terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Cenas do humilhante

Lembram que esses tempos atrás eu escrevi sobre a teoria dos meios de transporte? Pois hoje eu finalmente descobri o que acontece quando o cara mais lindo do ônibus (lindo mesmo, em qualquer universo, não só no microcosmo do ônibus em questão, afinal em terra de cego...) não tem aliança, está sozinho e fica no meu campo de visão: eu fico a isso aqui de cometer uma loucura.

Não dou detalhes nem sob tortura, pelo menos não aqui. Só tenho a dizer que o deus dos meios de transporte sabe muito bem o que faz.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Tensão pré-fim-de-ano

Eu ando muito muito muito muito muito muito irritada. Hoje acordei e fui fazer cookies de aveia pra ver se passava a irritação, mas não resolveu. Nada tem resolvido. Odeio essa sensação - o que só acaba por me irritar mais ainda, é claro.

E, claro, nada do que eu planejo sai como o planejado quando depende dos outros. Paciência. Aí vêm as férias e parece que eu já tou vendo a choradeira. Aliás, começando quarta, nem precisa esperar mais que isso. Ha ha ha. Azar de quem perdeu.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Get a grip!

Não consigo entender como as pessoas cometem tantas vezes os mesmíssimos erros. E nem se tocam! Ai, ai...

Contos de fada

No filme de Sex and the City tem uma cena que a Carrie tá lendo um conto de fadas pra Lily, filha da Charlotte. Quando chega no final da história e ela diz "and they lived happily ever after", a Carrie vira pra guria e fala que aquilo é tudo mentira, que ela tem que saber desde cedo que as coisas não são assim na vida real, que ela não deve se iludir desde o berço com a existência de um príncipe encantado que fica com a gente pra todo sempre. Aí a Lily só olha pra ela e diz "again", e a Carrie constata que a guria, com três anos de idade, já é um caso perdido.

Época de férias, sábado à tarde sem chuva, a criançada do prédio ao lado desceu em peso pra brincar. Tava eu lavando a louça do almoço e ouvi eles brincando de príncipe e princesa, um guri falando pra uma guria que ela era uma princesa linda, a mais bela princesa que ele já viu, case comigo, seremos felizes para sempre agora que o mal já passou, e ticétera*. Fiquei rindo sozinha, lembrando de quando eu era criança e brincava de Branca de Neve com o pessoal do prédio, sempre os mesmos diálogos e seqüências narrativas, só mudava quem fazia o que.

Um tempo depois, mais pro meio da tarde, a brincadeira tinha mudado. E lá estava a mesma guria, que antes era a princesa, gritando eu te amo, eu sempre te amei, você não pode fazer isso comigo, seu cafajeste, covarde, como você teve coragem de me trair com essa vagabunda, seu sem-vergonha, suma da minha frente.

Acho que eles estavam brincando de novela. Mas bem podia ser o caso que estivessem brincando de vida real. Acho que só em Sex and the City, mesmo, as menininhas ainda se iludem com príncipes e happily ever afters. Na vida real, parece que a mulherada já nasce sabendo como é que vai ser...

* Forma modernizada do latim et cetera, utilizada por alunos de ensino médio e graduação.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Saldo positivo

Claro que eu preferia que a gente tivesse ganho o campeonato, mas acho que o vice-campeonato tá de bom tamanho. Fizemos uma campanha muito boa, apesar de esse formato de pontos corridos não ser exatamente o nosso forte. Ganhamos hoje com tranqüilidade, ou seja, fizemos a nossa parte até o final. A culpa de não termos ganho é toda do Goiás... hehehe.

Ouvi o jogo pelo rádio, as entrevistas no final, e vou dizer: queria muito ter estado no Olímpico pra aplaudir de pé o meu tricolor do coração nesse final de temporada, pra chorar de emoção junto com os jogadores e a direção, pra gritar o nome do Tcheco. Ele deu volta olímpica e uma entrevista que me fez chorar de satisfação. Fazia tempo que não tínhamos um capitão desse quilate, talvez desde o Adílson.

Ah, e por falar no Capitão América, estamos na Libertadores, nosso campeonato preferido! Estamos com sede de Libertadores; quase ganhamos no ano passado, e ano que vem vamos buscar essa taça que tanto combina com a gente, se Deus quiser com o Tcheco ostentando a braçadeira.

Acho que não ter ganho o campeonato, mas ter ficado tão perto de ganhar, é algo que vai forçar a nossa direção a reforçar o time pro ano que vem (sabemos pelo histórico do time que se tivéssemos ganho, o esforço pra melhorar o time não seria tão grande). Palmas pra gestão do Odone, que, como o Fabio Koff, juntou um bando de jogadores meio desconhecidos, com o objetivo declarado de não cair pra segundona, e transformou num time campeão, que ficou mais tempo que qualquer outro na liderança e foi o único a ganhar as duas partidas contra o agora campeão São Paulo.

Mas o melhor de tudo é que não ficamos devendo nada pro Celso Roth! Confesso que eu não ia achar muito legal ter que agradecer ao Celsão pelo título, por mais que ele tenha, admito, evoluído consideravelmente, como técnico e como ser humano, no relacionamento com a torcida.

Piadas à parte, meu destaque da última rodada vai pro Figueirense, que lutou loucamente pra não cair; me emocionei ouvindo a transmissão paralela do jogo. O ponto negativo, como não podia deixar de ser, foi a corrupção da arbitragem. Envelopinho com dinheiro, Ricardo Teixeira que talvez amanhã conte quem mandou o envelope, blablablá. Nem vou comentar o impedimento no gol do São Paulo, porque eles mandaram no jogo contra o Goiás e teriam sido campeões mesmo empatando. Mas que foi uma arbitragem meio cretina no jogo deles, foi.

Não importa. Não importa quem caiu, não importa nem o aviãozinho do co-irmão sobrevoando o estádio; deixa eles que eles tão recém aprendendo a ser gente grande. Ganhar a Dubai Cup? A Segunda divisão da Libertadores? Ah... Tem que comer um pouco mais de feijão e arroz pra ser bi da Libertadores, colegas. Mas deixe estar que no ano que vem começa tudo de novo: a expectativa, a flauta, a secação. Seremos tri da Libertadores, o verdadeiro título da América, no ano do centenário do co-irmão, e aí quero ver onde vai voar o aviãozinho...

Parabéns pro Grêmio! E pra torcida mais aguerrida que eu já vi. Quem não acredita no poder dessa torcida, eu desafio: vá a qualquer jogo no Olímpico - não é só em jogo decisivo não! - e veja com seus próprios olhos. Não há quem não se arrepie.

Confirmando... mais uma vez

É sempre bom ver que a gente tinha razão. Mas quando a previsão que se confirma era triste dá uma engasgada...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

(Bom) senso (comum)

Navegando pelo espaço infinito do orkut hoje de manhã, me deparei com o dono (ou era dona?) de um perfil que comemorava a vitória do Inter na Sul-Americana ontem com a afirmação de que "o Inter ganhou todos os títulos que disputou". Essa frase, provavelmente captada em algum meio de comunicação, pra uma lingüista como eu soa como uma inverdade. Pra mim, se um time ganhou todos os títulos que disputou, então toda vez que esse time jogou um campeonato, ele foi campeão. Até tentei fazer uma forma lógica pra ver se a minha intuição tá certa, mas sei que ia ficar chato pra quem não manja de lambdas e quantificadores universais. Depois percebi que o problema pode ser de semântica lexical mesmo (pra meu horror), ou melhor, de dicionário: pra mim, disputar um título não é simplesmente jogar a final (senão o que dizer de um campeonato de pontos corridos?); disputar um título é jogar todas as partidas que envolvem o campeonato, torneio ou o que quer que seja. Então, pra mim, só faz sentido dizer que o Inter, ou qualquer outro time, ganhou todos os títulos que disputou, se ele ganhou todos os Brasileirões, Gauchões, Copas do Brasil, Libertadores, Recopas, Mundiais, Sul-Americanas etcéteras dos quais participou durante toda sua existência. Ou seja: essa afirmação com a qual o orkuteiro desconhecido comemorava a vitória do seu time é o cúmulo da visão otimista.

Curiosamente, olhando o resto do perfil, achei lá na parte pessoal, na definição do par perfeito, que "a gente deve dar valor a quem nos dá valor". Quer dizer, o nosso par perfeito é aquele fulano, quem quer que seja, que nos der bola. Não temos o direito (quem dirá o dever!) de escolher, ou melhor, de querer alguém que nos interesse. Deu mole, vam'bora! Pra que esperar, não é mesmo? Somos todos péssimos, feios, desinteressantes e incapazes de atrair alguém como imaginamos. Dê graças ao senhor se alguém te notar, e se olhar duas vezes, pule em cima! De preferência já enfiando uma aliança no dedo. Ou seja: seja loucamente pessimista como eu e agarre esse mesmo, porque periga nunca mais aparecer ninguém.

Tudo bem, a contradição é um traço definidor da personalidade humana, e o gosto por clichês, bem... infelizmente define com maestria um certo tipo de seres humanos. Mas fiquei um tempo parada na frente daquele perfil, indo e voltando nas duas afirmações, tentando conceber como é que uma mesma pessoa pode ser ao mesmo tempo tão otimista pra umas coisas e tão pessimista pra outras. Acho que o que falta pra humanidade, de verdade, é o velho ensinamento budista do caminho do meio. Ou então um pouquinho de bom senso, em lugar do velho e surrado (e inútil!) senso comum. Já faria uma grande diferença.

Arrumação

Mexer com o passado é mexer com um ninho de vespas. A gente puxa tudo pra fora pra organizar as coisas "pro ano que vem", mas sempre acaba esbarrando em alguma coisa (pelo menos uma!) que joga a gente lá pra trás.

Eu achei fotos. Fotos do tempo de graduação, fotos dos meus alunos, de um monte de outras coisas. Sorri. Depois achei fotos da Itália. E mapas de Siena mostrando onde eu morava, onde eu estudava, as ruas que eu caminhava todos os dias. Backups de icq e msn de muito tempo atrás.

E o vinho fez efeito, e o Aldir Blanc cantou "Resposta ao tempo". E como sempre na arrumação de final de ano, eu chorei.

