quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Promessas de campanha

Eu preciso contar pra vocês a história que gerou um diálogo e uma situação parecidas com a do diálogo do post anterior. Eu tava me segurando pra não publicar nada aqui, pra não dar ibope a quem não merece. Mas o fato puro e simples é que eu não consigo não pensar nessa maldita história; então, quem sabe se eu contar pro mundo inteiro de uma vez só alguém não consegue, finalmente, me responder o que foi que deu errado dessa vez.

Mas não vou contar hoje. Tô sem tempo pra escrever odisséias no momento. Em breve eu conto tudo o que precisa ser contado. E conto também da minha ida pra Porto Alegre, que eu tô mais que devendo. Esse blog tá às moscas, vários dos meus blogueiros preferidos estão abandonando a vida de blogueiros, mas não se assustem: eu não vou abandonar esse blog. Esse é o blog da resistência, é o re-blog, e daqui não saio, daqui ninguém me tira!

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

De como dizer adeus, ou, Essa é sua vida, Leonor

Cena da terceira temporada de Gilmore Girls. Ou, cena muito parecida com uma que eu protagonizei (proto-agonizei) há pouco mais de um mês...



E como eu sou boazinha, vai aí a transcrição do diálogo pra quem não entende só ouvindo:

LORELAI: Gotcha.

MAX: You sure did.

LORELAI: Bad time?

MAX: Kind of.

[she walks in]

LORELAI: Busy?

MAX: Real busy.

LORELAI: You're avoiding me.

MAX: No, I'm not.

LORELAI: Then what's with the 'I'm busy' thing?

MAX: I can't be busy?

LORELAI: Ah, but that's avoiding me, saying you're busy.

MAX: No, it's descriptive of my current state. These essays are due back tomorrow, I'm way behind on my reading, so I'm eating my day-old vending machine at my desk in my futile attempt to try and catch up.

LORELAI: Two rotations.

MAX: What?

LORELAI: It's in the Booster Club bylaws, my friend. I looked it up myself. Faculty advisors are supposed to do a minimum of two consecutive rotations with the Booster Club and you did only one.

MAX: I did three.

LORELAI: What?

MAX: I did three. You went to my third one. I did the previous two you weren't at.

LORELAI: I'm assuming you have documentation?

MAX: Lorelai.

LORELAI: With Lorelai Gilmore, it's trust but verify.

MAX: Well, I'm sure I can scrounge up a witness.

LORELAI: Why did you treat me so weird at that last meeting?

MAX: I treated you with respect and kindness.

LORELAI: That's why it was weird. It's how you treated Terry and Joan, too. I mean, did you also kiss Terry and Joan?

MAX: Yeah, I did. And Doug. He was the best of the three.

LORELAI: Max.

MAX: I was playing it cool. You were, too. I was just following suit.

LORELAI: No, I was playing it cool because you were playing it cool. And I'm the treasurer and the treasurer has to be cool or it just looks suspicious.

MAX: Wait, wait, wait. Ten feet.

LORELAI: Ten feet?

MAX: That's a safe distance for us, and the more furniture in between, the better.

LORELAI: I'm not gonna attack you.

MAX: I'm not worried about you, I'm worried about me. I mean, there are people still walking the halls and this is my workplace and I can't be held responsible for what I do around you. I mean, you are like a - like a - like a mythological creature that casts some kind of spell on me and makes me act stupid. I'm not stupid. I don't act stupid with anyone else. Uh, we're too close again.

LORELAI: Okay, I didn't bring a frickin' tape measure. I'm not good at judging distances. You'll have to help me out with the ten feet thing.

MAX: Well, it's a little bigger than a basketball player. Just keep a really big basketball player between us.

LORELAI: Wow, I bet there's a sentence that's never been uttered before.

MAX: There are other complications with this whole thing, you know. Just thought I'd tell you.

LORELAI: What other complications?

MAX: I was seeing someone in California. There, I said it.

LORELAI: You mean, you weren't living like a Trappist monk while you were in California? I'm shocked.

MAX: That doesn't bother you?

LORELAI: Max, we weren't together. I mean, I have been seeing someone, too.

MAX: Well, I would probably still be seeing Diane if I hadn't moved back here. That's something to think about.

LORELAI: So you can't date anyone for the rest of your life because if you'd stayed in California, which you didn't, you might still be dating Diane?

MAX: Yes. No. Ugh!

LORELAI: Do you want an aspirin? I probably have a. . .Tic Tac. Sorry, I shouldn't have teased you with that aspirin thing.

