quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Da série: como assim, Bial?

Mas era só o que faltava mesmo, especialista dando aval pra macharada chifrar as mulheres à revelia! Daqui a uns dias vão dizer que também é da natureza do homem dar umas porradas na mulher que amam...

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Pra constar

Cinco minutos depois eu adivinhei o que era e estraguei a surpresa.

Da série: diálogos singelos

- Comprei uma coisa pra gente.
- O quê?
- Digamos que tem nele uma curiosidade antropológica/sociológica.
- Kama Sutra ou O Capital do Marx?

Trinta e sete

É a máxima prevista para hoje na capital dos gaúchos.
Alguém tem um freezer horizontal sobrando pra me emprestar?

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Deprê

Tou nos Pampas há 13 dias e ainda não vi ninguém, exceto o povo de Marau. E nem sei quando vou conseguir ver alguém. Várias pessoas me contatando e eu tendo que dizer não porque tenho que trabalhar.

Acho um saco quando isso acontece.

Bizarro

eu não tou tendo problemas pra acessar, postar e comentar no blogspot?

Vizinhança famosa

Quem me conhece, já foi lá em casa, ou acompanha esse blog, sabe que eu moro numa vizinhança de famosos. Mas desde ontem a minha vizinhança ficou famosa na mídia por outros motivos. Olha aqui e me diz se eu devo ter coragem de voltar a comprar brioches nessa padaria!

Pra não dizer que eu não falei de 2009

Uma pequena retrospectiva, em tópicos:

* Janeiro e fevereiro: férias escaldantes em Porto Alegre, com baixíssima produtividade tesística mas com um nível interessante de emagrecimento, com um peso que se manteve até o final do ano. Ouvi palmas?

* Fevereiro: bodas de ouro dos meus tios = reeencontro com várias pessoas da família que eu não via há séculos. Carnaval ensurdecedor no Porto Seco. As usual.

* Março: viagem de dez dias, a trabalho, pra João Pessoa. Compensou a falta de viagens no resto do ano.

* Paradeira total entre março e junho: poucas baladas, poucos acontecimentos, poucas emoções. Highlights do período: gripe suína, Clark retornando da Holanda, relatório FAPESP, meu primo voltando pra casa. Vide a baixíssima movimentação no blog nesse período.

* Junho: uma volta a Floripa que tinha tudo pra ser uma desgraça e acabou sendo uma das melhores coisas que podiam ter me acontecido. Morreu meu “vozinho adotivo”, me deixando sem avós de vez. Mais um aniversário. Visita dos velhos.

* Julho: defesa da Lu, início oficial de namoro. Não ir pra Argentina (por causa da gripe) foi a melhor coisa que eu podia ter feito.

* Agosto – novembro: vazamento no chuveiro, hospedagem solidária, ainda poucas baladas, raríssimos encontros do Quarteto, duas viagens pra Porto, presença constante do Sr. Anônimo – física e metafísica, desespero com qualificação, sanduíche e submissão de trabalhos pra congressos internacionais.

* Final de novembro - dezembro: qualificação, pedido de bolsa-sanduíche, viagem pra Brasília = imersão lingüístico-política. Não comprei nem ganhei meu Deus de pelúcia. Reencontro do Trio. Pré-Natal com Sr. Anônimo, vinhos, presentes, etc. Viagem pra Porto, correria, viagem pra Marau, casório, crianças, Natal. Volta pra Forno Alegre.

* Hoje: lendo pra escrever um trabalho pro inicinho do ano que vem. Esperando o Sr. Anônimo acordar e entrar no skype. Esperando o Ano-Novo e o que virá.


Devo dizer que nunca um ano começou tão incógnito pra mim como esse 2010 que se aproxima. Não sei se vai sair minha bolsa-sanduíche ou se vou defender a tese em junho, não sei se peço prorrogação pra FAPESP, não sei se caso, não sei se faço concurso, não sei se peço pós-doc... Posso acabar nos Estados Unidos ou debaixo da ponte até o final do ano, tudo pode acontecer.

O que eu espero? Poder ver mais os meus amigos de Sampa e do resto do mundo, especialmente a Lu, que agora vai retornar ao convívio acadêmico (viu, Lu? tou intimando!); ficar mais tempo com o Sr. Anônimo; ir num show legal, de preferência do Tom Waits; minha bolsa-sanduíche; não morrer de fome nos States, nem voltar de lá duzentos quilos mais gorda, caso saia a minha bolsa-sanduíche; fazer uma tese bacana; emagrecer mais um pouquinho; não me achar horrorosa de cabelo comprido (sim, vou deixar crescer o cabelo); ser aceita, e ir, em pelo menos um dos congressos que eu mandei resumo; e, obviamente, ser feliz.

Se alguma dessas coisas vai acontecer, eu não sei. Só sei que 2009 foi bom. E eu, com o meu velho otimismo incansável, espero que 2010 seja no mínimo equivalente.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Declaração de amor

- Te amo loucamente, a ponto de ir contigo pra Brasília num show do Rei no senado.

Assim eu caso, né?

Verdade universal

Homens não sabem arrumar as almofadas que ficam em cima da cama.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Dúvida cruel

Fazer ou não fazer a minha tradicional retrospectiva/balanço do ano que se vai? E da década?

Ainda não decidi. Aguardem.

sábado, 5 de dezembro de 2009

O melhor de tudo

É quando ninguém entende.

Brasília

Fui pra Brasília prum congresso de lingüística, mas acabei me encantando mesmo foi com a vida política, personificada pelo Congresso Nacional. Fui lá todos os dias de segunda a quinta e só saí na quinta porque já tava de noite. Juro. Quase me deu vontade de chorar hoje quando eu passei por lá pela última vez, de longe, a caminho do aeroporto, e pensei que vai demorar muito pra eu conseguir voltar.

Provavelmente ninguém, ou quase ninguém, vai entender o que pode haver de tão fascinante no Congresso, ou mesmo numa cidade árida como Brasília. Acreditem em mim, há muito. JK foi um visionário. Lembro de ter aprendido no colégio que ele construiu Brasília, faliu o país e morreu, mas não sabia nem de quê. Ir pra Brasília me fez admirar muito as idéias e a figura do JK, e acho que se ele tivesse tido um segundo mandato o Brasil seria muito diferente do que é hoje. O Brasil teve foi azar.

Brasília é uma cidade linda. O plano piloto é uma obra do Niemeyer a céu aberto, e eu, vocês sabem, pago pau pro Niemeyer: Ibirapuera, Memorial da América Latina, Museu do Olho em Curitiba (onde eu pude ver uma exposição sobre o Niemeyer e me apaixonei mais ainda pelo estilo dele) e por aí afora. O cara é fera. Todos os prédios públicos que eu visitei me deixaram boquiaberta, especialmente o Itamaraty. Podia escrever um post inteiro sobre o Itamaraty, sua escada sem corrimão, seu Salão Nobre, as obras de arte, o paisagismo do Burle Marx, a sobriedade não-ostentativa e mesmo assim incrivelmente imponente. Lindo. Simplesmente lindo.

Mas o Congresso me cativou. Todo brasileiro devia ir lá e ver como a coisa funciona, ver todos os bastidores que a TV Câmara e a TV Senado não mostram. Impressiona o fácil acesso que a gente tem a tudo: Câmara, Senado, gabinetes de senadores, Comissões, dá pra ir onde quiser. A gente conseguiu falar com o Senador Cristovam Buarque, que confirmou, naqueles poucos minutos, a impressão que eu sempre tive dele: que pessoa fantástica! Falamos sobre as universidades, sobre educação, sobre literatura. Fiquei tão emocionada que esqueci de falar que eu votei nele! Minha admiração por ele só fez aumentar, ali de pé no corredor do Túnel do Tempo. Falamos também com o Suplicy, que eu, apesar de não-petista assumidérrima, admiro pela coerência. Fomos recebidos no gabinete dele, o cara tirou meia hora da agenda pra receber um bando de alunos da USP que não tinham nem marcado hora. Caralho, me senti importante! Sem contar que a gente assistiu a reunião da CCJ e vimos pelos corredores o Marco Maciel e o Pedro Simon, meu ídolo político no RS, entre muitos outros.

Falando em Simon, no dia seguinte passamos a tarde e parte da noite na platéia do Senado. Vimos a Katia Abreu chorar defendendo os agricultores, vimos o Cristovam fazer um belíssimo aparte falando sobre a subversão do Bolsa Família, vimos o Simon dar um discurso de tirar o chapéu sobre as denúncias ao Michel Temer e a inoperância da Casa, vimos muitas outras falas pertinentes, até do Mão Santa! Vi também, uns dias antes, o Paulo Paim falar sobre as chuvas constantes que vêm castigando o Rio Grande do Sul, e gostei do que ele falou, apesar das nossas muitas discordâncias políticas. Assistir as sessões do Senado fez eu me sentir cidadã, fez eu querer escrever pro Simon e responder à conclamação inflamada que ele fez "estamos aqui!".

Também fizemos amizade com os porteiros, o pessoal da recepção, a moça do guarda-volumes e a galera da cantina, nos envolvemos numa causa política contra a aprovação de uma PEC, e conversamos longamente com o senhor que vende livros na livraria do Senado. Aliás, povo da literatura, pasme: a Editora do Senado reeditou os há muito esgotados volumes da História da Literatura Ocidental, do Otto Maria Carpeaux. Tudo por 200 reais, é só pedir pela internet, e eles mandam entregar na tua casa, seja onde for, sem custo adicional. Os meus chegam terça-feira! Gente, passei a minha vida acadêmica todinha querendo loucamente comprar esses bichos, e olha só onde eu fui achar. A Editora do Senado tem um catálogo muito interessante, dá vontade de comprar quase tudo, especialmente porque os preços são muito acessíveis. Eles tão fazendo um resgate da cultura nacional e pouquíssima gente sabe.

O bottom line é esse: todo mundo olha de longe o que acontece no Congresso, e no máximo faz piada. Ninguém vai lá ver como é, poucos se dispõem a meter a mão na massa. O Simon tá coberto de razão. Pois eu acho que todo mundo devia ir lá ver como é, todo mundo devia prestar atenção no que os parlamentares falam nas tribunas e nas comissões, todo mundo devia mandar e-mails, tuitar, mandar cartas, telefonar, enfim, fiscalizar de perto o trabalho das pessoas que elegeu. Como bem disse o senador Mozarildo Cavalcanti, de Roraima, ninguém tá lá dentro por decreto, todo mundo foi eleito. E se a gente não quer mais Arrudas no mundo, é a gente que tem que se mexer pra isso. Afinal nenhum Sarney se elege sozinho.