Coisas pra fazer antes de 2009

* Arrumar meus textos, livros, cds, documentos e guarda-roupa (já comecei hoje);
* Pegar pelo menos mais uma balada, de preferência no Morrison;
* Ler a Zubizarreta e o livro dos indefinidos e escrever um pouquinho mais de material da tese;
* Baixar o cd novo do Guns e tudo o que o pai me pediu;
* Ver o 007 (ainda não vi!), Madagascar II e o Vicky blã;
* Ver a decoração de Natal na Paulista;
* Uma outra coisinha que não dá pra falar...

Deve ter mais coisas, mas não consigo lembrar do resto. Se eu lembrar eu venho aqui contar.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

É sempre a mesma coisa

Todo final de ano eu dou uma sumida básica da net. Na verdade uma pseudo-sumida, porque eu fico online o dia todo, olhando orkut, blogs dos outros, baixando coisas... Eu só perco a paciência de responder scraps e de ficar online no msn. Mesmo. Não tenho saco. Esse ano não tá sendo diferente, por enquanto...

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Tróia

É um filmezinho de merda, a bem da verdade. Mas eu assisto sempre.
Só pra ver a cena do Brad...

domingo, 30 de novembro de 2008

Redescobrindo

Ontem eu li Fernando Pessoa. E Alberto Caeiro. E Ricardo Reis. E Álvaro de Campos. E dentro do livro do Bandeira eu encontrei um poema que um amigo (desses que fazem samba e amor até mais tarde) escreveu pra mim. Talvez o poema mais lindo que alguém já escreveu sobre mim. Deu saudade. Do autor do poema, daquele tempo, dos outros poemas que escreveram pra mim. Já faz bastante tempo que eu não sou musa de ninguém.

Hoje eu ouvi Paul McCartney depois de quase dois anos. Lembrei de um monte de coisas enquanto batia um bolo que não deu certo (por farinha estragada, não por falta de mão). Lembrei por que eu ouvia tanto, e por que parei de ouvir depois da dissertação pronta. E sei que vou ouvir muito daqui pra frente de novo.

Vou encher isso aqui de poesia e música enquanto acompanho o jogo do meu time. Vou radicalizar a vida a partir de amanhã. Just wait.

Boas companhias

Johnnie Walker, Miles Davis, Fernando Pessoa & sua turma, Drummond-amor-natural, Bandeira, Tom Waits.

Nada como um bom sábado à noite...

sábado, 29 de novembro de 2008

Amanhecer

Adoro a sensação. O sol chegando de leve, batendo nos prédios, aquela luz que nenhum outro momento do dia sabe ter, mesmo numa manhã nublada na cidade cinzenta. Não tenho pressa de chegar em casa. O som dos passarinhos e do Tom Waits, do salto do sapato batendo devagar na calçada enquanto a Norah Jones canta só pra mim. Miles Davis e a rua vazia. Que vontade de não chegar! O corpo tá cansado, o olho não aguenta mais; a cabeça vai cheia, do coração nem sei. Sei que a noite provoca coisas, e essa não foi diferente. A virada cultural virou foi a minha cabeça. O coração não sei. Quieto e inquieto. Moral, imoral, amoral. Corpo, alma, cabeça, coração. Vontade de ler o livro, vontade de ler Fernando Pessoa e redescobrir o sentido da vida. Vontade de correr de volta pra rua, mas os carros já vão lá, as cores já não são as mesmas. A cabeça cheia. O coração... também.

domingo, 23 de novembro de 2008

... E sobre os "fantasmas" do passado

Muitos de vocês leitores sabem, desde o meu outro blog, o quanto eu sempre achei o Wagner Moura parecido com o meu ex #2. O namoro terminou na época de Paraíso Tropical, quando ele fazia o Olavinho, e eu não podia ver as cenas dele com a Bebel sem ser diretamente arremessada pro meu passado recente. Não se trata de uma semelhança física; é alguma coisa no jeito de falar, nos gestos, em certas expressões faciais... e as manchinhas nas laterais do rosto, claro. Um tempo depois, descobri que o Wagner é baiano, e aí muita coisa fez sentido.

Muitos de vocês também sabem que eu fiquei muito tempo sem encontrar esse ex, e que o reencontro não foi dos mais naturais. Claro que eu já não sinto mais nada por ele há muito tempo, mas as lembranças permanecem e se tudo correr bem nunca vão sumir. Lembranças são sagradas. E ontem, quando o Wagner entrou no palco e falou "Boa noite. A peça tem duração de três horas com um intervalinho curto, de dez minutinhos, ...", as lembranças voltaram assim, num piscar de olhos. Quando ele ficava parado do lado "de fora" da cena, na saudação ao público no final,
pude ver o quanto realmente a semelhança existe: no jeito de ficar parado, de mexer no cabelo, coçar o nariz, gesticular, falar. Foi legal. Foi legal ver que eu me arrepiei toda, sim, mas pela atuação (e pela beleza) dele, e não pelas lembranças. As lembranças que fiquem onde estão.

Já em casa, liguei a tevê e tava passando "O diabo veste Prada". Nada de mais se assistir esse filme não tivesse sido a última coisa que eu e o ex #2 fizemos antes do fim do relacionamento. Mais um "trazedor de lembranças", "acordador de fantasmas". Nunca mais eu tinha assistido, ficou meio marcado, e como é um filme dispensável (diferente de Kill Bill, que eu nunca deixei de assistir), achava melhor não assistir pra não cutucar a onça com vara curta. Mas ontem, como a onça já tava mais que cutucada mesmo, assisti. O filme continua sendo a mesma coisinha água-com-açúcar, evidentemente, mas foi legal quebrar um "tabu" que na real nem tinha mais razão de ser. Só faltou comer um Twix durante a sessão!

Mais sobre Hamlet...

Impossível descrever o que a peça causou em mim. Já li Hamlet pelo menos duas vezes, já fiz workshop sobre Shakespeare, já vi o filme do Kenneth Branagh (mas não o do Mel Gibson), mas nada se compara ao que eu senti ali sentada. Finalmente entendi o conceito de catarse aristotélica: continuo tão sob o efeito da peça que nem a derrota do meu time me atingiu. Meu olho não desgrudava do palco nem por um segundo, e quando os atores chegavam pertinho de onde eu tava meu corpo se arrepiava todo. O palco pequeno, a frugalidade do figurino e do cenário, a proximidade com o palco, acho que tudo contribuiu pra gerar essa sensação que eu não consigo descrever. Impossível não sorrir vendo o Tonico Pereira sentado a dois passos de mim, ou o Caio Junqueira sorrir lá de cima. Inevitável engasgar com o choro dele no final do espetáculo. Parece a coisa mais imbecil e tiete do mundo, mas mexe com a gente ver aqueles atores famosos dando o sangue no palco. Faz a gente perceber o quanto a tevê achata o talento dos caras...

Ok, ok, mas vamos falar do ingrediente principal: o Wagner Moura. Lindo, a gente já sabe que ele é.
Mas ao vivo, Deus me defenda, é muito mais. Babei muito quando ele entrou no palco, e no resto todo do tempo. Achei o máximo quando ele chegou perto de onde eu tava, e melhor ainda quando ficou na minha frente, fora de cena. Mas o mais marcante, por incrível que pareça, não é a beleza; é o show de interpretação. É ver como o cara consegue modalizar a voz, ser gaiato agora, agressivo daqui a 30 segundos, doce logo depois; é ver o tanto que o rosto dele se inflama, o quanto ele sai suado no intervalo da peça. Tirei meu chapéu pra ele, pro resto do elenco, pra adaptação, pro Aderbal Freire-Filho. Valeu a pena pagar quarenta reais. Valeu a pena ter a produção destruída pelo banho de chuva.

Valeu a pena ir comer na pizzaria da Villaboim, mesmo tendo tido que deixar o ingresso lá pra poder ganhar o desconto (logo eu que coleciono ingressos!). Me deu uma nostalgia meio inesperada da Itália, comecei a lembrar de um monte de coisa, fiquei contando pra Lu como era a minha vida lá, entre um comentário e outro sobre a peça. Acabei sonhando com a Itália, com o Wagner no palco... e com mais um monte de coisas que a noite desencadeou em mim.

Hamlet

Eu vi!!!!
Eu vi o Wagner Moura em todo seu talento - e beleza. Tou extasiada.
Amanhã volto aqui pra contar mais. Hoje tou exorcizando velhos fantasmas...

sábado, 22 de novembro de 2008

Sem inspiração

Pra trabalhar, pra arrumar a casa, pra fazer qualquer coisa além de nada. Meio que sem inspiração pra viver, quase. A vida tá precisando dar uma mexida... ou eu tou precisando dar uma mexida na minha vida. Um vento bom que me vire a cabeça ou as coisas ou ambas. Algo diferente que me... inspire. Que me empurre pra frente e pra cima com toda a força. Tomara!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Six Feet Under

Depois de dois meses, finalmente terminei de assistir. Comecei por recomendação da Lara, logo depois que voltei de Curitiba. Confesso que no início não me empolgou muito, não é o tipo de série que eu pararia pra ver se estivesse zapeando na tevê. Assisti os primeiros episódios bem esparsamente, ainda pensando se eu ia mesmo entrar numas de ver tudo. Me incomodava o mote da série, as personagens (eu ainda sou do tempo em que personagem não era comum de dois gêneros... rs), aquele monte de gente morta. Não pelos cadáveres em si ou porque os caras lidam com eles, afinal eu assisto Grey's Anatomy e House, tou acostumada. Não sei explicar. Talvez o conjunto da obra me parecesse doentio demais... cadáveres + gente desajustada pra caramba + humor nigérrimo + bizarrices constantes.

Não sei mesmo. Só sei que em algum momento que eu evidentemente não tenho a menor idéia de quando tenha sido a série me prendeu. Quando eu tava assistindo a segunda temporada, sem querer descobri num site como tudo ia terminar. E mesmo assim continuei assistindo, e não perdeu nem um pouco da graça. Nesses últimos dias, meio doente que eu tava, assisti o final da quarta e toda a quinta temporada quase sem parar. Engraçado que no início eu assistia um episódio e saturava, tinha que assistir alguma outra coisa, de preferência bem leve e imbecil, pra "desintoxicar". E no final foi como aquele livro bom que a gente pega pra ler antes de dormir, jura que vai ler "só mais um capítulo" e quando vê são cinco da manhã e o livro não quer fechar, e a gente não quer parar de ler porque precisa saber o que acontece depois. E isso tudo mesmo eu já sabendo o que aconteceria depois.

