quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Da série: como assim, Bial?
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Da série: diálogos singelos
- O quê?
- Digamos que tem nele uma curiosidade antropológica/sociológica.
- Kama Sutra ou O Capital do Marx?
Trinta e sete
Alguém tem um freezer horizontal sobrando pra me emprestar?
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Deprê
Acho um saco quando isso acontece.
Vizinhança famosa
Pra não dizer que eu não falei de 2009
* Janeiro e fevereiro: férias escaldantes em Porto Alegre, com baixíssima produtividade tesística mas com um nível interessante de emagrecimento, com um peso que se manteve até o final do ano. Ouvi palmas?
* Fevereiro: bodas de ouro dos meus tios = reeencontro com várias pessoas da família que eu não via há séculos. Carnaval ensurdecedor no Porto Seco. As usual.
* Março: viagem de dez dias, a trabalho, pra João Pessoa. Compensou a falta de viagens no resto do ano.
* Paradeira total entre março e junho: poucas baladas, poucos acontecimentos, poucas emoções. Highlights do período: gripe suína, Clark retornando da Holanda, relatório FAPESP, meu primo voltando pra casa. Vide a baixíssima movimentação no blog nesse período.
* Junho: uma volta a Floripa que tinha tudo pra ser uma desgraça e acabou sendo uma das melhores coisas que podiam ter me acontecido. Morreu meu “vozinho adotivo”, me deixando sem avós de vez. Mais um aniversário. Visita dos velhos.
* Julho: defesa da Lu, início oficial de namoro. Não ir pra Argentina (por causa da gripe) foi a melhor coisa que eu podia ter feito.
* Agosto – novembro: vazamento no chuveiro, hospedagem solidária, ainda poucas baladas, raríssimos encontros do Quarteto, duas viagens pra Porto, presença constante do Sr. Anônimo – física e metafísica, desespero com qualificação, sanduíche e submissão de trabalhos pra congressos internacionais.
* Final de novembro - dezembro: qualificação, pedido de bolsa-sanduíche, viagem pra Brasília = imersão lingüístico-política. Não comprei nem ganhei meu Deus de pelúcia. Reencontro do Trio. Pré-Natal com Sr. Anônimo, vinhos, presentes, etc. Viagem pra Porto, correria, viagem pra Marau, casório, crianças, Natal. Volta pra Forno Alegre.
* Hoje: lendo pra escrever um trabalho pro inicinho do ano que vem. Esperando o Sr. Anônimo acordar e entrar no skype. Esperando o Ano-Novo e o que virá.
Devo dizer que nunca um ano começou tão incógnito pra mim como esse 2010 que se aproxima. Não sei se vai sair minha bolsa-sanduíche ou se vou defender a tese em junho, não sei se peço prorrogação pra FAPESP, não sei se caso, não sei se faço concurso, não sei se peço pós-doc... Posso acabar nos Estados Unidos ou debaixo da ponte até o final do ano, tudo pode acontecer.
O que eu espero? Poder ver mais os meus amigos de Sampa e do resto do mundo, especialmente a Lu, que agora vai retornar ao convívio acadêmico (viu, Lu? tou intimando!); ficar mais tempo com o Sr. Anônimo; ir num show legal, de preferência do Tom Waits; minha bolsa-sanduíche; não morrer de fome nos States, nem voltar de lá duzentos quilos mais gorda, caso saia a minha bolsa-sanduíche; fazer uma tese bacana; emagrecer mais um pouquinho; não me achar horrorosa de cabelo comprido (sim, vou deixar crescer o cabelo); ser aceita, e ir, em pelo menos um dos congressos que eu mandei resumo; e, obviamente, ser feliz.
Se alguma dessas coisas vai acontecer, eu não sei. Só sei que 2009 foi bom. E eu, com o meu velho otimismo incansável, espero que 2010 seja no mínimo equivalente.
domingo, 27 de dezembro de 2009
Declaração de amor
Assim eu caso, né?
sábado, 26 de dezembro de 2009
Dúvida cruel
Ainda não decidi. Aguardem.
sábado, 5 de dezembro de 2009
Brasília
Provavelmente ninguém, ou quase ninguém, vai entender o que pode haver de tão fascinante no Congresso, ou mesmo numa cidade árida como Brasília. Acreditem em mim, há muito. JK foi um visionário. Lembro de ter aprendido no colégio que ele construiu Brasília, faliu o país e morreu, mas não sabia nem de quê. Ir pra Brasília me fez admirar muito as idéias e a figura do JK, e acho que se ele tivesse tido um segundo mandato o Brasil seria muito diferente do que é hoje. O Brasil teve foi azar.
Brasília é uma cidade linda. O plano piloto é uma obra do Niemeyer a céu aberto, e eu, vocês sabem, pago pau pro Niemeyer: Ibirapuera, Memorial da América Latina, Museu do Olho em Curitiba (onde eu pude ver uma exposição sobre o Niemeyer e me apaixonei mais ainda pelo estilo dele) e por aí afora. O cara é fera. Todos os prédios públicos que eu visitei me deixaram boquiaberta, especialmente o Itamaraty. Podia escrever um post inteiro sobre o Itamaraty, sua escada sem corrimão, seu Salão Nobre, as obras de arte, o paisagismo do Burle Marx, a sobriedade não-ostentativa e mesmo assim incrivelmente imponente. Lindo. Simplesmente lindo.
Mas o Congresso me cativou. Todo brasileiro devia ir lá e ver como a coisa funciona, ver todos os bastidores que a TV Câmara e a TV Senado não mostram. Impressiona o fácil acesso que a gente tem a tudo: Câmara, Senado, gabinetes de senadores, Comissões, dá pra ir onde quiser. A gente conseguiu falar com o Senador Cristovam Buarque, que confirmou, naqueles poucos minutos, a impressão que eu sempre tive dele: que pessoa fantástica! Falamos sobre as universidades, sobre educação, sobre literatura. Fiquei tão emocionada que esqueci de falar que eu votei nele! Minha admiração por ele só fez aumentar, ali de pé no corredor do Túnel do Tempo. Falamos também com o Suplicy, que eu, apesar de não-petista assumidérrima, admiro pela coerência. Fomos recebidos no gabinete dele, o cara tirou meia hora da agenda pra receber um bando de alunos da USP que não tinham nem marcado hora. Caralho, me senti importante! Sem contar que a gente assistiu a reunião da CCJ e vimos pelos corredores o Marco Maciel e o Pedro Simon, meu ídolo político no RS, entre muitos outros.
Falando em Simon, no dia seguinte passamos a tarde e parte da noite na platéia do Senado. Vimos a Katia Abreu chorar defendendo os agricultores, vimos o Cristovam fazer um belíssimo aparte falando sobre a subversão do Bolsa Família, vimos o Simon dar um discurso de tirar o chapéu sobre as denúncias ao Michel Temer e a inoperância da Casa, vimos muitas outras falas pertinentes, até do Mão Santa! Vi também, uns dias antes, o Paulo Paim falar sobre as chuvas constantes que vêm castigando o Rio Grande do Sul, e gostei do que ele falou, apesar das nossas muitas discordâncias políticas. Assistir as sessões do Senado fez eu me sentir cidadã, fez eu querer escrever pro Simon e responder à conclamação inflamada que ele fez "estamos aqui!".
