terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Cenas do humilhante

Lembram que esses tempos atrás eu escrevi sobre a teoria dos meios de transporte? Pois hoje eu finalmente descobri o que acontece quando o cara mais lindo do ônibus (lindo mesmo, em qualquer universo, não só no microcosmo do ônibus em questão, afinal em terra de cego...) não tem aliança, está sozinho e fica no meu campo de visão: eu fico a isso aqui de cometer uma loucura.

Não dou detalhes nem sob tortura, pelo menos não aqui. Só tenho a dizer que o deus dos meios de transporte sabe muito bem o que faz.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Tensão pré-fim-de-ano

Eu ando muito muito muito muito muito muito irritada. Hoje acordei e fui fazer cookies de aveia pra ver se passava a irritação, mas não resolveu. Nada tem resolvido. Odeio essa sensação - o que só acaba por me irritar mais ainda, é claro.

E, claro, nada do que eu planejo sai como o planejado quando depende dos outros. Paciência. Aí vêm as férias e parece que eu já tou vendo a choradeira. Aliás, começando quarta, nem precisa esperar mais que isso. Ha ha ha. Azar de quem perdeu.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Get a grip!

Não consigo entender como as pessoas cometem tantas vezes os mesmíssimos erros. E nem se tocam! Ai, ai...

Contos de fada

No filme de Sex and the City tem uma cena que a Carrie tá lendo um conto de fadas pra Lily, filha da Charlotte. Quando chega no final da história e ela diz "and they lived happily ever after", a Carrie vira pra guria e fala que aquilo é tudo mentira, que ela tem que saber desde cedo que as coisas não são assim na vida real, que ela não deve se iludir desde o berço com a existência de um príncipe encantado que fica com a gente pra todo sempre. Aí a Lily só olha pra ela e diz "again", e a Carrie constata que a guria, com três anos de idade, já é um caso perdido.

Época de férias, sábado à tarde sem chuva, a criançada do prédio ao lado desceu em peso pra brincar. Tava eu lavando a louça do almoço e ouvi eles brincando de príncipe e princesa, um guri falando pra uma guria que ela era uma princesa linda, a mais bela princesa que ele já viu, case comigo, seremos felizes para sempre agora que o mal já passou, e ticétera*. Fiquei rindo sozinha, lembrando de quando eu era criança e brincava de Branca de Neve com o pessoal do prédio, sempre os mesmos diálogos e seqüências narrativas, só mudava quem fazia o que.

Um tempo depois, mais pro meio da tarde, a brincadeira tinha mudado. E lá estava a mesma guria, que antes era a princesa, gritando eu te amo, eu sempre te amei, você não pode fazer isso comigo, seu cafajeste, covarde, como você teve coragem de me trair com essa vagabunda, seu sem-vergonha, suma da minha frente.

Acho que eles estavam brincando de novela. Mas bem podia ser o caso que estivessem brincando de vida real. Acho que só em Sex and the City, mesmo, as menininhas ainda se iludem com príncipes e happily ever afters. Na vida real, parece que a mulherada já nasce sabendo como é que vai ser...

* Forma modernizada do latim et cetera, utilizada por alunos de ensino médio e graduação.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Saldo positivo

Claro que eu preferia que a gente tivesse ganho o campeonato, mas acho que o vice-campeonato tá de bom tamanho. Fizemos uma campanha muito boa, apesar de esse formato de pontos corridos não ser exatamente o nosso forte. Ganhamos hoje com tranqüilidade, ou seja, fizemos a nossa parte até o final. A culpa de não termos ganho é toda do Goiás... hehehe.

Ouvi o jogo pelo rádio, as entrevistas no final, e vou dizer: queria muito ter estado no Olímpico pra aplaudir de pé o meu tricolor do coração nesse final de temporada, pra chorar de emoção junto com os jogadores e a direção, pra gritar o nome do Tcheco. Ele deu volta olímpica e uma entrevista que me fez chorar de satisfação. Fazia tempo que não tínhamos um capitão desse quilate, talvez desde o Adílson.

Ah, e por falar no Capitão América, estamos na Libertadores, nosso campeonato preferido! Estamos com sede de Libertadores; quase ganhamos no ano passado, e ano que vem vamos buscar essa taça que tanto combina com a gente, se Deus quiser com o Tcheco ostentando a braçadeira.

Acho que não ter ganho o campeonato, mas ter ficado tão perto de ganhar, é algo que vai forçar a nossa direção a reforçar o time pro ano que vem (sabemos pelo histórico do time que se tivéssemos ganho, o esforço pra melhorar o time não seria tão grande). Palmas pra gestão do Odone, que, como o Fabio Koff, juntou um bando de jogadores meio desconhecidos, com o objetivo declarado de não cair pra segundona, e transformou num time campeão, que ficou mais tempo que qualquer outro na liderança e foi o único a ganhar as duas partidas contra o agora campeão São Paulo.

Mas o melhor de tudo é que não ficamos devendo nada pro Celso Roth! Confesso que eu não ia achar muito legal ter que agradecer ao Celsão pelo título, por mais que ele tenha, admito, evoluído consideravelmente, como técnico e como ser humano, no relacionamento com a torcida.

Piadas à parte, meu destaque da última rodada vai pro Figueirense, que lutou loucamente pra não cair; me emocionei ouvindo a transmissão paralela do jogo. O ponto negativo, como não podia deixar de ser, foi a corrupção da arbitragem. Envelopinho com dinheiro, Ricardo Teixeira que talvez amanhã conte quem mandou o envelope, blablablá. Nem vou comentar o impedimento no gol do São Paulo, porque eles mandaram no jogo contra o Goiás e teriam sido campeões mesmo empatando. Mas que foi uma arbitragem meio cretina no jogo deles, foi.