Queria escrever mais sobre o que a série me provocou, mas não quero "estragar a surpresa" pra quem ainda não viu e tá pensando em ver. Eu recomendo; essa série é diferente das outras, em que todo mundo termina previsivelmente feliz, casado, com seus sonhos realizados. Não que isso não aconteça, mas é tudo longe de ser previsível, inclusive o que a série desperta em cada um - e por isso não vou contar o que despertou em mim. Só digo que valeu a pena a empreitada. Chorei muito, me revoltei muito, criei opiniões sobre as personagens, saí amando algumas que eu odiava e odiando outras que no início tinham me cativado. C'est la vie. E como!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Revolta

Muito, muito, muito irritada. Mordendo! Uma semana trancada em casa trabalhando, tudo dando errado ontem, hoje, aaaaaaaaaaaaah! Tou me sentindo sozinha. Odeio essa coisa que as pessoas têm de só lembrar da gente quando a gente tá feliz, na hora de fazer festinha. Peguei chuva e duas horas e meia de trânsito pra ir pro treino, cheguei superatrasada e o povo não tava lá. Liguei pra todo mundo que eu tinha o número, ninguém atendeu. E aí? Volta o cão arrependido pra casa. Mais duas horas no trânsito. Perdi a tarde inteira. Custava alguém me avisar que não ia ter treino? Ou que iam treinar em outro lugar? Custava? Eu sempre lembro de avisar todo mundo, ligar, escrever, mandar mensagem, chamar pra sair. Mandei três mensagens avisando que ia me atrasar, ninguém nem respondeu. Me senti completamente ignorada, como se eu nem existisse. Tudo isso porque eu fiquei uns dias sem entrar no msn, trabalhando? Ou porque eu não fui pra aula ontem e hoje porque absolutamente tudo deu errado? Tudo que eu precisava hoje era contato com seres humanos, um abraço, conversar, qualquer coisa pra aliviar os sufocos e infortúnios dos últimos dias. Niguém percebe. Ninguém nunca percebe. Foda-se o mundo então.

Não adianta. A única pessoa com quem a gente pode contar é com nós mesmos. O resto, infelizmente, é só decoração de festa. É o que dá ser sempre tão segura.

domingo, 9 de novembro de 2008

Ha ha!

Eis que o meu tricolor botou pra quebrar contra o porco e mostrou mais uma vez porque é chamado de "imortal". Ganhar é sempre bom. Ganhar do Palmeiras é mais que bom. Agora, ganhar do Parmera em jogo de confronto direto, em pleno Parque Antártica, tomar a vice-liderança dos caras, e ainda ver a cara de dodói do cretino do Luxemburgo e daquele mala do Marcos... não tem preço. Agora até o meu paper vai sair na boa.

Eu queria era saber onde tá agora aquele povo insuportavelmente barulhento que me acordou batendo tambor e cantando gritos de guerra da Mancha às dez da manhã. Ha ha!

Olha a faca!

Sonhei a noite toda. Clique clique clique... deu nisso. Pela primeira vez na minha vida considerei a possibilidade de sair do orkut. Odeio descobrir que eu me importo com as coisas.

Não podia ter um cadeadinho lá não?

Praça Villaboim

É lá que a gente vai se esbaldar daqui pra frente. Opa!

P.S.: Vontade de contar coisas que eu fiquei sabendo... mas melhor ficar na minha.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Sorriso é foda

Quando o resto favorece, então...
Aaaaai, que coceira!

Clique clique

Lembro de ter comentado com alguém que da última vez não sobrou nenhuma lembrança além de um vídeo com vozes não muito distinguíveis ao fundo e um cantinho de mão numa foto. Period.

No início isso me entristeceu um pouco. Gosto de lembranças concretas. Depois de um tempinho comecei a achar que era um sinal. E, claro, no final das contas acabei dando graças a Deus por não ter ficado nada além de um objeto que eu joguei no fundo de uma gaveta que eu nunca abro. (Por que eu não joguei no lixo, a exemplo da conversa no msn, eu não sei explicar. Talvez pra não esquecer de vez e acabar caindo na mesma historinha de novo. Talvez porque apesar dos pesares foi bom...)

Evidentemente tem as lembranças não-físicas: um disco especial, algumas outras músicas, cenas que volta e meia voltam na minha cabeça... Mas essas, como eu já disse aqui essa semana, são projeções. Saudade eu já não sinto faz um tempo.

Mas aí hoje... clique clique clique e lá estava. Na primeira olhada nem senti nada. Saí. Clique clique clique, voltei. Senti uma pontinha de alguma coisa. Saí de novo. Clique clique clique, lá estava eu de novo, over and over again ao longo do dia, inevitavelmente atraída a ver de novo e de novo. Agora mesmo, clique clique clique. Dois anos e dois dias. Dois meses e dois dias. Clique clique clique. A lembrança que eu queria tanto ter, agora escancarada na minha frente. Agora que eu não quero mais lembrar, não quero mais pensar, não quero mais! Troco a música. Não sei quantas vezes apertei o botão pra pular a faixa. Nada me atrai. Demora, talvez umas cinquenta apertadas de botão depois, entra o disco. Clique clique clique. Como eu procurei, não faz tanto tempo assim. Parece que faz anos, parece que nunca aconteceu. Clique clique clique. Lá vou eu de novo, mais uma espiadinha. Nada de mais, e ao mesmo tempo...

A merda, minha gente, é que às vezes aparece alguém.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Dois anos

Dois anos. Dois meses. Que ridículo lembrar dos dois meses, mas é como eu digo pra Lu: é projeção. Felizmente só lembrei dos dois meses porque fui ler as postagens mais antigas do blog e achei a de um mês. Enfim... só pra constar. Achei que eu ia beber, mas as obrigações me forçaram a transferir a festinha pro final de semana. Achei que eu ia pelo menos poder dar socos em alguém no treino, mas começou muito tarde por causa do SIICUSP e não tivemos tempo de praticar a nobre arte. E, claro, só a Lu lembrou de me dar os parabéns pela data. Parabéns, sim! O início da re-solteirice foi muito difícil, mas hoje em dia (já faz um tempo, na verdade) eu ando muito bem.

No ano passado essa data me deprimiu bastante. Mas a circunstância era bem outra. É engraçado que eu esteja in between love há tanto tempo. Aliás, depois da minha última empreitada relacionamentística, o máximo que eu tive foi uma paixãozinha que só não foi mais fácil de superar porque eu ainda tava baqueada do último namoro. Essa sensação de estar bem sozinha é muito boa, a maioria das pessoas não aguenta o tranco. Claro que tem horas que bate uma sensação de que já tava na hora de me amarrar de novo, sentir friozinho na barriga e tudo o mais, mas como não aparece ninguém, vamos curtindo. Mesmo porque, como diria meu último ex, "quem procura não acha". Então eles que me achem!

A teoria dos meios de transporte

Curto e grosso, é o seguinte: quando entra um cara bonito no ônibus, ou ele tá acompanhado, ou tem uma aliança de alguma cor em alguma das mãos. Se nenhuma dessas duas coisas for verdade, o cara vai sentar (ou ficar de pé) em um ponto do ônibus completamente fora do teu campo de visão. Quando isso não acontecer, jogue as mãos pro céu, paquere, peça o telefone dele e prepare-se pro dilúvio universal.

Pois bem, a teoria foi ampliada para "teoria dos meios de transporte". Tanto na ida como na volta de Porto Alegre tinha uns caras muuuito lindos na sala de embarque, mas do meu lado e nas minhas imediações, só senhoras e caras muito velhos. E nem venham dizer que é a numeração de poltrona que eu escolho, porque foram zonas completamente diferentes da aeronave nas duas viagens. Pior: na volta o avião tava vindo de Montevidéu, e vocês lembram o que eu falei sobre os homens de Montevidéu, não?

Falando em meios de transporte, não lembro se falei pra vocês de um cara que eu e a mãe conhecemos no ônibus Passo Fundo - Marau quando fomos pra lá em julho. Fofo, muito querido, lindo mesmo, puxou assunto com a gente e fomos conversando até chegar em Marau. Confirmando a minha teoria, aliança na mão esquerda. Não consegui sacar na hora se ele tava me paquerando ou se só era muito simpático. Deixei pra lá. Mais ou menos um mês depois, meio sem querer, vi no orkut do meu tio um cara com o mesmo sobrenome dele. Entrei no perfil e descobri que o irmão do cara tinha morrido recentemente, e era casado. Dois cliques e descobri que o irmão do cara era o cara do ônibus. Comentei com a mãe, chocada, e ela ficou de perguntar pro meu tio. Meses depois, ficamos sabendo que o cara do ônibus se suicidou, aparentemente sem motivo nenhum.

Não vou aproveitar o ensejo pra falar o que eu penso sobre suicídio. Mas também não vou conseguir encerrar o post com uma piadinha "tá vendo o que dá paquerar no ônibus against all odds?". Mas que paquerar em meios de transporte é complicado no matter what eu já não duvido mais. Tem sempre uma pedra no meio do caminho.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

De volta

Menos trânsito do que lá (sim, acreditem!). Menos empolgação também, mas essa eu tou sentindo que vem diminuindo a cada dia... Cansaço tá pegando geral, como sói acontecer no final de cada ano. Por outro lado, constatar que o ano tá quase acabando é uma coisa que sempre me empolga, porque eu sempre acho que "o ano que vem vai ser o melhor de todos". Dificilmente não é. Incrível como as coisas sempre tendem a melhorar.

Tudo correu dentro dos limites da normalidade hoje. Um pouco de tédio, umas horas sem fazer nada nos corredores da FFLCH esperando a reunião da pós, coisas que eu não aceito de jeito nenhum e não me calo de jeito nenhum também. Dei plantão de mais de uma hora tirando dúvidas de um aluno só, e no final ele me deu um abraço todo agradecido. Me senti útil.

