingo, 27 de dezembro de 2009
Declaração de amor
- Te amo loucamente, a ponto de ir contigo pra Brasília num show do Rei no senado.
Assim eu caso, né?
Assim eu caso, né?
sábado, 26 de dezembro de 2009
Dúvida cruel
Fazer ou não fazer a minha tradicional retrospectiva/balanço do ano que se vai? E da década?
Ainda não decidi. Aguardem.
Ainda não decidi. Aguardem.
sábado, 5 de dezembro de 2009
Brasília
Fui pra Brasília prum congresso de lingüística, mas acabei me encantando mesmo foi com a vida política, personificada pelo Congresso Nacional. Fui lá todos os dias de segunda a quinta e só saí na quinta porque já tava de noite. Juro. Quase me deu vontade de chorar hoje quando eu passei por lá pela última vez, de longe, a caminho do aeroporto, e pensei que vai demorar muito pra eu conseguir voltar.
Provavelmente ninguém, ou quase ninguém, vai entender o que pode haver de tão fascinante no Congresso, ou mesmo numa cidade árida como Brasília. Acreditem em mim, há muito. JK foi um visionário. Lembro de ter aprendido no colégio que ele construiu Brasília, faliu o país e morreu, mas não sabia nem de quê. Ir pra Brasília me fez admirar muito as idéias e a figura do JK, e acho que se ele tivesse tido um segundo mandato o Brasil seria muito diferente do que é hoje. O Brasil teve foi azar.
Brasília é uma cidade linda. O plano piloto é uma obra do Niemeyer a céu aberto, e eu, vocês sabem, pago pau pro Niemeyer: Ibirapuera, Memorial da América Latina, Museu do Olho em Curitiba (onde eu pude ver uma exposição sobre o Niemeyer e me apaixonei mais ainda pelo estilo dele) e por aí afora. O cara é fera. Todos os prédios públicos que eu visitei me deixaram boquiaberta, especialmente o Itamaraty. Podia escrever um post inteiro sobre o Itamaraty, sua escada sem corrimão, seu Salão Nobre, as obras de arte, o paisagismo do Burle Marx, a sobriedade não-ostentativa e mesmo assim incrivelmente imponente. Lindo. Simplesmente lindo.
Mas o Congresso me cativou. Todo brasileiro devia ir lá e ver como a coisa funciona, ver todos os bastidores que a TV Câmara e a TV Senado não mostram. Impressiona o fácil acesso que a gente tem a tudo: Câmara, Senado, gabinetes de senadores, Comissões, dá pra ir onde quiser. A gente conseguiu falar com o Senador Cristovam Buarque, que confirmou, naqueles poucos minutos, a impressão que eu sempre tive dele: que pessoa fantástica! Falamos sobre as universidades, sobre educação, sobre literatura. Fiquei tão emocionada que esqueci de falar que eu votei nele! Minha admiração por ele só fez aumentar, ali de pé no corredor do Túnel do Tempo. Falamos também com o Suplicy, que eu, apesar de não-petista assumidérrima, admiro pela coerência. Fomos recebidos no gabinete dele, o cara tirou meia hora da agenda pra receber um bando de alunos da USP que não tinham nem marcado hora. Caralho, me senti importante! Sem contar que a gente assistiu a reunião da CCJ e vimos pelos corredores o Marco Maciel e o Pedro Simon, meu ídolo político no RS, entre muitos outros.
Falando em Simon, no dia seguinte passamos a tarde e parte da noite na platéia do Senado. Vimos a Katia Abreu chorar defendendo os agricultores, vimos o Cristovam fazer um belíssimo aparte falando sobre a subversão do Bolsa Família, vimos o Simon dar um discurso de tirar o chapéu sobre as denúncias ao Michel Temer e a inoperância da Casa, vimos muitas outras falas pertinentes, até do Mão Santa! Vi também, uns dias antes, o Paulo Paim falar sobre as chuvas constantes que vêm castigando o Rio Grande do Sul, e gostei do que ele falou, apesar das nossas muitas discordâncias políticas. Assistir as sessões do Senado fez eu me sentir cidadã, fez eu querer escrever pro Simon e responder à conclamação inflamada que ele fez "estamos aqui!".
Também fizemos amizade com os porteiros, o pessoal da recepção, a moça do guarda-volumes e a galera da cantina, nos envolvemos numa causa política contra a aprovação de uma PEC, e conversamos longamente com o senhor que vende livros na livraria do Senado. Aliás, povo da literatura, pasme: a Editora do Senado reeditou os há muito esgotados volumes da História da Literatura Ocidental, do Otto Maria Carpeaux. Tudo por 200 reais, é só pedir pela internet, e eles mandam entregar na tua casa, seja onde for, sem custo adicional. Os meus chegam terça-feira! Gente, passei a minha vida acadêmica todinha querendo loucamente comprar esses bichos, e olha só onde eu fui achar. A Editora do Senado tem um catálogo muito interessante, dá vontade de comprar quase tudo, especialmente porque os preços são muito acessíveis. Eles tão fazendo um resgate da cultura nacional e pouquíssima gente sabe.