Também fizemos amizade com os porteiros, o pessoal da recepção, a moça do guarda-volumes e a galera da cantina, nos envolvemos numa causa política contra a aprovação de uma PEC, e conversamos longamente com o senhor que vende livros na livraria do Senado. Aliás, povo da literatura, pasme: a Editora do Senado reeditou os há muito esgotados volumes da História da Literatura Ocidental, do Otto Maria Carpeaux. Tudo por 200 reais, é só pedir pela internet, e eles mandam entregar na tua casa, seja onde for, sem custo adicional. Os meus chegam terça-feira! Gente, passei a minha vida acadêmica todinha querendo loucamente comprar esses bichos, e olha só onde eu fui achar. A Editora do Senado tem um catálogo muito interessante, dá vontade de comprar quase tudo, especialmente porque os preços são muito acessíveis. Eles tão fazendo um resgate da cultura nacional e pouquíssima gente sabe.
O bottom line é esse: todo mundo olha de longe o que acontece no Congresso, e no máximo faz piada. Ninguém vai lá ver como é, poucos se dispõem a meter a mão na massa. O Simon tá coberto de razão. Pois eu acho que todo mundo devia ir lá ver como é, todo mundo devia prestar atenção no que os parlamentares falam nas tribunas e nas comissões, todo mundo devia mandar e-mails, tuitar, mandar cartas, telefonar, enfim, fiscalizar de perto o trabalho das pessoas que elegeu. Como bem disse o senador Mozarildo Cavalcanti, de Roraima, ninguém tá lá dentro por decreto, todo mundo foi eleito. E se a gente não quer mais Arrudas no mundo, é a gente que tem que se mexer pra isso. Afinal nenhum Sarney se elege sozinho.
De novo a saga bancária
Aí eu fui pra Brasília, sabendo que lá eu só conseguiria sacar dinheiro e acessar meu saldo via terminais do Banco do Brasil. Tudo bem, consigo fazer isso sem problemas em São Paulo, por que seria diferente em Brasília, não é mesmo? Pois pasmem, meus caros leitores, porque foi diferente. O ridículo da situação era tamanho que eu ou conseguia sacar dinheiro, ou conseguia ver meu saldo. Nunca as duas operações no mesmo dia. Caso eu tentasse, a maquininha estúpida insistia em dizer que a minha data de nascimento, que eu preciso digitar pra conseguir fazer qualquer coisa na Nossa Caixa, estava errada. E se tentasse três vezes, bloqueava a data.
E a cereja do bolo: dinheiro mais do que suficiente no banco, mas quem foi que disse que eu consegui pagar toda a conta do hotel no débito? Transação menor do que o limite de saque diário, por sinal, mas não, claro que a transação não foi aprovada. Bendito cartão de crédito que me salvou, senão eu tava lá lavando prato pra pagar a conta - mesmo tendo dinheiro pra pagar.
Meu pai disse que é perda de tempo, mas essa semana eu vou gastar umas horas da minha atribulada vida pra falar com o gerente desse banquelho do qual eu sou correntista. E, se nada resolver, o dinheiro vai começar a vir pra debaixo do colchão. Tenho dito.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Impossível não ficar cantando
Não tinha medo o tal João de Santo Cristo
Era o que todos diziam quando ele se perdeu
Deixou pra trás todo o marasmo da fazenda
Só pra sentir no seu sangue o ódio que Jesus lhe deuQuando criança só pensava em ser bandido
Ainda mais quando com um tiro de soldado o pai morreu
Era o terror da sertania onde morava
E na escola até o professor com ele aprendeuIa pra igreja só prá roubar o dinheiro
Que as velhinhas colocavam na caixinha do altar
Sentia mesmo que era mesmo diferente
Sentia que aquilo ali não era o seu lugarEle queria sair para ver o mar
E as coisas que ele via na televisão
Juntou dinheiro para poder viajar
De escolha própria, escolheu a solidãoComia todas as menininhas da cidade
De tanto brincar de médico, aos doze era professor.
Aos quinze, foi mandado pro o reformatório
Onde aumentou seu ódio diante de tanto terror.Não entendia como a vida funcionava
Discriminação por causa da sua classe e sua cor
Ficou cansado de tentar achar resposta
E comprou uma passagem, foi direto a Salvador.E lá chegando foi tomar um cafezinho
E encontrou um boiadeiro com quem foi falar
E o boiadeiro tinha uma passagem e ia perder a viagem
Mas João foi lhe salvarDizia ele: "Estou indo pra Brasília
Neste país lugar melhor não há
Tô precisando visitar a minha filha
Eu fico aqui e você vai no meu lugar"E João aceitou sua proposta
E num ônibus entrou no Planalto Central
Ele ficou bestificado com a cidade
Saindo da rodoviária, viu as luzes de Natal"Meu Deus, mas que cidade linda,
No Ano-Novo eu começo a trabalhar"
Cortar madeira, aprendiz de carpinteiro
Ganhava cem mil por mês em TaguatingaNa sexta-feira ia pra zona da cidade
Gastar todo o seu dinheiro de rapaz trabalhador
E conhecia muita gente interessante
Até um neto bastardo do seu bisavôUm peruano que vivia na Bolívia
E muitas coisas trazia de lá
Seu nome era Pablo e ele dizia
Que um negócio ele ia começarE o Santo Cristo até a morte trabalhava
Mas o dinheiro não dava pra ele se alimentar
E ouvia às sete horas o noticiário
Que sempre dizia que o seu ministro ia ajudarMas ele não queria mais conversa
E decidiu que, como Pablo, ele ia se virar
Elaborou mais uma vez seu plano santo
E sem ser crucificado, a plantação foi começar.Logo logo os maluco da cidade souberam da novidade:
"Tem bagulho bom ai!"
