domingo, 27 de junho de 2010

A saga do caixa eletrônico

Então eu e a minha mãe somos correntistas do Banco do Estado do Rio Grande do Sul. Que aqui em São Paulo tem cinco agências, uma delas na Paulista. E aí ontem andávamos por lá e aproveitamos pra pegar uma graninha. Até aí nada de mais.

O problema é que, ao chegarmos na sala de auto-atendimento do banco (que é bem pequenininha, só tem três caixas), tinha um mendigo dormindo lá dentro. Porque é daquelas salas de auto-atendimento que a gente só tem que apertar um botão pra entrar. E a coragem pra entrar? Vai que o cara tá só fingindo que dorme pra dar o bote em quem entra pra pegar dinheiro? Desistimos.

Aí hoje fomos dar uma volta lá na feirinha do Center 3 e resolvemos dar uma passada no banco antes, pra pegar o dinheiro que não conseguimos pegar ontem. E quem estava lá? Nosso mesmo amigo mendigo, agora deitado na frente dos caixas, de modo que pra sacar dinheiro a gente teria que literalmente pisar em cima dele.

Resultado: acabamos pegando outro ônibus pra ir numa outra agência sacar. Pode isso?

sábado, 26 de junho de 2010

Meu dia!

Eba, chegou o meu aniversário!!! Eu AMO fazer aniversário!! Esse ano tá corrido e complicado com todas as mil providências da viagem, mas mesmo assim tô curtindo! A novidade mais nova é que eu já tenho visto e casa pra morar nos States \o/ Ainda tem um monte de coisa pra fazer, mas tudo tá dando certo. Torçam por mim!

Ah, sim, aniversário também do blog: três anos! E o primeiro post foi justamente na véspera de eu vir pra cá arrumar uma casa. Três anos depois e cá estou eu em meio a mais uma mudança de cidade, de casa e de vida. E daqui a seis, sete meses vem mais outra mudança, eita! E defesa de tese! E casório, se tudo der certo!!

Gente, eu amo a minha vida!

terça-feira, 15 de junho de 2010

Ajuda aos universitários

Então galera, como parte das minhas atividades pré-ida pra Maryland está a venda de alguns dos meus pertences. Tou anunciando tudo no meu mais novo blog (sim, mais um!): Minha dona vai pra Maryland. O link tá aí no post e tá linkado aí do lado. Anunciem nos vossos blogs, divulguem pros amigos, façam suas contra-propostas!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Notícias pré-Maryland

Já que eu vim até aqui pra aceitar o meu super selo de qualidade, não custa aproveitar pra dar um update aos meus leitores queridos.

Então eu precisei pedir adiamento da minha bolsa-sanduíche. O que devia ter começado dia 1º de maio só vai começar dia 1º de julho. Porque claro que em um mês não dava tempo de mandar a papelada pra Maryland, receber a papelada de Maryland, pagar a taxa no departamento de segurança nacional dos States, marcar entrevista de visto, pegar o visto. O adiamento da bolsa ainda é teórico; demorou tanto, foi tão enrolado pra conseguir juntar toda a papelada que precisava que agora eu tou é rezando pra dar tudo certo. Garantia nenhuma de que vão me dar, especialmente tendo pedido tão em cima da hora. Burocracia é uma merda, depender dos outros é pior ainda. Se esses outros são funcionários públicos com o rei na barriga, em greve ainda por cima, mais pior ainda. Caso vocês estejam se perguntando, na pior das hipóteses não me dão o adiamento, e como eu não pedi prorrogação da minha bolsa aqui no país, vou ter que terminar de escrever a tese embaixo da ponte. Mas abafa o caso.

Aí tem a novela da bolsa aqui no país. Tinha que pedir interrupção, aí demoraram dois meses pra julgar a tal interrupção, aí eu não viajei no prazo e me tiraram da folha de pagamento porque acharam que eu já tava bela e fagueira em Maryland. E não me avisaram. Resultado: nada de salário esse mês e uma novela pra esclarecer tudo e eles voltarem a me pagar.