MAX: You know, I thought we were both going to just pretend to ignore the kiss. Wasn't that the deal?

LORELAI: We had a deal? I don't remember a deal.

MAX: You had your shot, okay? You had the ring and you said no.

LORELAI: Yes, I did. And you said that that was right for you, too. You went to Stanford, you dated Diane, it was right for both of us.

MAX: Well, what is this, now, right here?

LORELAI: It's us. Tada.

MAX: Well, us needs to stay apart.

LORELAI: Oh, Max, we had a whole country between us for a year. That's like eleven-thousand basketball players lying end to end, and yet, here we are. We can't avoid each other.

MAX: I thought I was over you. I thought it was safe to come back here, but no, not the deal. I just, I think we should stay apart and never see each other ever again.

LORELAI: That's impossible.

MAX: No, it's not.

LORELAI: Well, I'll be at the Chilton graduation and so will you.

MAX: Well, I'll sit behind a tree.

LORELAI: We could run into each other at a drugstore again.

MAX: Well, I'm gonna order all my drugs online.

LORELAI: If my car breaks down next to yours, will you stop?

MAX: I will stop, and keep my eyes straight forward, call a garage and then stay in my car with the radio on really loud 'til they come, and then I'm gone. And I say we start being apart right now.

LORELAI: Okay. Whatever you want.

MAX: This is what I want. And when I walk out that door, it could very well be the last time we see each other.

LORELAI: Okay. I'll abide by your wishes.

MAX: Goodbye, Lorelai.

LORELAI: Goodbye, Max.

[Max leaves the classroom and walks down the hall. As he walks by the other door from the classroom, Lorelai walks out and bumps into him.]

LORELAI: You said you were leaving.

MAX: My car is that way.

LORELAI: Well, I have to go that way, too.

MAX: After you.

LORELAI: Two seconds, we've already run into each other.

MAX: Doesn't count.


Qualquer semelhança com o que eu tenho vivido, meus caros, não pode ser só mera coincidência...

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Precisando de uma catarse. Urgente!

Olha a hora. E eu aqui preparando handout pra aula de amanhã. E nem perto de acabar.

Texto (dois) pra ler pra aula de amanhã, exercício pra entregar, mala pra arrumar, passagem pra trocar láááá no Tietê, conta pra pagar, unha pra fazer, roupa pra passar, quero depilar a sobrancelha (há mais ou menos um mês, aliás). Viagem marcada pra quinta de tarde. A situação da minha calça com defeito que ainda não se resolveu na maldita loja.

Conclusão do final de semana, verbalizada hoje: o ano foi academicamente estupendo, disparado o melhor. Mas no que toca à vida pessoal, foi uma bosta. Com um "bê" muito maiúsculo.

["Ano" = de outubro do ano passado até hoje]

Dia 20 de dezembro eu quero encher a cara e cantar funk no karaokê japonês com a turma do departamento na festa de amigo-secreto (
porque antes disso já vi que tá mais difícil que ganhar na mega). Celebrar as curtíssimas férias vindouras e não pensar em trabalho pelo menos até dia 10 de janeiro.

Pra isso acontecer, é claro, o resumo do Romania tem que estar pronto antes do deadline, que é, pasmem, 31 de dezembro.

Deus, me dá equilíbrio no ano que virá. E nos próximos. Financeiro, sentimental, acadêmico. Vai ser meu único pedido pra Papai Noel.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Da série: ditados populares

Quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece.

Ou: só porque eu consegui, finalmente, apesar de toda a insônia da noite passada, levantar na faixa das oito, tinha que alguma coisa desse porte me incomodar quando meus olhos ainda não estavam nem totalmente abertos.

Maldita mania de acordar e correr pro computador. Maldito orkut que nos mostra as atualizações de perfis alheios!

Carta aberta a uma pessoa que talvez um dia passe novamente por aqui

Mais uma madrugada de insônia, música e divagações. Primeiro o bom e velho rock'n'roll, porque, you know, I'm a rock'n'roll girl. Uma tentativa frustrada de deitar e pegar no sono sem pensar em nada, ou quase nada. Em vão. Faz mais de mês que não durmo direito. Mais precisamente desde que o horário de verão, mensageiro das desgraças, resolveu chegar mais cedo, novamente trazendo tristeza.

Depois de quase uma hora tentando cair nos braços de Morfeu, desisti. Há alguns dias, não sei bem quantos, talvez uma semana, talvez mais do que isso, pulei da cama num momento como esse pra te mandar duas linhas de e-mail que nunca foram respondidas, como já era de se esperar. Como de resto todo o resto são perguntas sem resposta. Como sempre na minha vida, eu mesma tenho que tratar de preencher as lacunas do que nunca é dito. Figure it all out by myself. Quase como escrever uma tese.

