No único dia em que eu durmo pouco e mal, saio de casa correndo sem me arrumar direito. No único dia em que eu saio sem me arrumar direito, decido ir de bolsa pra USP, em vez de usar a velha e boa mochila, e o bilhete único fica em casa junto com a mochila. No único dia em que o bilhete único fica em casa junto com a mochila, eu ando o dia todo pra cima e pra baixo gastando dinheiro em metrô e ônibus. No único dia em que eu gasto dinheiro com metrô e ônibus, não dá pra sacar dinheiro da Nossa Caixa no terminal do BB. No único dia em que não dá pra sacar dinheiro da Nossa Caixa no terminal do BB, não tem bilhete único pra vender na lotérica. No único dia em que não tem bilhete único pra vender na lotérica, a Lu paga as minhas passagens pra eu acompanhar ela na odisséia da entrega da dissertação. No dia em que eu acompanho a Lu na odisséia da entrega da dissertação, reencontro, na volta, um cara que eu paquerei num bar há algum tempo. No único dia em que eu reencontro um cara que eu paquerei num bar há algum tempo, estou de óculos e casaco de veludo, como no dia da paquera. No único dia em que eu estou de óculos e casaco de veludo, chove, apesar das previsões. No único dia em que chove apesar das previsões, eu, já não muito arrumada, me encharco porque tou sem sombrinha, já que a minha ficou na mochila junto com o bilhete único...
sexta-feira, 24 de abril de 2009
terça-feira, 21 de abril de 2009
A gente sente falta de um homem quando...
Quer comer azeitona há dois dias e não tem cristo de conseguir abrir o vidro.
O mundo tá perdido
Palhaço aprende cedo
Fui usar meu computador, depois do meu filho e do primo (ambos com 7 anos e meio, já familiarizados com google e youtube), e eis que vejo na tela do youtube a seguinte busca: "molheres gostosas beladas sen calsinhas e sen ropa e sensutian".
sencomentários
Leitora R.S
(postado em 11 de fevereiro de 2009)
(Pra quem nunca entrou no HTP, recomendo. Não à toa tá linkado aí do lado. As gurias têm que entrar pra verem que não tão sozinhas nesse mundo - e pra darem boas risadas com os relatos das colegas de picadeiro. Os guris, pra ver se aprendem alguma coisa... huahuahauhaua!)
Bom, mas segundo o Rey, com quem eu (pra variar) tava conversando no msn na hora em que bati o olho nessa pérola, "R.S. devia pensar q era pior se eles estivessem buscando 'homi belado sincueca'"...
Bom, mas segundo o Rey, com quem eu (pra variar) tava conversando no msn na hora em que bati o olho nessa pérola, "R.S. devia pensar q era pior se eles estivessem buscando 'homi belado sincueca'"...
Sutilmente - Skank
E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe
E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
Achei lindinha, essa.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
He's just not that into you - o retorno
Pois é, fui ver. Com a Lu, conforme o combinado. A impressão unânime é que a gente riu menos do que o esperado e chorou mais do que devia. O filme tem bastante drama, o que é surpreendente em se tratando de uma compilação de clichês sobre as mulheres e suas relações com os homens. Claro, em vários momentos a mulherada caiu na gargalhada, mas em outros só se ouviam risadas masculinas. E nessas horas eu desconfio que tinha muita mulher chorando tanto quanto eu e a Lu. Minha teoria - que eu acabei de desenvolver nos últimos 30 segundos - é que eles colocaram algumas das cenas mais engraçadas no trailer pra chamar a mulherada, porque se botassem as cenas predominantes do filme mulher nenhuma ia assistir...
Sem dar detalhes do filme pra não jogar areia no brinquedo de quem ainda não viu, eu e a Lu nos identificamos com pelo menos noventa por cento das situações. A gente começa rindo dos personagens, mas depois a gente entende todos - ou quase todos. Tem uma cena que me marcou muito (não, não é a da piscina... rs), e que eu pretendo postar aqui assim que estiver disponível no youtube. Aliás, são dois personagens que ganharam a minha identificação imediata. Mas claro que a "vida real" não é tão mãezona quanto a vida na telinha (o que me lembra o meu mais recente protesto contra a ilusão que a mídia gera no que a gente esperaria da vida aos 26 anos), e o que eu sonhei essa noite vai ficar só no sonho mesmo, provavelmente. Mesmo assim, o "armamento" tá comprado.
(Ok, back to trying to make some sense mode)
Saí do cinema ainda acreditando nas coisas que o filme desconstrói logo na abertura. Por um lado, porque eu fui criada acreditando naquelas coisas (hehehe que mulher não foi?); por outro, porque eu vejo as coisas acontecendo exatamente desse jeito, por mais patético que possa soar. É sobre isso, exatamente, que a cena que eu quero postar aqui fala. Mas esse assunto vai ser comentado mais apropriadamente em breve. Tudo a seu tempo.