O bottom line é esse: todo mundo olha de longe o que acontece no Congresso, e no máximo faz piada. Ninguém vai lá ver como é, poucos se dispõem a meter a mão na massa. O Simon tá coberto de razão. Pois eu acho que todo mundo devia ir lá ver como é, todo mundo devia prestar atenção no que os parlamentares falam nas tribunas e nas comissões, todo mundo devia mandar e-mails, tuitar, mandar cartas, telefonar, enfim, fiscalizar de perto o trabalho das pessoas que elegeu. Como bem disse o senador Mozarildo Cavalcanti, de Roraima, ninguém tá lá dentro por decreto, todo mundo foi eleito. E se a gente não quer mais Arrudas no mundo, é a gente que tem que se mexer pra isso. Afinal nenhum Sarney se elege sozinho.
Provavelmente ninguém, ou quase ninguém, vai entender o que pode haver de tão fascinante no Congresso, ou mesmo numa cidade árida como Brasília. Acreditem em mim, há muito. JK foi um visionário. Lembro de ter aprendido no colégio que ele construiu Brasília, faliu o país e morreu, mas não sabia nem de quê. Ir pra Brasília me fez admirar muito as idéias e a figura do JK, e acho que se ele tivesse tido um segundo mandato o Brasil seria muito diferente do que é hoje. O Brasil teve foi azar.
Brasília é uma cidade linda. O plano piloto é uma obra do Niemeyer a céu aberto, e eu, vocês sabem, pago pau pro Niemeyer: Ibirapuera, Memorial da América Latina, Museu do Olho em Curitiba (onde eu pude ver uma exposição sobre o Niemeyer e me apaixonei mais ainda pelo estilo dele) e por aí afora. O cara é fera. Todos os prédios públicos que eu visitei me deixaram boquiaberta, especialmente o Itamaraty. Podia escrever um post inteiro sobre o Itamaraty, sua escada sem corrimão, seu Salão Nobre, as obras de arte, o paisagismo do Burle Marx, a sobriedade não-ostentativa e mesmo assim incrivelmente imponente. Lindo. Simplesmente lindo.
Mas o Congresso me cativou. Todo brasileiro devia ir lá e ver como a coisa funciona, ver todos os bastidores que a TV Câmara e a TV Senado não mostram. Impressiona o fácil acesso que a gente tem a tudo: Câmara, Senado, gabinetes de senadores, Comissões, dá pra ir onde quiser. A gente conseguiu falar com o Senador Cristovam Buarque, que confirmou, naqueles poucos minutos, a impressão que eu sempre tive dele: que pessoa fantástica! Falamos sobre as universidades, sobre educação, sobre literatura. Fiquei tão emocionada que esqueci de falar que eu votei nele! Minha admiração por ele só fez aumentar, ali de pé no corredor do Túnel do Tempo. Falamos também com o Suplicy, que eu, apesar de não-petista assumidérrima, admiro pela coerência. Fomos recebidos no gabinete dele, o cara tirou meia hora da agenda pra receber um bando de alunos da USP que não tinham nem marcado hora. Caralho, me senti importante! Sem contar que a gente assistiu a reunião da CCJ e vimos pelos corredores o Marco Maciel e o Pedro Simon, meu ídolo político no RS, entre muitos outros.
Falando em Simon, no dia seguinte passamos a tarde e parte da noite na platéia do Senado. Vimos a Katia Abreu chorar defendendo os agricultores, vimos o Cristovam fazer um belíssimo aparte falando sobre a subversão do Bolsa Família, vimos o Simon dar um discurso de tirar o chapéu sobre as denúncias ao Michel Temer e a inoperância da Casa, vimos muitas outras falas pertinentes, até do Mão Santa! Vi também, uns dias antes, o Paulo Paim falar sobre as chuvas constantes que vêm castigando o Rio Grande do Sul, e gostei do que ele falou, apesar das nossas muitas discordâncias políticas. Assistir as sessões do Senado fez eu me sentir cidadã, fez eu querer escrever pro Simon e responder à conclamação inflamada que ele fez "estamos aqui!".