Trinta mil coisas pra fazer, como sempre. Amanhã completo dois anos solteira. Comemorarei distribuindo socos no treino e inaugurando solitariamente minha garrafa de uísque, se ninguém quiser se juntar a mim pra discutir a falência generalizada dos relacionamentos humanos. Tenho pensado que a falência generalizada dos relacionamentos humanos na verdade é uma falência generalizada dos humanos. Sexta na Feira do Livro me chamou a atenção a quantidade de bancas vendendo praticamente só livros de auto-ajuda, religião, espiritismo e etcéteras. Comentei com a mãe e ela disse "as pessoas tão cada vez mais querendo se agarrar em alguma coisa". Como forma de esperança, de acreditar em algo maior, ou até mesmo como promessa de felicidade. Pois eu acho que as pessoas deviam se agarrar umas nas outras (no pun intended). Mas como a maioria parece ter problemas de auto-aceitação, auto-estima e traquejo social, acaba todo mundo se fechando em si mesmo e buscando "ajuda" em outras coisas em vez de buscar outros seres humanos. E falo isso de uma forma geral, não só em relação às pessoas loucas que fogem de namoros, casamentos e outros tipos de compromisso conjugal.

Eu precisava escrever do "Ensaio sobre a cegueira", do que o filme me causou. Mas acho que não consigo colocar em palavras. A única coisa que eu posso dizer é que a sensação foi a mesma do livro, mas ainda mais crua. Eu sempre falo de seguir os instintos, mas tem certos instintos que não podem ser seguidos. Somos animais na pior acepção da palavra, e o filme do Meirelles traduz com perfeição a alegoria do Saramago. Quem não viu, veja. E principalmente: quem não leu, leia. E leia mais Saramago: Todos os Nomes e A Caverna são obras que todos os seres humanos deviam ler em algum momento de sua existência. A catarse dura pro resto da vida.

9 1/2 semanas

É o que falta pro ano acabar, segundo as contas feitas hoje no corredor da FFLCH. Se de amor não sei, mas que vai ser com areia, vai!

domingo, 2 de novembro de 2008

Frase da semana

Minha prima trintona & solteira tava segurando uma nenezinha irrequieta no colo durante a festinha da Isabella no sábado e soltou a seguinte pérola:

- Ultimamente só os nenês tentam tirar a minha roupa!

Cena da semana

Quinta à noite, mesa do Pingüim, na sagrada esquina da Lima com a República*. Entre outros, eu, Tigrão, Pablo, Dani, Rafa, Julio, Ana, Sonia e Carol. Um dos convivas pergunta como se faz pra paquerar; qual a manha da paquera em Porto Alegre, coisital. Nesse momento, metade da mesa vira e aponta pra mim! "Ah, pergunta pra Leo, ela sabe paquerar". "É, ela sabe tudo de paquera, é craque". Me digam, eu posso com isso? Posso? Minha fama agora é nacional! Agora só falta deitar na cama...


* Pros que não conhecem Porto Alegre, essa esquina é uma espécie de solo sagrado; ícone da Cidade Baixa, que por sua vez é o ícone da boemia porto-alegrense. Esquina Democrática é o c@%@$#*!

Deu pra bolinha

Do Massa, nos últimos segundos. Do Grêmio, que acabou a rodada em terceiro, mas não tá morto quem peleia. Da minha estadia na querência. E cá pra nós, acho que deu pra bola daquelas coisinhas "eu já sabia" também. Deu pra bola do meu sossego...

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Deu

Deu Grêmio na liderança no final da rodada. Deu pra sorrir.
Deu Corinthians de volta pra primeira divisão. Deu pra comemorar estar longe do Pacaembu ontem.
Deu um enxame de cupins.
Deu pra dormir até mais tarde com a chuvinha na janela.
Deu saudadinha dos tempos do colégio quando eu fui lá votar. Deu pra ver que o colégio tá igualzinho às minhas lembranças.
Deu o acaso de eu encontrar cinco conhecidos na saidinha que eu dei hoje pra votar e almoçar: um casal de ex-alunos, uma ex-colega de colégio, um ex-vizinho, meu ex-instrutor de yoga. Deu pra constatar que Porto Alegre é um ovo.
Deu uma trégua na chuva, pelo menos por algumas horas.
Deu Fogaça, deu Kassab, não deu Gabeira.
Deu irritação de ver umas coisas e curiosidade de saber outras.
Deu um filme que eu gosto na tevê.
Deu pra ver o novo episódio de Grey's Anatomy.
Deu pra bola do domingo.

Ultimamente...

Eu tou que só observo. E dou risada. Digo, tudo bem que os seres humanos tão longe da perfeição. Todo mundo comete erro em cima de erro, o tempo todo, a vida inteira. Isso não é novidade, e quanto a isso não há muito o que se possa fazer. É da nossa essência cometer erros. O que me surpreende é a falta de criatividade. Tem gente que consegue a proeza de cometer sempre os mesmos erros, over and over again. E o mais legal é que na maioria das vezes as pessoas arrotam que não vão cometer o mesmo erro nunca mais; ou são as primeiras a apontar o mesmíssimo erro nos outros pobres mortais.

Eu erro, muito, o tempo todo. Mas (vocês sabem) analiso todos os erros à exaustão pra tentar não cometê-los nunca mais. Detesto fazer a mesma besteira duas vezes, afinal de contas isso significa que as experiências não tão ensinando nada pra gente. E eu tenho compulsão por aprender o que quer que seja, estudável ou não, cientizável ou não. E aí fica difícil entender o comportamento das outras pessoas que erram sempre igual, sempre previsivelzinho demais. Como eu disse, ando que só observo e dou risada. Às vezes pra não chorar.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Cheguei

Com chuvinha e tempo fresquinho. A viagem não foi lá muito tranqüila, com um guri berrando e xingando os pais o tempo todo no avião, o babaca do meu lado que insistia em querer deixar o celular ligado, e a turbulência que rolou de Curitiba até aqui. O lanchinho da Gol, como sempre, cada vez pior: quatro bolachinhas minúsculas (mas minúsculas mesmo) com cheddar.

Boas notícias: bife a milanesa na janta, prorrogação (de novo) da inscrição pra ABRALIN, e meu time firme na liderança do Brasileirão. Sorry, galera!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Deu pra ti!

Não tou baixo-astral, mas amanhã vou-pra-Porto-Alegre-tchau!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Nota futebolística

Deu a Lusa no Canindé contra o Grêmio, 2x0. Eita time que gosta de ressuscitar morto! Mas seguimos na liderança porque o crássico no Parmera deu empate.

Ganhar esse campeonato agora é questão de honra, com o Odone saindo da presidência. Vai, tricolor, pelamordedeus!

Playing Cassandra

Então eu crio teorias. Sempre, todos os dias, quase que o tempo todo. Quando não é teoria lingüística, é teoria sobre a vida e os seres humanos. As teorias lingüísticas nem sempre se confirmam. As que versam sobre seres humanos, sejam seres específicos ou seres humanos de forma mais geral, não falham nunca. O mais legal é que os seres humanos específicos das teorias sobre seres humanos específicos nunca, nunca, nunca me dão ouvidos. Mas no final das contas o tempo sempre vem e prova que eu tinha razão, às vezes até rápido demais.

Uma das minhas teorias tá se confirmando dia após dia. Eu sinto pena e dou risada ao mesmo tempo. Pode parecer esquizofrênico, mas se eu não me divertir um pouco com isso enlouqueço (Cassandras também precisam de uma válvula de escape, eu suponho). E agora tou formulando a continuação da teoria. Eu tenho um final previsto pra história, mas não acho que vá acontecer tão em breve. Tem um "meião" aí que eu não sabia bem pra onde iria, mas agora acho que eu sei. Provavelmente eu não devia estar escrevendo isso, até porque não vou contar a história, a teoria que se confirma e a que eu tou desenvolvendo. Mas lembrem desse post, porque não duvido nada que em breve eu volte aqui pra dizer "eu sabia" mais uma vez.

sábado, 18 de outubro de 2008

Esqueci de contar!

Finalmente tenho meu diploma de mestre!! Iupiiii!!!

Da série: músicas que vêm a calhar

"She loved him
She don't want to leave this way
She feeds him
That's why she'll be back again"

Nota social

Aniversário da minha mãe! Pena que eu não tou lá hoje pra comemorar, mas quinta tou chegando pra tirar todos os atrasos e apertar muito os meus velhos queridos!

Waiting for the world to come along

Tenho coisas pra dizer. Teorias pra formular. Mas não tenho certeza se devo fazer isso aqui, no blog, publicamente, dessa vez. Tenho um certo receio em afirmar que eu saco bem as pessoas, porque dificilmente um ser humano concorda com as análises que a gente faz sobre ele mesmo. E isso é tão emblemático... Como bem diz o House, "A negação é o primeiro sintoma". E normalmente quem nega é porque sabe muito bem que a análise é totalmente verdadeira.

Acho complicado quando as pessoas tomam certas atitudes superficiais pra tentar disfarçar sentimentos. Acho mais complicado ainda quando essas mesmas pessoas podem estar tristes, sofrendo pra caralho, mas fingem que tá tudo bem por medo de ouvir um "eu bem que te avisei". Acho uma merda eu conhecer tão bem certas pessoas, saber exatamente o que cada mínima coisinha significa, e acho uma merda maior ainda o fato de elas se incomodarem tanto com isso. Acho inacreditável quando coisas que deviam dar muito certo dão totalmente errado simplesmente pelo prazer de darem errado. E acho que preciso parar de escrever agora.

domingo, 12 de outubro de 2008

Nada como um bom domingo

Daí que neste domingo tão singelo um maluco resolveu subir numa torre da Eletropaulo lá na putaqueopariu da zona norte e eu e mais metade da zona oeste de São Paulo ficamos meia hora sem luz pra poderem despendurar o cara "em segurança". Sinceramente, se o cara foi se dar ao trabalho de escalar uma torre de transmissão de energia elétrica, de noite, imagino que segurança era tudo o que ele não queria, certo?

