segunda-feira, 30 de junho de 2008

Pára tudo!

Tive um sonho inacreditável essa noite! Um sonho meio aventura, meio pesadelo, em que a cidade (talvez o planeta todo) estava sendo atacado por insetos assassinos (qualquer semelhança com o que me aconteceu na semana passada não deve ser mera coincidência).

Ok, até aí tudo bem. Mas o choque da noite veio quando eu saquei quem era o meu "par romântico" no sonho! Com direito ao momento "só agora que o mundo vai acabar temos coragem de nos revelar um ao outro" e tudo. Acordei assustada, mas sinceramente não sei se foi pelo teor do sonho ou pela companhia. O que o meu inconsciente tá querendo me dizer eu não sei, mas alguma coisa tem nesse mato. Ainda bem que as férias vêm aí... Pra me dar uma chance de clarear as idéias longe dessa cidade de perdição.

domingo, 29 de junho de 2008

Sunday news

Depois de um superalmoço de aniversário com o meu pai no Bixiga, regado a muito vinho e com direito a quentinha garantindo o almoço de amanhã, resolvemos, pasmem, ir ao cinema. O plano era ver o Agente 86, mas como a sessão tava lotada e tinha Gre-Nal às seis e meia, decidimos ver Wall-E. Eu não tava dando nada pelo filme, menos ainda numa sessão dublada às quatro da tarde de um domingo. Sim, crianças, muitas crianças, muitas delas de colo e incapazes de ficarem quietas por dois segundos sequer.

Me surpreendi. O filme é fofo, muito fofo. Já começa muito bom, com uma vinhetinha no estilo "pingüins de Madagascar" que é de rachar o bico. E o filme em si, nossa! As partes que envolvem humanos e lições de moral para a vida, típicas da Pixar (e provavelmente o motivo pelo qual sempre gostei mais da DreamWorks: entretenimento puro, sem objetivos "catequisadores" excessivamente óbvios), não chegam a ser chatinhas, mas não são nada de mais. Faz pensar, claro, mas é same old same old. O que mata a pau são os robôs em suas cenas mudas. Uma delicadeza, uma leveza que te fazem sorrir involuntariamente. Não tem graça nenhuma ficar aqui contando, vocês têm que assistir pra saber como é. Só digo que me identifiquei com o Wall-E em muitos sentidos, e que ninguém deve ir ver o filme esperando "Robôs II".

Amanhã e terça, me aguardam as duras tarefas de traduzir meu resumo do Workshop, pagar meu aluguel (= ficar pobre de vez), limpar a casa, organizar a casa, separar as roupas pra ir pra Goiânia e pra Porto Alegre, ir ao supermercado, bla bla bla. Talvez jantar com o meu pai e ver Agente 86. Me preparar pra essa viagem de terça, física e psicologicamente. Acho que vou ter muito o que contar na volta...

And for the record, o Gre-Nal terminou empatado.

sábado, 28 de junho de 2008

Pequenas tradições pessoais sobre o GT

* Passar no Boticário pra comprar uma base e um Insensatez minutos antes de embarcar;
* Viajar (quase sempre muitas) horas de ônibus com os amigos e me divertir muito;
* Fazer muita(s) festa(s) durante o evento (skipped em 2006 pelos motivos óbvios);
* Troca-troca de quartos no hotel (idem ao item acima);
* Me preocupar muito e criar expectativas com coisas que acabam não chegando nem perto de acontecer;
* Ter algum problema de saúde nas vésperas ou imediatamente depois;
* Desenvolver uma nova grande amizade pra vida.

Since 2005...

Further remarks

Recebi o e-mail. Exatamente como eu previa. Me deu energia pra encarar certas situações prováveis num futuro próximo. Aí hoje descobri que o futuro próximo não está tão próximo. Tudo bem, já estou preparada, armada e sabendo exatamente como agir quando o futuro, próximo, não tão próximo, distante, longínquo ou remoto finalmente chegar. E agora tenho certeza de que consigo agir exatamente do jeito que preciso agir. As pessoas dão combustível pra gente, se enforcam na própria corda, que coisa fantástica.

Outras coisas não muito agradáveis. Sim, também previstas. Os seres humanos são previsíveis e dão combustível pra gente. Parecidos mesmo, after all, dos jeitos mais toscos possíveis. No meu aniversário a semelhança era, digamos, dispensável. Mas eu, além de ser uma lady, não sou nada previsível e acho que nem parecida comigo mesma há alguns meses, portanto, nem eu sei o que virá de mim na seqüência.

