Não dou detalhes nem sob tortura, pelo menos não aqui. Só tenho a dizer que o deus dos meios de transporte sabe muito bem o que faz.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Cenas do humilhante
Não dou detalhes nem sob tortura, pelo menos não aqui. Só tenho a dizer que o deus dos meios de transporte sabe muito bem o que faz.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Tensão pré-fim-de-ano
E, claro, nada do que eu planejo sai como o planejado quando depende dos outros. Paciência. Aí vêm as férias e parece que eu já tou vendo a choradeira. Aliás, começando quarta, nem precisa esperar mais que isso. Ha ha ha. Azar de quem perdeu.
domingo, 14 de dezembro de 2008
Get a grip!
Contos de fada
Época de férias, sábado à tarde sem chuva, a criançada do prédio ao lado desceu em peso pra brincar. Tava eu lavando a louça do almoço e ouvi eles brincando de príncipe e princesa, um guri falando pra uma guria que ela era uma princesa linda, a mais bela princesa que ele já viu, case comigo, seremos felizes para sempre agora que o mal já passou, e ticétera*. Fiquei rindo sozinha, lembrando de quando eu era criança e brincava de Branca de Neve com o pessoal do prédio, sempre os mesmos diálogos e seqüências narrativas, só mudava quem fazia o que.
Um tempo depois, mais pro meio da tarde, a brincadeira tinha mudado. E lá estava a mesma guria, que antes era a princesa, gritando eu te amo, eu sempre te amei, você não pode fazer isso comigo, seu cafajeste, covarde, como você teve coragem de me trair com essa vagabunda, seu sem-vergonha, suma da minha frente.
Acho que eles estavam brincando de novela. Mas bem podia ser o caso que estivessem brincando de vida real. Acho que só em Sex and the City, mesmo, as menininhas ainda se iludem com príncipes e happily ever afters. Na vida real, parece que a mulherada já nasce sabendo como é que vai ser...
* Forma modernizada do latim et cetera, utilizada por alunos de ensino médio e graduação.
domingo, 7 de dezembro de 2008
Saldo positivo
Ouvi o jogo pelo rádio, as entrevistas no final, e vou dizer: queria muito ter estado no Olímpico pra aplaudir de pé o meu tricolor do coração nesse final de temporada, pra chorar de emoção junto com os jogadores e a direção, pra gritar o nome do Tcheco. Ele deu volta olímpica e uma entrevista que me fez chorar de satisfação. Fazia tempo que não tínhamos um capitão desse quilate, talvez desde o Adílson.
Ah, e por falar no Capitão América, estamos na Libertadores, nosso campeonato preferido! Estamos com sede de Libertadores; quase ganhamos no ano passado, e ano que vem vamos buscar essa taça que tanto combina com a gente, se Deus quiser com o Tcheco ostentando a braçadeira.
Acho que não ter ganho o campeonato, mas ter ficado tão perto de ganhar, é algo que vai forçar a nossa direção a reforçar o time pro ano que vem (sabemos pelo histórico do time que se tivéssemos ganho, o esforço pra melhorar o time não seria tão grande). Palmas pra gestão do Odone, que, como o Fabio Koff, juntou um bando de jogadores meio desconhecidos, com o objetivo declarado de não cair pra segundona, e transformou num time campeão, que ficou mais tempo que qualquer outro na liderança e foi o único a ganhar as duas partidas contra o agora campeão São Paulo.
Mas o melhor de tudo é que não ficamos devendo nada pro Celso Roth! Confesso que eu não ia achar muito legal ter que agradecer ao Celsão pelo título, por mais que ele tenha, admito, evoluído consideravelmente, como técnico e como ser humano, no relacionamento com a torcida.
Piadas à parte, meu destaque da última rodada vai pro Figueirense, que lutou loucamente pra não cair; me emocionei ouvindo a transmissão paralela do jogo. O ponto negativo, como não podia deixar de ser, foi a corrupção da arbitragem. Envelopinho com dinheiro, Ricardo Teixeira que talvez amanhã conte quem mandou o envelope, blablablá. Nem vou comentar o impedimento no gol do São Paulo, porque eles mandaram no jogo contra o Goiás e teriam sido campeões mesmo empatando. Mas que foi uma arbitragem meio cretina no jogo deles, foi.
Não importa. Não importa quem caiu, não importa nem o aviãozinho do co-irmão sobrevoando o estádio; deixa eles que eles tão recém aprendendo a ser gente grande. Ganhar a Dubai Cup? A Segunda divisão da Libertadores? Ah... Tem que comer um pouco mais de feijão e arroz pra ser bi da Libertadores, colegas. Mas deixe estar que no ano que vem começa tudo de novo: a expectativa, a flauta, a secação. Seremos tri da Libertadores, o verdadeiro título da América, no ano do centenário do co-irmão, e aí quero ver onde vai voar o aviãozinho...
Parabéns pro Grêmio! E pra torcida mais aguerrida que eu já vi. Quem não acredita no poder dessa torcida, eu desafio: vá a qualquer jogo no Olímpico - não é só em jogo decisivo não! - e veja com seus próprios olhos. Não há quem não se arrepie.
Confirmando... mais uma vez
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
(Bom) senso (comum)
Curiosamente, olhando o resto do perfil, achei lá na parte pessoal, na definição do par perfeito, que "a gente deve dar valor a quem nos dá valor". Quer dizer, o nosso par perfeito é aquele fulano, quem quer que seja, que nos der bola. Não temos o direito (quem dirá o dever!) de escolher, ou melhor, de querer alguém que nos interesse. Deu mole, vam'bora! Pra que esperar, não é mesmo? Somos todos péssimos, feios, desinteressantes e incapazes de atrair alguém como imaginamos. Dê graças ao senhor se alguém te notar, e se olhar duas vezes, pule em cima! De preferência já enfiando uma aliança no dedo. Ou seja: seja loucamente pessimista como eu e agarre esse mesmo, porque periga nunca mais aparecer ninguém.