E João de Santo Cristo ficou rico
E acabou com todos os traficantes dali.Fez amigos, freqüentava a Asa Norte
E ia pra festa de rock, pra se libertar
Mas de repente
Sob uma má influência dos boyzinho da cidade
Começou a roubar.Já no primeiro roubo ele dançou
E pro inferno ele foi pela primeira vez
Violência e estupro do seu corpo
"Vocês vão ver, eu vou pegar vocês"Agora o Santo Cristo era bandido
Destemido e temido no Distrito Federal
Não tinha nenhum medo de polícia
Capitão ou traficante, playboy ou generalFoi quando conheceu uma menina
E de todos os seus pecados ele se arrependeu
Maria Lúcia era uma menina linda
E o coração dele pra ela o Santo Cristo prometeuEle dizia que queria se casar
E carpinteiro ele voltou a ser
"Maria Lúcia pra sempre vou te amar
E um filho com você eu quero ter"O tempo passa e um dia vem na porta
Um senhor de alta classe com dinheiro na mão
E ele faz uma proposta indecorosa
E diz que espera uma resposta, uma resposta do João"Não boto bomba em banca de jornal
Nem em colégio de criança isso eu não faço não
E não protejo general de dez estrelas
Que fica atrás da mesa com o cú na mãoE é melhor senhor sair da minha casa
Nunca brinque com um Peixes de ascendente Escorpião"
Mas antes de sair, com ódio no olhar, o velho disse:
"Você perdeu sua vida, meu irmão""Você perdeu a sua vida meu irmão
Você perdeu a sua vida meu irmão
Essas palavras vão entrar no coração
Eu vou sofrer as conseqüências como um cão"Não é que o Santo Cristo estava certo
Seu futuro era incerto e ele não foi trabalhar
Se embebedou e no meio da bebedeira
Descobriu que tinha outro trabalhando em seu lugarFalou com Pablo que queria um parceiro
E também tinha dinheiro e queria se armar
Pablo trazia o contrabando da Bolívia
E Santo Cristo revendia em PlanaltinaMas acontece que um tal de Jeremias,
Traficante de renome, apareceu por lá
Ficou sabendo dos planos de Santo Cristo
E decidiu que, com João ele ia acabarMas Pablo trouxe uma Winchester-22
E Santo Cristo já sabia atirar
E decidiu usar a arma só depois
Que Jeremias começasse a brigarJeremias, maconheiro sem-vergonha
Organizou a Rockonha e fez todo mundo dançar
Desvirginava mocinhas inocentes
Se dizia que era crente mas não sabia rezarE Santo Cristo há muito não ia pra casa
E a saudade começou a apertar
"Eu vou me embora, eu vou ver Maria Lúcia
Já tá em tempo de a gente se casar"Chegando em casa então ele chorou
E pro inferno ele foi pela segunda vez
Com Maria Lúcia Jeremias se casou
E um filho nela ele fezSanto Cristo era só ódio por dentro
E então o Jeremias pra um duelo ele chamou
Amanhã às duas horas na Ceilândia
Em frente ao lote 14, é pra lá que eu vouE você pode escolher as suas armas
Que eu acabo mesmo com você, seu porco traidor
E mato também Maria Lúcia
Aquela menina falsa pra quem jurei o meu amorE o Santo Cristo não sabia o que fazer
Quando viu o repórter da televisão
Que deu notícia do duelo na TV
Dizendo a hora e o local e a razãoNo sábado então, às duas horas,
Todo o povo sem demora foi lá só para assistir
Um homem que atirava pelas costas
E acertou o Santo Cristo, começou a sorrirSentindo o sangue na garganta,
João olhou pras bandeirinhas e pro povo a aplaudir
E olhou pro sorveteiro e pras câmeras e
A gente da TV que filmava tudo aliE se lembrou de quando era uma criança
E de tudo o que vivera até ali
E decidiu entrar de vez naquela dança
"Se a via-crucis virou circo, estou aqui"E nisso o sol cegou seus olhos
E então Maria Lúcia ele reconheceu
Ela trazia a Winchester-22
A arma que seu primo Pablo lhe deu"Jeremias, eu sou homem. coisa que você não é
E não atiro pelas costas não
Olha pra cá filha-da-puta, sem-vergonha
Dá uma olhada no meu sangue e vem sentir o teu perdão"E Santo Cristo com a Winchester-22
Deu cinco tiros no bandido traidor
Maria Lúcia se arrependeu depois
E morreu junto com João, seu protetorE o povo declarava que João de Santo Cristo
Era santo porque sabia morrer
E a alta burguesia da cidade
Não acreditou na história que eles viram na TVE João não conseguiu o que queria
Sofrer...
Quando veio pra Brasília, com o diabo ter
Ele queria era falar pro presidente
Pra ajudar toda essa gente que só faz...
Minha experiência no congresso nacional
Logo na chegada disseram pra gente que tava tendo sessão na Câmara e que a gente podia assistir das galerias. Quando a gente chegou nas galerias, a moça falou que como era sessão solene a gente podia ir assistir lá mesmo, no plenário. Os caras-de-pau aqui, lógico, foram que foram. Passamos pelo Salão Verde, que é um lounge dos deputados, com poltronas mega confortáveis e um jardim interno, e entramos no plenário. A sessão solene era em homenagem ao centenário do Dom Hélder Câmara. Tinha tipo cinco deputados lá dentro, entre eles a que o Clodovil chamou de feia e o Mauro Benevides, que deu um discurso bem bacana. Um dos deputados cumprimentou a gente na saída e tudo, gente, o máximo! Deu pra bater foto, aplaudir, me senti uma legisladora decidindo importantes assuntos da nação.
Saímos correndo de lá pra lancheria pra comer uma coisinha rápida e logo fomos pro senado assistir a sessão lá também. Aí achei meio sacal, porque não podia entrar com nada, nem bolsa, nem água, nem câmera pra tirar foto. Principalmente câmera, a moça falou. Pelo tom, achei que tavam discutindo a implementação da pena de morte lá dentro. Uma pena, porque o senado é infinitamente mais bonito do que a câmara. Enfim. Na entrada ouvi a voz do cara que tava discursando e reconheci: era o Paulo Paim. Eu tava sonhando em ver o Simon, o Suplicy, o Cristovam Buarque,até o ACM neto servia, mas não, lá me aparece o Paim. Falando de redução no IPI e bicicletas. Sim, bicicletas. Ele falando (sem nenhuma concordância, e eu sem nem um pedacinho de papel pra anotar os dados), o Mão Santa presidindo e quase dormindo, outro senador irrelevante lendo jornal e mais um perdido olhando. Aí no final o Mão Santa falou do charque, da Guerra dos Farrapos, mencionando inclusive os ancestrais raciais do senador Paim, os lanceiros negros. E falou também do vinho da Miolo e da Valduga. E que as irmãs dele são professoras e tavam reclamando da aposentadoria. Ou seja, nada a ver com nada. E fora não poder filmar nem levar água nem nada mais, não pode ficar de pé, nem se manifestar. Como assim, o povo vai lá ouvir o que os legisladores falam e não pode se manifestar?? E a liberdade de expressão?
Enfim. Adorei. Quero ser deputada quando eu crescer. E fiquei louca pra voltar lá todo dia enquanto estiver em Brasília pra assistir as sessões. E fazer um lobby pra minha futura campanha.
sábado, 28 de novembro de 2009
Pérola do dia
- Quero. Deixa eu ver se eu fico mais magro.
Quatro giga
Brasília so far
Mas ontem deixaram a minha câmera cair na balada e eu perdi meu memory stick com todas as fotos de todos os reencontros e todas as cenas inusitadas... :(
Breve relato da viagem
- Oi mãe, tô embarcada.
disca, disca, disca:
- Oi amor, já tou no ônibus.
- Caralho, meu banco não sobe.
- Pera que eu te ajudo.
blonct! subiu.
- Meeeerda!
- Que foi?
- Travei as costas de novo.
- Vamos abrir a Ruffles?
- Vamo!
crec, crec, crec, crec, crec...
- Tá, agora eu quero coca-cola.
sobe um monte de gente em Campinas.
pára pra trocar de motorista.
pára de novo em Minas. banheiro imundo.
pára mais uma vez. nem sei onde.
- Catalão!
congestionamento.
rodoviária de Brasília. sem luzes de Natal.
táxi.
eixo monumental.
hotel.
fim.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Fringe?
Explicando a enrolação
O problema é que eu tenho pela frente nos próximos meses uma incógnita gigante chamada doutorado sanduíche. Enquanto as águas de março não chegarem com o resultado do meu pedido, eu tenho que viver meio preparada pra sair do país em maio, meio preparada pra defender a tese em junho. Isso é muito bizarro! Sair do país requer toda uma logística do que fazer com as minhas coisas, o meu apartamento, etcéteras. Defender requer uma outra logística completamente diferente, e eu preciso ir fazendo as coisas um pouco de cada jeito enquanto nada se resolve. Tipo, tirar passaporte e escrever dois capítulos da tese nas férias. É demais pra cabeça do cristão.