Seja como for, a pergunta que não quer calar é: por que diabos o cara subiu lá? Será que não ganhou presente de dia das crianças? Fez promessa pra Nossa Senhora Aparecida e não teve seu desejo concedido? O time do coração perdeu? O Grêmio voltou a ser líder do campeonato? O Massa não ganhou a corrida? Achou que o horário de verão começava hoje, esqueceu que tem que adiantar o relógio, atrasou o dito cujo e perdeu um compromisso importantíssimo? Dor de corno? Dor de amor? Problemas financeiros? Tese pra escrever? Por causa do horário do ocorrido (por volta das sete da noite), fui olhar na internet o placar do jogo da seleção, mas foi goleada nossa (milagre de Nossa Senhora Aparecida?). Será que ele é desses céticos que nunca acham que a canarinho vai ganhar e jurou bêbado pros amigos igualmente bêbados que se jogava da torre se o Brasil ganhasse o jogo? Tantas, tantas possibilidades...

Aqui tem o link pra quem quiser ver a notícia. E alguém por favor grave o SPTV primeira edição de amanhã, que essa matéria eu quero ver
!

sábado, 11 de outubro de 2008

A primeira vez a gente nunca esquece

Hoje eu, a Lu e a Sá madrugamos pra ir na Zépa. Gripada e tudo, tendo dormido pouco e mal (e tendo sido xingadas porque estávamos conversando à meia noite de sexta-feira... aff povo fresco), encarei. É fantástico! Muita roupa boa, bonita e barata. Muita gente na rua. Muita bijuteria boa, bonita e barata. Pastel. Some-se a isso três mulheres e o resultado são muitas e muitas sacolas e muito cansaço no final da manhã. 

Íamos na 25 de março, mas lembramos que amanhã é dia das crianças e devia tá uma muvuca desgraçada por lá (suspeita confirmada horas depois no Jornal Nacional). Íamos no mercado municipal almoçar bolinho de bacalhau e sanduíche de mortadela, mas o cansaço não deixou. Íamos ver o lindo do Wagner Moura interpretando Hamlet aqui no teatro da FAAP, mas não tinha mais ingresso pra essa noite. Mas tudo bem... No caminho de volta pra casa passamos na Praça Vilaboim e meu senhor abençoado, temos que voltar lá muitas vezes pra sentar em algum bar, tomar um café e sorrir muito. Depois ainda cruzamos com o Dráuzio Varella na rua (mais um vizinho famoso pra minha coleção). Quase me joguei em cima dele Doutoooor, acho que eu tou com dengue!, mas deu vergonha. 

Substituímos o Wagner Moura por uma polenta com galinha e TV. E tava bom!

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Homem-curupira

Depois de cunhar (ou melhor, adotar) o termo mulher-capivara, eis que surge o homem-curupira! Explico: semana passada na palestra sobre evidenciais em Kotiria um dos exemplos era a seguinte lenda:

O Curupira tá andando de noite na mata e encontra um índio. Ele então se faz passar por um familiar do índio e diz o seguinte pro coitado:

- Me dá teu coração?

(Confesso que achei essa parte meio estranha... Será que ele tava pedindo um transplante? Enfim, detalhes irrelevantes devem ser ignorados.)

Aí o índio saca que o tal parente na verdade é o Curupira e pensa:

- Xi, esse cara tá querendo me comer...


Ou seja: o cara pede teu coração, mas na verdade ele só quer te comer! Qualquer semelhança entre a vida na selva e a vida no concreto não pode ser só mera coincidência...

Tou doente

Não bastasse tudo o que tem pra fazer, ainda isso? Oras, mas que saco!

E bem na semana em que as minhas séries preferidas não foram ao ar por causa do debate presidencial nos States... :o( Protesto!

domingo, 5 de outubro de 2008

Sunday score

Fim de tarde no Charme da Paulista; o cara mais gatinho do bar, que tava de olho na nossa conversa e nas gargalhadas, me pára no caminho pro banheiro e fala: "você é linda, sabia? e muito simpática também". E na saída põe a mão no meu ombro e diz "tchau".

Às vezes realmente basta sentar num bar ou café e sorrir. E um dia ainda crio coragem de oferecer meu telefone.

sábado, 4 de outubro de 2008

Da série: perguntas que não querem calar

Quem vai me dar o novo perfume da Avon de presente? Hãn? Hãn? Hãn? Fosse dois anos atrás e eu sei exatamente quem seria, mas na atual conjuntura dos fatos só o que eu sei é que a Larinha e o Julio lembraram de comentar comigo sobre o assunto. Mas os perfumes do Avon costumam ser tão ruins que eu nem sei se gostaria de ganhar. Tenho certeza que eles avacalharam muuuito o nome sagrado das Bond Girls.

Aqui tem a notícia do lançamento, e no youtube tem alguns vídeos (toscos) do lançamento do perfume no México (eu acho). É só procurar "avon bond girl" e se divertir. Não achei os vídeos das propagandas pra postar...


P.S.: Será que se eu usar o perfume eles me chamam pra ser a próxima?

Um mês

.


(a decidir o que é mais patético: o fato em si ou eu ter lembrado dele...)

Resumo da semana

Quando eu só apareço aqui na sexta vocês sabem que a semana foi corrida, né? Então adivinhem como foi a minha semana??? Tchan tchan tchan tchan... Uma loucuuuura! Achei que depois do curso do Boskovic (ainda preguiça de catar os diacríticos) ia acalmar um pouco, mas piorou. Segunda madruguei pra aplicar prova, ontem entrei pro calabouço às três e saí às oito corrigindo as benditas, isso depois de treinar boxe. Quarta teve reunião com o Jairo, hoje dois papers pra revisar, contas pra fazer, meu pai indo pra França pra eu me despedir. Uma semana tão maluca que eu consegui encontrar meu amigo imaginário duas vezes! Não à toa deu granizo aqui em casa quarta no início da noite.

Amanhã casa pra colocar em ordem, e de preferência trabalhar ao menos um pouco, ler textos pras aulas da semana, fazer as unhas, no melhor dos mundos escrever dois resumos pra congressos vindouros. Domingo justificar meu voto na companhia dos trigêmeos que não se encontram há semanas, almoçaremos juntos, falaremos mal da vida e do mundo, e depois só Deus sabe.

De resto, coisas não muito agradáveis acontecendo com pessoas que eu amo muito. Confirmação de uma suspeita (confirmando também que as pessoas são irremediavelmente babacas), criação de um suspense, possibilidade (em off) de conhecer o Rio (finalmente!), expectativas pras visitas da semana que vem, saudades dos meus pais e dos meus amigos portoalegrenses (mas faltam menos de 20 dias pra eu ir pra lá!). Preciso trabalhar na tese. Preciso trabalhar na tese. Preciso trabalhar na tese. (Repetindo como um mantra pra ver se dá efeito). Show do Queen + Paul Rodgers final de novembro. Sá vindo semana que vem pra gente fazer um girls shopping day. Preciso mandar uma dúzia de e-mails que eu tou devendo por aí.
Preciso comprar meus equipamentos de boxe e não dá tempo. Quero comprar umas coisas e não tenho tempo de ir ver. Queria ir no cinema e não acho tempo. Queria escrever um post sobre a língua sincera que eu descobri segunda e... yadda yadda yadda you get the picture.

Conclusão óbvia: tá foda. Mas eu tou tri feliz. Ao menos quando o cansaço não me neutraliza.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Enquanto isso, no seu Orkut...

Today's fortune: You are contemplative and analytical by nature.

Juuuuuuuura?!

Rapidinhas

Preciso vir aqui com calma contar que eu conheci hoje a língua mais sincera do mundo. Mas pra isso preciso de um tempo que hoje não tenho, então só quero deixar registrado que hoje eu reencontrei meu amigo imaginário, e há testemunhas!

* risos *

E eu decidi tatuar um lambda na nuca. Apesar das piadinhas de duplo sentido dos meus caros amigos.

domingo, 28 de setembro de 2008

Post Scriptum poético

Se não consigo responder às minhas perguntas, pelo menos ando contaminando as pessoas com a poesia do Drummond. A Lu postou o "Convite triste" ontem, que eu compartilhei com ela via msn num momento muito particular. E agora a Lara viu os versos finais do "Enterrado vivo" no meu msn e disse que vai postar no blog dela em minha homenagem.

Pra completar a série dos poemas dele que eu andei relendo muito nas últimas horas, vou grudar aqui também o "Consolo na praia", que não fala de praia. Mas que vontade de ver o mar!

Vamos, não chores
A infância está perdida.
A mocidade está perdida.
Mas a vida não se perdeu.

O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.

Perdeste o melhor amigo.
Não tentaste qualquer viagem.
Não possuis casa, navio, terra.
Mas tens um cão.

Algumas palavras duras,
em voz mansa, te golpearam.
Nunca, nunca cicatrizaram.
Mas, e o humour?

Falastério

Sinto que eu poderia escrever toneladas. Um post que durasse um dia inteiro. É tanta coisa passando pela minha cabeça, cenas de passados distantes e recentes, coisas que eu ouvi e que não tinham significado algum (hoje eu sei), histórias que os amigos me contam, uma conversa longa com o Tigrão hoje que eu queria colar inteira aqui mas acabei apagando sem querer, projeções de um futuro próximo que talvez aconteça, meus sonhos que não me deixam em paz, uma inércia de algumas coisas, inércia incômoda que eu quero mandar embora e não consigo, apesar de tudo. Poemas do Drummond que eu reli e lembrei como falam tão bem do que eu sinto, um poema do Bandeira que retrata bem o meu atual estado frente às coisas do mundo. Não preciso de tempo pra processar, já tá tudo muito bem processado. O problema todo é entender. Entender eu não consigo, entender dói. Entender é a tarefa mais difícil de todas. E eu não consigo sossegar enquanto não entendo. Por mais que eu pense e escreva e converse e argumente sozinha no escuro e saiba que tudo que eu tenho projetado tem grandes chances de acontecer, e daí? Não adianta nada. Não alivia a angústia. Me exaure essa dinâmica minha com o mundo. Mas não consigo mudar, não sei não ser inquieta.

Tou meio por aqui com tudo. Cansa. A minha autoconsciência se choca com a falta de autoconsciência da maioria dos seres que ambulam por esse mundão de deus. Como as pessoas podem não perceber o alcance das suas atitudes e palavras? Como podem ser tão mentirosas, ou se não são mentirosas, covardes? Pra quê? Por quê? O que aconteceu com a sinceridade?