Tudo bem, a contradição é um traço definidor da personalidade humana, e o gosto por clichês, bem... infelizmente define com maestria um certo tipo de seres humanos. Mas fiquei um tempo parada na frente daquele perfil, indo e voltando nas duas afirmações, tentando conceber como é que uma mesma pessoa pode ser ao mesmo tempo tão otimista pra umas coisas e tão pessimista pra outras. Acho que o que falta pra humanidade, de verdade, é o velho ensinamento budista do caminho do meio. Ou então um pouquinho de bom senso, em lugar do velho e surrado (e inútil!) senso comum. Já faria uma grande diferença.
Arrumação
Eu achei fotos. Fotos do tempo de graduação, fotos dos meus alunos, de um monte de outras coisas. Sorri. Depois achei fotos da Itália. E mapas de Siena mostrando onde eu morava, onde eu estudava, as ruas que eu caminhava todos os dias. Backups de icq e msn de muito tempo atrás.
E o vinho fez efeito, e o Aldir Blanc cantou "Resposta ao tempo". E como sempre na arrumação de final de ano, eu chorei.
Coisas pra fazer antes de 2009
* Pegar pelo menos mais uma balada, de preferência no Morrison;
* Ler a Zubizarreta e o livro dos indefinidos e escrever um pouquinho mais de material da tese;
* Baixar o cd novo do Guns e tudo o que o pai me pediu;
* Ver o 007 (ainda não vi!), Madagascar II e o Vicky blã;
* Ver a decoração de Natal na Paulista;
* Uma outra coisinha que não dá pra falar...
Deve ter mais coisas, mas não consigo lembrar do resto. Se eu lembrar eu venho aqui contar.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
É sempre a mesma coisa
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Tróia
Só pra ver a cena do Brad...
domingo, 30 de novembro de 2008
Redescobrindo
Hoje eu ouvi Paul McCartney depois de quase dois anos. Lembrei de um monte de coisas enquanto batia um bolo que não deu certo (por farinha estragada, não por falta de mão). Lembrei por que eu ouvia tanto, e por que parei de ouvir depois da dissertação pronta. E sei que vou ouvir muito daqui pra frente de novo.
Vou encher isso aqui de poesia e música enquanto acompanho o jogo do meu time. Vou radicalizar a vida a partir de amanhã. Just wait.
Boas companhias
Nada como um bom sábado à noite...
sábado, 29 de novembro de 2008
Amanhecer
domingo, 23 de novembro de 2008
... E sobre os "fantasmas" do passado
Muitos de vocês também sabem que eu fiquei muito tempo sem encontrar esse ex, e que o reencontro não foi dos mais naturais. Claro que eu já não sinto mais nada por ele há muito tempo, mas as lembranças permanecem e se tudo correr bem nunca vão sumir. Lembranças são sagradas. E ontem, quando o Wagner entrou no palco e falou "Boa noite. A peça tem duração de três horas com um intervalinho curto, de dez minutinhos, ...", as lembranças voltaram assim, num piscar de olhos. Quando ele ficava parado do lado "de fora" da cena, na saudação ao público no final, pude ver o quanto realmente a semelhança existe: no jeito de ficar parado, de mexer no cabelo, coçar o nariz, gesticular, falar. Foi legal. Foi legal ver que eu me arrepiei toda, sim, mas pela atuação (e pela beleza) dele, e não pelas lembranças. As lembranças que fiquem onde estão.
Já em casa, liguei a tevê e tava passando "O diabo veste Prada". Nada de mais se assistir esse filme não tivesse sido a última coisa que eu e o ex #2 fizemos antes do fim do relacionamento. Mais um "trazedor de lembranças", "acordador de fantasmas". Nunca mais eu tinha assistido, ficou meio marcado, e como é um filme dispensável (diferente de Kill Bill, que eu nunca deixei de assistir), achava melhor não assistir pra não cutucar a onça com vara curta. Mas ontem, como a onça já tava mais que cutucada mesmo, assisti. O filme continua sendo a mesma coisinha água-com-açúcar, evidentemente, mas foi legal quebrar um "tabu" que na real nem tinha mais razão de ser. Só faltou comer um Twix durante a sessão!
Mais sobre Hamlet...
Ok, ok, mas vamos falar do ingrediente principal: o Wagner Moura. Lindo, a gente já sabe que ele é. Mas ao vivo, Deus me defenda, é muito mais. Babei muito quando ele entrou no palco, e no resto todo do tempo. Achei o máximo quando ele chegou perto de onde eu tava, e melhor ainda quando ficou na minha frente, fora de cena. Mas o mais marcante, por incrível que pareça, não é a beleza; é o show de interpretação. É ver como o cara consegue modalizar a voz, ser gaiato agora, agressivo daqui a 30 segundos, doce logo depois; é ver o tanto que o rosto dele se inflama, o quanto ele sai suado no intervalo da peça. Tirei meu chapéu pra ele, pro resto do elenco, pra adaptação, pro Aderbal Freire-Filho. Valeu a pena pagar quarenta reais. Valeu a pena ter a produção destruída pelo banho de chuva.
Valeu a pena ir comer na pizzaria da Villaboim, mesmo tendo tido que deixar o ingresso lá pra poder ganhar o desconto (logo eu que coleciono ingressos!). Me deu uma nostalgia meio inesperada da Itália, comecei a lembrar de um monte de coisa, fiquei contando pra Lu como era a minha vida lá, entre um comentário e outro sobre a peça. Acabei sonhando com a Itália, com o Wagner no palco... e com mais um monte de coisas que a noite desencadeou em mim.
Hamlet
Eu vi o Wagner Moura em todo seu talento - e beleza. Tou extasiada.