Mas o pior não é isso, é que o resto todo tá embolado também. Eu não sei se vou direto pra Porto Alegre em dezembro ou se vou passar em Floripa uns dias; não sei como vai ser o combo natal-ano-novo, mas já senti que vai ser mais estressante do que o normal; já prevejo que viajar uns diazinhos na boca do ano novo não vai rolar nem fudendo, muito menos em fevereiro quando o pai sair de férias - e eu queria muito viajar esse ano. Já tou sentindo que nem vou aproveitar Porto Alegre, nem vou pegar praia, nem vou ficar em Sampa, porque tudo vai acontecer ao mesmo tempo e eu não vou conseguir ir pra lado nenhum. Vou perambular num limbo interminável até as férias terminarem, sem curtir família nem namorado nem trabalhar direito. E sempre com a espada de Damocles chamada tese pendendo sobre a minha cabeça.
No meu mundo perfeito, era viajar no inicinho do ano, depois 15 dias lá, quinze dias cá, alternando momentos de ócio e de trabalho insano. Essa seria a perfeição suprema. Mas como de perfeita a minha vida anda cada vez mais longe, nem tou me empolgando muito com nada porque não adianta. Acho que eu vou fazer a mala e vou pra Minas alugar uma choupana no meio do mato. Mas que tenha eletricidade, pra eu poder escrever a tese em paz.
Quick update
Mas pra quem pensa que acabou, nããão! Tou aqui correndo pra arrumar as malas e ir pra Brasília passar dez dias apresentando trabalho e fazendo curso. E ainda tem a papelada do sanduíche pra correr atrás e o abstract do GLOW pra terminar e submeter e ah, o relatório CAPES pro dia 30. Aí quando eu voltar tem relatório FAPESP pro dia 10, lá vou eu enlouquecer com mil contas e redigir mais umas quantas páginas de texto pra somar com a quali e entregar pra eles verem que eu mereço continuar ganhando bolsa.
Eu gosto muito da vida que eu escolhi. Adoro poder viajar pra cá e pra lá apresentando trabalho, rever os amigos de longe, e Brasília promete ser a Curitiba desse ano. Delícia. Mas eu queria mesmo era umas férias, sombra, água fresca, um mar gostoso pra me jogar e o colinho do meu amor. Não preciso de quase mais nada nessa vida.
domingo, 22 de novembro de 2009
Tudo que vai...
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Pensando na vida
Será que alguma coisa tá errada?
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Eu quero!!

Diálogo reconfortante
Clark: Sabe o que os espíritas dizem sobre a dor, né?
Leo: Não, o quê?
Clark: "Puta que o pariu, que dor!"
Só não rolei no chão porque tava com muita dor nas costas. Juro.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
sábado, 14 de novembro de 2009
Assistindo Fernanda Young
Detalhe: a entrevista contou com uma participação inusitada da Hebe, falando que a tal aluna da UNI(tale)BAN não pode posar pra Playboy porque é gorda. Pensando aqui nas fotos que eu vi dela hoje, realmente, haja técnico em Photoshop pra dar um jeito naquilo!
Falando em Photoshop, a grande pérola da entrevista, pra mim, foi essa aqui: "Tem uma coisa ultimamente, essa geração que nasceu em 80, foi adolescente nos anos 90 e é adulta agora que eu não sei o que acontece que não cresce pentelho! Ok, a humanidade evoluiu, mas como eu nasci na década de 70 eu tenho pentelho sim e não tenho por que esconder." Genial! Super na linha do Zonas Úmidas e outras coisas que eu andei lendo e ouvindo ultimamente. Um dia ainda vou escrever sobre essa paranóia antisséptica antipelos anticheiros que assola a humanidade atualmente. Mas não agora. Agora eu vou me esticar de novo na cama, porque a tentativa de sentar pra trabalhar não foi nada bem-sucedida.
Sexta-feira 13
Aí fui tomar um banho pra continuar trabalhando no outro resumo que eu preciso escrever pra hoje (ontem, na verdade). Mas quando eu saí do banho senti uma fisgada na lombar. Estranho, mas muito rápido. Depois outra e outra e outra, enquanto eu me vestia, e de repente a dor ficou e não parou mais. Não consigo ficar sentada, se eu fico de pé parece que eu já vou cair, e deitada também dói, não importa a posição. E não é dorzinha, é uma puta de uma dor.
Quando eu me conformei com a dor e resolvi deitar e ligar a tevê, descubro que desabou meia estrada lá no rodoanel e que tá tudo parado.
Que mais, hein? Outro apagão ou tá bom assim?
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
A césar o que é de césar
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Comida, comida...
Levantei então e fui vasculhar a geladeira e os armários pra ver o que se arranjava. Foi quando me deparei com duas singelas maçãs. E lembrei que na minha última ida ao supermercado eu, ciente da minha condição de doutoranda que supre a falta de saber o que fazer com os dados da tese com comida, não comprei nenhuma guloseima, nem um pacotinho da batata da onda, nada. Nem coca zero! Tudo em nome da saúde. Comprei carne, pão, leite, alface, tomate e maçã. Pra quando batesse a fominha das onze.
Sim, Brasil, eu estou nesse momento devorando uma maçã. Aliás, devorando não é o termo exato, estou ingerindo uma maçã interminável e me perguntando por que um pacote de batata da onda não dura tanto assim. Enquanto isso, Sr. Anônimo devora biscoitos waffer recheados de chocolate em frente à webcam. E o filho da puta do meu vizinho está passando no corredor nesse exato momento com uma pizza de alho e óleo quentinha que ele acabou de receber na tele-entrega. Assim, colegas, não há auto-sugestão que funcione!
Momento egoacadêmico
(Sim, eu preciso de validação pelos meus pares. E daí?)
Epifanias acadêmicas
Aí hoje, tentando parir um abstract prum congresso foda nos States, não é que os dadinhos me voltaram pulando na cabeça? Um depois do outro, bem belos e fagueiros como se não tivessem feito o favor de me sumir bem quando eu mais precisava.
Resultado: agora eu tou aqui pirando nesses dados e não consigo terminar de escrever o abstract que precisa ficar pronto urgentemente. Pode isso?
Teste vocacional
Maior pontuação D (foi a minha): são intuitivos como os C, mas, em vez de se preocupar com pessoas, costumam focar seus interesses em grandes áreas do conhecimento, como ciência e tecnologia. Apresentam notável capacidade para identificar problemas concretos e resolvê-los, bem como para o raciocínio abstrato.
Carreiras mais apropriadas
• Analista de sistemas
• Antropólogo
• Arquiteto
• Astrônomo
• Criador de software
• Designer industrial
• Economista
• Engenheiro
• Físico
• Líder de uma corporação (CEO)
• Matemático
• Militar
• Oceanógrafo
• Pesquisador - that's me! \o/
• Químico
• Músico (regente de orquestra)
• Urbanista
• Zoólogo
Maior pontuação em C (ficou em segundo lugar, quase empatado com a opção D): facilmente reconhecíveis por seu entusiasmo e interesse nas relações humanas, as pessoas do tipo C têm na intuição o seu ponto forte. Muitas endereçam seu esforço e talento para o desenvolvimento intelectual de alunos e discípulos e o conforto psicológico de pacientes e colegas de trabalho. No grupo dos tipos C, estão as personalidades mais laureadas com o Nobel da Paz e de Literatura.
Carreiras mais apropriadas
• Artista plástico
• Dramaturgo
• Educador
• Escritor
• Filósofo
• Jornalista
• Pedagogo
• Professor
• Psicólogo
• Psiquiatra
• Sociólogo
• Terapeuta ocupacional
• Tradutor.
E aí, quando será que sai o meu Nobel?
Das pequenas coisas
Pois é. É nessas horas que a gente tem certeza que vale a pena.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Fim?