Na falta de respostas às minhas eternas indagações, deixo aqui um poema do Drummond que não responde nada, mas que também fala da vida. E claro que o jeito dele de falar é muito melhor do que o meu...

Parolagem da Vida

Como a vida muda.
Como a vida é muda.
Como a vida é nuda.
Como a vida é nada.
Como a vida é tudo.
Tudo que se perde
mesmo sem ter ganho.
Como a vida é senha
de outra vida nova
que envelhece antes
de romper o novo.
Como a vida é outra
sempre outra, outra
não a que é vivida.
Como a vida é vida
ainda quando morte
esculpida em vida.
Como a vida é forte
em suas algemas.
Como dói a vida
quando tira a veste
de prata celeste.

Como a vida é isto
misturado àquilo.
Como a vida é bela
sendo uma pantera
de garra quebrada.
Como a vida é louca
estúpida, mouca
e no entanto chama
a torrar-se em chama.
Como a vida chora
de saber que é vida
e nunca nunca nunca
leva a sério o homem,
esse lobisomem.
Como a vida ri
a cada manhã
de seu próprio absurdo
e a cada momento
dá de novo a todos
uma prenda estranha.
Como a vida joga
de paz e de guerra
povoando a terra
de leis e fantasmas.
Como a vida toca
seu gasto realejo
fazendo da valsa
um puro Vivaldi.

Como a vida vale
mais que a própria vida
sempre renascida
em flor e formiga
em seixo rolado
peito desolado
coração amante.
E como se salva
a uma só palavra
escrita no sangue
desde o nascimento:
amor, vidamor!

sábado, 27 de setembro de 2008

Blog novo?

Se a coisa continuar como está, em breve vou ter que abrir um blog novo. Só pra falar dos meus sonhos.

Ou isso, ou direto pra terapia.

Confirmação

Eu tinha razão em achar que havia um motivo pro universo me deixar sem lembranças concretas.

As flores de plástico não morrem. Mas podem ser enfiadas no fundo de uma gaveta que nunca se abre.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

O que há de novo

Vamos às novidades:

Titio Boskovic foi embora na terça, deixando saudades. Na segunda tive atendimento com ele e foi muito, muito, muito produtivo. Me empolguei muito pra trabalhar rachando na tese. Tava sentido falta desse impulso.

Ontem fiz meu primeiro treino de boxe com a galera da pós. Foi muito legal. Empolguei total pra mexer o corpo, além do boxe vou fazer deep running no CEPE quatro vezes por semana. Tou toda dolorida hoje, mas parte disso tem a ver também com o megatombo que eu levei voltando do treino. Ouch!

A semana foi estranha. Quando o Julio falou eu não concordei, mas agora tou assinando embaixo. Meu dia hoje foi estranho, ouvindo Chico Buarque e lendo Drummond enquanto falava com a Lu no msn. Ela postou um poema lindo do Drummond no blog dela, que tem muito a ver com esse nosso momento. Eu vou postar algumas coisas dos dois em breve, talvez hoje mesmo.

Sonhei uma coisa bizarra essa noite, pra variar. Uma pessoa debandou do orkut. Tive uma conversa estranha, bizarra, totalmente fora de propósito (e todos os outros adjetivos desse nível que vocês conseguirem colocar aqui). Como sempre, cada vez menos eu entendo os seres humanos e as suas necessidades cretinas de auto-afirmação e projeção. Tem coisas que são desnecessárias, mas o povo faz sem medir conseqüências. Ou faz porque tá no embalo de fazer mesmo, mas depois nega até a último estertor. Não entendo mesmo.

Assisti os dois primeiros episódios da quinta temporada de House, e lembrei por que eu gosto tanto dele. De cara ele soltou a seguinte frase, bem no meio das minhas cada vez mais freqüentes tentativas de entender o que eu fiz de errado e o que eu fiz pra merecer tais e tais coisas que ficam se repetindo eternamente: "you don't get what you deserve; you get what you get". E seguindo o embalo das frases de efeito, é um fato que as pessoas cada vez menos são "what you see is what you get", salvo raras exceções. E que "you can't always get what you want, but if you try sometimes you just might find you get what you need" é uma lição que eu já aprendi faz tempo, mas que não tem funcionado muito na minha história recente, a menos que eu seja meant pra me ferrar - contradizendo a sábia frase do House. Finalizando os trocadilhos paronomásticos, "you get what you give" não tem se aplicado pra mim. Mas eu tenho aplicado aos que me cercam sem dó nem piedade. Hoje foi um bom exemplo.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Assim, assim

Sabe quando fica aquela sensação superficial de felicidade, de que tá tudo bem, mas na verdade tem alguma coisa incomodando que a gente não sabe bem o que é?

Tou, ao mesmo tempo, satisfeita e insatisfeita. Não pensando e pensando. Lamentando e dando de ombros. Sem conseguir decidir se é bom ou não. Só sei que indiferente não é. Ah, mas não é mesmo.

domingo, 21 de setembro de 2008

Ainda sonhos

Ou eu paro de sonhar esses sonhos bizarros e atormentadores cada vez que eu durmo, ou a coisa vai ficar mais preocupante do que já está!

Alguém ponha um freio no meu inconsciente!!

Da série: como é que a gente nunca tinha feito isso?

Fab four juntos na pista pela primeira vez. Modéstia à parte, arrasamos! A noite acabou conforme o esperado: corpos cansados empilhados num conhecido sofá. Nem preciso dizer que hoje tou no 220.

Ainda chove nessa terra. Fotos do orkut dos outros pra matar uma saudade besta que me bateu. Meu futuro talvez sendo decidido amanhã. E eu que não penso em outra coisa...

sábado, 20 de setembro de 2008

Sabadão

Essa semana a vida me deu uma bolinha nas costas dia sim dia não. Literalmente. Mas o mais legal é que justo esses dias foram os mais legais da semana. Terça saímos com os argentinos e o Boskovic (preguiça de achar os diacríticos... rs). Quinta a Larinha e o Gigio estavam aqui e fizemos cachorro-quente na casa do Julio, e conversamos muito e rimos muito mais ainda e a noite tava linda de morrer mesmo. E eu tive uma conversa que me deixou um pouco mais tranqüila.

Ontem levamos o Boskovic pra dançar. Foi bom, eu não saía pra dançar há séculos, aproveitei bem a oportunidade. Mas claro, como sempre, quando tem muitos humanos na minha volta eu fico observadora demais. Filosófica demais. Tentando entender o mundo demais. Ontem à noite cheguei à conclusão de que eu tenho limites racionais. Coisas que eu até faria, em tese, mas algum motivo muito racional me impede de fazer. Nunca imaginei que eu fosse assim. Sempre me achei o instinto em pessoa. Mas agora eu percebo que racionalizar certas coisas também é instinto. Tou pensando sobre isso ainda.

Acordei faz umas duas horas só. Os corinthianos malditos que ficam berrando na rua me acordaram dos meus sonhos insanos. Agora mais gritos, fogos, buzinas e tudo mais que vocês possam imaginar que faz barulho, pra ajudar na minha dor de cabeça. Acho que essa é a primeira vez na vida que eu não tenho remédio pra dor de cabeça em casa. Deve ser um sinal dos tempos. Chove em Sampa city, e não sei o que será da minha noite, só sei que será com Boskovic: ou levamos ele pra balada, ou eu fico em casa lendo os textos dele sobre movimento e concordância.

Casamento da Sheila hoje. Era pra eu estar lá em Porto Alegre assistindo na primeira fila. Infelizmente não dá. Feriado no sul, dia do gaúcho. E eu completamente desconexa.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Filosofia barata (mas boa)

Lembram que esses dias eu falei que a vida é uma constante bolinha nas costas? Pois eu tive uma forte comprovação disso essa semana. Completamente sozinha e desprotegida mesmo estando no meu próprio território. Acho que me saí bem no teste (bom, ao menos a demonstração de despeito não foi minha...).

Serviu pra eu comprovar como eu realmente tenho uns amigos do caralho. Que se preocupam comigo de verdade, que tentam me salvar das situações. Acabou sendo um dia muito legal: não só o curso do Boskovic foi extremamente relevante pra minha tese (ainda mais do que o esperado!), como ainda acabei tendo uma noite ótima e muito bem acompanhada. Voltei pra casa tri feliz.

Moral da história #1: "se a vida te der um limão, faça uma caipirinha". Ou: nem tudo tá como eu gostaria, mas ainda assim eu tou muito melhor agora.

Moral da história #2: lingüistas são so very cool. And you can have it all.

Moral da história #3: meu inglês ainda presta.

Moral da história #4: eu tenho ótimos amigos, como ele mesmo já dizia.

Moral da história #5: eu sou forte. e uma lady.

E por fim: nunca saia de casa sem se arrumar... rs.

Motivo de comemoração (2)

Larinha e Gigio em Sampa por esses dias! Larinha aqui em casa! Larinha e Gigio em Sampa por um longo tempo num futuro próximo!

Motivo de comemoração (1)

O curso do Boskovic tá sendo tudo o que eu esperava e mais um pouco. Fazia tempo que a lingüística não fazia o meu coração bater mais forte! Estou absoluta e definitivamente encantada.

domingo, 14 de setembro de 2008

Cansada

De ouvir todo mundo e ninguém me ouvir. Será que eu vou ter que gritar? Será que sem gritar ninguém vai perceber? Sou tão invisível assim?

Depois perguntam por que eu tenho um blog... Porque se eu não botar pra fora eu morro, por isso eu tenho um blog!

Coverdale

Não bastasse a música-título do blog...