Amanhã volto aqui pra contar mais. Hoje tou exorcizando velhos fantasmas...
sábado, 22 de novembro de 2008
Sem inspiração
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Six Feet Under
Não sei mesmo. Só sei que em algum momento que eu evidentemente não tenho a menor idéia de quando tenha sido a série me prendeu. Quando eu tava assistindo a segunda temporada, sem querer descobri num site como tudo ia terminar. E mesmo assim continuei assistindo, e não perdeu nem um pouco da graça. Nesses últimos dias, meio doente que eu tava, assisti o final da quarta e toda a quinta temporada quase sem parar. Engraçado que no início eu assistia um episódio e saturava, tinha que assistir alguma outra coisa, de preferência bem leve e imbecil, pra "desintoxicar". E no final foi como aquele livro bom que a gente pega pra ler antes de dormir, jura que vai ler "só mais um capítulo" e quando vê são cinco da manhã e o livro não quer fechar, e a gente não quer parar de ler porque precisa saber o que acontece depois. E isso tudo mesmo eu já sabendo o que aconteceria depois.
Queria escrever mais sobre o que a série me provocou, mas não quero "estragar a surpresa" pra quem ainda não viu e tá pensando em ver. Eu recomendo; essa série é diferente das outras, em que todo mundo termina previsivelmente feliz, casado, com seus sonhos realizados. Não que isso não aconteça, mas é tudo longe de ser previsível, inclusive o que a série desperta em cada um - e por isso não vou contar o que despertou em mim. Só digo que valeu a pena a empreitada. Chorei muito, me revoltei muito, criei opiniões sobre as personagens, saí amando algumas que eu odiava e odiando outras que no início tinham me cativado. C'est la vie. E como!
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Revolta
Não adianta. A única pessoa com quem a gente pode contar é com nós mesmos. O resto, infelizmente, é só decoração de festa. É o que dá ser sempre tão segura.
domingo, 9 de novembro de 2008
Ha ha!
Eu queria era saber onde tá agora aquele povo insuportavelmente barulhento que me acordou batendo tambor e cantando gritos de guerra da Mancha às dez da manhã. Ha ha!
Olha a faca!
Não podia ter um cadeadinho lá não?
Praça Villaboim
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Clique clique
No início isso me entristeceu um pouco. Gosto de lembranças concretas. Depois de um tempinho comecei a achar que era um sinal. E, claro, no final das contas acabei dando graças a Deus por não ter ficado nada além de um objeto que eu joguei no fundo de uma gaveta que eu nunca abro. (Por que eu não joguei no lixo, a exemplo da conversa no msn, eu não sei explicar. Talvez pra não esquecer de vez e acabar caindo na mesma historinha de novo. Talvez porque apesar dos pesares foi bom...)
Evidentemente tem as lembranças não-físicas: um disco especial, algumas outras músicas, cenas que volta e meia voltam na minha cabeça... Mas essas, como eu já disse aqui essa semana, são projeções. Saudade eu já não sinto faz um tempo.
Mas aí hoje... clique clique clique e lá estava. Na primeira olhada nem senti nada. Saí. Clique clique clique, voltei. Senti uma pontinha de alguma coisa. Saí de novo. Clique clique clique, lá estava eu de novo, over and over again ao longo do dia, inevitavelmente atraída a ver de novo e de novo. Agora mesmo, clique clique clique. Dois anos e dois dias. Dois meses e dois dias. Clique clique clique. A lembrança que eu queria tanto ter, agora escancarada na minha frente. Agora que eu não quero mais lembrar, não quero mais pensar, não quero mais! Troco a música. Não sei quantas vezes apertei o botão pra pular a faixa. Nada me atrai. Demora, talvez umas cinquenta apertadas de botão depois, entra o disco. Clique clique clique. Como eu procurei, não faz tanto tempo assim. Parece que faz anos, parece que nunca aconteceu. Clique clique clique. Lá vou eu de novo, mais uma espiadinha. Nada de mais, e ao mesmo tempo...
A merda, minha gente, é que às vezes aparece alguém.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Dois anos
No ano passado essa data me deprimiu bastante. Mas a circunstância era bem outra. É engraçado que eu esteja in between love há tanto tempo. Aliás, depois da minha última empreitada relacionamentística, o máximo que eu tive foi uma paixãozinha que só não foi mais fácil de superar porque eu ainda tava baqueada do último namoro. Essa sensação de estar bem sozinha é muito boa, a maioria das pessoas não aguenta o tranco. Claro que tem horas que bate uma sensação de que já tava na hora de me amarrar de novo, sentir friozinho na barriga e tudo o mais, mas como não aparece ninguém, vamos curtindo. Mesmo porque, como diria meu último ex, "quem procura não acha". Então eles que me achem!
A teoria dos meios de transporte
Pois bem, a teoria foi ampliada para "teoria dos meios de transporte". Tanto na ida como na volta de Porto Alegre tinha uns caras muuuito lindos na sala de embarque, mas do meu lado e nas minhas imediações, só senhoras e caras muito velhos. E nem venham dizer que é a numeração de poltrona que eu escolho, porque foram zonas completamente diferentes da aeronave nas duas viagens. Pior: na volta o avião tava vindo de Montevidéu, e vocês lembram o que eu falei sobre os homens de Montevidéu, não?
Falando em meios de transporte, não lembro se falei pra vocês de um cara que eu e a mãe conhecemos no ônibus Passo Fundo - Marau quando fomos pra lá em julho. Fofo, muito querido, lindo mesmo, puxou assunto com a gente e fomos conversando até chegar em Marau. Confirmando a minha teoria, aliança na mão esquerda. Não consegui sacar na hora se ele tava me paquerando ou se só era muito simpático. Deixei pra lá. Mais ou menos um mês depois, meio sem querer, vi no orkut do meu tio um cara com o mesmo sobrenome dele. Entrei no perfil e descobri que o irmão do cara tinha morrido recentemente, e era casado. Dois cliques e descobri que o irmão do cara era o cara do ônibus. Comentei com a mãe, chocada, e ela ficou de perguntar pro meu tio. Meses depois, ficamos sabendo que o cara do ônibus se suicidou, aparentemente sem motivo nenhum.