É, acho que vou ter sérios pesadelos pelas próximas semanas.
domingo, 8 de novembro de 2009
Forjando silêncio
Solução: desprezar o ventinho gostoso, trancar todas as janelas e portas e ligar o ventilador, gastando fortunas em energia elétrica desnecessariamente. I'm sorry, mãe Terra, mas se as tuas crianças berrassem menos eu não estaria sendo obrigada a contribuir com o aquecimento global.
Nada ajuda
Vocês querem apostar quanto que amanhã, dia de sair de casa pra ir entregar a bichinha, vai tá um dilúvio daqueles que me fazem demorar três horas pra chegar na USP?
O fim (da qualificação) está próximo
Sim, poderá. Depois que lavar a assustadora montanha de louça que se acumula desenfreadamente sobre a pia (doutourandos deviam ganhar do governo uma máquina de lavar louças junto com a primeira bolsa), passar todas as roupas que só estão lavadas porque há uma máquina de lavar à disposição (tão vendo como é importante? na hora em que acabarem os pratos limpos eu vou ter que lavar, mas se o prédio pegar fogo e eu precisar sair correndo, pelo menos tem roupa limpa), revisar um artigo pro chefe, limpar a casa peloamordedeus, escrever dois abstracts pra congressos fodas no exterior, montar o handout da apresentação da semana que vem, correr com a papelada pro sanduíche, montar o poster da apresentação da outra semana, arrumar hospedagem em Brasília, comprar passagens pra Brasília (provavelmente com a grana da reserva porque não vai dar tempo de montar o trabalho e entregar no departamento a tempo), preparar outro poster de um trabalho mega-tramposo em co-autoria que nem começou a ser feito e será apresentado nacional e internacionalmente até o início de dezembro, entregar relatório FAPESP, isso tudo sem contar as tarefas básicas do tipo ler os textos pras aulas da pós e pras reuniões do grupo.
Claro, a blogueira também gostaria de sair com os amigos pelo menos uma noite, afinal faz meses que a turma não se junta. E também gostaria de ter um quality time com o Sr. Anônimo quando ele vier lá do reino de Tão, Tão Distante. E de comer e dormir em horários regulares e de forma decente. A blogueira sonha com um dezembro ensolarado numa ilha, com Natal e Ano-Novo como se deve... Mas sabe que em janeiro tem que entregar mais uma pilha de trabalho pro chefe.
E sabe que logo logo começa tudo de novo. Pra produzir a versão final da tese.
* suspiro *
Posso chorar agora?
sábado, 7 de novembro de 2009
Passado que condena
Semiótica das embalagens
(Tá, vou dar um minuto de pausa no post pra vocês darem aquelas risadinhas adolescentes, pensarem "hmmmm... ela tem ky..." e qualquer outra besteira sexual que vos ocorrer.)
Enfim, voltando à vaca fria. Tá escrito lá, não nessa ordem:
* não gorduroso: ok, importante, ninguém quer que a sua cama fique com aspecto de quem trepou com uma picanha gorda;
* transparente: importante também. se eu quiser trocar a cor do lençol eu mando no tintureiro;
* solúvel em água: epa... como assim? ele tem que não se dissolver na água, afinal, água resseca e, bem, vocês sabem;
*seguro e discreto: discreto? um tubo daquele tamanho não é discreto nem aqui nem na China! ou será que eles querem dizer que ele não sai contando pra todo mundo com quem é que a gente fez uso do produto?
Deu vontade de comprar o produto do concorrente da próxima vez, só pra ver o que é que vem escrito na embalagem.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Da série: eu e as minhas filosofias
Atirar numa coisa e acertar em outra é um processo relativamente comum na vida dos seres humanos. Na academia, por exemplo. A gente pensa numa hipótese pra dar conta de um conjunto de dados e no fim das contas descobre que a nossa brilhante idéia provavelmente não dá conta dos dados que a gente queria tratar, mas funciona que é uma beleza pra explicar um outro conjunto de dados no qual a gente nem tava pensando.
Na balada também é comum acontecer esse tipo de situação (muitas vezes um tanto constrangedora, por sinal): tu fica a noite inteira tentando paquerar um único carinha (que normalmente nem se apercebe da tua existência), mas os duzentos outros caras posicionados mais ou menos no caminho do teu olhar acham que é com eles e vêm todos-todos achando que tão arrasando. Sim, é um saco.
Acontece que os seres humanos têm uma necessidade inerente de estarem sob os holofotes. O processo da balada é muito semelhante, guardadas as devidas proporções, à paranóia que muitas pessoas têm de acharem que o mundo todo tá falando mal delas. É o famoso falem mal mas falem de mim, que no fundo é fruto dessa muitas vezes inconsciente necessidade de atenção. Quem nunca vivenciou, ou pelo menos presenciou, uma troca de farpas via mensagem de status no msn, que atire a primeira pedra.
Eu não tenho a pretensão de entender os seres humanos; o máximo que eu faço é expressar certas impressões aqui no meu humilde bloguinho de oito seguidores. E mesmo assim já vi coisas darem mais pano pra manga do que eu poderia prever, justamente porque alguém se sentiu pessoalmente atacado por alguma coisa que eu escrevi – e devo dizer que na maioria avassaladora das vezes uma coisa não tinha nada a ver com a outra, o que, convenhamos, só comprova a minha teoria. Lógico que eu não sou uma santa e às vezes as coisas estão relacionadas sim, e quem lembra do meu primeiro blog sabe do que eu tou falando. Porque tem coisas que me incomodam e escrever sobre elas é o meu jeito de pôr pra fora. Mas o meu objetivo não é expor nem crucificar ninguém (exceto o sistema bancário nacional, é claro), até porque, vocês me conhecem, eu não sou de mandar dizer.
Enfim. Eu me assusto com reações exageradas: um cara que chega te beijando na balada porque tu tava olhando na direção em que ele por acaso estava parado, gente tirando satisfação por coisas que ouviu dizer por aí e nem sabe se é verdade ou não, gente que jura que não fez nada mesmo quando ninguém tá cobrando satisfação, gente se estressando com coisas que nem têm nada a ver com elas, pessoas que hoje te convidam pra ir pro Peru e amanhã te renegam mais do que Pedro renegou Jesus. Aliás, renegar demais, justificar demais e se doer demais, cá pra nós, é muito coisa de quem tem culpa no cartório. Ou será que eu tou vendo muito Lie to me?
Tou começando a suspeitar que o titio Freud tava certo e isso tudo, como de resto quase todos os problemas de (in)sanidade mental dos seres humanos, é fruto de recalque. E antes que qualquer um, leitor assíduo ou esporádico, conhecido ou desconhecido, venha protestar, já aviso que esse post certamente não tem nada a ver com nada que possa pular aí nas cabecinhas de vocês leitores. Mas se a carapuça servir, aí eu não posso fazer nada.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
A saga bancária
Desde as priscas eras eu era correntista do Banco do Brasil. Foram três anos de iniciação científica, dois de mestrado e quase um de doutorado recebendo meus dividendos neste dito banco. Mas aí veio a FAPESP e eu precisei virar correntista da Nossa Caixa. Tudo bem, munida de todos os três mil documentos necessários, lá fui eu. Após uma nada auspiciosa espera de três horas e meia, virei correntista da Nossa Caixa. E aí surgiu a dúvida: manter ou não manter a conta no BB?