Também fizemos amizade com os porteiros, o pessoal da recepção, a moça do guarda-volumes e a galera da cantina, nos envolvemos numa causa política contra a aprovação de uma PEC, e conversamos longamente com o senhor que vende livros na livraria do Senado. Aliás, povo da literatura, pasme: a Editora do Senado reeditou os há muito esgotados volumes da História da Literatura Ocidental, do Otto Maria Carpeaux. Tudo por 200 reais, é só pedir pela internet, e eles mandam entregar na tua casa, seja onde for, sem custo adicional. Os meus chegam terça-feira! Gente, passei a minha vida acadêmica todinha querendo loucamente comprar esses bichos, e olha só onde eu fui achar. A Editora do Senado tem um catálogo muito interessante, dá vontade de comprar quase tudo, especialmente porque os preços são muito acessíveis. Eles tão fazendo um resgate da cultura nacional e pouquíssima gente sabe.
O bottom line é esse: todo mundo olha de longe o que acontece no Congresso, e no máximo faz piada. Ninguém vai lá ver como é, poucos se dispõem a meter a mão na massa. O Simon tá coberto de razão. Pois eu acho que todo mundo devia ir lá ver como é, todo mundo devia prestar atenção no que os parlamentares falam nas tribunas e nas comissões, todo mundo devia mandar e-mails, tuitar, mandar cartas, telefonar, enfim, fiscalizar de perto o trabalho das pessoas que elegeu. Como bem disse o senador Mozarildo Cavalcanti, de Roraima, ninguém tá lá dentro por decreto, todo mundo foi eleito. E se a gente não quer mais Arrudas no mundo, é a gente que tem que se mexer pra isso. Afinal nenhum Sarney se elege sozinho.
De novo a saga bancária
Então ironicamente, depois que o meu novo cartão da Nossa Caixa chegou, com código de segurança no verso como mandava o figurino, os terminais da Nossa Caixa nunca mais me mandaram gerar a senha de sílabas. Ok. Patético, mas nada grave, desde que eu conseguisse sacar dinheiro sem problemas, como parecia ser o caso.
Aí eu fui pra Brasília, sabendo que lá eu só conseguiria sacar dinheiro e acessar meu saldo via terminais do Banco do Brasil. Tudo bem, consigo fazer isso sem problemas em São Paulo, por que seria diferente em Brasília, não é mesmo? Pois pasmem, meus caros leitores, porque foi diferente. O ridículo da situação era tamanho que eu ou conseguia sacar dinheiro, ou conseguia ver meu saldo. Nunca as duas operações no mesmo dia. Caso eu tentasse, a maquininha estúpida insistia em dizer que a minha data de nascimento, que eu preciso digitar pra conseguir fazer qualquer coisa na Nossa Caixa, estava errada. E se tentasse três vezes, bloqueava a data.
E a cereja do bolo: dinheiro mais do que suficiente no banco, mas quem foi que disse que eu consegui pagar toda a conta do hotel no débito? Transação menor do que o limite de saque diário, por sinal, mas não, claro que a transação não foi aprovada. Bendito cartão de crédito que me salvou, senão eu tava lá lavando prato pra pagar a conta - mesmo tendo dinheiro pra pagar.
Meu pai disse que é perda de tempo, mas essa semana eu vou gastar umas horas da minha atribulada vida pra falar com o gerente desse banquelho do qual eu sou correntista. E, se nada resolver, o dinheiro vai começar a vir pra debaixo do colchão. Tenho dito.
Aí eu fui pra Brasília, sabendo que lá eu só conseguiria sacar dinheiro e acessar meu saldo via terminais do Banco do Brasil. Tudo bem, consigo fazer isso sem problemas em São Paulo, por que seria diferente em Brasília, não é mesmo? Pois pasmem, meus caros leitores, porque foi diferente. O ridículo da situação era tamanho que eu ou conseguia sacar dinheiro, ou conseguia ver meu saldo. Nunca as duas operações no mesmo dia. Caso eu tentasse, a maquininha estúpida insistia em dizer que a minha data de nascimento, que eu preciso digitar pra conseguir fazer qualquer coisa na Nossa Caixa, estava errada. E se tentasse três vezes, bloqueava a data.
E a cereja do bolo: dinheiro mais do que suficiente no banco, mas quem foi que disse que eu consegui pagar toda a conta do hotel no débito? Transação menor do que o limite de saque diário, por sinal, mas não, claro que a transação não foi aprovada. Bendito cartão de crédito que me salvou, senão eu tava lá lavando prato pra pagar a conta - mesmo tendo dinheiro pra pagar.
Meu pai disse que é perda de tempo, mas essa semana eu vou gastar umas horas da minha atribulada vida pra falar com o gerente desse banquelho do qual eu sou correntista. E, se nada resolver, o dinheiro vai começar a vir pra debaixo do colchão. Tenho dito.
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