Sem dar detalhes do filme pra não jogar areia no brinquedo de quem ainda não viu, eu e a Lu nos identificamos com pelo menos noventa por cento das situações. A gente começa rindo dos personagens, mas depois a gente entende todos - ou quase todos. Tem uma cena que me marcou muito (não, não é a da piscina... rs), e que eu pretendo postar aqui assim que estiver disponível no youtube. Aliás, são dois personagens que ganharam a minha identificação imediata. Mas claro que a "vida real" não é tão mãezona quanto a vida na telinha (o que me lembra o meu mais recente protesto contra a ilusão que a mídia gera no que a gente esperaria da vida aos 26 anos), e o que eu sonhei essa noite vai ficar só no sonho mesmo, provavelmente. Mesmo assim, o "armamento" tá comprado.
(Ok, back to trying to make some sense mode)
Saí do cinema ainda acreditando nas coisas que o filme desconstrói logo na abertura. Por um lado, porque eu fui criada acreditando naquelas coisas (hehehe que mulher não foi?); por outro, porque eu vejo as coisas acontecendo exatamente desse jeito, por mais patético que possa soar. É sobre isso, exatamente, que a cena que eu quero postar aqui fala. Mas esse assunto vai ser comentado mais apropriadamente em breve. Tudo a seu tempo.
domingo, 19 de abril de 2009
Gran Torino
Superou todas as expectativas. O Clint tá acabado, velhaço, e mesmo assim puta que o pariu que filme bom! Watchmen foi bom (especialmente pela trilha sonora), Quem quer ser um milionário também (mas ainda não sei se mereceu o Oscar, porque eu gostei muito de O leitor)...
Mas enfim, Gran Torino. Recomendo, assistam. Apesar do casal quase chegando às vias de fato bem na minha frente, que me fez dar um sentido ainda mais intenso à frase get a room, e do pezão do cara que tava sentado atrás de mim nada sutilmente colocado em cima da guarda da minha poltrona, eu fechei na bolha, consegui me concentrar única e exclusivamente no filme (algo raro, pra quem já foi no cinema comigo sabe o quanto eventos paralelos durante a sessão me incomodam), e curti muito. Acho que temos um forte candidato ao Oscar no ano que vem!
Mas enfim, Gran Torino. Recomendo, assistam. Apesar do casal quase chegando às vias de fato bem na minha frente, que me fez dar um sentido ainda mais intenso à frase get a room, e do pezão do cara que tava sentado atrás de mim nada sutilmente colocado em cima da guarda da minha poltrona, eu fechei na bolha, consegui me concentrar única e exclusivamente no filme (algo raro, pra quem já foi no cinema comigo sabe o quanto eventos paralelos durante a sessão me incomodam), e curti muito. Acho que temos um forte candidato ao Oscar no ano que vem!
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Velho Carlos
Quando eu mesma não acho as palavras pra dizer o que vai cá dentro (coisa que, a bem da verdade, é bastante incomum), costumo apelar pra poesia. Sempre alguém na minha estante tem as palavras certas. Ou, pra casos mais urgentes, na minha coleção de músicas.
Hoje eu corri pro Drummond. É comum eu correr pro velho Carlos quando a coisa aperta... Também volta e meia me salta um verso dele na cabeça e lá vou eu correndo catar o livrão verde de papel-bíblia na estante pra me esbaldar um pouco, a única obra completa da Nova Aguilar que eu ousei gastar os tubos e comprar. E mesmo assim mantive comigo a edição d'O Amor Natural com as ilustrações e o ensaio do Sant'Anna no final, simplesmente porque ela é linda. E, lógico, tem um valor sentimental que vocês não queiram saber.
Bom, mas acontece que hoje o Drummond resolveu tirar uma comigo. Não achei nele as palavras perfeitas pro que eu tou sentindo; mas achei as palavras perfeitas pra expressar a falta de palavras:
Drummond, meus caros, é um gênio.
Hoje eu corri pro Drummond. É comum eu correr pro velho Carlos quando a coisa aperta... Também volta e meia me salta um verso dele na cabeça e lá vou eu correndo catar o livrão verde de papel-bíblia na estante pra me esbaldar um pouco, a única obra completa da Nova Aguilar que eu ousei gastar os tubos e comprar. E mesmo assim mantive comigo a edição d'O Amor Natural com as ilustrações e o ensaio do Sant'Anna no final, simplesmente porque ela é linda. E, lógico, tem um valor sentimental que vocês não queiram saber.
Bom, mas acontece que hoje o Drummond resolveu tirar uma comigo. Não achei nele as palavras perfeitas pro que eu tou sentindo; mas achei as palavras perfeitas pra expressar a falta de palavras:
Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.
Drummond, meus caros, é um gênio.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
A culpa é do sistema!