As I stand at the crossroad
I see the sun sinking low
With my cross of indecision
I can't tell which way to go
Now I have seen the seven wonders
And I have sailed the seven seas
I've walked and talked with angels
And danced all night with gypsy queens

All in all it's been a rocky road
Twists and turns along the way
But I still pray for tomorrow
All my hopes, my dreams
Don't fade away
Don't fade away


I have painted many portraits
Memories of love and pain
Though cut down by life's deceptions
I found the strength to start again

All in all it's been a rocky road
Twists and turns along the way
But I still pray for tomorrow
All my hopes my dreams
Don't fade away
Don't fade away


Heaven help a man
Trying to make up his mind
With the darkness closing in
I feel I'm running out of time
Shine a light for me
Help me find the way to go
And take me where I've never been before

And so I stand at the crossroad
Watching the sun sinking low
With my cross of indecision
Still trying to find the way to go

All in all it's been a rocky road
Twists and turns along the way
But, I still pray for tomorrow
All my hopes, my dreams
Don't fade away


Ouvindo de novo a discografia do Whitesnake descobri que esse desgraçado canta a minha vida. Tenho ouvido muito o Starkers in Tokyo, um disco acústico de 40 minutos no qual ele canta, entre outras coisas, essa aí de cima. O disco é de cortar os pulsos. Pelas músicas e pela associação recente. Devia ser proibido associar discos bons com certas situações. Mesmo que a situação seja maravilhosa. Porque acaba. Às vezes cedo demais, às vezes mesmo antes de começar. E aí a gente leva um tempão pra "desintoxicar" os discos bons. E nunca consegue fazer isso completamente, sempre sobra uma pontinha de lembrança.

Como diriam os Titãs, "as flores de plástico não morrem". Mas às vezes elas têm perfume. E desabrocham depois de uma semana...

Hangin' on the telephone

Sonhei um telefonema. Só um "boa noite" do outro lado da linha. Um boa noite com um sotaque inconfundivelmente gostoso de ouvir.

Um telefonema que, eu acho, nunca vou receber.

Conclusões da noite

1) Eu gosto muuuito de guitarras e daquela fritação toda. Gosto mesmo, acho o máximo, curto pra caramba. Mas no final eu pago pau é pra baterista mesmo.

2) Escorpiões são muito legais, mas eu ainda prefiro a cobra branca.

3) Some people just don't belong in certain places, certo como dois e dois são cinco. E nem se esforçam. E também tem muita coisa que simplesmente não fecha.

4) Senti falta de alguém... mas não de quem vocês tão pensando.

5) Long live rock'n'roll!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Da série: como eu nunca tinha notado?

A música-título desse blog foi lançada originalmente em... 1982!
Nem eu acredito que eu nunca tinha me tocado disso!!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

É foda

"Take it easy" definitavamente não é pra mim. Já tou toda pilhada de novo. Odeio isso! Aaaaah pelo visto não adiantou querer desenvolver a virtude da paciência. Não tive paciência nem pra isso... rs.

Baixas recorrentes

Não entendo por que anda morrendo tanta gente nesses últimos dias se agosto já acabou! Como diria minha mãe, "que cosa"...

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Urinóis e cachimbos

Fui ver a exposição do Duchamp no MAM hoje. E lá estava "A fonte", mais conhecida como "urinol de Duchamp". Lembrei muito dos textos do Affonso Romano de Sant'Anna em que ele discute o que é arte. Eu e a Lu fizemos muitas piadinhas com isso, como parar pra observar o umidificador que tava ali num canto. Arte moderna é um negócio estranho, tem coisas que eu não consigo ver como arte, porque nem são belas (nem no sentido de belo-feio), nem são estéticas, nem causam catarse nem nada do tipo. Admiro arte, não sou uma profunda conhecedora, mas pra certas coisas eu bem que digo "isso até eu teria feito". Essa coisa da arte-conceito é meio avessa pra mim. E os que se dizem modernos, moderninhos, modernosos, deviam ir ver a exposição e sacar que aquele Modernismo, aquele Surrealismo têm genialidade, não um monte de absorvente pendurado na parede.

Tá, vou parar. Já tou vendo que vai ter mil neguinhos entrando aqui anonimamente pra me desaforar porque eu tou desmerecendo a arte moderna, apesar de não ser esse o caso. Crianças, não se ofendam!

Deixo pra quem não pode ir à exposição a foto da obra-símbolo do Duchamp:




Eu vi o urinol do Duchamp! Eu sou uma pessoa feliz! :oD

Gato escaldado

E então a gente vive coisas desagradáveis. Sofre, chora, quase morre. Depois que passa, a gente sai achando que pelo menos aprendeu muito, que nunca mais vai se deixar passar pelas mesmas coisas outra vez. "Estou imune".

Aí a vida espera o tempo passar e pá!, te coloca de novo na mesma situação. Ou numa situação muito parecida. Todos os teus instintos e todo o aprendizado entram num puta conflito com a vontade de encarar de novo. Afinal, parece muito bom. Hmmm... Muito bom? Bom demais pra ser verdade, talvez? Não aprendeu nada nessa vida, guria? Tsc tsc tsc...

E aí? Deixar passar uma oportunidade por puro medo? É difícil colocar na balança. Eu que no início do ano cheguei à conclusão de que precisava aprender a ter calma, a não me jogar de cabeça nas coisas, tou aqui, quase querendo me jogar de cabeça. E pensando se eu realmente tinha que aprender e não aprendi, ou se aprendi e vou com calma mas vou. Mas o que eu vejo são pessoas assustadas. Loucas pra tentar, mas uma mais se cagando que a outra. Difícil largar tudo, difícil encarar, difícil achar um meio-termo inicial. Tou quase me sentindo o Kofi Annan depois de ontem, tentando negociar. Mas em meu próprio benefício. Se alguém viesse me contar a história e pedir conselho, eu saberia exatamente o que dizer. Mas como casa de ferreiro espeto de pau, vocês já conseguem calcular a merda que isso vai dar. Ou pode dar. Mas e se não der? E se der tudo muito certo? Mas como é que uma coisa dessas pode dar certo?

Superar velhos traumas, agora eu sei, é muito mais difícil do que eu pensava...

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Tic tac

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segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Das coisas difíceis de entender

Acabo de saber que a Ana Rocha faleceu. A Ana Rocha, vocês não devem saber disso, foi a minha primeira professora de graduação. A primeira aula de faculdade da minha vida foi com ela, Leituras Orientadas I. Literatura grega. Odisséia de Homero e Édipo Rei de Sófocles. Foi dela que eu ouvi, logo nessa primeira aula, "nada de novo depois dos gregos" e "quem não leu o Tio Ari ainda, façam o favor". O Tio Ari, é claro, é o Aristóteles. Lembro de me sentir muito estúpida porque todo mundo já tinha lido Dostoiévsky e eu nem o Aristóteles, imagina, que absurso. Foi na aula dela que o celular da Lídia tocou loucamente, matando todo mundo de rir. Mais tarde naquele mesmo semestre ela voltou à disciplina pra dar literatura inglesa. Com ela conheci a fantástica Elegia 19 de John Donne, Beowulf, Os Contos da Cantuária e, claro, Shakespeare. Ok, Shakespeare eu já conhecia. Mas ela sabia tudo de Shakespeare, dava gosto ouvir ela falar. No semestre seguinte, durante a Semana de Letras, ela ofereceu um Workshop chamado "Who's afraid of the English bard?". Foi o primeiro Workshop de que eu participei. E foi inesquecível. Depois disso, nunca mais ela foi minha professora. Mas nos cruzamos muitas e muitas vezes durante a minha graduação, inclusive na campanha pra direção do Instituto em 2004. Ela e sua indefectível latinha de Coca-Cola de manhã cedo.

Ela era fora de série, em todos os aspectos. Vai fazer falta. Deixo aí a Elegia 19 do Donne como forma de homenagem. Carpe diem!

Come, Madam, come, all rest my powers defy,
Until I labor, I in labor lie!

The foe oft-times, having the foe in sight,
Is tired with standing though he never fight.
Off with that girdle, like heaven’s zone glistering,
But a far fairer world encompassing.
Unpin that spangled breastplate which you wear
that th’ eyes of busy fools may be stopped there.
Unlace yourself, for that harmonious chime
Tells me from you that now it is bed-time.
Off with that happy busk, which I envy,
That still can be and still can stand so nigh.
Your gown going off, such beauteous state reveals
As when from flowery meads th’ hill’s shadow steals.
Off with that wiry coronet and show
The hairy diadem which on you doth grow;
Now off with those shoes, and then safely tread
In this love’s hallowed temple, this soft bed.
In such white robes, heaven’s angels used to be
Received by men; thou, angel, bring’st with thee
A heaven like Mahomet’s paradise; and though
Ill spirits walk in white, we easily know
By this these angels from an evil sprite,
Those set our hairs, but these our flesh upright.
License my roving hands, and let them go
Before, behind, between, above, below.
O my America! my new-found-land,
My kingdom, safeliest when with one man manned,
My mine of precious stones, my empery,
How blest am I in this discovering thee!
To enter in these bonds is to be free;
There where my hand is set, my seal shall be.
Full nakedness! All joys are due to thee.
As souls unbodied, bodies unclothed must be.
To taste whole joys. Gems which you women use
Are like Atalanta’s balls, cat in men’s views,
That when a fool’s eye lighteth on a gem,
His earthly soul may covet theirs, not them.
Like pictures, or like books’ gay coverings, made
For laymen, are all women thus arrayed;
Themselves are mystic books, which only we
(Whom their imputed grace will dignify)
Must see revealed. Then since that I may know,
As liberally as to a midwife show
Thyself: cast all, yea, this white linen hence,
There is no penance due to innocence.

Dos seres humanos

Me impressiona a capacidade que algumas pessoas parecem ter de ignorar os outros seres humanos. Como se nunca nada tivesse acontecido, como se não houvesse uma história, ainda que breve, a ser respeitada. Como se não tivesse acontecido nada de bom. Faz quase uma semana que espero uma resposta que a essas alturas já sei que não vai vir. Ou eu passei a ser extremamente insignificante, ou então eu significo tanto, mas tanto, apesar de passado tanto tempo, que deixei a criatura sem rebolado. Sabe quando a gente se sente inadequada? Eu achei que me sentiria assim, mas aparentemente não foi comigo que isso aconteceu. E nem sou eu que tou dizendo, todo mundo notou. Aí quando achei que ia ser diferente, acontece de novo a mesma coisa. Será que sou eu que acredito demais na sinceridade das pessoas, ou será que a humanidade gostou de me passar a perna? É ingenuidade minha ou sacanagem alheia? Sempre acreditei que olhares não mentem, que tem coisas que não precisam ser ditas. E como eu vi olhares reveladores nos últimos dias! Tanto engano assim não é possível.