Aí eu tenho que desocupar o meu apartamento. Porque a bolsa-sanduíche não dá nem pra gente sobreviver lá, quem dirá sobreviver lá E pagar aluguel aqui. Impensável. Isso significa que eu preciso pintar o apartamento, arrumar alguma coisa pra fazer com as minhas coisas todas (livros, utensílios, roupas, papéis, o diabo). E preciso vender as coisas maiores, tipo cama, mesa, cadeira, máquina de lavar. Interessados favor entrar em contato. E, claro, na volta tem que dar um jeito de comprar tudo de novo, não sei com que dinheiro. Espero que o Sr. Anônimo dê um jeito de ficar milionário até dezembro.

Aí eu tenho que me despedir da minha enorme família e dos meus amigos. E ir fazer check-up com os meus médicos pra garantir que tá tudo ok. Então tou indo pra Porto Alegre pro que prometem ser dez dias insanos. Mas quem precisa dormir? Também tenho que passar o máximo de tempo possível com o Sr. Anônimo, porque não sabemos se ele vai ter condições de ir me ver (mais um motivo pra ele dar um jeito de ficar milionário em breve).

Minha entrevista de visto, finalmente marcada, é dia 24 às sete e meia da manhã. Ainda não comecei a procurar um lugar pra morar em College Park. Tou cheia de idéias pra tese e não tenho tempo de sentar e escrever. Cada vez que eu resolvo um problema burocrático, aparecem mais dez. Tenho tido dois tipos de sonho: (1) falta meia hora pra eu sair pro aeroporto e ainda não arrumei minhas malas; (2) falta meia hora pra defesa e a tese não tá nem perto de estar pronta. Acho que por aí vocês podem perceber como anda o meu pobre psicológico.

E agora me dêem licença que o Sr. Anônimo deve estar pra chegar a qualquer momento e a gente quer (se) aproveitar enquanto pode ;)

Selo de qualidade

Gente, a quantidade de providências pré-viagem e problemas relacionados que surgem diariamente é tanta que eu nem tou conseguindo tempo pra vir aqui contar pra vocês o tamanho do rolo. Mal tenho tido tempo pra olhar os blogs dos outros, quem dirá comentar! Minha tese, então, tadinha, tá aqui com o arquivo aberto full-time pra quando sobra um tempinho eu digitar umas linhas. E justo quando eu tou cheia de idéias pra ela!

Bom, em meio a isso tudo, a minha vinda pra Floripa pra passar o dia dos namorados com Sr. Anônimo finalmente me permitiu dois minutinhos pra comentar que eu fui agraciada com o selo Sunshine Award, gentilmente concedido a esse blog pelo meu irmão Clark, do Em Metrópolis. Eu também não fazia muita idéia do que significa receber um selo desses, mas disseram pro Clark "que é um tipo de homenagem ou incentivo a blogs que o concedente acha interessantes". Viram só? Alguém acha que o meu blog é interessante!

Então, o Sunshine Award que vocês vão ver colado aí no canto superior direito do blog a partir de hoje é um selo de incentivo a “novos blogueiros”. Eu já acho que sou bem macaca velha, afinal são quatro anos de blog (contando o primeiro, que eu tirei do ar com poucos meses de vida), mas como essa semana a nossa ex-coordenadora da Pós falou que não acreditava que eu já tenho quase trinta, porque pra ela eu tenho carinha de 22, acho que eu me qualifico para a categoria :)

Como não poderia faltar, tem regras pra aceitar o selo:

– Colocar o logo no seu blog ou no seu post.

– Passar o prêmio para outros 12 bloggers.

– Incluir o link dos indicados no post.

– Informar aos indicados sobre o prêmio, deixando comentários em seus blogs.

– E, finalmente, compartilhar o link com as pessoas de quem você recebeu esse prêmio.