Não vou aproveitar o ensejo pra falar o que eu penso sobre suicídio. Mas também não vou conseguir encerrar o post com uma piadinha "tá vendo o que dá paquerar no ônibus against all odds?". Mas que paquerar em meios de transporte é complicado no matter what eu já não duvido mais. Tem sempre uma pedra no meio do caminho.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
De volta
Tudo correu dentro dos limites da normalidade hoje. Um pouco de tédio, umas horas sem fazer nada nos corredores da FFLCH esperando a reunião da pós, coisas que eu não aceito de jeito nenhum e não me calo de jeito nenhum também. Dei plantão de mais de uma hora tirando dúvidas de um aluno só, e no final ele me deu um abraço todo agradecido. Me senti útil.
Trinta mil coisas pra fazer, como sempre. Amanhã completo dois anos solteira. Comemorarei distribuindo socos no treino e inaugurando solitariamente minha garrafa de uísque, se ninguém quiser se juntar a mim pra discutir a falência generalizada dos relacionamentos humanos. Tenho pensado que a falência generalizada dos relacionamentos humanos na verdade é uma falência generalizada dos humanos. Sexta na Feira do Livro me chamou a atenção a quantidade de bancas vendendo praticamente só livros de auto-ajuda, religião, espiritismo e etcéteras. Comentei com a mãe e ela disse "as pessoas tão cada vez mais querendo se agarrar em alguma coisa". Como forma de esperança, de acreditar em algo maior, ou até mesmo como promessa de felicidade. Pois eu acho que as pessoas deviam se agarrar umas nas outras (no pun intended). Mas como a maioria parece ter problemas de auto-aceitação, auto-estima e traquejo social, acaba todo mundo se fechando em si mesmo e buscando "ajuda" em outras coisas em vez de buscar outros seres humanos. E falo isso de uma forma geral, não só em relação às pessoas loucas que fogem de namoros, casamentos e outros tipos de compromisso conjugal.
Eu precisava escrever do "Ensaio sobre a cegueira", do que o filme me causou. Mas acho que não consigo colocar em palavras. A única coisa que eu posso dizer é que a sensação foi a mesma do livro, mas ainda mais crua. Eu sempre falo de seguir os instintos, mas tem certos instintos que não podem ser seguidos. Somos animais na pior acepção da palavra, e o filme do Meirelles traduz com perfeição a alegoria do Saramago. Quem não viu, veja. E principalmente: quem não leu, leia. E leia mais Saramago: Todos os Nomes e A Caverna são obras que todos os seres humanos deviam ler em algum momento de sua existência. A catarse dura pro resto da vida.
9 1/2 semanas
domingo, 2 de novembro de 2008
Frase da semana
- Ultimamente só os nenês tentam tirar a minha roupa!
Cena da semana
* Pros que não conhecem Porto Alegre, essa esquina é uma espécie de solo sagrado; ícone da Cidade Baixa, que por sua vez é o ícone da boemia porto-alegrense. Esquina Democrática é o c@%@$#*!
Deu pra bolinha
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Deu
Deu Corinthians de volta pra primeira divisão. Deu pra comemorar estar longe do Pacaembu ontem.
Deu um enxame de cupins.
Deu pra dormir até mais tarde com a chuvinha na janela.
Deu saudadinha dos tempos do colégio quando eu fui lá votar. Deu pra ver que o colégio tá igualzinho às minhas lembranças.
Deu o acaso de eu encontrar cinco conhecidos na saidinha que eu dei hoje pra votar e almoçar: um casal de ex-alunos, uma ex-colega de colégio, um ex-vizinho, meu ex-instrutor de yoga. Deu pra constatar que Porto Alegre é um ovo.
Deu uma trégua na chuva, pelo menos por algumas horas.
Deu Fogaça, deu Kassab, não deu Gabeira.
Deu irritação de ver umas coisas e curiosidade de saber outras.
Deu um filme que eu gosto na tevê.
Deu pra ver o novo episódio de Grey's Anatomy.
Deu pra bola do domingo.
Ultimamente...
Eu erro, muito, o tempo todo. Mas (vocês sabem) analiso todos os erros à exaustão pra tentar não cometê-los nunca mais. Detesto fazer a mesma besteira duas vezes, afinal de contas isso significa que as experiências não tão ensinando nada pra gente. E eu tenho compulsão por aprender o que quer que seja, estudável ou não, cientizável ou não. E aí fica difícil entender o comportamento das outras pessoas que erram sempre igual, sempre previsivelzinho demais. Como eu disse, ando que só observo e dou risada. Às vezes pra não chorar.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Cheguei
Boas notícias: bife a milanesa na janta, prorrogação (de novo) da inscrição pra ABRALIN, e meu time firme na liderança do Brasileirão. Sorry, galera!
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Nota futebolística
Ganhar esse campeonato agora é questão de honra, com o Odone saindo da presidência. Vai, tricolor, pelamordedeus!
Playing Cassandra
Uma das minhas teorias tá se confirmando dia após dia. Eu sinto pena e dou risada ao mesmo tempo. Pode parecer esquizofrênico, mas se eu não me divertir um pouco com isso enlouqueço (Cassandras também precisam de uma válvula de escape, eu suponho). E agora tou formulando a continuação da teoria. Eu tenho um final previsto pra história, mas não acho que vá acontecer tão em breve. Tem um "meião" aí que eu não sabia bem pra onde iria, mas agora acho que eu sei. Provavelmente eu não devia estar escrevendo isso, até porque não vou contar a história, a teoria que se confirma e a que eu tou desenvolvendo. Mas lembrem desse post, porque não duvido nada que em breve eu volte aqui pra dizer "eu sabia" mais uma vez.