De novo a saga bancária

Então ironicamente, depois que o meu novo cartão da Nossa Caixa chegou, com código de segurança no verso como mandava o figurino, os terminais da Nossa Caixa nunca mais me mandaram gerar a senha de sílabas. Ok. Patético, mas nada grave, desde que eu conseguisse sacar dinheiro sem problemas, como parecia ser o caso.

Aí eu fui pra Brasília, sabendo que lá eu só conseguiria sacar dinheiro e acessar meu saldo via terminais do Banco do Brasil. Tudo bem, consigo fazer isso sem problemas em São Paulo, por que seria diferente em Brasília, não é mesmo? Pois pasmem, meus caros leitores, porque foi diferente. O ridículo da situação era tamanho que eu ou conseguia sacar dinheiro, ou conseguia ver meu saldo. Nunca as duas operações no mesmo dia. Caso eu tentasse, a maquininha estúpida insistia em dizer que a minha data de nascimento, que eu preciso digitar pra conseguir fazer qualquer coisa na Nossa Caixa, estava errada. E se tentasse três vezes, bloqueava a data.

E a cereja do bolo: dinheiro mais do que suficiente no banco, mas quem foi que disse que eu consegui pagar toda a conta do hotel no débito? Transação menor do que o limite de saque diário, por sinal, mas não, claro que a transação não foi aprovada. Bendito cartão de crédito que me salvou, senão eu tava lá lavando prato pra pagar a conta - mesmo tendo dinheiro pra pagar.

Meu pai disse que é perda de tempo, mas essa semana eu vou gastar umas horas da minha atribulada vida pra falar com o gerente desse banquelho do qual eu sou correntista. E, se nada resolver, o dinheiro vai começar a vir pra debaixo do colchão. Tenho dito.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Impossível não ficar cantando

Não tinha medo o tal João de Santo Cristo
Era o que todos diziam quando ele se perdeu
Deixou pra trás todo o marasmo da fazenda
Só pra sentir no seu sangue o ódio que Jesus lhe deu

Quando criança só pensava em ser bandido
Ainda mais quando com um tiro de soldado o pai morreu
Era o terror da sertania onde morava
E na escola até o professor com ele aprendeu

Ia pra igreja só prá roubar o dinheiro
Que as velhinhas colocavam na caixinha do altar
Sentia mesmo que era mesmo diferente
Sentia que aquilo ali não era o seu lugar

Ele queria sair para ver o mar
E as coisas que ele via na televisão
Juntou dinheiro para poder viajar
De escolha própria, escolheu a solidão

Comia todas as menininhas da cidade
De tanto brincar de médico, aos doze era professor.
Aos quinze, foi mandado pro o reformatório
Onde aumentou seu ódio diante de tanto terror.

Não entendia como a vida funcionava
Discriminação por causa da sua classe e sua cor
Ficou cansado de tentar achar resposta
E comprou uma passagem, foi direto a Salvador.

E lá chegando foi tomar um cafezinho
E encontrou um boiadeiro com quem foi falar
E o boiadeiro tinha uma passagem e ia perder a viagem
Mas João foi lhe salvar

Dizia ele: "Estou indo pra Brasília
Neste país lugar melhor não há
Tô precisando visitar a minha filha
Eu fico aqui e você vai no meu lugar"

E João aceitou sua proposta
E num ônibus entrou no Planalto Central
Ele ficou bestificado com a cidade
Saindo da rodoviária, viu as luzes de Natal

"Meu Deus, mas que cidade linda,
No Ano-Novo eu começo a trabalhar"
Cortar madeira, aprendiz de carpinteiro
Ganhava cem mil por mês em Taguatinga

Na sexta-feira ia pra zona da cidade
Gastar todo o seu dinheiro de rapaz trabalhador
E conhecia muita gente interessante
Até um neto bastardo do seu bisavô

Um peruano que vivia na Bolívia
E muitas coisas trazia de lá
Seu nome era Pablo e ele dizia
Que um negócio ele ia começar

E o Santo Cristo até a morte trabalhava
Mas o dinheiro não dava pra ele se alimentar
E ouvia às sete horas o noticiário
Que sempre dizia que o seu ministro ia ajudar

Mas ele não queria mais conversa
E decidiu que, como Pablo, ele ia se virar
Elaborou mais uma vez seu plano santo
E sem ser crucificado, a plantação foi começar.

Logo logo os maluco da cidade souberam da novidade:
"Tem bagulho bom ai!"
E João de Santo Cristo ficou rico
E acabou com todos os traficantes dali.

Fez amigos, freqüentava a Asa Norte
E ia pra festa de rock, pra se libertar
Mas de repente
Sob uma má influência dos boyzinho da cidade
Começou a roubar.

Já no primeiro roubo ele dançou
E pro inferno ele foi pela primeira vez
Violência e estupro do seu corpo
"Vocês vão ver, eu vou pegar vocês"

Agora o Santo Cristo era bandido
Destemido e temido no Distrito Federal
Não tinha nenhum medo de polícia
Capitão ou traficante, playboy ou general

Foi quando conheceu uma menina
E de todos os seus pecados ele se arrependeu
Maria Lúcia era uma menina linda
E o coração dele pra ela o Santo Cristo prometeu

Ele dizia que queria se casar
E carpinteiro ele voltou a ser
"Maria Lúcia pra sempre vou te amar
E um filho com você eu quero ter"

O tempo passa e um dia vem na porta
Um senhor de alta classe com dinheiro na mão
E ele faz uma proposta indecorosa
E diz que espera uma resposta, uma resposta do João

"Não boto bomba em banca de jornal
Nem em colégio de criança isso eu não faço não
E não protejo general de dez estrelas
Que fica atrás da mesa com o cú na mão

E é melhor senhor sair da minha casa
Nunca brinque com um Peixes de ascendente Escorpião"
Mas antes de sair, com ódio no olhar, o velho disse:
"Você perdeu sua vida, meu irmão"

"Você perdeu a sua vida meu irmão
Você perdeu a sua vida meu irmão
Essas palavras vão entrar no coração
Eu vou sofrer as conseqüências como um cão"

Não é que o Santo Cristo estava certo
Seu futuro era incerto e ele não foi trabalhar
Se embebedou e no meio da bebedeira
Descobriu que tinha outro trabalhando em seu lugar

Falou com Pablo que queria um parceiro
E também tinha dinheiro e queria se armar
Pablo trazia o contrabando da Bolívia
E Santo Cristo revendia em Planaltina

Mas acontece que um tal de Jeremias,
Traficante de renome, apareceu por lá
Ficou sabendo dos planos de Santo Cristo
E decidiu que, com João ele ia acabar

Mas Pablo trouxe uma Winchester-22
E Santo Cristo já sabia atirar
E decidiu usar a arma só depois
Que Jeremias começasse a brigar

Jeremias, maconheiro sem-vergonha
Organizou a Rockonha e fez todo mundo dançar
Desvirginava mocinhas inocentes
Se dizia que era crente mas não sabia rezar

E Santo Cristo há muito não ia pra casa
E a saudade começou a apertar
"Eu vou me embora, eu vou ver Maria Lúcia
Já tá em tempo de a gente se casar"

Chegando em casa então ele chorou
E pro inferno ele foi pela segunda vez
Com Maria Lúcia Jeremias se casou
E um filho nela ele fez

Santo Cristo era só ódio por dentro
E então o Jeremias pra um duelo ele chamou
Amanhã às duas horas na Ceilândia
Em frente ao lote 14, é pra lá que eu vou

E você pode escolher as suas armas
Que eu acabo mesmo com você, seu porco traidor
E mato também Maria Lúcia
Aquela menina falsa pra quem jurei o meu amor

E o Santo Cristo não sabia o que fazer
Quando viu o repórter da televisão
Que deu notícia do duelo na TV
Dizendo a hora e o local e a razão

No sábado então, às duas horas,
Todo o povo sem demora foi lá só para assistir
Um homem que atirava pelas costas
E acertou o Santo Cristo, começou a sorrir

Sentindo o sangue na garganta,
João olhou pras bandeirinhas e pro povo a aplaudir
E olhou pro sorveteiro e pras câmeras e
A gente da TV que filmava tudo ali

E se lembrou de quando era uma criança
E de tudo o que vivera até ali
E decidiu entrar de vez naquela dança
"Se a via-crucis virou circo, estou aqui"

E nisso o sol cegou seus olhos
E então Maria Lúcia ele reconheceu
Ela trazia a Winchester-22
A arma que seu primo Pablo lhe deu

"Jeremias, eu sou homem. coisa que você não é
E não atiro pelas costas não
Olha pra cá filha-da-puta, sem-vergonha
Dá uma olhada no meu sangue e vem sentir o teu perdão"

E Santo Cristo com a Winchester-22
Deu cinco tiros no bandido traidor
Maria Lúcia se arrependeu depois
E morreu junto com João, seu protetor

E o povo declarava que João de Santo Cristo
Era santo porque sabia morrer
E a alta burguesia da cidade
Não acreditou na história que eles viram na TV

E João não conseguiu o que queria
Quando veio pra Brasília, com o diabo ter
Ele queria era falar pro presidente
Pra ajudar toda essa gente que só faz...

Sofrer...

Coerência é tudo

Minha experiência no congresso nacional

Então hoje eu fui de novo visitar o congresso nacional. Já tinha ido uma vez, num domingo, da outra vez que eu estive nesta capital, fiz a visita guiada, mas nem consegui bater fotos porque tava sem pilha na câmera (que ainda era de filme). Mas hoje foi muito mais legal! Chegamos com a intenção de visitar rapidinho e ir pra Praça dos Três Poderes, afinal hoje é feriado em Brasília e imaginamos que estaria um deserto aquilo lá. Mas que nada! Tava um fervo, a casa tava funcionando normalmente.