Resposta: manter, é claro. Afinal, terminal de atendimento da Nossa Caixa fora do estado de São Paulo é mais raro do que qualquer coisa muito rara que eu agora não consigo lembrar de nenhum exemplo. Perdoem-me, sou doutoranda em fase de qualificação, meu cérebro não anda dos melhores. Fecha parênteses. Como doutoranda que vive viajando pra congressos pra cá e pra lá, muitas vezes para locais inóspitos e remotos (não, nem só de João Pessoa vive o doutorando em lingüística) em que, se tiver uma agência bancária, vai ser do BB, é no mínimo inteligente manter a tal conta. E, como filha de bancário de banco top referência mundial na área, pedi pra converter a minha conta corrente numa conta poupança, que não tem grandes taxas de manutenção e ainda rende uns troquinhos, ainda que mirrados.
Pois bem. Em novembro do ano passado, no dia em que caiu meu último débito em conta do mês, fui lá fazer o cambalacho. Tudo ótimo, o débito já foi debitado, seu saldo é de tantos reais, a senhora pode usar o mesmo cartão de agora, a conta poupança será ativada dentro de dois dias úteis, tudo lindo e perfumado. Até que, uns quinze dias depois, chega na minha casa um aviso de que eu não paguei as contas cujos débitos o funcionário me disse que tinham sido efetuados no dia em que eu fui abrir a poupança. Ok, pequeno percalço do sistema, paga os jurinhos e tudo certo. Certo?
Errado! Porque uns dez dias depois disso a coió aqui resolve sacar a grana que sobrou do salário do mês na Nossa Caixa e enfeitar sua reluzente poupancinha. Pergunta: conseguiu? Nãããão! As máquinas da sala de auto-atendimento se negaram a engolir o envelopinho com o dinheirinho suado desta que vos fala.
No dia seguinte, lá fui eu de novo pro atendimento do BB. Veja bem, senhora, às vezes o cartão atual não funciona, isso é normal (meu pensamento: ah é? então por que tu não me disse isso quando eu vim aqui da outra vez?), vou solicitar outro cartão pra senhora, dentro de dez dias deve estar disponível. Vai ser enviado pra minha casa? Sim senhora, será enviado diretamente para a sua residência. Ok, obrigada, tchau.
Passaram-se dez, quinze, vinte dias e cadê que o cartão chegou? Nisso já era quase Natal e lá fui eu de novo pro banco saber que diabos tava acontecendo. Ah, senhora, veja bem, o cartão de poupança não é enviado para a casa do correntista, ele vem diretamente para a agência. E o meu cartão está na agência? Só um momento que eu vou consultar. Quinze minutos depois, nada de cartão na agência. O problema, senhora, é que o seu cartão antigo ainda está ativado no sistema, então o sistema identifica que a senhora ainda tem um cartão (que o próprio sistema-pedro-bó não me deixa usar, percebam) e não é gerado um novo cartão. Eu vou cancelar o cartão atual da senhora (ah, o cartão expletivo?) e dentro de dez dias o novo cartão deve chegar pra senhora, eu mesmo vou telefonar pra senhora quando chegar. Estarei em férias, longe de São Paulo. Sem problemas, eu ligo mesmo assim e a senhora retira o cartão quando voltar.
Na terça-feira gorda eu voltei pra São Paulo sem ter recebido ligação nenhuma e com viagem marcada pra João Pessoa dali a sete dias. Comecei meu ano adivinhem onde? No atendimento do BB. Oi, eu queria saber se o meu cartão chegou. Identidade, por favor? Sim, pois não. Um momento. Dez minutos depois, volta a moça sem cartão nenhum na mão. Mas como assim? Veja bem, senhora, não sabemos o que aconteceu, provavelmente houve um erro no sistema, sugerimos que a senhora ligue para o atendimento BB para saber o que houve. Pois não, e o meu dinheiro enquanto isso fica refém de vocês? Não senhora, a senhora pode sacar a quantia que desejar diretamente no caixa (ah, na fila quilométrica?) mediante apresentação do documento de identidade. Fui lá, saquei o que eu julgava suficiente pra sobreviver por quinze dias no paradisíaco litoral nordestino e depositei na conta de uma colega. Liguei pro atendimento BB. Não consta nenhum problema no sistema, senhora. E então o que eu faço? Vamos solicitar novamente um cartão, a senhora pode estar retirando ele dentro de dez dias na sua agência. Ah, posso? Ah, tá.
Viajei, voltei, fui na agência, adivinhem? Nenhum cartão pra mim! Confesso que fiquei com muita vontade de quebrar a agência inteira em mil pedacinhos. Mas me contive, porque eu sou uma lady, saquei todo o meu dinheiro e mandei encerrar a porcaria da poupança. Afinal agora o BB tinha comprado a Nossa Caixa e já dava pra sacar nos terminais do BB. Problema resolvido.
Mas esperem! Eis que hoje eu fui bem faceira sacar o meu rico e suado dinheirinho pra depositar meu aluguel e o que acontece? O terminal me diz que vai gerar uma senha de sílabas como a do BB, como parte da migração de sistemas. Ok, até aí normal, apesar de que, como diz meu pai, ter cartão com chip e a senha aumentar de letras pra sílabas é algo muito, hã, lusitano. Mas tá, vamos lá gerar a senha de sílabas. Para isso, digite o código de segurança do seu cartão. Ah, tá, deixa eu ve... peraí, meu cartão não tem código de segurança! Pego um funcionário e pergunto o que eu devo fazer. É, aqui a senhora não tem como fazer nada. Como assim? É, o seu cartão não tem como gerar a senha. Ah, quer dizer então que eu nunca mais vou poder sacar dinheiro? Um momento que eu vou verificar se já chegou um cartão novo pra senhora.
(Parênteses: notaram alguma semelhança?)
Dou um prêmio pra quem adivinhar se o meu Ourocard Nossa Caixa já estava na agência. Solução: cancelar o meu cartão atual, me deixando dez dias sem débito (!!!) e tendo que sacar na boca do caixa enfrentando filas homéricas, e solicitar um novo, pra eu poder ter a maldita senha de sílabas que é desnecessária num cartão com chip quando o sistema é bem montado. Enfim. Posso jogar uma bomba nos bancos agora?
Ah, detalhe: depois desse forrobodó todo, eu fui no BB ver se conseguia sacar com o cartão da Nossa Caixa. Tentem adivinhar o que aconteceu!
Só pode
(Mais um) protesto
E tenho dito!
terça-feira, 3 de novembro de 2009
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Da série: eu não falei?
- Apareci hoje na faculdade sem boné e todo mundo falou do meu cabelo...
- Ah é?
- É...
- Hm...
- Mas é, todo mundo falou que eu fiquei bonito.
Fecha aspas.
Cá pra nós... Como diria minha perspicaz mãe, "caga pato, que amanhã te mato".
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Se tudo der errado...
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Citação
Aff... Chomsky só me faz perder tempo nessa vida...
A tecnologia está aqui
Pois agora, que o Sr. Anônimo dormiu e eu estou aqui às turras com a minha qualificação que teima em não querer se escrever, consigo ouvir os latidos dos cachorros da vizinhança. Do Sr. Anônimo. Via a mesma ligação do skype que estava péssima quando Sr. Anônimo estava acordado.
Talk about tecnologia seletiva... ¬¬
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Filosofando
- Amor é como a Stefhany. É absoluto.
Eu sei, eu sei, eu tô ficando louca. Ainda bem que na quarta eu entrego esta coisa.
sábado, 24 de outubro de 2009
Ah, o verão...
E eu aqui, trancada, escrevendo qualificação. ¬¬
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Pergunta cretina
Por favor, não respondam.