sábado, 18 de outubro de 2008
Da série: músicas que vêm a calhar
"She loved him
She don't want to leave this way
She feeds himThat's why she'll be back again"
Nota social
Waiting for the world to come along
Acho complicado quando as pessoas tomam certas atitudes superficiais pra tentar disfarçar sentimentos. Acho mais complicado ainda quando essas mesmas pessoas podem estar tristes, sofrendo pra caralho, mas fingem que tá tudo bem por medo de ouvir um "eu bem que te avisei". Acho uma merda eu conhecer tão bem certas pessoas, saber exatamente o que cada mínima coisinha significa, e acho uma merda maior ainda o fato de elas se incomodarem tanto com isso. Acho inacreditável quando coisas que deviam dar muito certo dão totalmente errado simplesmente pelo prazer de darem errado. E acho que preciso parar de escrever agora.
domingo, 12 de outubro de 2008
Nada como um bom domingo
Seja como for, a pergunta que não quer calar é: por que diabos o cara subiu lá? Será que não ganhou presente de dia das crianças? Fez promessa pra Nossa Senhora Aparecida e não teve seu desejo concedido? O time do coração perdeu? O Grêmio voltou a ser líder do campeonato? O Massa não ganhou a corrida? Achou que o horário de verão começava hoje, esqueceu que tem que adiantar o relógio, atrasou o dito cujo e perdeu um compromisso importantíssimo? Dor de corno? Dor de amor? Problemas financeiros? Tese pra escrever? Por causa do horário do ocorrido (por volta das sete da noite), fui olhar na internet o placar do jogo da seleção, mas foi goleada nossa (milagre de Nossa Senhora Aparecida?). Será que ele é desses céticos que nunca acham que a canarinho vai ganhar e jurou bêbado pros amigos igualmente bêbados que se jogava da torre se o Brasil ganhasse o jogo? Tantas, tantas possibilidades...
Aqui tem o link pra quem quiser ver a notícia. E alguém por favor grave o SPTV primeira edição de amanhã, que essa matéria eu quero ver!
sábado, 11 de outubro de 2008
A primeira vez a gente nunca esquece
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Homem-curupira
O Curupira tá andando de noite na mata e encontra um índio. Ele então se faz passar por um familiar do índio e diz o seguinte pro coitado:
- Me dá teu coração?
(Confesso que achei essa parte meio estranha... Será que ele tava pedindo um transplante? Enfim, detalhes irrelevantes devem ser ignorados.)
Aí o índio saca que o tal parente na verdade é o Curupira e pensa:
- Xi, esse cara tá querendo me comer...
Ou seja: o cara pede teu coração, mas na verdade ele só quer te comer! Qualquer semelhança entre a vida na selva e a vida no concreto não pode ser só mera coincidência...
Tou doente
E bem na semana em que as minhas séries preferidas não foram ao ar por causa do debate presidencial nos States... :o( Protesto!
domingo, 5 de outubro de 2008
Sunday score
Às vezes realmente basta sentar num bar ou café e sorrir. E um dia ainda crio coragem de oferecer meu telefone.
sábado, 4 de outubro de 2008
Da série: perguntas que não querem calar
Aqui tem a notícia do lançamento, e no youtube tem alguns vídeos (toscos) do lançamento do perfume no México (eu acho). É só procurar "avon bond girl" e se divertir. Não achei os vídeos das propagandas pra postar...
P.S.: Será que se eu usar o perfume eles me chamam pra ser a próxima?
Resumo da semana
Amanhã casa pra colocar em ordem, e de preferência trabalhar ao menos um pouco, ler textos pras aulas da semana, fazer as unhas, no melhor dos mundos escrever dois resumos pra congressos vindouros. Domingo justificar meu voto na companhia dos trigêmeos que não se encontram há semanas, almoçaremos juntos, falaremos mal da vida e do mundo, e depois só Deus sabe.
De resto, coisas não muito agradáveis acontecendo com pessoas que eu amo muito. Confirmação de uma suspeita (confirmando também que as pessoas são irremediavelmente babacas), criação de um suspense, possibilidade (em off) de conhecer o Rio (finalmente!), expectativas pras visitas da semana que vem, saudades dos meus pais e dos meus amigos portoalegrenses (mas faltam menos de 20 dias pra eu ir pra lá!). Preciso trabalhar na tese. Preciso trabalhar na tese. Preciso trabalhar na tese. (Repetindo como um mantra pra ver se dá efeito). Show do Queen + Paul Rodgers final de novembro. Sá vindo semana que vem pra gente fazer um girls shopping day. Preciso mandar uma dúzia de e-mails que eu tou devendo por aí. Preciso comprar meus equipamentos de boxe e não dá tempo. Quero comprar umas coisas e não tenho tempo de ir ver. Queria ir no cinema e não acho tempo. Queria escrever um post sobre a língua sincera que eu descobri segunda e... yadda yadda yadda you get the picture.
Conclusão óbvia: tá foda. Mas eu tou tri feliz. Ao menos quando o cansaço não me neutraliza.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Enquanto isso, no seu Orkut...
Juuuuuuuura?!
Rapidinhas
* risos *
E eu decidi tatuar um lambda na nuca. Apesar das piadinhas de duplo sentido dos meus caros amigos.
domingo, 28 de setembro de 2008
Post Scriptum poético
Pra completar a série dos poemas dele que eu andei relendo muito nas últimas horas, vou grudar aqui também o "Consolo na praia", que não fala de praia. Mas que vontade de ver o mar!
Vamos, não chores
A infância está perdida.
A mocidade está perdida.
Mas a vida não se perdeu.
O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.
Perdeste o melhor amigo.
Não tentaste qualquer viagem.
Não possuis casa, navio, terra.
Mas tens um cão.
Algumas palavras duras,
em voz mansa, te golpearam.
Nunca, nunca cicatrizaram.
Mas, e o humour?