Logo na chegada disseram pra gente que tava tendo sessão na Câmara e que a gente podia assistir das galerias. Quando a gente chegou nas galerias, a moça falou que como era sessão solene a gente podia ir assistir lá mesmo, no plenário. Os caras-de-pau aqui, lógico, foram que foram. Passamos pelo Salão Verde, que é um lounge dos deputados, com poltronas mega confortáveis e um jardim interno, e entramos no plenário. A sessão solene era em homenagem ao centenário do Dom Hélder Câmara. Tinha tipo cinco deputados lá dentro, entre eles a que o Clodovil chamou de feia e o Mauro Benevides, que deu um discurso bem bacana. Um dos deputados cumprimentou a gente na saída e tudo, gente, o máximo! Deu pra bater foto, aplaudir, me senti uma legisladora decidindo importantes assuntos da nação.

Saímos correndo de lá pra lancheria pra comer uma coisinha rápida e logo fomos pro senado assistir a sessão lá também. Aí achei meio sacal, porque não podia entrar com nada, nem bolsa, nem água, nem câmera pra tirar foto. Principalmente câmera, a moça falou. Pelo tom, achei que tavam discutindo a implementação da pena de morte lá dentro. Uma pena, porque o senado é infinitamente mais bonito do que a câmara. Enfim. Na entrada ouvi a voz do cara que tava discursando e reconheci: era o Paulo Paim. Eu tava sonhando em ver o Simon, o Suplicy, o Cristovam Buarque,até o ACM neto servia, mas não, lá me aparece o Paim. Falando de redução no IPI e bicicletas. Sim, bicicletas. Ele falando (sem nenhuma concordância, e eu sem nem um pedacinho de papel pra anotar os dados), o Mão Santa presidindo e quase dormindo, outro senador irrelevante lendo jornal e mais um perdido olhando. Aí no final o Mão Santa falou do charque, da Guerra dos Farrapos, mencionando inclusive os ancestrais raciais do senador Paim, os lanceiros negros. E falou também do vinho da Miolo e da Valduga. E que as irmãs dele são professoras e tavam reclamando da aposentadoria. Ou seja, nada a ver com nada. E fora não poder filmar nem levar água nem nada mais, não pode ficar de pé, nem se manifestar. Como assim, o povo vai lá ouvir o que os legisladores falam e não pode se manifestar?? E a liberdade de expressão?

Enfim. Adorei. Quero ser deputada quando eu crescer. E fiquei louca pra voltar lá todo dia enquanto estiver em Brasília pra assistir as sessões. E fazer um lobby pra minha futura campanha.

sábado, 28 de novembro de 2009

Pérola do dia

- Querem se olhar no espelho que pertenceu a D. Pedro?
- Quero. Deixa eu ver se eu fico mais magro.

Quatro giga

Cem reais mais pobre, mas agora eu posso tirar 6121 fotos! A capital federal que me aguarde!

Brasília so far

Tudo quase perfeito. Amigos de longe, amigos de perto, ausências sentidas, happy hours, baladinha, confissões pós-meia-noite, cenas inusitadas e tudo o mais que sempre rola nessas horas.

Mas ontem deixaram a minha câmera cair na balada e eu perdi meu memory stick com todas as fotos de todos os reencontros e todas as cenas inusitadas... :(

Breve relato da viagem

disca, disca, disca:
- Oi mãe, tô embarcada.

disca, disca, disca:
- Oi amor, já tou no ônibus.

- Caralho, meu banco não sobe.
- Pera que eu te ajudo.
blonct! subiu.

- Meeeerda!
- Que foi?
- Travei as costas de novo.

- Vamos abrir a Ruffles?
- Vamo!
crec, crec, crec, crec, crec...
- Tá, agora eu quero coca-cola.

sobe um monte de gente em Campinas.

dorme e acorda em Pirassununga. com cólica. e dor nas costas. come uma coxinha no Graal. volta pro ônibus. toma remédio. tenta dormir.

pára pra trocar de motorista.

pára de novo em Minas. banheiro imundo.

pára mais uma vez. nem sei onde.

- Catalão!

congestionamento.

rodoviária de Brasília. sem luzes de Natal.

táxi.

eixo monumental.

hotel.

fim.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Fringe?

Alguém por favor me explica como é que uma pena de passarinho foi parar dentro do meu tanque?

Explicando a enrolação

Eu não gosto de não conseguir ver com clareza o que vem pela frente. Não que eu seja uma maníaca por controle, muito menos uma daquelas pessoas que não tolera mudanças. Vocês que acompanham esse blog sabem bem que eu não sou assim.

O problema é que eu tenho pela frente nos próximos meses uma incógnita gigante chamada doutorado sanduíche. Enquanto as águas de março não chegarem com o resultado do meu pedido, eu tenho que viver meio preparada pra sair do país em maio, meio preparada pra defender a tese em junho. Isso é muito bizarro! Sair do país requer toda uma logística do que fazer com as minhas coisas, o meu apartamento, etcéteras. Defender requer uma outra logística completamente diferente, e eu preciso ir fazendo as coisas um pouco de cada jeito enquanto nada se resolve. Tipo, tirar passaporte e escrever dois capítulos da tese nas férias. É demais pra cabeça do cristão.

Mas o pior não é isso, é que o resto todo tá embolado também. Eu não sei se vou direto pra Porto Alegre em dezembro ou se vou passar em Floripa uns dias; não sei como vai ser o combo natal-ano-novo, mas já senti que vai ser mais estressante do que o normal; já prevejo que viajar uns diazinhos na boca do ano novo não vai rolar nem fudendo, muito menos em fevereiro quando o pai sair de férias - e eu queria muito viajar esse ano. Já tou sentindo que nem vou aproveitar Porto Alegre, nem vou pegar praia, nem vou ficar em Sampa, porque tudo vai acontecer ao mesmo tempo e eu não vou conseguir ir pra lado nenhum. Vou perambular num limbo interminável até as férias terminarem, sem curtir família nem namorado nem trabalhar direito. E sempre com a espada de Damocles chamada tese pendendo sobre a minha cabeça.

No meu mundo perfeito, era viajar no inicinho do ano, depois 15 dias lá, quinze dias cá, alternando momentos de ócio e de trabalho insano. Essa seria a perfeição suprema. Mas como de perfeita a minha vida anda cada vez mais longe, nem tou me empolgando muito com nada porque não adianta. Acho que eu vou fazer a mala e vou pra Minas alugar uma choupana no meio do mato. Mas que tenha eletricidade, pra eu poder escrever a tese em paz.

Argh!

Eu odeio britadeiras!
E odeio coisas enroladas também.

Quick update

Então tá. Eu tô qualificada, foi tudo bem mais tranqüilo do que eu esperava, as pessoas importantes tavam lá pra me apoiar, fiquei feliz, etc. Some-se a isso o J. e a Mary terem elogiado a minha apresentação da semana passada e eu posso fazer "ufa!".

Mas pra quem pensa que acabou, nããão! Tou aqui correndo pra arrumar as malas e ir pra Brasília passar dez dias apresentando trabalho e fazendo curso. E ainda tem a papelada do sanduíche pra correr atrás e o abstract do GLOW pra terminar e submeter e ah, o relatório CAPES pro dia 30. Aí quando eu voltar tem relatório FAPESP pro dia 10, lá vou eu enlouquecer com mil contas e redigir mais umas quantas páginas de texto pra somar com a quali e entregar pra eles verem que eu mereço continuar ganhando bolsa.

Eu gosto muito da vida que eu escolhi. Adoro poder viajar pra cá e pra lá apresentando trabalho, rever os amigos de longe, e Brasília promete ser a Curitiba desse ano. Delícia. Mas eu queria mesmo era umas férias, sombra, água fresca, um mar gostoso pra me jogar e o colinho do meu amor. Não preciso de quase mais nada nessa vida.

domingo, 22 de novembro de 2009

Tudo que vai...

Entre a dor nas costas, o workshop do temático, a correria pra organizar a viagem pra Brasília e a papelada pro sanduíche, ainda não tive tempo de me estressar com a banca da quali. Faltam pouco mais de 24 horas e eu tou aqui, escrevendo projeto pra CAPES, super na pressão. Mas de repente eu lembrei de tudo o que aconteceu logo depois da minha última qualificação, há pouco mais de três anos. E me bateu um medo desgraçado dos malditos ciclos da minha vida. Da argüição da banca eu não tenho medo, acho que dessa eu consigo me defender numa boa; do que pode acontecer depois dela, aí eu já não tenho tanta certeza.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Mas...

Como tudo na vida tem suas compensações, eu tenho muitos predicados [sic].

Pensando na vida

Todas as minhas amigas e nem-tão-amigas casando, tendo filhos... e eu fazendo qualificação, resumo, relatório, processo pra sanduíche...

Será que alguma coisa tá errada?

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Eu quero!!


Quem quiser me dar um de presente de Natal, de qualificação, ou só porque me acha a melhor amiga do mundo, entra aqui, ó.

Diálogo reconfortante

Leo: Aaaaai, que dor!
Clark: Sabe o que os espíritas dizem sobre a dor, né?
Leo: Não, o quê?
Clark: "Puta que o pariu, que dor!"

Só não rolei no chão porque tava com muita dor nas costas. Juro.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Kamikaze mode: on

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhh!!!!

sábado, 14 de novembro de 2009

Assistindo Fernanda Young

Esperando pra ver se a dor passa e assistindo uma entrevista da Fernanda Young pro Amaury Jr. Confesso que sempre achei ela meio prepotente, nojentinha, mas olha, vou te falar, a mulher é eloquente. E inteligente. E eu simpatizo com o tipo de humor que ela faz. Ela anda recebendo críticas por não ser exatamente o "padrão Playboy", mas eu vi as fotos e achei superlegais. Por causa da produção, muito bacana, e, obviamente, por ela não ser nem parecida com as vulgarzinhas ex-BBBs que só querem saber de abrir as pernas e cair na boca do povo. Podem jogar pedra, mas eu gostei.

Detalhe: a entrevista contou com uma
participação inusitada da Hebe, falando que a tal aluna da UNI(tale)BAN não pode posar pra Playboy porque é gorda. Pensando aqui nas fotos que eu vi dela hoje, realmente, haja técnico em Photoshop pra dar um jeito naquilo!