Bom dia
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
PC vs. Mac
Enquanto isso, o Windows 7, "o mais difícil de piratear" segundo a Microsoft, já está sendo vendido a 10 reais na Santa Efigênia. Ah, e claro, a Microsoft anunciou não sei quantos problemas de segurança no bichinho.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Adivinhem?
Mesmo assim eu botei o despertador pras sete da manhã, porque eu sou brasileira e não desisto nunca. Sr. Anônimo, sempre prestativo, ligou pra garantir que eu acordasse. Mas assim que Sr. Anônimo saiu do skype pra labuta eu resolvi dormir só mais meia horinha, afinal eu fui dormir às duas da manhã e, né, precisava estar inteira pra trabalhar. Acabei acordando às dez da manhã com uma mensagem do meu digníssimo irmão de labuta, Clark, que, ao também se perder nos braços de Morfeu, enviou-me as singelas palavras "merda, merda, merda".
E já que a merda já tava feita e se eu levantasse àquela hora não ia conseguir trabalhar muito antes de sair mesmo, acabei dormindo de novo até as 11:15, saí de casa correndo e almocei um salgado da cantina com coca zero. ¬¬
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Apelando
Amanhã quero acordar às sete e ir pra USP trabalhar. Depois eu conto se eu consegui.
Clássicos
Todo dia
E todo dia eu sinto saudades. E todo dia a saudade aumenta um pouquinho. E todo dia eu sinto vontade de largar tudo e sair correndo pruma ilha.
sábado, 17 de outubro de 2009
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Ganhei um All Star novo
Nível de estresse: 9879657462845645764,99. And counting.
Tive um deja vu. Não foi legal. Me fez lembrar de coisas que eu realmente preferia que ficassem lááááá atrás. Me fez ouvir aquela maldita vozinha dizendo "viu, viu, eu falei, eu sabia que coisas assim iam acontecer mais cedo ou mais tarde".
Odeio a vozinha. E odeio estresse. Quero acabar a tese e dormir um mês inteiro. No mínimo. Quero assistir às minhas séries, o meu dvd novo de Dirty Dancing, os meus dvds de O Tempo e o Vento. Quero sair pra dançar. Quero viajar.
Da série: cenas da vida a dois
Não. São só os textos, dados e teses/dissertações, mesmo.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Da série: cenas da vida a dois
Olho pra imagem gerada em tempo mais ou menos real pela webcam dele. Constato que ele está levemente inclinado, olhando pra baixo. "Deve estar lendo
Eu chamo. Bem baixinho, com aquela vozinha doce que só as namoradas sabem fazer. Nada. Chamo de novo, dessa vez um pouco mais forte. Nada. Continuo chamando em todos os tons e intensidades possíveis durante dez minutos. Sim, queridos colegas de trabalho, eu disse dez minutos. E nada. Ou melhor, minto: Sr. Anônimo fungou, inclinou mais ainda e começou a roncar. Resolvi parar de chamar e ver até que horas ele ia dormir ali sentado naquela posição horrivelmente desconfortável. Até porque não tinha mais nada que eu pudesse fazer.
Eis que, dez minutos depois, Sr. Anônimo abre os olhos. Se endireita na cadeira. E continua falando comigo como se nada tivesse acontecido. Diante disso eu, obviamente, tenho um ataque de riso. Que é seguido do seguinte diálogo:
Esta que vos fala: meu amor, tu pegou no sono.
Sr. Anônimo: eu?
Esta que vos fala: sim!
Sr. Anônimo: claro que não!
Esta que vos fala: amor, tu dormiu, tava todo inclinado aí na cadeira, te chamei um monte de vezes e tu nem ouviu, tava até roncando.
Sr. Anônimo: não, não, não...
Esta que vos fala: ah é? o que é que tu tava fazendo então agora?
Sr. Anônimo: falando contigo, né.
Esta que vos fala: nãããão...
Sr Anônimo: claro que tava, amor.
Esta que vos fala: e do que que a gente tava falando?
Sr. Anônimo: da escada.
Esta que vos fala: (incrédula e segurando um novo acesso de riso) que escada?
Sr. Anônimo: a escada. tinha uma escada, eu ia subir na escada, aí tu me dizia pra não subir.
Esta que vos fala: a gente tava falando de um blog que eu te passei o link. não tinha escada nenhuma na parada. (a essas alturas já morrendo de rir)
Sr. Anônimo: não tinha escada?
Esta que vos fala: só se for lá junto com a pirâmide. (momento piada interna, sorry)
Sr. Anônimo: eu dormi?
Esta que vos fala: sim...
Agora me digam, caros leitores, se eu aguento! Eu tenho um namorado narcoléptico! Isso não tava no contrato!!!
Ok, isso não é uma reclamação (tá, Clark?). Até porque não dá pra reclamar de um cara que, poucos minutos depois, falou que me ama, que eu sou a melhor namorada do mundo e que eu sou a mulher da vida dele. =)
P.S.: A permanência desse post está condicionada à aprovação do Sr. Anônimo. Se ele sumir daqui, vocês já sabem: rolou censura. Podem chamar a imprensa!
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Digressões sobre um mesmo tema
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Murphy IV - haja saco MESMO!
A pessoa, incrédula, olha para a coluna. Há duas tomadas disponíveis: uma comum e uma de três pinos. O plug do computador portátil da vaca imbecil sem-noção é de dois pinos, logo, caberia perfeitamente na tomada comum. Mas a vaca imbecil sem-noção colocou o plug do seu computador portátil na tomada comum? Nããão, amigos telespectadores, é claro que não. Pra que simplificar a vida dos demais seres humanos, não é mesmo?
A pessoa, que já não estava de muito bom-humor, tem um mini-ataque de fúria e quase voa no pescoço da vaca imbecil sem-noção, mas é contida por seu vigilante irmão. Os dois passam a procurar tomadas disponíveis na sala de leitura. Evidentemente não há nenhuma, pois é horário de pico na biblioteca. Os dois então sobem até o andar superior e vasculham a área de leitura. Sem sucesso. Os dois então descem até o térreo e vasculham a sala de leitura do setor de teses. Novamente, sem sucesso. Por fim, já desesperançosos, encontram um oásis, ou melhor, uma tomada de três pinos. Ao lado do xerox, que é o único lugar barulhento da biblioteca.
Agora pergunta se a pessoa e seu irmão conseguiram estudar mais muito com o falatório. Quase deu vontade de voltar pro calabouço com suas britadeiras e sirenes galopantes.
O problema, minha gente, é que tem muita vaca imbecil sem-noção nesse mundo. E por algum motivo elas adoram se encarnar nesta pobre alma que vos fala.
Que saco!
Pois é. Tem coisas que não é pra ninguém se meter. Todo mundo que tem um mínimo de noção sabe disso. Mas sempre tem uma parcela da população que ignora certas convenções. E se mete onde não é chamada, e da pior, eu disse da pior forma possível.
Ok, a gente respira uma, duas, dez vezes e passa. Deixa pra lá, foi um episódio isolado, decerto agora a ficha cai. Mas é claaaaro que não! A ficha não cai! Lá vem a inconveniência de novo me atazanar. E logo de manhã cedo! Uma manhã que começou tão gostosa...