Falastério
Tou meio por aqui com tudo. Cansa. A minha autoconsciência se choca com a falta de autoconsciência da maioria dos seres que ambulam por esse mundão de deus. Como as pessoas podem não perceber o alcance das suas atitudes e palavras? Como podem ser tão mentirosas, ou se não são mentirosas, covardes? Pra quê? Por quê? O que aconteceu com a sinceridade?
Na falta de respostas às minhas eternas indagações, deixo aqui um poema do Drummond que não responde nada, mas que também fala da vida. E claro que o jeito dele de falar é muito melhor do que o meu...
Parolagem da VidaComo a vida muda.
Como a vida é muda.
Como a vida é nuda.
Como a vida é nada.
Como a vida é tudo.
Tudo que se perde
mesmo sem ter ganho.
Como a vida é senha
de outra vida nova
que envelhece antes
de romper o novo.
Como a vida é outra
sempre outra, outra
não a que é vivida.
Como a vida é vida
ainda quando morte
esculpida em vida.
Como a vida é forte
em suas algemas.
Como dói a vida
quando tira a veste
de prata celeste.
Como a vida é isto
misturado àquilo.
Como a vida é bela
sendo uma pantera
de garra quebrada.
Como a vida é louca
estúpida, mouca
e no entanto chama
a torrar-se em chama.
Como a vida chora
de saber que é vida
e nunca nunca nunca
leva a sério o homem,
esse lobisomem.
Como a vida ri
a cada manhã
de seu próprio absurdo
e a cada momento
dá de novo a todos
uma prenda estranha.
Como a vida joga
de paz e de guerra
povoando a terra
de leis e fantasmas.
Como a vida toca
seu gasto realejo
fazendo da valsa
um puro Vivaldi.
Como a vida vale
mais que a própria vida
sempre renascida
em flor e formiga
em seixo rolado
peito desolado
coração amante.
E como se salva
a uma só palavra
escrita no sangue
desde o nascimento:
amor, vidamor!
sábado, 27 de setembro de 2008
Blog novo?
Ou isso, ou direto pra terapia.
Confirmação
As flores de plástico não morrem. Mas podem ser enfiadas no fundo de uma gaveta que nunca se abre.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
O que há de novo
Ontem fiz meu primeiro treino de boxe com a galera da pós. Foi muito legal. Empolguei total pra mexer o corpo, além do boxe vou fazer deep running no CEPE quatro vezes por semana. Tou toda dolorida hoje, mas parte disso tem a ver também com o megatombo que eu levei voltando do treino. Ouch!
A semana foi estranha. Quando o Julio falou eu não concordei, mas agora tou assinando embaixo. Meu dia hoje foi estranho, ouvindo Chico Buarque e lendo Drummond enquanto falava com a Lu no msn. Ela postou um poema lindo do Drummond no blog dela, que tem muito a ver com esse nosso momento. Eu vou postar algumas coisas dos dois em breve, talvez hoje mesmo.
Sonhei uma coisa bizarra essa noite, pra variar. Uma pessoa debandou do orkut. Tive uma conversa estranha, bizarra, totalmente fora de propósito (e todos os outros adjetivos desse nível que vocês conseguirem colocar aqui). Como sempre, cada vez menos eu entendo os seres humanos e as suas necessidades cretinas de auto-afirmação e projeção. Tem coisas que são desnecessárias, mas o povo faz sem medir conseqüências. Ou faz porque tá no embalo de fazer mesmo, mas depois nega até a último estertor. Não entendo mesmo.
Assisti os dois primeiros episódios da quinta temporada de House, e lembrei por que eu gosto tanto dele. De cara ele soltou a seguinte frase, bem no meio das minhas cada vez mais freqüentes tentativas de entender o que eu fiz de errado e o que eu fiz pra merecer tais e tais coisas que ficam se repetindo eternamente: "you don't get what you deserve; you get what you get". E seguindo o embalo das frases de efeito, é um fato que as pessoas cada vez menos são "what you see is what you get", salvo raras exceções. E que "you can't always get what you want, but if you try sometimes you just might find you get what you need" é uma lição que eu já aprendi faz tempo, mas que não tem funcionado muito na minha história recente, a menos que eu seja meant pra me ferrar - contradizendo a sábia frase do House. Finalizando os trocadilhos paronomásticos, "you get what you give" não tem se aplicado pra mim. Mas eu tenho aplicado aos que me cercam sem dó nem piedade. Hoje foi um bom exemplo.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Assim, assim
Tou, ao mesmo tempo, satisfeita e insatisfeita. Não pensando e pensando. Lamentando e dando de ombros. Sem conseguir decidir se é bom ou não. Só sei que indiferente não é. Ah, mas não é mesmo.
domingo, 21 de setembro de 2008
Ainda sonhos
Alguém ponha um freio no meu inconsciente!!
Da série: como é que a gente nunca tinha feito isso?
Ainda chove nessa terra. Fotos do orkut dos outros pra matar uma saudade besta que me bateu. Meu futuro talvez sendo decidido amanhã. E eu que não penso em outra coisa...
sábado, 20 de setembro de 2008
Sabadão
Ontem levamos o Boskovic pra dançar. Foi bom, eu não saía pra dançar há séculos, aproveitei bem a oportunidade. Mas claro, como sempre, quando tem muitos humanos na minha volta eu fico observadora demais. Filosófica demais. Tentando entender o mundo demais. Ontem à noite cheguei à conclusão de que eu tenho limites racionais. Coisas que eu até faria, em tese, mas algum motivo muito racional me impede de fazer. Nunca imaginei que eu fosse assim. Sempre me achei o instinto em pessoa. Mas agora eu percebo que racionalizar certas coisas também é instinto. Tou pensando sobre isso ainda.
Acordei faz umas duas horas só. Os corinthianos malditos que ficam berrando na rua me acordaram dos meus sonhos insanos. Agora mais gritos, fogos, buzinas e tudo mais que vocês possam imaginar que faz barulho, pra ajudar na minha dor de cabeça. Acho que essa é a primeira vez na vida que eu não tenho remédio pra dor de cabeça em casa. Deve ser um sinal dos tempos. Chove em Sampa city, e não sei o que será da minha noite, só sei que será com Boskovic: ou levamos ele pra balada, ou eu fico em casa lendo os textos dele sobre movimento e concordância.