Falando em Photoshop, a grande pérola da entrevista, pra mim, foi essa aqui: "Tem uma coisa ultimamente, essa geração que nasceu em 80, foi adolescente nos anos 90 e é adulta agora que eu não sei o que acontece que não cresce pentelho! Ok, a humanidade evoluiu, mas como eu nasci na década de 70 eu tenho pentelho sim e não tenho por que esconder." Genial! Super na linha do Zonas Úmidas e outras coisas que eu andei lendo e ouvindo ultimamente. Um dia ainda vou escrever sobre essa paranóia antisséptica antipelos anticheiros que assola a humanidade atualmente. Mas não agora. Agora eu vou me esticar de novo na cama, porque a tentativa de sentar pra trabalhar não foi nada bem-sucedida.

Sexta-feira 13

Tava indo tudo superbem: submeti o resumo pro LSRL, escrevi pro new boss e recebi resposta quase imediata (e favorável!), consegui limpar e organizar toda a casa, fiz as unhas...

Aí fui tomar um banho pra continuar trabalhando no outro resumo que eu preciso escrever pra hoje (ontem, na verdade). Mas quando eu saí do banho senti uma fisgada na lombar. Estranho, mas muito rápido. Depois outra e outra e outra, enquanto eu me vestia, e de repente a dor ficou e não parou mais. Não consigo ficar sentada, se eu fico de pé parece que eu já vou cair, e deitada também dói, não importa a posição. E não é dorzinha, é uma puta de uma dor.

Quando eu me conformei com a dor e resolvi deitar e ligar a tevê, descubro que desabou meia estrada lá no rodoanel e que tá tudo parado.

Que mais, hein? Outro apagão ou tá bom assim?

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A césar o que é de césar

Ok, pra vocês não dizerem que eu só sei reclamar, boas notícias: eis que, apenas seis dias úteis depois, chegou o meu cartão da Nossa Caixa. Aqui em casa mesmo, vejam só. Igualzinho ao outro: vermelho, só de débito, sem letras em relevo, só mudou o número e, claro, esse tem código de segurança. Mas... E o tal ourocard que eles me prometeram por carta há mais de mês? Quer dizer, tou vendo que daqui a uns dias vai chegar aqui outro cartão, igual aos do BB. Mas então por que diabos eles não mandaram já o cartão definitivo? Cara, a burrice burocrata carimbadora brasileira não cansa de me surpreender...

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Comida, comida...

Então a pessoa faz tentativas de ser mais saudável. Já que ela dorme em horários pouco regulares (sic) e nem sempre faz todas as refeições como se deve. Bateu aquela fominha das onze, que nada mais é do que vontade de comer porcaria enquanto eu trabalho. Pensei em esquentar o molho e cozinhar mais uma leva de macarrão, mas aí eu fico sem almoço pra amanhã. Pensei em esquentar só um pouquinho do molho e comer com pão, mas tem meio pãozinho só, e tá reservado pro café da manhã de amanhã. Sim, queridos leitores, esta casa está uma penúria e esta que vos fala está sem tempo de fazer compras.

Levantei então e fui vasculhar a geladeira e os armários pra ver o que se arranjava. Foi quando me deparei com duas singelas maçãs. E lembrei que na minha última ida ao supermercado eu, ciente da minha condição de doutoranda que supre a falta de saber o que fazer com os dados da tese com comida, não comprei nenhuma guloseima, nem um pacotinho da batata da onda, nada. Nem coca zero! Tudo em nome da saúde. Comprei carne, pão, leite, alface, tomate e maçã. Pra quando batesse a fominha das onze.

Sim, Brasil, eu estou nesse momento devorando uma maçã. Aliás, devorando não é o termo exato, estou ingerindo uma maçã interminável e me perguntando por que um pacote de batata da onda não dura tanto assim. Enquanto isso, Sr. Anônimo devora biscoitos waffer recheados de chocolate em frente à webcam. E o filho da puta do meu vizinho está passando no corredor nesse exato momento com uma pizza de alho e óleo quentinha que ele acabou de receber na tele-entrega. Assim, colegas, não há auto-sugestão que funcione!

Momento egoacadêmico

Além do molho da macarronada, saiu dessa cozinha hoje um abstract que ganhou elogios do chefe!

(Sim, eu preciso de validação pelos meus pares. E daí?)

Momento egoculinário

Mesmo na correria o meu molho de macarronada é quase imbatível!

Epifanias acadêmicas

Há mais ou menos uns quinze dias eu tive uma iluminação divina sobre a minha tese. Uma epifania. Sonhei com um dados que eram superlegais pra discutir um ponto do texto que tava empacado. E quem disse que quando eu acordei eu conseguia lembrar quais eram os dados! Maquinei, pensei, matutei e nada, o prazo pra entregar a versão final da quali tava nos meus calcanhares e nada de eu lembrar dos benditos dados. Ok, passou, me conformei em nunca mais conseguir lembrar, vida que segue.

Aí hoje, tentando parir um abstract prum congresso foda nos States, não é que os dadinhos me voltaram pulando na cabeça? Um depois do outro, bem belos e fagueiros como se não tivessem feito o favor de me sumir bem quando eu mais precisava.

Resultado: agora eu tou aqui pirando nesses dados e não consigo terminar de escrever o abstract que precisa ficar pronto urgentemente. Pode isso?

Teste vocacional

Acabei de fazer um teste vocacional no site da Veja. Eu adoro fazer testes de conhecimento pessoal (quem é meu amigo no Facebook sabe) e me impressiono como eles sempre dão muito certo. Esse não foi diferente. Aí embaixo estão os meus resultador pra quem quiser conferir. Marquei em itálico as profissões que eu seguiria, simpatizo ou já pensei em seguir. E devo acrescentar que nos outros dois grupos de respostas não tinha nada que me interessasse.

Maior pontuação D (foi a minha)
: são intuitivos como os C, mas, em vez de se preocupar com pessoas, costumam focar seus interesses em grandes áreas do conhecimento, como ciência e tecnologia. Apresentam notável capacidade para identificar problemas concretos e resolvê-los, bem como para o raciocínio abstrato.

Carreiras mais apropriadas
• Analista de sistemas
• Antropólogo
• Arquiteto
Astrônomo
• Criador de software
• Designer industrial
• Economista
• Engenheiro
Físico
• Líder de uma corporação (CEO)
• Matemático
• Militar
• Oceanógrafo
Pesquisador - that's me! \o/
• Químico
Músico (regente de orquestra)
• Urbanista
• Zoólogo

Maior pontuação em C (ficou em segundo lugar, quase empatado com a opção D): facilmente reconhecíveis por seu entusiasmo e interesse nas relações humanas, as pessoas do tipo C têm na intuição o seu ponto forte. Muitas endereçam seu esforço e talento para o desenvolvimento intelectual de alunos e discípulos e o conforto psicológico de pacientes e colegas de trabalho. No grupo dos tipos C, estão as personalidades mais laureadas com o Nobel da Paz e de Literatura.

Carreiras mais apropriadas
Artista plástico
• Dramaturgo
• Educador
Escritor
Filósofo
Jornalista
• Pedagogo
Professor
Psicólogo
• Psiquiatra
• Sociólogo
• Terapeuta ocupacional
Tradutor.

E aí, quando será que sai o meu Nobel?

Das pequenas coisas

Sabe quando o mundo tá despencando na tua cabeça e parece que tu nunca vai conseguir fazer tudo o que tu tem pra fazer? Sabe quando a gente fica se sentindo pesada e carregada e sem saber pra onde correr? Sabe quando a gente tá assim, péssima desse jeito, e um sorriso cheio de preguinhas embaixo dos olhos consegue aliviar o peso das nossas costas e mudar completamente o rumo do nosso dia?

Pois é. É nessas horas que a gente tem certeza que vale a pena.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Fim?

Então, né, a qualificação tá pronta. Provavelmente a essas horas os exemplares já estão nas mãos dos membros da banca. Que devem estar sublinhando, rabiscando e circulando tudo com uma caneta vermelho-sangue e enchendo todas as páginas com mil pontos de interrogação.

É, acho que vou ter sérios pesadelos pelas próximas semanas.

domingo, 8 de novembro de 2009

Forjando silêncio

Hoje nublou e tá rolando um ventinho muito agradável. Também tá rolando uma gritaria insuportável da gurizada dos prédios vizinhos. Eu, quando tô escrevendo, preciso do máximo de silêncio possível, nem música não dá pra escutar que me desconcentra. [sim, dado esquisito de negação, I know] Imagina gritos estridentes que beiram o supersônico. No fucking way.

Solução: desprezar o ventinho gostoso, trancar todas as janelas e portas e ligar o ventilador, gastando fortunas em energia elétrica desnecessariamente. I'm sorry, mãe Terra, mas se as tuas crianças berrassem menos eu não estaria sendo obrigada a contribuir com o aquecimento global.

Nada ajuda

O calor imperou nessa cidade durante todos esses dias de trabalho árduo e intenso no texto da qualificação. A ponto de nos obrigar a ir trabalhar no shopping, porque lá tem ar-condicionado. Passei todos esses dias rezando por uma chuvinha pra refrescar, pra eu não ter dor de cabeça e pressão baixa, pra eu conseguir trabalhar melhor, pra eu não ter que ficar ouvindo todos os vizinhos berrando e pulando na piscina. Nada. Nem uma gota.

Vocês querem apostar quanto que amanhã, dia de sair de casa pra ir entregar a bichinha, vai tá um dilúvio daqueles que me fazem demorar três horas pra chegar na USP?

O fim (da qualificação) está próximo

Daqui a trinta e seis horas, mais ou menos, eu vou estar entregando pra banca a versão final do meu relatório de qualificação. "Ótimo", todos devem ter pensado lendo isso, "agora finalmente a nossa querida blogueira poderá descansar".

Sim, poderá. Depois que lavar a assustadora montanha de louça que se acumula desenfreadamente sobre a pia (doutourandos deviam ganhar do governo uma máquina de lavar louças junto com a primeira bolsa), passar todas as roupas que só estão lavadas porque há uma máquina de lavar à disposição (tão vendo como é importante? na hora em que acabarem os pratos limpos eu vou ter que lavar, mas se o prédio pegar fogo e eu precisar sair correndo, pelo menos tem roupa limpa), revisar um artigo pro chefe, limpar a casa peloamordedeus, escrever dois abstracts pra congressos fodas no exterior, montar o handout da apresentação da semana que vem, correr com a papelada pro sanduíche, montar o poster da apresentação da outra semana, arrumar hospedagem em Brasília, comprar passagens pra Brasília (provavelmente com a grana da reserva porque não vai dar tempo de montar o trabalho e entregar no departamento a tempo), preparar outro poster de um trabalho mega-tramposo em co-autoria que nem começou a ser feito e será apresentado nacional e internacionalmente até o início de dezembro,
entregar relatório FAPESP, isso tudo sem contar as tarefas básicas do tipo ler os textos pras aulas da pós e pras reuniões do grupo.