Não importa. Não importa quem caiu, não importa nem o aviãozinho do co-irmão sobrevoando o estádio; deixa eles que eles tão recém aprendendo a ser gente grande. Ganhar a Dubai Cup? A Segunda divisão da Libertadores? Ah... Tem que comer um pouco mais de feijão e arroz pra ser bi da Libertadores, colegas. Mas deixe estar que no ano que vem começa tudo de novo: a expectativa, a flauta, a secação. Seremos tri da Libertadores, o verdadeiro título da América, no ano do centenário do co-irmão, e aí quero ver onde vai voar o aviãozinho...

Parabéns pro Grêmio! E pra torcida mais aguerrida que eu já vi. Quem não acredita no poder dessa torcida, eu desafio: vá a qualquer jogo no Olímpico - não é só em jogo decisivo não! - e veja com seus próprios olhos. Não há quem não se arrepie.

Confirmando... mais uma vez

É sempre bom ver que a gente tinha razão. Mas quando a previsão que se confirma era triste dá uma engasgada...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

(Bom) senso (comum)

Navegando pelo espaço infinito do orkut hoje de manhã, me deparei com o dono (ou era dona?) de um perfil que comemorava a vitória do Inter na Sul-Americana ontem com a afirmação de que "o Inter ganhou todos os títulos que disputou". Essa frase, provavelmente captada em algum meio de comunicação, pra uma lingüista como eu soa como uma inverdade. Pra mim, se um time ganhou todos os títulos que disputou, então toda vez que esse time jogou um campeonato, ele foi campeão. Até tentei fazer uma forma lógica pra ver se a minha intuição tá certa, mas sei que ia ficar chato pra quem não manja de lambdas e quantificadores universais. Depois percebi que o problema pode ser de semântica lexical mesmo (pra meu horror), ou melhor, de dicionário: pra mim, disputar um título não é simplesmente jogar a final (senão o que dizer de um campeonato de pontos corridos?); disputar um título é jogar todas as partidas que envolvem o campeonato, torneio ou o que quer que seja. Então, pra mim, só faz sentido dizer que o Inter, ou qualquer outro time, ganhou todos os títulos que disputou, se ele ganhou todos os Brasileirões, Gauchões, Copas do Brasil, Libertadores, Recopas, Mundiais, Sul-Americanas etcéteras dos quais participou durante toda sua existência. Ou seja: essa afirmação com a qual o orkuteiro desconhecido comemorava a vitória do seu time é o cúmulo da visão otimista.

Curiosamente, olhando o resto do perfil, achei lá na parte pessoal, na definição do par perfeito, que "a gente deve dar valor a quem nos dá valor". Quer dizer, o nosso par perfeito é aquele fulano, quem quer que seja, que nos der bola. Não temos o direito (quem dirá o dever!) de escolher, ou melhor, de querer alguém que nos interesse. Deu mole, vam'bora! Pra que esperar, não é mesmo? Somos todos péssimos, feios, desinteressantes e incapazes de atrair alguém como imaginamos. Dê graças ao senhor se alguém te notar, e se olhar duas vezes, pule em cima! De preferência já enfiando uma aliança no dedo. Ou seja: seja loucamente pessimista como eu e agarre esse mesmo, porque periga nunca mais aparecer ninguém.

Tudo bem, a contradição é um traço definidor da personalidade humana, e o gosto por clichês, bem... infelizmente define com maestria um certo tipo de seres humanos. Mas fiquei um tempo parada na frente daquele perfil, indo e voltando nas duas afirmações, tentando conceber como é que uma mesma pessoa pode ser ao mesmo tempo tão otimista pra umas coisas e tão pessimista pra outras. Acho que o que falta pra humanidade, de verdade, é o velho ensinamento budista do caminho do meio. Ou então um pouquinho de bom senso, em lugar do velho e surrado (e inútil!) senso comum. Já faria uma grande diferença.

Arrumação

Mexer com o passado é mexer com um ninho de vespas. A gente puxa tudo pra fora pra organizar as coisas "pro ano que vem", mas sempre acaba esbarrando em alguma coisa (pelo menos uma!) que joga a gente lá pra trás.

Eu achei fotos. Fotos do tempo de graduação, fotos dos meus alunos, de um monte de outras coisas. Sorri. Depois achei fotos da Itália. E mapas de Siena mostrando onde eu morava, onde eu estudava, as ruas que eu caminhava todos os dias. Backups de icq e msn de muito tempo atrás.

E o vinho fez efeito, e o Aldir Blanc cantou "Resposta ao tempo". E como sempre na arrumação de final de ano, eu chorei.

Coisas pra fazer antes de 2009

* Arrumar meus textos, livros, cds, documentos e guarda-roupa (já comecei hoje);
* Pegar pelo menos mais uma balada, de preferência no Morrison;
* Ler a Zubizarreta e o livro dos indefinidos e escrever um pouquinho mais de material da tese;
* Baixar o cd novo do Guns e tudo o que o pai me pediu;
* Ver o 007 (ainda não vi!), Madagascar II e o Vicky blã;
* Ver a decoração de Natal na Paulista;
* Uma outra coisinha que não dá pra falar...

Deve ter mais coisas, mas não consigo lembrar do resto. Se eu lembrar eu venho aqui contar.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

É sempre a mesma coisa

Todo final de ano eu dou uma sumida básica da net. Na verdade uma pseudo-sumida, porque eu fico online o dia todo, olhando orkut, blogs dos outros, baixando coisas... Eu só perco a paciência de responder scraps e de ficar online no msn. Mesmo. Não tenho saco. Esse ano não tá sendo diferente, por enquanto...

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Tróia

É um filmezinho de merda, a bem da verdade. Mas eu assisto sempre.
Só pra ver a cena do Brad...