Casamento da Sheila hoje. Era pra eu estar lá em Porto Alegre assistindo na primeira fila. Infelizmente não dá. Feriado no sul, dia do gaúcho. E eu completamente desconexa.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Filosofia barata (mas boa)
Serviu pra eu comprovar como eu realmente tenho uns amigos do caralho. Que se preocupam comigo de verdade, que tentam me salvar das situações. Acabou sendo um dia muito legal: não só o curso do Boskovic foi extremamente relevante pra minha tese (ainda mais do que o esperado!), como ainda acabei tendo uma noite ótima e muito bem acompanhada. Voltei pra casa tri feliz.
Moral da história #1: "se a vida te der um limão, faça uma caipirinha". Ou: nem tudo tá como eu gostaria, mas ainda assim eu tou muito melhor agora.
Moral da história #2: lingüistas são so very cool. And you can have it all.
Moral da história #3: meu inglês ainda presta.
Moral da história #4: eu tenho ótimos amigos, como ele mesmo já dizia.
Moral da história #5: eu sou forte. e uma lady.
E por fim: nunca saia de casa sem se arrumar... rs.
Motivo de comemoração (2)
Motivo de comemoração (1)
domingo, 14 de setembro de 2008
Cansada
Coverdale
As I stand at the crossroad
I see the sun sinking low
With my cross of indecision
I can't tell which way to go
Now I have seen the seven wonders
And I have sailed the seven seas
I've walked and talked with angels
And danced all night with gypsy queens
All in all it's been a rocky road
Twists and turns along the way
But I still pray for tomorrow
All my hopes, my dreams
Don't fade away
Don't fade away
I have painted many portraits
Memories of love and pain
Though cut down by life's deceptions
I found the strength to start again
All in all it's been a rocky road
Twists and turns along the way
But I still pray for tomorrow
All my hopes my dreams
Don't fade away
Don't fade away
Heaven help a man
Trying to make up his mind
With the darkness closing in
I feel I'm running out of time
Shine a light for me
Help me find the way to go
And take me where I've never been before
And so I stand at the crossroad
Watching the sun sinking low
With my cross of indecision
Still trying to find the way to go
All in all it's been a rocky road
Twists and turns along the way
But, I still pray for tomorrow
All my hopes, my dreams
Don't fade away
Como diriam os Titãs, "as flores de plástico não morrem". Mas às vezes elas têm perfume. E desabrocham depois de uma semana...
Hangin' on the telephone
Um telefonema que, eu acho, nunca vou receber.
Conclusões da noite
2) Escorpiões são muito legais, mas eu ainda prefiro a cobra branca.
3) Some people just don't belong in certain places, certo como dois e dois são cinco. E nem se esforçam. E também tem muita coisa que simplesmente não fecha.
4) Senti falta de alguém... mas não de quem vocês tão pensando.
5) Long live rock'n'roll!
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Da série: como eu nunca tinha notado?
Nem eu acredito que eu nunca tinha me tocado disso!!
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
É foda
Baixas recorrentes
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Urinóis e cachimbos
Tá, vou parar. Já tou vendo que vai ter mil neguinhos entrando aqui anonimamente pra me desaforar porque eu tou desmerecendo a arte moderna, apesar de não ser esse o caso. Crianças, não se ofendam!
Deixo pra quem não pode ir à exposição a foto da obra-símbolo do Duchamp:

Eu vi o urinol do Duchamp! Eu sou uma pessoa feliz! :oD
Gato escaldado
Aí a vida espera o tempo passar e pá!, te coloca de novo na mesma situação. Ou numa situação muito parecida. Todos os teus instintos e todo o aprendizado entram num puta conflito com a vontade de encarar de novo. Afinal, parece muito bom. Hmmm... Muito bom? Bom demais pra ser verdade, talvez? Não aprendeu nada nessa vida, guria? Tsc tsc tsc...
E aí? Deixar passar uma oportunidade por puro medo? É difícil colocar na balança. Eu que no início do ano cheguei à conclusão de que precisava aprender a ter calma, a não me jogar de cabeça nas coisas, tou aqui, quase querendo me jogar de cabeça. E pensando se eu realmente tinha que aprender e não aprendi, ou se aprendi e vou com calma mas vou. Mas o que eu vejo são pessoas assustadas. Loucas pra tentar, mas uma mais se cagando que a outra. Difícil largar tudo, difícil encarar, difícil achar um meio-termo inicial. Tou quase me sentindo o Kofi Annan depois de ontem, tentando negociar. Mas em meu próprio benefício. Se alguém viesse me contar a história e pedir conselho, eu saberia exatamente o que dizer. Mas como casa de ferreiro espeto de pau, vocês já conseguem calcular a merda que isso vai dar. Ou pode dar. Mas e se não der? E se der tudo muito certo? Mas como é que uma coisa dessas pode dar certo?
Superar velhos traumas, agora eu sei, é muito mais difícil do que eu pensava...
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Tic tac
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Das coisas difíceis de entender
Ela era fora de série, em todos os aspectos. Vai fazer falta. Deixo aí a Elegia 19 do Donne como forma de homenagem. Carpe diem!
Come, Madam, come, all rest my powers defy,
The foe oft-times, having the foe in sight,
Until I labor, I in labor lie!
Is tired with standing though he never fight.
Off with that girdle, like heaven’s zone glistering,
But a far fairer world encompassing.
Unpin that spangled breastplate which you wear
that th’ eyes of busy fools may be stopped there.
Unlace yourself, for that harmonious chime
Tells me from you that now it is bed-time.
Off with that happy busk, which I envy,
That still can be and still can stand so nigh.