Claro, a blogueira também gostaria de sair com os amigos pelo menos uma noite, afinal faz meses que a turma não se junta. E também gostaria de ter um quality time com o Sr. Anônimo quando ele vier lá do reino de Tão, Tão Distante. E de comer e dormir em horários regulares e de forma decente. A blogueira sonha com um dezembro ensolarado numa ilha, com Natal e Ano-Novo como se deve... Mas sabe que em janeiro tem que entregar mais uma pilha de trabalho pro chefe.

E sabe que logo logo começa tudo de novo. Pra produzir a versão final da tese.


* suspiro *

Posso chorar agora?

sábado, 7 de novembro de 2009

Passado que condena

Tá. Eu não sou de cuspir no prato que comi. Mas que tem uma horas que a gente sente vergonha alheia, tem. Ecaecaecaecaeca!

Semiótica das embalagens

Como a pessoa essa noite tá que parece que não tem o que fazer, lá vai. Parei pra analisar os dizeres da embalagem do KY®.

(Tá, vou dar um minuto de pausa no post pra vocês darem aquelas risadinhas adolescentes, pensarem "hmmmm... ela tem ky..." e qualquer outra besteira sexual que vos ocorrer.)

Enfim, voltando à vaca fria. Tá escrito lá, não nessa ordem:

* não gorduroso: ok, importante, ninguém quer que a sua cama fique com aspecto de quem trepou com uma picanha gorda;

* transparente: importante também. se eu quiser trocar a cor do lençol eu mando no tintureiro;

* solúvel em água: epa... como assim? ele tem que não se dissolver na água, afinal, água resseca e, bem, vocês sabem;

*seguro e discreto: discreto? um tubo daquele tamanho não é discreto nem aqui nem na China! ou será que eles querem dizer que ele não sai contando pra todo mundo com quem é que a gente fez uso do produto?

Deu vontade de comprar o produto do concorrente da próxima vez, só pra ver o que é que vem escrito na embalagem.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Da série: eu e as minhas filosofias

Atirar numa coisa e acertar em outra é um processo relativamente comum na vida dos seres humanos. Na academia, por exemplo. A gente pensa numa hipótese pra dar conta de um conjunto de dados e no fim das contas descobre que a nossa brilhante idéia provavelmente não dá conta dos dados que a gente queria tratar, mas funciona que é uma beleza pra explicar um outro conjunto de dados no qual a gente nem tava pensando.

Na balada também é comum acontecer esse tipo de situação (muitas vezes um tanto constrangedora, por sinal): tu fica a noite inteira tentando paquerar um único carinha (que normalmente nem se apercebe da tua existência), mas os duzentos outros caras posicionados mais ou menos no caminho do teu olhar acham que é com eles e vêm todos-todos achando que tão arrasando. Sim, é um saco.

Acontece que os seres humanos têm uma necessidade inerente de estarem sob os holofotes. O processo da balada é muito semelhante, guardadas as devidas proporções, à paranóia que muitas pessoas têm de acharem que o mundo todo tá falando mal delas. É o famoso falem mal mas falem de mim, que no fundo é fruto dessa muitas vezes inconsciente necessidade de atenção. Quem nunca vivenciou, ou pelo menos presenciou, uma troca de farpas via mensagem de status no msn, que atire a primeira pedra.

Eu não tenho a pretensão de entender os seres humanos; o máximo que eu faço é expressar certas impressões aqui no meu humilde bloguinho de oito seguidores. E mesmo assim já vi coisas darem mais pano pra manga do que eu poderia prever, justamente porque alguém se sentiu pessoalmente atacado por alguma coisa que eu escrevi – e devo dizer que na maioria avassaladora das vezes uma coisa não tinha nada a ver com a outra, o que, convenhamos, só comprova a minha teoria. Lógico que eu não sou uma santa e às vezes as coisas estão relacionadas sim, e quem lembra do meu primeiro blog sabe do que eu tou falando. Porque tem coisas que me incomodam e escrever sobre elas é o meu jeito de pôr pra fora. Mas o meu objetivo não é expor nem crucificar ninguém (exceto o sistema bancário nacional, é claro), até porque, vocês me conhecem, eu não sou de mandar dizer.

Enfim. Eu me assusto com reações exageradas: um cara que chega te beijando na balada porque tu tava olhando na direção em que ele por acaso estava parado, gente tirando satisfação por coisas que ouviu dizer por aí e nem sabe se é verdade ou não, gente que jura que não fez nada mesmo quando ninguém tá cobrando satisfação, gente se estressando com coisas que nem têm nada a ver com elas, pessoas que hoje te convidam pra ir pro Peru e amanhã te renegam mais do que Pedro renegou Jesus. Aliás, renegar demais, justificar demais e se doer demais, cá pra nós, é muito coisa de quem tem culpa no cartório. Ou será que eu tou vendo muito Lie to me?

Tou começando a suspeitar que o titio Freud tava certo e isso tudo, como de resto quase todos os problemas de (in)sanidade mental dos seres humanos, é fruto de recalque. E antes que qualquer um, leitor assíduo ou esporádico, conhecido ou desconhecido, venha protestar, já aviso que esse post certamente não tem nada a ver com nada que possa pular aí nas cabecinhas de vocês leitores. Mas se a carapuça servir, aí eu não posso fazer nada.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A saga bancária

Permitam-me narrar uma história longa. Porque, vocês sabem, a pessoa tem que entregar a versão finalíssima da sua qualificação na segunda e procrastinar é preciso. Mas leiam até o final, se tiverem saco pra isso, e depois me digam se eu não devia era ir pra imprensa.

Desde as priscas eras eu era correntista do Banco do Brasil. Foram três anos de iniciação científica, dois de mestrado e quase um de doutorado recebendo meus dividendos neste dito banco. Mas aí veio a FAPESP e eu precisei virar correntista da Nossa Caixa. Tudo bem, munida de todos os três mil documentos necessários, lá fui eu. Após uma nada auspiciosa espera de três horas e meia, virei correntista da Nossa Caixa. E aí surgiu a dúvida: manter ou não manter a conta no BB?

Resposta: manter, é claro. Afinal, terminal de atendimento da Nossa Caixa fora do estado de São Paulo é mais raro do que qualquer coisa muito rara que eu agora não consigo lembrar de nenhum exemplo. Perdoem-me, sou doutoranda em fase de qualificação, meu cérebro não anda dos melhores. Fecha parênteses. Como doutoranda que vive viajando pra congressos pra cá e pra lá, muitas vezes para locais inóspitos e remotos (não, nem só de João Pessoa vive o doutorando em lingüística) em que, se tiver uma agência bancária, vai ser do BB, é no mínimo inteligente manter a tal conta. E, como filha de bancário de banco top referência mundial na área, pedi pra converter a minha conta corrente numa conta poupança, que não tem grandes taxas de manutenção e ainda rende uns troquinhos, ainda que mirrados.

Pois bem. Em novembro do ano passado, no dia em que caiu meu último débito em conta do mês, fui lá fazer o cambalacho. Tudo ótimo, o débito já foi debitado, seu saldo é de tantos reais, a senhora pode usar o mesmo cartão de agora, a conta poupança será ativada dentro de dois dias úteis, tudo lindo e perfumado. Até que, uns quinze dias depois, chega na minha casa um aviso de que eu não paguei as contas cujos débitos o funcionário me disse que tinham sido efetuados no dia em que eu fui abrir a poupança. Ok, pequeno percalço do sistema, paga os jurinhos e tudo certo. Certo?

Errado! Porque uns dez dias depois disso a coió aqui resolve sacar a grana que sobrou do salário do mês na Nossa Caixa e enfeitar sua reluzente poupancinha. Pergunta: conseguiu? Nãããão! As máquinas da sala de auto-atendimento se negaram a engolir o envelopinho com o dinheirinho suado desta que vos fala.

No dia seguinte, lá fui eu de novo pro atendimento do BB. Veja bem, senhora, às vezes o cartão atual não funciona, isso é normal (meu pensamento: ah é? então por que tu não me disse isso quando eu vim aqui da outra vez?), vou solicitar outro cartão pra senhora, dentro de dez dias deve estar disponível. Vai ser enviado pra minha casa? Sim senhora, será enviado diretamente para a sua residência. Ok, obrigada, tchau.

Passaram-se dez, quinze, vinte dias e cadê que o cartão chegou? Nisso já era quase Natal e lá fui eu de novo pro banco saber que diabos tava acontecendo. Ah, senhora, veja bem, o cartão de poupança não é enviado para a casa do correntista, ele vem diretamente para a agência. E o meu cartão está na agência? Só um momento que eu vou consultar. Quinze minutos depois, nada de cartão na agência. O problema, senhora, é que o seu cartão antigo ainda está ativado no sistema, então o sistema identifica que a senhora ainda tem um cartão (que o próprio sistema-pedro-bó não me deixa usar, percebam) e não é gerado um novo cartão. Eu vou cancelar o cartão atual da senhora (ah, o cartão expletivo?) e dentro de dez dias o novo cartão deve chegar pra senhora, eu mesmo vou telefonar pra senhora quando chegar. Estarei em férias, longe de São Paulo. Sem problemas, eu ligo mesmo assim e a senhora retira o cartão quando voltar.

Na terça-feira gorda eu voltei pra São Paulo sem ter recebido ligação nenhuma e com viagem marcada pra João Pessoa dali a sete dias. Comecei meu ano adivinhem onde? No atendimento do BB. Oi, eu queria saber se o meu cartão chegou. Identidade, por favor? Sim, pois não. Um momento. Dez minutos depois, volta a moça sem cartão nenhum na mão. Mas como assim? Veja bem, senhora, não sabemos o que aconteceu, provavelmente houve um erro no sistema, sugerimos que a senhora ligue para o atendimento BB para saber o que houve. Pois não, e o meu dinheiro enquanto isso fica refém de vocês? Não senhora, a senhora pode sacar a quantia que desejar diretamente no caixa (ah, na fila quilométrica?) mediante apresentação do documento de identidade. Fui lá, saquei o que eu julgava suficiente pra sobreviver por quinze dias no paradisíaco litoral nordestino e depositei na conta de uma colega. Liguei pro atendimento BB. Não consta nenhum problema no sistema, senhora. E então o que eu faço? Vamos solicitar novamente um cartão, a senhora pode estar retirando ele dentro de dez dias na sua agência. Ah, posso? Ah, tá.