Das duas uma: ou é total falta de noção mesmo, ou é maldade pura. E se for maldade, é porque aí tem. Ah, tem.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Contrata-se diarista
E aí eu pergunto: quem é que nessas condições escreve uma tese pra mudar os caminhos da lingüística? Quem é que nessas condições escreve uma tese, ponto? Já cansei de brincar de casinha, quero brincar de outra coisa! Quero brincar de milionária, de gênio da lingüística, de qualquer outra coisa. Deus, cadê os meus milhões? Cadê a minha cobertura com uma vista espetacular e vassalos, muitos vassalos pra fazer as tarefas domésticas enquanto eu trabalho inspirada pela vista espetacular? Quando é que vão inventar a casa auto-limpante? Vejam, eu poderia mudar de área e me dedicar ao desenvolvimento de uma, mas pra isso eu precisaria da infra-estrutura que eu poderia estar desenvolvendo se eu não tivesse uma montanha de roupa pra lavar e uma geladeira pra descongelar.
Aposto que o Chomsky nunca lavou as suas próprias cuecas. A-pos-to!
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Intenção de posts
Os posts vão ter que esperar, porque ultimamente tá foda. Mas fica o protesto. Eu fico vesga de raiva. Juro pra vocês, uma hora dessas eu estouro e mando todo mundo à merda. E tenho dito.
Harry e Sally versão 2.0
http://www.youtube.com/watch?v=Nd365-tvTpE
Murphy III
A pessoa, diante disso, tem como única alternativa virar pro lado e convidar seu irmão acadêmico pra pegar um cinema. Porque assim já é demais.
Murphy II
E aí é claro, mas é óbvio, que tem um cara com uma britadeira ligada bem embaixo da janela do calabouço, impedindo a pessoa de ouvir os seus próprios pensamentos.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Murphy
domingo, 4 de outubro de 2009
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Nota social
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
domingo, 27 de setembro de 2009
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Da alma feminina
Seis horas depois, a pessoa volta pra casa com uma blusinha, três brincos, dez calcinhas e um punhado de caramelos Embaré. Isso depois de tentear outras três blusinhas e quatro vestidos lindos que ela só não comprou porque ficou repetindo o mantra "eu adoro vestido mas eu não preciso de um vestido". E a amiga que saiu pra ver o vestido de festa voltou com outra pilha de calcinhas e acessórios pro cabelo. E nenhum vestido de festa.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Se tu diz...
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Momento "abrindo um buraco na terra pra eu me enfiar", ou Cuidado com o que você fala por aí
- Fulana tá solteira, viu?
- Ah, mas eu prefiro Beltrana...
- Ué, por quê?
- Porque eu sou racista, lembra?
Nesse momento, seguindo os ensinamentos da nossa grande amiga Lady, um afro-descendentão (viram como eu sou politicamente correta?) dois-por-dois com dreads imensos que estava logo acima da gente na escada vira pra trás com aquele olhar de reprovação.
- Eh... Segundo a minha amiga eu sou racista, lembra? Porque eu moro aqui na Paulista, bla bla bla...
Ok, colega, eu sei que era brincadeira. Mas o nosso amigo afro-descendente não. E não, não adianta remendar...
Das coisas simples da vida
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Filosofia (nem tão) vã (assim)
Sou usuária do orkut há cinco anos, e acho meio bizarras algumas das transformações que ele sofreu: cadeado nos scraps, cadeado nos depoimentos, cadeado nos vídeos, cadeado nas fotos... Praticamente uma prisão de segurança máxima! Tudo bem, acho realmente que as pessoas têm o direito de não expor suas vidas publicamente; mas então não faça confissões no about me nem coloque mil fotos no orkut! As pessoas se expõem loucamente e depois reclamam de terem suas vidas invadidas, bisbilhotadas, xeretadas. Não faz muito sentido pra mim...
Ok, cabe um mea culpa nesse momento: as minhas fotos e os meus scraps também estão lacrados. Mas eu tenho na minha lista de amigos quase 200 pessoas, muitas das quais eu conheço apenas superficialmente, ou não vejo há dez anos - ou ambos. E todas essas pessoas têm acesso aos meus scraps e às minhas quase 900 fotos. E eu também desabilitei o meu dedurador de visitantes (altamente bizarro, por sinal), afinal qual é a graça de saber quem fuçou ou não o meu perfil? Tá lá é pra isso mesmo!
Bom, mas ao mesmo tempo em que criou cadeados, o orkut criou também o avisador de atualizações. Pra quem não lembra, nos primórdios do orkut a gente tinha que entrar em cada um dos perfis dos nossos amigos pra ver se tinha alguma mudança nas informações, se tinha foto nova, etc. Hoje não, aparece uma listinha ali embaixo dizendo "Fulano de Tal atualizou sua cor dos olhos". Eu até acho prático, não me entendam mal; claro, antes tinha o fator surpresa, "olha, faz tempo que eu não entro no perfil de Beltrano, vamos ver o que há de novo". E aí descobria que Beltrano tinha casado e já tinha um filho em idade pré-escolar. Hoje não, eu entro no orkut e sei quem postou foto, quem atualizou o que, até quem recebeu comentário em qual foto! Muito prático, como eu disse. Mas em grande contradição com o protecionismo cadeadístico.
Agora, a pior mudança de todas, na minha modesta e insignificante opinião, foi quando colocaram o relationship status antes de qualquer outra informação. Cara, de uma hora pra outra o teu estado civil é mais importante do que o teu about me! Tá, talvez essa mudança tenha me afetado mais porque eu tava saindo de um relacionamento bem na época, mas ainda hoje eu acho bem esquisito. Contra-intuitivo. Enfim. Coisas do seu orkut.
Eu andei limpando o meu orkut esses tempos, tirando algumas informações muito pessoais ou muito detalhadas. Não por nada, eu realmente não me importo que vejam o que tá lá, se eu coloquei é porque não me importo que duzentas pessoas vejam e tirem suas próprias conclusões, por mais equivocadas que sejam. Foda-se, as pessoas são loucas, precipitadas e adoram julgar. Pois que julguem. Só dei uma limpada porque agora quase todos os meus amigos têm facebook, muitos têm também blog e twitter, e todos eles tão bombando, já no orkut fico dias sem receber um scrapzinho sequer - algo totalmente impensável um ano atrás.
Enfim. Até pensei em excluir a minha conta do orkut esses tempos, mas depois desisti. Gosto do orkut, apesar de ter virado uma putaria (o Blog da PGA que o diga) e de quase não dar mais pra fuçar. E realmente não me importo que me fucem. O que me incomoda, isso sim, é quem fuça e sai fazendo fofoca por aí. Isso não é a curiosidade inerentemente humana se manifestando; é veneno mesmo.
domingo, 20 de setembro de 2009
O tempo não pára
Hoje eu notei que eu ainda choro ouvindo Codinome Beija-Flor. Igualzinho quando eu era criança.
Protesto!
O problema, galera (momento pretensão da blogueira), falando bem curta-e-grossamente, é quando as pessoas dão uma de duas-caras. E se fazem de loucas. E bisbilhotam a vida dos outros sem a menor cerimônia, na maior cara-de-pau, e ainda usam desculpinhas cretinas pra fazer isso. E não botam fé nas tuas coisas porque as delas não deram certo. E ficam te rogando praga discreta porém descaradamente, quase que subliminarmente eu diria, e ao mesmo tempo tão lá do outro lado, fazendo jogo duplo, fazendo o que juraram que não iam fazer. Bah! Parece que querem ter certeza que sim, é verdade, só elas se fuderam.
Pois eu digo pra vocês com toda a sinceridade que me invade nessas horas: tou é achando que é muito bem-feito! Odeio gente sonsa!