Eu não tenho 12 blogs pra indicar, ou melhor, eu tenho, mas já foram indicados. Então indico o selo Sunshine Award para os seguintes blogs:

e-Parise: o Guia Eletrônico do Mochileiro das Colônias (como incentivo pra ele continuar blogando, mesmo que esteja temporariamente de volta às colônias)


lingvisto lingvo lingvistiko (pra ver se o Marquinhos aproveita o ensejo do novo - e lindo! - rebento e posta com mais freqüência)

quintal de casa (também não é um blog novo, mas é uma delícia e eu recomendo!)

Tudo não é relativo (novíssimo e recomendadíssimo)

E reitero a indicação para os seguintes (que eu vi que ainda não aceitaram):

Desafeto (porque a Larinha merece e porque o selo ia ficar lindo no layout do blog)

Goiabada com tijolo (blog de lingüista com pretensões literárias :))

Homo Visualis (porque as fotos da Ana são lindas!)

Ninfoblog (preciso justificar? mesmo?)

Nos ossos do ofício! (porque eu amo o dono do blog. e pra ver se o Sr. Anônimo movimenta aquilo lá)

Retórico, porém sincero... ([ciúmes mode: on] porque o Tigre é meu amigo e eu que queria indicar ele! [ciúmes mode: off])

Sítio de Supérfluos (porque eu gosto de ler a Lu e sinto falta quando ela não escreve)

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Carneirinhos acrobatas

Então eu estou no modo tese. Minto. Tou no modo tese extra-super-power. Ontem fiquei exatas 14 horas na frente do computador, só levantando pra coisas básicas como ir ao banheiro, tomar banho, comer e tomar água. E, vocês devem ter notado, não vim aqui postar nem uma vez, como é de costume quando eu tou no modo tese. Pois é. Modo tese extra-super-power.

O problema é que eu ando tão pilhada, tão empolgada, tão envolvida com os desenvolvimentos recentes da minha tese, que mesmo depois de 14 horas de trabalho quase ininterrupto eu não consegui simplesmente deitar e dormir o sono dos justos. Claro que não. Eu deitei e continuava pensando em nomes nus, posições A-barra, valoração de traços e o escambau. Meia hora lá deitada e eu já tava quase era levantando de novo pra trabalhar mais um pouco. Foi quando eu resolvi contar carneirinhos.

O problema, caros leitores, é que esta que vos escreve nunca tinha contado carneirinho na vida. Normalmente quando eu tou sem sono eu penso em alguma coisa chata, como a tese, e acabo pegando no sono (sentiram a mudança, né?). Mas ontem obviamente que isso não ia dar certo, então apelei pros carneirinhos. E descobri que contar carneirinho é uma coisa muito difícil! Primeiro que eu não tenho mais muita certeza de como é a cara de um carneiro. Depois de uns dez carneirinhos, acabei constatando que eu tava era contando ovelhinha, mas até aí tudo bem, segue
o baile a contagem. Depois de contar umas trinta ovelhinhas, eu lembrei de ter ouvido em algum lugar que a gente tem que contar de trás pra frente. Recomecei: "ceeeem; noventa e nooooove; noventa e ooooito..." e fui contando. Até o momento, lá pela septuagésima ovelhinha, em que as bichinhas começaram a saltar acrobaticamente a minha cerquinha imaginária: uma dava mortal, a outra se esticava toda, e a cada salto de cada ovelhinha elas ficavam congeladas no ar por um ou dois segundos e faziam "tchan!". Sorrindo. Sim, as minhas ovelhinhas, além de acrobatas, sorriam.

Nem preciso dizer que depois de umas cinco dessas eu caí na mais estrondosa gargalhada. O que foi curioso, porque logo depois disso eu consegui pegar no sono. Acho que o meu inconsciente se ligou que eu precisava dar uma descontraída e me fez contar ovelhinhas acrobatas em vez dos carneirinhos boring de todo mundo. Mas que foi meio ridículo foi.