Viajei, voltei, fui na agência, adivinhem? Nenhum cartão pra mim! Confesso que fiquei com muita vontade de quebrar a agência inteira em mil pedacinhos. Mas me contive, porque eu sou uma lady, saquei todo o meu dinheiro e mandei encerrar a porcaria da poupança. Afinal agora o BB tinha comprado a Nossa Caixa e já dava pra sacar nos terminais do BB. Problema resolvido.

Mas esperem! Eis que hoje eu fui bem faceira sacar o meu rico e suado dinheirinho pra depositar meu aluguel e o que acontece? O terminal me diz que vai gerar uma senha de sílabas como a do BB, como parte da migração de sistemas. Ok, até aí normal, apesar de que, como diz meu pai, ter cartão com chip e a senha aumentar de letras pra sílabas é algo muito, hã, lusitano. Mas tá, vamos lá gerar a senha de sílabas. Para isso, digite o código de segurança do seu cartão. Ah, tá, deixa eu ve... peraí, meu cartão não tem código de segurança! Pego um funcionário e pergunto o que eu devo fazer. É, aqui a senhora não tem como fazer nada. Como assim? É, o seu cartão não tem como gerar a senha. Ah, quer dizer então que eu nunca mais vou poder sacar dinheiro? Um momento que eu vou verificar se já chegou um cartão novo pra senhora.

(Parênteses: notaram alguma semelhança?)

Dou um prêmio pra quem adivinhar se o meu Ourocard Nossa Caixa já estava na agência. Solução: cancelar o meu cartão atual, me deixando dez dias sem débito (!!!) e tendo que sacar na boca do caixa enfrentando filas homéricas, e solicitar um novo, pra eu poder ter a maldita senha de sílabas que é desnecessária num cartão com chip quando o sistema é bem montado. Enfim. Posso jogar uma bomba nos bancos agora?

Ah, detalhe: depois desse forrobodó todo, eu fui no BB ver se conseguia sacar com o cartão da Nossa Caixa. Tentem adivinhar o que aconteceu!

Só pode

Daí a pessoa chega em casa depois de um dia grudento e cansativo e repleto de acontecimentos bizarros e a primeira coisa que a pessoa consegue fazer é colar os dedos com super bonder.

Diz aí, só pode ser praga.

(Mais um) protesto

Interrompendo meu fluxo de trabalho na Starbucks® do Eldorado pra vir aqui fazer um protesto: EU ODEIO GENTE CARA-DE-PAU!

E tenho dito!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Entre mortos e feridos...

...salvamo-nos todos.

Bom, pelo menos eu acho...

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Da série: eu não falei?

Singelo diálogo entre um casal apaixonado. Abre aspas:

- Apareci hoje na faculdade sem boné e todo mundo falou do meu cabelo...
- Ah é?
- É...
- Hm...
- Mas é, todo mundo falou que eu fiquei bonito.

Fecha aspas.


Cá pra nós... Como diria minha perspicaz mãe, "caga pato, que amanhã te mato".

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Kill me now

Mas vocês não iam entregar só na semana que vem?

Se tudo der errado...

A qualificação vai sair em tempo, e eu acho até que tá bem bacaninha. Mas hoje eu descobri que se tudo der errado na lingüística eu já tenho (mais) uma profissão alternativa: dar palestras motivacionais. Diz aí se eu não tenho futuro na profissão, Sr. Anônimo!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Mas amor...



Tirado daqui. Aliás, super recomendo esse blog. Inclusive pra vocês, guris! ;)

Citação

A merda de trabalhar com a teoria do Chomsky é que todo mundo sabe que ele disse determinadas coisas, mas na hora de falar sobre essas coisas na tese tem que citar a página. E cadê que a gente acha?

Aff... Chomsky só me faz perder tempo nessa vida...

Kamikaze mode: on

Gaaaaaaaaaaaaaaaaaah!! 24 horas pra entregar a qualificação.


A tecnologia está aqui

Eu e Sr. Anônimo brigamos muito com o skype hoje. Fizemos todos os malabarismos audiovisuais possíveis e nada, ligação péssima o tempo todo. Em muitos momentos, inclusive, a ligação ficava completamente sem som.

Pois agora, que o Sr. Anônimo dormiu e eu estou aqui às turras com a minha qualificação que teima em não querer se escrever, consigo ouvir os latidos dos cachorros da vizinhança. Do Sr. Anônimo. Via a mesma ligação do skype que estava péssima quando Sr. Anônimo estava acordado.

Talk about tecnologia seletiva... ¬¬

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Filosofando

Eis que entre um parágrafo e outro da qualificação eu solto a seguinte pérola para o Sr. Anônimo:

- Amor é como a Stefhany. É absoluto.

Eu sei, eu sei, eu ficando louca. Ainda bem que na quarta eu entrego esta coisa.

Two days and counting

Valei-me, minha nossa senhora da argumentação!

sábado, 24 de outubro de 2009

Ah, o verão...

Dias ensolarados, calor, tardes longas... Vizinhos pulando nas piscinas dos prédios vizinhos...

E eu aqui, trancada, escrevendo qualificação. ¬¬

Eu mereço?

Não, sério, me diz aí, eu mereço?
Pois é, eu também acho que não...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Posso chorar agora?

Pergunta cretina

O que é que dá pra dizer de uma pessoa que sabe uma proposta teórica de trás pra frente, que sabe todas as aplicações e conseqüências da dita proposta pros dados que ela tá analisando, mas simplesmente não consegue escrever sobre isso?

Por favor, não respondam.

Bom dia

Digam o que disserem, mas poucas coisas te deixam tão pra cima quanto começar o dia entrando de novo naquele jeans 36 de quatro anos atrás...

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

PC vs. Mac

Hoje eu li um monte de textos que não adiantaram nada pra minha tese. Mas enquanto eu lia, eu e o meu irmão Clark conseguimos fazer transferências de arquivos via bluetooth nos nossos macs chiquérrimos e fomos comer um Big X Picanha pra comemorar.

Enquanto isso, o Windows 7, "o mais difícil de piratear" segundo a Microsoft, já está sendo vendido a 10 reais na Santa Efigênia. Ah, e claro, a Microsoft anunciou não sei quantos problemas de segurança no bichinho.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Adivinhem?

Então o plano de encher a cara de vinho e dormir relativamente cedo tava indo bem: Sr. Anônimo já estava no quinto sono, e eu estava pronta pra desabar na cama. Aí Sr. Anônimo acordou na hora exata em que eu me encaminhava pra cama. Eu não resisto a ver o Sr. Anônimo online e acordado, então adivinhem se a gente não ficou conversando até as duas da manhã. Enfim.

Mesmo assim eu botei o despertador pras sete da manhã, porque eu sou brasileira e não desisto nunca. Sr. Anônimo, sempre prestativo, ligou pra garantir que eu acordasse. Mas assim que Sr. Anônimo saiu do skype pra labuta eu resolvi dormir só mais meia horinha, afinal eu fui dormir às duas da manhã e, né, precisava estar inteira pra trabalhar. Acabei acordando às dez da manhã com uma mensagem do meu digníssimo irmão de labuta, Clark, que, ao também se perder nos braços de Morfeu, enviou-me as singelas palavras "merda, merda, merda".

E já que a merda já tava feita e se eu levantasse àquela hora não ia conseguir trabalhar muito antes de sair mesmo, acabei dormindo de novo até as 11:15, saí de casa correndo e almocei um salgado da cantina com coca zero. ¬¬

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Apelando

Tomando uma taça de vinho pra ver se bate o sono. Não quero ir dormir de novo às sei-lá-que-horas da madrugada pra de novo não conseguir acordar cedo o suficiente. Eu até gosto das tardes mais longas do horário de verão, mas a adaptação do sono não é nada fácil.

Amanhã quero acordar às sete e ir pra USP trabalhar. Depois eu conto se eu consegui.

Fiquei mais feliz =)

Pequenos gestos são tudo nessa vida. Thanks, Ana! ;)
Quer entender? Olha aqui e aqui.

Clássicos

Hoje ouvi o clássico Toreador, da ópera Carmen, e lembrei desse episódio de Tom & Jerry. Também um clássico.

Köln Concert

Juro que eu seria uma pessoa mais feliz se tivesse um piano na minha frente agora.

Todo dia

Agora todo dia chove em São Paulo. E todo dia eu ganho mais prazo pra entregar a quali. E todo dia eu procrastino. E quando eu acordo decidida a não procrastinar, eu tenho dor de cabeça e recebo trabalho pra fazer por e-mail. Todo dia eu penso em todas as coisas que eu preciso fazer quando acabar a quali. Mas a quali não acaba nunca. Todo dia eu sinto que a quali nunca vai acabar, é infinita, interminável, insolucionável. Todo dia eu fico frustrada.

E todo dia eu sinto saudades. E todo dia a saudade aumenta um pouquinho. E todo dia eu sinto vontade de largar tudo e sair correndo pruma ilha.

sábado, 17 de outubro de 2009

LaTeX III

Eu nã-ão!

Cf. aqui e aqui.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Ganhei um All Star novo

Aviso aos navegantes: este é um post dadaísta. Será que pode ser assim na tese também?


Nível de estresse: 9879657462845645764,99. And counting.

Tive um deja vu. Não foi legal. Me fez lembrar de coisas que eu realmente preferia que ficassem lááááá atrás. Me fez ouvir aquela maldita vozinha dizendo "viu, viu, eu falei, eu sabia que coisas assim iam acontecer mais cedo ou mais tarde".

Odeio a vozinha. E odeio estresse. Quero acabar a tese e dormir um mês inteiro. No mínimo. Quero assistir às minhas séries, o meu dvd novo de Dirty Dancing, os meus dvds de O Tempo e o Vento. Quero sair pra dançar. Quero viajar.

Aliás...

Nessa cena aí de baixo podia tranqüilamente estar tocando Eye of the tiger.