É sempre assim: quando eu volto a ter um pingo de esperança na vida, quando eu me convenço de novo de que tudo pode ser diferente, pá! Bolinha nas costas. Todo ano a mesma coisa? Na mesma época, ainda por cima? Complicado. Tou começando a ficar sem fichas pra apostar. E sem o menor ânimo também. Nem o benefício da dúvida eu consigo dar mais.

Tá na hora de parar a palhaçada

Sonhei de novo essa noite. Um sonho mais tranqüilo que o da noite passada, mas ainda assim um sonho do passado que o meu inconsciente não entende que ficou pra trás. Um criado-mudo cheio de perfumes femininos. Comentários sobre a tal bolsa que ninguém engoliu. A confissão que eu queria ouvir e nunca ouvi. Foi bom.

Parece mentira

Tou com a garganta muito ferrada desde que cheguei de volta de Curitiba. Uma amigdalite como há muito tempo eu não tinha. Pra ser mais precisa, desde a semana do saco cheio do ano passado. Quando tudo tava um turbilhão de emoções e eu não sabia pra que lado correr.

Quem duvida, volte lá nos posts de final de agosto / início de setembro e veja com seus próprios olhos. Parece uma grande piada, mas é a mais pura verdade. Lembram daquela história da vida que se repete em ciclos? Pois é. Eu às vezes esqueço...

Perdida em pensamentos

Se vocês soubessem o que eu sonhei na noite passada...
Se vocês soubessem o que eu sonhei acordada...
Hehehe.

domingo, 7 de setembro de 2008

:oS

Ui que agonia!
Jesus!!

Ah, vida real...

Depois de quase um mês de andanças pra cá e pra lá, estou de volta a São Paulo até o final de outubro. Na verdade, se contar Goiânia e as férias em Porto, tou na estrada desde o início de julho! Cada um dos lugares que eu visitei trouxe experiências novas, muitas lembranças boas pra guardar, e uma vasta dose de aprendizado. Sei que tou devendo até hoje o relato de Montevideu, mas sinto muito, esse eu vou ficar devendo pro resto da vida. Não quero um blog anacrônico, e tanta coisa aconteceu de lá pra cá que não sinto mais vontade de escrever sobre aquela viagem. Foi maravilhosa, isso vocês já sabem. E basta.

Curitiba foi surreal. A maioria dos que lêem esse blog conhece minha vida pregressa e sabe como eu tava apreensiva de botar meus pezitchos naquela cidade de calçadas tortuosas novamente. A carga emocional que ficou por lá é muito grande, e eu tinha medo de que tudo voltasse e me sufocasse, afinal de contas foi a última grande experiência afetiva da minha vida. Chegar naquela rodoviária à meia-noite no mesmo maldito portão em que eu cheguei lá pela primeira vez e não ter ninguém me esperando foi estranho. Pisar na Federal no dia seguinte e dar de cara com o pronome e sua atual na cantina foi foda. O abraço apertado e o sorriso foram bons, mas a levantação de sobrancelhas que se seguiu ao longo dos dois dias não foi nada legal. Fiquei chateada, mas parou por aí. Não senti nada de especial. Fizemos muita festa, revi lugares conhecidos, finalmente subi na torre da Telepar, fui no Bar do Alemão, peguei o trem pra comer barreado em Morretes, tudo o que tinha ficado pendente eu fiz.

No dia mais fatídico, fui embora cedo mandar um e-mail que até hoje não recebeu resposta. Na manhã seguinte, voltei a pegar o velho ônibus no Círculo Militar. Caminhei pelo velho caminho do Bosque do Papa, sentei no mesmo banco do último dia juntos, há quase dois anos, e fiquei ali tentando lembrar o nome da árvore, respirando aquele pozinho. Visitei o Museu do Olho, mais uma pendência resolvida. Fui embora almoçar picanha no Passeio Público - outro clássico - e eu tava feliz. Naquela noite, depois do terceiro Hi-Fi, decidi que já bastava de tudo aquilo, e com "tudo aquilo" quero dizer ele e o que veio depois. Resolvi que era hora de bola pra frente. Aí olhei pro lado, seguindo o conselho da Ana. E vivi os dias mais felizes da minha vida em muito tempo. Já faz dois dias que eu voltei pra casa, e o sorriso continua aqui pendurado na minha cara sem querer desgrudar.

Não consigo entender o que tem nessa cidade que tanto me prende. Amo Curitiba, agora posso admitir, tenho bons amigos lá (engraçado que todos eles tão querendo se bandear pra USP), me sinto bem no meio daquelas araucárias todas. E Curitiba tá sempre envolvida em coisas importantes da minha vida: em 2006, ele. Em 2007, uma expectativa depois frustrada, mas que foi alimentada lá. Em 2008, a superação de toda essa bagagem, a criação de memórias novas, um milhão de possibilidades. Ok, um milhão é muito, mas algumas possibilidades existem. Criar expectativas é sempre complicado, mas tem horas que vale a pena. E eu já fazia tempo que andava achando que nunca mais ia ter essa chance...

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

You can't always get what you want

But if you try sometimes you might find you get what you need...

terça-feira, 26 de agosto de 2008

O que há de novo

Acabo de perceber que esse ano eu já fui duas vezes pro Uruguai. É encostado no Brasil, mas ainda assim conta como exterior, certo? Então esse ano eu fui duas vezes pro exterior! Me sinto uma pessoa muito melhor agora... rs

No mais, surtando muito pra acabar de lavar todas as roupas, arrumar mala, fazer poster, plotar poster, buscar lente, escrever paper e etcéteras, tudo antes de embarcar pra dez dias em Curitiba amanhã às seis da tarde. Deus me defenda!

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Wishful thinking

Será que rola uma parrillada no bandejão amanhã?

domingo, 24 de agosto de 2008

Parênteses sobre a vida

Lembram como eu sempre sei das coisas? Que eu sempre acerto o que vai acontecer?

Pois é. Eu continuo sempreacertando. 

sábado, 23 de agosto de 2008

Bienal

Sei que eu tou devendo relatos mais consistentes sobre Montevideu, mas preciso abrir um parênteses de assunto pra contar que apesar de todo o cansaço da viagem, eu e a Sá encaramos a Bienal hoje. Maravilhosa! Imensa, muita gente, muitos estandes de livrarias e editoras fantásticas. Destaque absoluto pra Irmãos Vitale, que edita partituras musicais. Quase surtei quando vi. Vi também o Mauricio de Sousa, meu ídolo da infância, e o Chico Anysio. Mesmo cansadas, acabamos saindo do Anhembi às nove da noite, e sem conseguir ver tudo!

Mas a experiência mais intensa e sublime foi estar perto do Ziraldo. As duas horas e meia de fila mais cheias de expectativa da minha vida - e as que mais valeram a pena a espera também. Comprei "Jeremias, o Bom" pra ele autografar pra mim. Fiquei o tempo todo da fila pensando o que eu ia dizer pra ele: que ele é um ícone da minha infância, que eu amo ele, que a minha mãe ama ele, que eu adoro "História de dois amores", "O joelho Juvenal", "Rolim", "Flicts" e "O menino maluquinho", que as anedotinhas do Bichinho da Maçã fizeram parte da minha alfabetização, que eu coloquei um trecho do Maluquinho na epígrafe da minha dissertação... Gente, chegou na hora eu fiquei tão, mas tão emocionada, que nem consegui dizer nada disso. Ele ficou puxando assunto comigo e com a Sá, falando do filme da Audrey Hepburn pra ela, eu comentei que adoro o filme, etc e tal. Um chuchu, ele, um docinho, muito simpático. Aí ele autografou meu livro fazendo uma mãozinha segurando a flor do Jeremias e escreveu "Para Leonor, com uma flor!" e disse "Rimou!". Pedi se eu podia dar um abraço nele, abracei ele bem forte, dei um beijo e disse "muito obrigada por tudo, obrigada por existir". Saí de lá secando as lágrimas, quase molhei o colete dele com elas. Tou emocionada até agora.

Quebrando as minhas regras de não colocar fotos no blog, deixo aqui uma do momento sublime que eu nunca mais vou esquecer: eu nos braços do fantástico Ziraldo! 

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Volver

Voltamos hoje. Tou exausta. E nostálgica.

Outra hora volto aqui descansada e com calma pra contar algumas coisas das muitas que aconteceram e valem a pena ser compartilhadas. Por hora, só um protesto: QUERO VOLTAR PRA MONTEVIDEU!

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Montevideu news

Passando aqui pra contar que Montevideu é linda e já tou com nostalgia daqui antes mesmo de ir embora. Apaixonada pela cidade! E pela vasta concentraçao de homens lindos, interessantes e simpáticos por metro quadrado - inclusive na ALFAL. Micos, muitos micos lingüísticos tentando falar espanhol, mas pelo menos eu tento. Boas surpresas, amigos de longe que apareceram por aqui. Feliz, feliz, feliz!

sábado, 16 de agosto de 2008

Dia do solteiro

Comemorei rodeada de testosterona, ajudando meus queridos amigos a comprarem roupas pra ficarem bem bonitos pras mulheres deste mundão de Deus.

E eu, meu Deus, como é que fico?
:oP

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Ai!

Que preguiça de ficar falando das mesmas coisas... Eu prevejo, elas acontecem, e eu nem tchuns de querer falar mais sobre elas. Acaba que eu sempre sei, mas isso eu já sei.

Preparativos pra Montevideu a partir de amanhã ceeeeedo. Muita coisa pra fazer. Se eu sumir mais do que já ando sumida, não estranhem.

sábado, 9 de agosto de 2008

Manchete do ClicRBS

Grêmio goleia o Atlético-MG e fatura o primeiro turno do Brasileirão!!!

Não consegui escutar o jogo online por uma série de problemas técnicos, mas acompanhei o minuto a minuto do Clic. Fiquei tri feliz, esse time ultimamente só me dá orgulho!

Tou orgulhosa de mim também, passei o dia todo estudando ontem e hoje, e amanhã vai ser igual. Tou com pique, ainda não tou vendo a luz no fim do túnel da minha análise, mas tou andando, isso que importa.

Muita coisa vai mudar daqui pra frente...

A mais perdida

Tou tão enfiada em estudar nesses últimos dias que hoje acordei crente que era domingo. Até tirei com a cara do comunicador da Kiss que falou "hoje sábado, nove de agosto, bla bla bla".

Que patético ¬¬