Your gown going off, such beauteous state reveals
As when from flowery meads th’ hill’s shadow steals.
Off with that wiry coronet and show
The hairy diadem which on you doth grow;
Now off with those shoes, and then safely tread
In this love’s hallowed temple, this soft bed.
In such white robes, heaven’s angels used to be
Received by men; thou, angel, bring’st with thee
A heaven like Mahomet’s paradise; and though
Ill spirits walk in white, we easily know
By this these angels from an evil sprite,
Those set our hairs, but these our flesh upright.
License my roving hands, and let them go
Before, behind, between, above, below.
O my America! my new-found-land,
My kingdom, safeliest when with one man manned,
My mine of precious stones, my empery,
How blest am I in this discovering thee!
To enter in these bonds is to be free;
There where my hand is set, my seal shall be.
Full nakedness! All joys are due to thee.
As souls unbodied, bodies unclothed must be.
To taste whole joys. Gems which you women use
Are like Atalanta’s balls, cat in men’s views,
That when a fool’s eye lighteth on a gem,
His earthly soul may covet theirs, not them.
Like pictures, or like books’ gay coverings, made
For laymen, are all women thus arrayed;
Themselves are mystic books, which only we
(Whom their imputed grace will dignify)
Must see revealed. Then since that I may know,
As liberally as to a midwife show
Thyself: cast all, yea, this white linen hence,
There is no penance due to innocence.
Dos seres humanos
É sempre assim: quando eu volto a ter um pingo de esperança na vida, quando eu me convenço de novo de que tudo pode ser diferente, pá! Bolinha nas costas. Todo ano a mesma coisa? Na mesma época, ainda por cima? Complicado. Tou começando a ficar sem fichas pra apostar. E sem o menor ânimo também. Nem o benefício da dúvida eu consigo dar mais.
Tá na hora de parar a palhaçada
Parece mentira
Quem duvida, volte lá nos posts de final de agosto / início de setembro e veja com seus próprios olhos. Parece uma grande piada, mas é a mais pura verdade. Lembram daquela história da vida que se repete em ciclos? Pois é. Eu às vezes esqueço...
Perdida em pensamentos
Se vocês soubessem o que eu sonhei acordada...
Hehehe.
domingo, 7 de setembro de 2008
Ah, vida real...
Curitiba foi surreal. A maioria dos que lêem esse blog conhece minha vida pregressa e sabe como eu tava apreensiva de botar meus pezitchos naquela cidade de calçadas tortuosas novamente. A carga emocional que ficou por lá é muito grande, e eu tinha medo de que tudo voltasse e me sufocasse, afinal de contas foi a última grande experiência afetiva da minha vida. Chegar naquela rodoviária à meia-noite no mesmo maldito portão em que eu cheguei lá pela primeira vez e não ter ninguém me esperando foi estranho. Pisar na Federal no dia seguinte e dar de cara com o pronome e sua atual na cantina foi foda. O abraço apertado e o sorriso foram bons, mas a levantação de sobrancelhas que se seguiu ao longo dos dois dias não foi nada legal. Fiquei chateada, mas parou por aí. Não senti nada de especial. Fizemos muita festa, revi lugares conhecidos, finalmente subi na torre da Telepar, fui no Bar do Alemão, peguei o trem pra comer barreado em Morretes, tudo o que tinha ficado pendente eu fiz.
No dia mais fatídico, fui embora cedo mandar um e-mail que até hoje não recebeu resposta. Na manhã seguinte, voltei a pegar o velho ônibus no Círculo Militar. Caminhei pelo velho caminho do Bosque do Papa, sentei no mesmo banco do último dia juntos, há quase dois anos, e fiquei ali tentando lembrar o nome da árvore, respirando aquele pozinho. Visitei o Museu do Olho, mais uma pendência resolvida. Fui embora almoçar picanha no Passeio Público - outro clássico - e eu tava feliz. Naquela noite, depois do terceiro Hi-Fi, decidi que já bastava de tudo aquilo, e com "tudo aquilo" quero dizer ele e o que veio depois. Resolvi que era hora de bola pra frente. Aí olhei pro lado, seguindo o conselho da Ana. E vivi os dias mais felizes da minha vida em muito tempo. Já faz dois dias que eu voltei pra casa, e o sorriso continua aqui pendurado na minha cara sem querer desgrudar.
Não consigo entender o que tem nessa cidade que tanto me prende. Amo Curitiba, agora posso admitir, tenho bons amigos lá (engraçado que todos eles tão querendo se bandear pra USP), me sinto bem no meio daquelas araucárias todas. E Curitiba tá sempre envolvida em coisas importantes da minha vida: em 2006, ele. Em 2007, uma expectativa depois frustrada, mas que foi alimentada lá. Em 2008, a superação de toda essa bagagem, a criação de memórias novas, um milhão de possibilidades. Ok, um milhão é muito, mas algumas possibilidades existem. Criar expectativas é sempre complicado, mas tem horas que vale a pena. E eu já fazia tempo que andava achando que nunca mais ia ter essa chance...
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
terça-feira, 26 de agosto de 2008
O que há de novo
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
domingo, 24 de agosto de 2008
Parênteses sobre a vida
sábado, 23 de agosto de 2008
Bienal
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Volver
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Montevideu news
sábado, 16 de agosto de 2008
Dia do solteiro
E eu, meu Deus, como é que fico?
:oP
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Ai!
Preparativos pra Montevideu a partir de amanhã ceeeeedo. Muita coisa pra fazer. Se eu sumir mais do que já ando sumida, não estranhem.
sábado, 9 de agosto de 2008
Manchete do ClicRBS
Tou orgulhosa de mim também, passei o dia todo estudando ontem e hoje, e amanhã vai ser igual. Tou com pique, ainda não tou vendo a luz no fim do túnel da minha análise, mas tou andando, isso que importa.
Muita coisa vai mudar daqui pra frente...
A mais perdida
Que patético ¬¬