Acho que eu tô em crise existencial. Quem manda ficar assistindo Gilmore Girls? Quem? Quem? Quem? Queeeeeeeem?
Aaaargh! A culpa é toda, toda da mídia!
Aaaargh! A culpa é toda, toda da mídia!
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Mas os meus cabelos...
Os mais jovenzinhos obviamente não vão lembrar da referência aí do título, então a tia vai ser boazinha e colocar aqui o vídeo pra vocês antes de contar a história:
Feitas as devidas referências, o causo é que, depois de constatar a mesmice da minha vida, a solução mais rápida pra mudança, claro, foi correr pro cabeleireiro e revolucionar. Meu cabelo, juro pra vocês colegas de trabalho, nunca esteve tão vermelho. Já esteve vermelho, sim, aliás, é assim que eu gosto dele; mas antes eram mechas vermelhas com mechas loiras no meio... Fazendo muita gente achar que eu sou loira. E quando começam a se referir a mim como "a loira", "a loirinha", me dá uma coceira que vocês nem imaginam! E era assim que andavam me chamando depois que eu cedi aos apelos da minha mãe, no final do ano passado, e pintei o cabelo de castanho. Aí eu cedi em deixar crescer um pouquinho também, "pra mudar". A ficha caiu domingo, quando ela perguntou se eu andava usando ele alisado, porque fica tão bonito o meu cabelo lisinho, ainda mais com esse corte de agora. Quando falou que uma chapinha é barato, todos os meus botões de alerta ligaram! Eu, loira, de cabelão e chapinha? Nã nã ni nã não!! Já que estamos em clima de ressuscitar comerciais, "nem a pau, Juvenal!", eu gosto do meu cabelo curto, vermelho e arrepiado. E agora criei coragem pra usar ele todo vermelho, nada de mechinhas pseudodiscretas. Porque por algum lado tem que começar a revolução!
Feitas as devidas referências, o causo é que, depois de constatar a mesmice da minha vida, a solução mais rápida pra mudança, claro, foi correr pro cabeleireiro e revolucionar. Meu cabelo, juro pra vocês colegas de trabalho, nunca esteve tão vermelho. Já esteve vermelho, sim, aliás, é assim que eu gosto dele; mas antes eram mechas vermelhas com mechas loiras no meio... Fazendo muita gente achar que eu sou loira. E quando começam a se referir a mim como "a loira", "a loirinha", me dá uma coceira que vocês nem imaginam! E era assim que andavam me chamando depois que eu cedi aos apelos da minha mãe, no final do ano passado, e pintei o cabelo de castanho. Aí eu cedi em deixar crescer um pouquinho também, "pra mudar". A ficha caiu domingo, quando ela perguntou se eu andava usando ele alisado, porque fica tão bonito o meu cabelo lisinho, ainda mais com esse corte de agora. Quando falou que uma chapinha é barato, todos os meus botões de alerta ligaram! Eu, loira, de cabelão e chapinha? Nã nã ni nã não!! Já que estamos em clima de ressuscitar comerciais, "nem a pau, Juvenal!", eu gosto do meu cabelo curto, vermelho e arrepiado. E agora criei coragem pra usar ele todo vermelho, nada de mechinhas pseudodiscretas. Porque por algum lado tem que começar a revolução!
Essa é sua vida, Leonor
Uma conversa com amigos pode ser bastante reveladora - tristemente reveladora - de como a nossa vida é previsível. Aliás, de como já deixou de ser apenas previsível pra virar sempre exatamente a mesma coisa. Juro, dá pra resumir em duas linhas de msn, em quinze segundos de conversa. Em suma, deprimente.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
He's just not that into you
Não vai ser, nem de longe, o filme do ano. Muito menos pra mim, que adorei o Watchmen e tou louca pra ver Spirit e Gran Torino. Mas eu vou ver, ah, eu vou mesmo! E não vou sozinha, né, Lu? O filme pode até ser uma bosta, mas só pelo trailer o ingresso já se paga... hauhauhauahua!
domingo, 5 de abril de 2009
Gramado
A gente sempre vai, e é sempre a mesma paisagem, o mesmo tipo de pessoas, a mesma arquitetura alemã, as mesmas ruas limpinhas, as lojas de couros e chocolates, bla bla blá, tudo sempre igual. Acho que é a cidade mais organizada do mundo, parece de brinquedo. Mas tem uma coisa que é imprevisível e a gente nunca acerta: o clima! Já aconteceu de fazer 11 graus no dia 06 de janeiro (e a gente ter que comprar um casaco emergencialmente), já pegamos 35 graus em junho... É incrível! Ontem saímos de Porto com calor, chegamos lá com um calorão digno de verão, e hoje... dêem uma olhadinha na foto e morram de inveja!

sexta-feira, 3 de abril de 2009
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