Da série: cenas da vida a dois

Caretas olhando pra tela do lado de lá. Caretas olhando pra tela do lado de cá. Caras de sofrimento. Expressões inconformadas. Pessoas quase arrancando os cabelos. Seria uma briga?

Não. São só os textos, dados e teses/dissertações, mesmo.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Comprovação empírica

São Paulo tem efeito sonífero sobre os pais e mães do Rio Grande.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Da série: cenas da vida a dois

Cena: estava eu, bem bela e fagueira, numa chamada via skype com o Sr. Anônimo, a essas alturas já conhecido de vocês pelos comentários que faz neste blog. Porque, né, namorar a uma distância de setecentos-e-cinco quilômetros não é fácil, e o meu pai não é acionista da Embratel. Enfim. Estávamos no skype, conversando um monte de abobrinha assuntos muito sérios e de fundamental importância para o futuro da nação, quando de repente o Sr. Anônimo emudece. Simplesmente pára de responder.

Olho pra imagem gerada em tempo mais ou menos real pela webcam dele. Constato que ele está levemente inclinado, olhando pra baixo. "Deve estar lendo
aquela porra daquele livro de pragmática alguma coisa", penso eu, na minha santa inocência. Continuo olhando pra tela, sorrindo, confesso, com um certo orgulho de ter um namorado tão esforçado, que mesmo exausto continua trabalhando. E eis que a imagem em tempo mais ou menos real mostra que o Sr. Anônimo deu uma inclinada não muito leve pro lado. E lá ficou.

Eu chamo. Bem baixinho, com aquela vozinha doce que só as namoradas sabem fazer. Nada. Chamo de novo, dessa vez um pouco mais forte. Nada. Continuo chamando em todos os tons e intensidades possíveis durante dez minutos. Sim, queridos colegas de trabalho, eu disse dez minutos. E nada. Ou melhor, minto: Sr. Anônimo fungou, inclinou mais ainda e começou a roncar. Resolvi parar de chamar e ver até que horas ele ia dormir ali sentado naquela posição horrivelmente desconfortável. Até porque não tinha mais nada que eu pudesse fazer.

Eis que, dez minutos depois, Sr. Anônimo abre os olhos. Se endireita na cadeira. E continua falando comigo como se nada tivesse acontecido. Diante disso eu, obviamente, tenho um ataque de riso. Que é seguido do seguinte diálogo:

Esta que vos fala: meu amor, tu pegou no sono.
Sr. Anônimo: eu?
Esta que vos fala: sim!
Sr. Anônimo: claro que não!
Esta que vos fala: amor, tu dormiu, tava todo inclinado aí na cadeira, te chamei um monte de vezes e tu nem ouviu, tava até roncando.
Sr. Anônimo: não, não, não...
Esta que vos fala: ah é? o que é que tu tava fazendo então agora?
Sr. Anônimo: falando contigo, né.
Esta que vos fala: nãããão...
Sr Anônimo: claro que tava, amor.
Esta que vos fala: e do que que a gente tava falando?
Sr. Anônimo: da escada.
Esta que vos fala: (incrédula e segurando um novo acesso de riso) que escada?
Sr. Anônimo: a escada. tinha uma escada, eu ia subir na escada, aí tu me dizia pra não subir.
Esta que vos fala: a gente tava falando de um blog que eu te passei o link. não tinha escada nenhuma na parada. (a essas alturas já morrendo de rir)
Sr. Anônimo: não tinha escada?
Esta que vos fala: só se for lá junto com a pirâmide. (momento piada interna, sorry)
Sr. Anônimo: eu dormi?
Esta que vos fala: sim...

Agora me digam, caros leitores, se eu aguento! Eu tenho um namorado narcoléptico! Isso não tava no contrato!!!

Ok, isso não é uma reclamação (tá, Clark?). Até porque não dá pra reclamar de um cara que, poucos minutos depois, falou que me ama, que eu sou a melhor namorada do mundo e que eu sou a mulher da vida dele. =)


P.S.: A permanência desse post está condicionada à aprovação do Sr. Anônimo. Se ele sumir daqui, vocês já sabem: rolou censura. Podem chamar a imprensa!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Digressões sobre um mesmo tema

Pois é. Pelo visto não sou só eu que passo por incomodações com pessoas inconvenientes que insistem em se meter onde não são chamadas. Não tá nem perto de servir de consolo (bom mesmo seria se ninguém tivesse que passar por situações dessas), mas ajuda a confirmar a minha teoria: tem muita gente imbecil nesse mundo. Solidariedade, irmã!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Murphy IV - haja saco MESMO!

Então a pessoa vai estudar na biblioteca. Mesmo com chuva, a pessoa se enche de coragem, de uma capa impermeável, de um guarda-chuva, do seu computador portátil, e vai. A pessoa sai de casa com seu computador portátil carregado, o que lhe dá mais ou menos umas três horas de autonomia. Mesmo assim, a pessoa senta estrategicamente ao lado de uma das colunas com tomada de três pinos na sala de estudos da biblioteca, lá onde há silêncio e ela pode se concentrar. E eis que quinze minutos, eu disse quinze minutos antes de a bateria da pessoa avisar que está fraca e ela precisar tascar o bichinho na tomada, chega uma vaca imbecil sem-noção que, em toda a sua indescritível joselitice, coloca o seu computador portátil pra carregar na tomada que a pessoa pretendia usar.

A pessoa, incrédula, olha para a coluna. Há duas tomadas disponíveis: uma comum e uma de três pinos. O plug do computador portátil da vaca imbecil sem-noção é de dois pinos, logo, caberia perfeitamente na tomada comum. Mas a vaca imbecil sem-noção colocou o plug do seu computador portátil na tomada comum? Nããão, amigos telespectadores, é claro que não. Pra que simplificar a vida dos demais seres humanos, não é mesmo?

A pessoa, que já não estava de muito bom-humor, tem um mini-ataque de fúria e quase voa no pescoço da vaca imbecil sem-noção, mas é contida por seu vigilante irmão. Os dois passam a procurar tomadas disponíveis na sala de leitura. Evidentemente não há nenhuma, pois é horário de pico na biblioteca. Os dois então sobem até o andar superior e vasculham a área de leitura. Sem sucesso. Os dois então descem até o térreo e vasculham a sala de leitura do setor de teses. Novamente, sem sucesso. Por fim, já desesperançosos, encontram um oásis, ou melhor, uma tomada de três pinos. Ao lado do xerox, que é o único lugar barulhento da biblioteca.

Agora pergunta se a pessoa e seu irmão conseguiram estudar mais muito com o falatório. Quase deu vontade de voltar pro calabouço com suas britadeiras e sirenes galopantes.

O problema, minha gente, é que tem muita vaca imbecil sem-noção nesse mundo. E por algum motivo elas adoram se encarnar nesta pobre alma que vos fala.

Que saco!

Já falei sobre isso alhures, mas vou repetir: eu de-tes-to gente inconveniente. Gente que se mete onde não é chamada, sabem?

Pois é. Tem coisas que não é pra ninguém se meter. Todo mundo que tem um mínimo de noção sabe disso. Mas sempre tem uma parcela da população que ignora certas convenções. E se mete onde não é chamada, e da pior, eu disse da pior forma possível.

Ok, a gente respira uma, duas, dez vezes e passa. Deixa pra lá, foi um episódio isolado, decerto agora a ficha cai. Mas é claaaaro que não! A ficha não cai! Lá vem a inconveniência de novo me atazanar. E logo de manhã cedo! Uma manhã que começou tão gostosa...

Das duas uma: ou é total falta de noção mesmo, ou é maldade pura. E se for maldade, é porque aí tem. Ah, tem.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Contrata-se diarista

Dez e meia da noite de um dia cansativo, depois de uma aula maravilhosamente exaustiva, e cá estou, lendo um texto pra tese enquanto descongelo a geladeira e lavo uma tonelada de roupa. Porque não importa o quanto a gente lave, sempre tem uma tonelada de roupa pra lavar. O que implica numa tonelada de roupa pra passar. E o descongelamento da geladeira, claro, implica numa lambança no chão da cozinha, que implica em ter que limpá-la. E já que vamos limpar a cozinha, aproveita e limpa tudo, né? E organiza, porque nem a Faixa de Gaza deve ser tão bagunçada. Aí fica tudo limpinho, ótimo. Por mais ou menos trinta segundos. Gaah!

E aí eu pergunto:
quem é que nessas condições escreve uma tese pra mudar os caminhos da lingüística? Quem é que nessas condições escreve uma tese, ponto? Já cansei de brincar de casinha, quero brincar de outra coisa! Quero brincar de milionária, de gênio da lingüística, de qualquer outra coisa. Deus, cadê os meus milhões? Cadê a minha cobertura com uma vista espetacular e vassalos, muitos vassalos pra fazer as tarefas domésticas enquanto eu trabalho inspirada pela vista espetacular? Quando é que vão inventar a casa auto-limpante? Vejam, eu poderia mudar de área e me dedicar ao desenvolvimento de uma, mas pra isso eu precisaria da infra-estrutura que eu poderia estar desenvolvendo se eu não tivesse uma montanha de roupa pra lavar e uma geladeira pra descongelar.

Aposto que o Chomsky nunca lavou as suas próprias cuecas. A-pos-to!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Intenção de posts

Eu preciso escrever sobre as pessoas que ficam duas horas tagarelando no celular dentro do ônibus, na maioria das vezes sobre assuntos da sua intimidade (ou, o que é pior, da intimidade alheia). Eu também preciso escrever sobre os babacas que toda semana entopem os tópicos de download das séries que eu acompanho (e provavelmente também os das que eu não acompanho) pra perguntar quando sai a legenda, quando sai o RMVB legendado, se o link de cima já tem legenda, por que a legenda tá demorando pra sair (duas horas depois de o episódio ser transmitido nos Estados Unidos), bla bla bla. Toda semana as pessoas fazem isso, e toda semana os moderadores das comunidades imploram pras pessoas não fazerem isso, explicam que a legenda sai quando sair, que depende de trabalho, que ninguém tá ganhando nada pra fazer as legendas, etc etc etc. E a cena se repete e se repete e se repete.

Os posts vão ter que esperar, porque ultimamente tá foda. Mas fica o protesto. Eu fico vesga de raiva. Juro pra vocês, uma hora dessas eu estouro e mando todo mundo à merda. E tenho dito.