Só que escrever uma tese sobre a nossa própria vida não é nem um pouco simples. Especialmente se a tese for sobre os fracassos das nossas vidas. E agora, ouvindo o bom e velho Miles Davis, sigo me perguntando as mesmas coisas de um mês atrás, as mesmas coisas de um ano atrás: onde é que tá o problema? Cadê o furo, que eu não acho? Mais fácil explicar como crianças adquirem concordância de número no DP do que explicar os porquês dos meus fracassos "do lado de lá" da minha vida. Justamente o lado que eu sempre prezei mais! Porque por mais ambiciosa que eu seja em relação à minha carreira, nada supera a vontade de que o "lado de lá" dê certo, muito certo. Nada supera a vontade inerentemente humana de ser feliz por completo.

É, eu sei... Muita gente olha pra mim e enxerga uma pessoa que se conforma com as situações que a vida impõe, "here I go again" e etcéteras. Em parte sim; aprendi que não adianta dar murro em ponta de faca. Mas na verdade não é exatamente isso. Não sei se sei explicar, nem sei se quero explicar. Sei é que eu vivo o que se apresenta, sem dó nem piedade, sem medo de errar, sem medo de me arrepender. Porque a vida é uma só, e por mais que as coisas muitas vezes exijam sacrifícios pra dar certo (e por isso eu me sacrifico), sempre vale a pena tentar. Sempre. O máximo que pode acontecer é dar errado. Mas ao menos a gente não fica pra todo o sempre maquinando como teria sido se. Já conversamos sobre isso, não?

Pois é. Mas e quando dá errado? E quando a gente sofre porque deu errado? E quando tudo o que a gente mais queria era a chance de fazer dar certo, porque a gente sabe, a gente sente (e a gente não costuma se enganar!) que podia ser a coisa mais legal do mundo? E quando it all just feels so right? E quando a gente subestima o que sentia, ou, se não isso, superestima a nossa capacidade de dar a volta por cima? E pior: e quando a gente sente falta de como era antes?

Eu sinto falta do antes. Queria que o depois tivesse funcionado. Sinto falta do pseudo-depois brevíssimo. Mas sinto mais falta do antes. Porque ficou um buraco. Um buraco incômodo, chato, que não me deixa dormir nem trabalhar nem quase nada.
E uma solidão-de-um-ser-específico que é difícil ignorar, e é difícil fazer de conta que ignoro o ser quando pro passa por mim. Dói. Feels wrong. E eu queria era a chance, não de voltar atrás, porque isso é impossível, o que aconteceu nunca vai ser esquecido (vai?). Mas de let bygones be bygones e continuar o que, eu acho, apesar de tudo nunca deixou de existir.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Frio!

Vou pegar frio em Porto! Abaixo de 10 graus!
Finalmente uma boa notícia \o/

Fix You

When you try your best but you don't succeed
When you get what you want but not what you need
When you feel so tired but you can't sleep
Stuck in reverse

And the tears come streaming down your face
When you lose something you can't replace
When you love someone but it goes to waste
Could it be worse?

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you

And high up above or down below
When you're too in love to let it go
But if you never try you'll never know
Just what you're worth

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you

Tears stream down your face
when you lose something you cannot replace
Tears stream down your face
And I

Tears stream down your face
I promise you I will learn from my mistakes
Tears stream down your face
And I

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you


Porque tem horas que a gente simplesmente se identifica...

domingo, 11 de novembro de 2007

Waits' pearls

They say if you get far enough away, you'll be on your way back home
Well, I'm at the station, and I can't get on the train

sábado, 10 de novembro de 2007

007

Cassino Royale.

Com o Daniel Craig.

Agora, no Telecine Premium.

Cujo sinal está liberado pra mim.

\o/


His name's Bond. James Bond.
E eu aaaaaaaaaaaaaaaaaamo!

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Ela chegou!!

Isabellinha em primeiríssima mão:


Liiiiinda!! Não vejo a hora de apertar muuuito ela!!

Prevenção de acidentes domésticos

A equipe de prevenção contra acidentes domésticos informa: quando seu prédio estiver sem luz, forçando você a utilizar as escadas em vez do elevador, SEGURE NO CORRIMÃO. Risco de quedas, torção nos tornozelos, galos na cabeça e hematomas nas costas.

Especialmente se tu for um idiota distraído e sedentário que não conhece as escadas porque nunca usa as benditas, ainda que more apenas no segundo andar. Preguiça mata mesmo.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Gente nova no pedaço

Amanhã às 17hs virá ao mundo mais uma Simioninha. Vem, Isabella, que a gente tá aqui só te esperando!!!!

Let go

Preciso aprender a arte do letting go.

Aprendi muita coisa na minha vida. Mas essa lição eu não consigo aprender. Entendo o conceito, compreendo a importância, a relevância, a aplicação prática... Mas não consigo levar a cabo.

Eu sei, eu sou uma burra. Ou incapaz. No caso, dá na mesma.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

E a chuva...

Voltou. Nuvens, nuvens, chuva, garoa, friozinho. Foi-se embora o sol, a luz no fim do túnel. Só pra ajudar.

Cansaço

Uma hora pra o ônibus subir a Teodoro hoje. Uma hora inteeeeira.

Não agüento mais passar por essa maldita rua. Tá me dando nojo, e não é de hoje.

Preciso arrumar uma rota alternativa. Com urgência.

domingo, 4 de novembro de 2007

365 dias de solidão

Hoje faz um ano que eu estou solteira. Não os cem anos do García Márquez; um ano só, cravadinho. Um recorde pessoal, afinal, desde que eu comecei nessa vida de namorar, nos idos do ano 2000 (eu ainda era menor de idade, como o tempo passa!), nunca tinha ficado tanto tempo solteira. Aliás, extra-oficialmente não fiquei solteira tempo nenhum. Muito menos sozinha.

Dessa vez foi diferente: não fosse por um final de semana de revival em março e um affair tão promissor quanto mal-sucedido em agosto & outubro (sim, o mesmo affair, porque eu continuo sendo uma imbecil), teria passado um ano inteiro invicta.

Fiquei um bom tempo pensando em coisas bem-humoradas e engraçadinhas pra escrever aqui quando esse dia chegasse. Pensei também em dar uma festa. "Ria da sua própria desgraça", versão ultraremix. Afinal, eu sou a campeã nesse quesito, como vocês bem sabem.

A verdade? Brochei. Acho uma merda estar sozinha. Aliás, acho uma merda estar sozinha quando existe alguém em potencial com quem eu poderia estar. Não tenho nada contra ficar sozinha na falta de coisa melhor, até prefiro. Não gosto de me enfiar em qualquer roubada só pra dizer que tou com alguém. Mas ô inferno quando tudo dá errado! Ô inferno que tudo tem que dar errado sempre, demore 6 anos, demore 6 horas.

Tou quase criando um movimento de resistência. A que, ainda não sei. Mas que a situação requer atitudes drásticas, ah, não resta dúvida! Abaixo o status quo, viva a revolução!

Mas como nem tudo são espinhos, após dias e dias de chuva o sol voltou a brilhar tímido. Quem sabe não é um daqueles mil sinais que eu sempre dou um jeito de enxergar em meio ao caos? Ciclos, ciclos, ciclos... Here I go again?

Ei, e eu??

Eita... Cadê meu nome nessa lista???

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Sobre o clima

Desde o início de outubro não vejo mais um pôr-do-sol bonito na marginal na volta pra casa. Parece que toda aquela beleza por trás das nuvens de poluição foi embora junto com o meu ânimo. De lá pra cá tem sido dias nublados, cinzas, pálidos, sem cor.

E semana passada começaram os temporais. Calor, muito calor, muito mal-estar e temporais. Começaram junto com o meu desespero. Todo dia uma chuvarada, raios, ventania, céu preto no final da tarde. Ontem cheguei em casa debaixo de chuva, depois de encarar o céu preto preto preto subindo a Teodoro. Ainda bem que o meu medo de temporais curou-se em algum momento da minha vida que eu não sei bem quando foi.

Hoje saí pra caminhar de tardezinha. 40 minutos perneando pelas ruas do bairro, dando voltas na Buenos Aires e cruzando com vários gatinhos que estavam ali com o mesmo propósito. Nada que se compare com a azaração esportiva do fim de tarde na Beira-Mar em Floripa, mas dá pro gasto. Mas a verdade é que eu tô sem paciência pra flertes e envolvimentos. Tem um sentimento vivo aqui dentro, que da boca pra fora não é nada mas na real é bem bastante. E não adianta tentar sufocar no travesseiro. Tá difícil de ignorar, tão difícil quanto ignorar os raios que cruzam o céu agora como ontem como antes de ontem. Meses, mais uma vez.

Chove calmo agora. O temporal veio e foi enquanto eu escrevia esse post. Mais ou menos como os sentimentos aqui dentro de mim.