Harry e Sally versão 2.0

Sorry, galera, não tem como encaixar o vídeo aqui, vocês vão ter que clicar no link. Mas eu garanto que vale a pena!

http://www.youtube.com/watch?v=Nd365-tvTpE

Cena do filme A verdade nua e crua, que eu acabei de ver no cinema. Bem bacana, rende umas boas risadas - e outras tantas constatações sobre os homens... E para os que estão se perguntando, a resposta é sim, eu quero essa calcinha que ela tá usando!

Murphy III

Com o insuportável barulho da britadeira ensandecida, a pessoa decide ir trabalhar na biblioteca. Ela permanece lá por algumas horas e então conclui que o pessoal da eterna obra de ampliação do prédio de aulas deve ter encerrado o expediente. A pessoa então retorna ao calabouço, checa seu e-mail, e senta confortavelmente para terminar a leitura de mais um texto. Nesse momento, ouve-se uma sirene ensurdecedora cujo toque perdura por exatos dez excruciantes minutos.

A pessoa, diante disso, tem como única alternativa virar pro lado e convidar seu irmão acadêmico pra pegar um cinema. Porque assim já é demais.

Murphy II

A pessoa se toca de casa pra USP pra trabalhar. Porque se a pessoa fica em casa ela sempre acha com o que se distrair. Então vamos para a paz e tranqüilidade do calabouço, lá onde o calor não chega - nem a luz do sol, mas deixa pra lá.

E aí é claro, mas é óbvio, que tem um cara com uma britadeira ligada bem embaixo da janela do calabouço, impedindo a pessoa de ouvir os seus próprios pensamentos.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Murphy

Só porque eu resolvi lavar roupa depois das 23h a máquina tá parecendo que vai sair voando de tanto barulho!

Começando a semana

Cheeeeeeeeeeeeeeeeeeeeega, sexta-feira!

domingo, 4 de outubro de 2009

Afe!

Eu odeio gente oferecida!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Pegando no pé

Não é só nesse blog que rolam momentos "don't disturb"... hehehehe.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Previsão do tempo

Máxima: 14ºC
Mínima: 14ºC

¬¬

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Nota social

Dois meses! Pop the champagne, everyone, porque a nossa comemoração vai ser particular...

Só pra constar

EU AMO U2!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Desejo matinal bizarro

Vontade de mexer com papel-carbono!

domingo, 27 de setembro de 2009

Da série: inacreditável

Esse meu time tem horas que me racha a cara, viu...

Crise

Sem saco pra postar. Nem lá nem aqui.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Convite formal

Voooooooooooooooolta!!!

Da alma feminina

Então a pessoa sai só pra fazer companhia pra amiga que quer comprar um vestido pra uma formatura. A pessoa sai de casa pensando que como é impossível ir pro paraíso das compras e não comprar nada, vai comprar, sei lá, um brinco novo naquela loja bacana de biju. Só pra não dizer que voltou pra casa de mãos abanando.

Seis horas depois, a pessoa volta pra casa com uma blusinha, três brincos, dez calcinhas e um punhado de caramelos Embaré. Isso depois de tentear outras três blusinhas e quatro vestidos lindos que ela só não comprou porque ficou repetindo o mantra "eu adoro vestido mas eu não preciso de um vestido". E a amiga que saiu pra ver o vestido de festa voltou com outra pilha de calcinhas e acessórios pro cabelo. E nenhum vestido de festa.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Se tu diz...

"Olha... eu vi a ex dele. Não cheguei a conversar, mas vi. E te digo uma coisa: pode até ser que perdendo uns quilinhos ela fique melhor, mas eu te garanto que ele tá muito melhor com a atual, ela é muito mais gostosa!"

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Momento "abrindo um buraco na terra pra eu me enfiar", ou Cuidado com o que você fala por aí

Subindo a escada rolante do Center 3 com o meu amigo Rey, ouve-se o seguinte fragmento de diálogo, obviamente descontextualizado:

- Fulana tá solteira, viu?
- Ah, mas eu prefiro Beltrana...
- Ué, por quê?
- Porque eu sou racista, lembra?

Nesse momento, seguindo os ensinamentos da nossa grande amiga Lady, um afro-descendentão (viram como eu sou politicamente correta?) dois-por-dois com dreads imensos que estava logo acima da gente na escada vira pra trás com aquele olhar de reprovação.

- Eh... Segundo a minha amiga eu sou racista, lembra? Porque eu moro aqui na Paulista, bla bla bla...

Ok, colega, eu sei que era brincadeira. Mas o nosso amigo afro-descendente não. E não, não adianta remendar...

Das coisas simples da vida

Eu realmente me sinto mais feliz quando eu tomo um café com leite e como um pão com manteiga quentinho de manhã.

Feliz primavera!

☀ ☙✿❧❀☙❁✿❧❀☙❁❧✿☙❀☙❁❧ ☀

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Filosofia (nem tão) vã (assim)

É da natureza do ser humano ser curioso (diz aí, Tigrón: até eu tou melhor que o Heidegger hein). Até aí tudo bem, quem nunca procurou alguém no google ou fuçou perfis alheios no orkut (no tempo em que o orkut não tinha cadeados, é claro) que atire a primeira pedra. O orkut, digam o que disserem, não é uma rede social, é um repositório de informações sobre as vidas dos que lá estão. E ele só faz o sucesso que faz porque supre a necessidade que temos de saber da vida alheia.

Sou usuária do orkut há cinco anos, e acho meio bizarras algumas das transformações que ele sofreu: cadeado nos scraps, cadeado nos depoimentos, cadeado nos vídeos, cadeado nas fotos... Praticamente uma prisão de segurança máxima! Tudo bem, acho realmente que as pessoas têm o direito de não expor suas vidas publicamente; mas então não faça confissões no about me nem coloque mil fotos no orkut! As pessoas se expõem loucamente e depois reclamam de terem suas vidas invadidas, bisbilhotadas, xeretadas. Não faz muito sentido pra mim...

Ok, cabe um mea culpa nesse momento: as minhas fotos e os meus scraps também estão lacrados. Mas eu tenho na minha lista de amigos quase 200 pessoas, muitas das quais eu conheço apenas superficialmente, ou não vejo há dez anos - ou ambos. E todas essas pessoas têm acesso
aos meus scraps e às minhas quase 900 fotos. E eu também desabilitei o meu dedurador de visitantes (altamente bizarro, por sinal), afinal qual é a graça de saber quem fuçou ou não o meu perfil? Tá lá é pra isso mesmo!

Bom, mas ao mesmo tempo em que criou cadeados, o orkut criou também o avisador de atualizações. Pra quem não lembra, nos primórdios do orkut a gente tinha que entrar em cada um dos perfis dos nossos amigos pra ver se tinha alguma mudança nas informações, se tinha foto nova, etc. Hoje não, aparece uma listinha ali embaixo dizendo "Fulano de Tal atualizou sua cor dos olhos". Eu até acho prático, não me entendam mal; claro, antes tinha o fator surpresa, "olha, faz tempo que eu não entro no perfil de Beltrano, vamos ver o que há de novo". E aí descobria que Beltrano tinha casado e já tinha um filho em idade pré-escolar. Hoje não, eu entro no orkut e sei quem postou foto, quem atualizou o que, até quem recebeu comentário em qual foto! Muito prático, como eu disse. Mas em grande contradição com o protecionismo cadeadístico.

Agora, a pior mudança de todas, na minha modesta e insignificante opinião, foi quando colocaram o relationship status antes de qualquer outra informação. Cara, de uma hora pra outra o teu estado civil é mais importante do que o teu about me! Tá, talvez essa mudança tenha me afetado mais porque eu tava saindo de um relacionamento bem na época, mas ainda hoje eu acho bem esquisito. Contra-intuitivo. Enfim. Coisas do seu orkut.

Eu andei limpando o meu orkut esses tempos, tirando algumas informações muito pessoais ou muito detalhadas. Não por nada, eu realmente não me importo que vejam o que tá lá, se eu coloquei é porque não me importo que duzentas pessoas vejam e tirem suas próprias conclusões, por mais equivocadas que sejam. Foda-se, as pessoas são loucas, precipitadas e adoram julgar. Pois que julguem. Só dei uma limpada porque agora quase todos os meus amigos têm facebook, muitos têm também blog e twitter, e todos eles tão bombando, já no orkut fico dias sem receber um scrapzinho sequer - algo totalmente impensável um ano atrás.

Enfim. Até pensei em excluir a minha conta do orkut esses tempos, mas depois desisti. Gosto do orkut, apesar de ter virado uma putaria (o Blog da PGA que o diga) e de quase não dar mais pra fuçar. E realmente não me importo que me fucem. O que me incomoda, isso sim, é quem fuça e sai fazendo fofoca por aí. Isso não é a curiosidade inerentemente humana se manifestando; é veneno mesmo.

Sacanagem...

Vou escrever uma carta pro Bill Gates mandando ele eliminar o F5 da face da terra!

domingo, 20 de setembro de 2009

O tempo não pára

Hoje eu descobri que eu ainda gosto de Cazuza.
Hoje eu notei que eu ainda choro ouvindo Codinome Beija-Flor. Igualzinho quando eu era criança.

Protesto!

Eu jurei que não ia postar nada sobre o assunto, que ia fazer de conta que nem tomei conhecimento. Mas as coisas me incomodam, fazer o que, eu sou uma eterna incomodada. E como eu não tenho coragem de reclamar pra quem é de direito, eu venho reclamar no blog, pra azar de vocês leitores. Sorry.

O problema, galera (momento pretensão da blogueira), falando bem curta-e-grossamente, é quando as pessoas dão uma de duas-caras. E se fazem de loucas. E bisbilhotam a vida dos outros sem a menor cerimônia, na maior cara-de-pau, e ainda usam desculpinhas cretinas pra fazer isso. E não botam fé nas tuas coisas porque as delas não deram certo. E ficam te rogando praga discreta porém descaradamente, quase que subliminarmente eu diria, e ao mesmo tempo tão lá do outro lado, fazendo jogo duplo, fazendo o que juraram que não iam fazer. Bah! Parece que querem ter certeza que sim, é verdade, só elas se fuderam.

Pois eu digo pra vocês com toda a sinceridade que me invade nessas horas: tou é achando que é muito bem-feito! Odeio gente sonsa!