No Piu Piu, uma tese sobre tipos semânticos continuada hoje. Ainda vou convencer a Lu a escrever um goofy paper sobre o tema. Divulgação científica. Mas se não rolar, em breve posto alguma coisa aqui sobre o assunto. Divertidíssima a noite, banda ótima, muitos gatos, a companhia das pessoas que realmente importam, opiniões contundentes, não paguei ingresso. Priceless.

E no day after, coisas boas. Coisas no mínimo interessantes, com mais de um tipo e. Interessante como todas as minhas teses eventualmente se confirmam. Plotei meu poster, uma coisa a menos pra pensar. Mas lembrei do resumo do workshop, que é pra segunda. Sai um peso, entra outro. Rolou também um papo legal com Mr. J., o segundo na semana. Acho que ele finalmente tá entendendo como eu funciono. Pena que outros não entendam.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Diálogo no telefone ontem de manhã cedo:

- Tem sol aí hoje?
- Tem, pai, finalmente, depois de dias e dias nublado!
- É Deus iluminando teu caminho, minha filha.

A coisa mais linda que eu já ouvi no meu aniversário. Impossível não sorrir e sorrir e sorrir com o sol batendo no meu rosto quando eu saí pra aula.

Believe it or not, hoje amanheceu nublado de novo. O sol ontem era mesmo um holofote pra me destacar na multidão.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

...e parabéns!

Começando o meu dia com Miles Davis, café, frio e sol!
De presente, a última aula do semestre. E meu poster, que tinha tudo pra ser uma tortura, tá quase pronto.

[felicidade mode: on]

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Parabéns!

Hoje o blog completa um ano. Um ano de lamentações e tirações de onda e tombos e voltas por cima. Lembro exatamente como eu tava me sentindo há um ano, enquanto escrevia meu primeiro post do re-blog. Lembro de todo o pique, de todo o espírito de vida nova, de deixar pra trás as coisas tristes do passado, da empolgação de vir pra cá na manhã seguinte, a manhã do meu aniversário, tomar posse da cidade que agora é minha. Lembro do telefonema que recebi dois minutos depois de colocar o blog no ar, me desejando feliz aniversário adiantado. Faz um ano. Nunca mais nos falamos. Não posso dizer que não sinto saudades.

Muita coisa boa aconteceu nesse último ano. Muita coisa
inexplicável e inesperada também. Algumas coisas tristes que eu não consigo entender. As eternas coisas que se repetem sempre, as minhas certezas que eu não sei mais se são tão certas, a minha assertividade que de assertiva não sei se ainda tem muito. Choro, choro muito agora, é impossível não chorar, não sei por que, não é tristeza, mas dói. Dói lembrar, e eu tenho lembrado muito. Dói pensar, dói mais ainda tentar não pensar. Tem tanta coisa boa acontecendo, but some things, some fundamental things, just don't seem to fit, e isso me assusta.

Muita coisa me assusta. Dentro de poucas horas terei 26 anos, mas no fundo continuo uma guria assustada, com medo do que vai acontecer, com mais medo ainda do que não vai acontecer. Mas sigo sendo capaz de enxergar a beleza de uma noite estrelada, de um pôr-do-sol, da chuva na janela, das luzes da marginal congestionada, de tudo que eu conquistei, de tudo que eu ainda quero conquistar. Continuo sendo aquela que pula de alegria porque tá de aniversário amanhã, porque tomou um café na Starbucks, porque ganhou elogio do chefe, porque tá frio, ou por motivo nenhum além da mera alegria de pular de alegria. Continuo obstinada, teimosa, geniosa, incorrigivelmente gremista, incorrigivelmente lingüista, incorrigivelmente otimista; continuo a guria que enrubesce por qualquer bobagem, que chora por qualquer bobagem, que ri por qualquer bobagem. Apesar de tudo que mudou, a essência segue a mesma, pro bem e pro mal. Apesar de tudo, ou talvez exatamente por causa desse tudo, eu continuo sendo eu. E este blog continua sendo este blog. E isso só pode ser bom.

terça-feira, 24 de junho de 2008

A melhor aula de semântica do semestre

Saída de uma conversa no msn com o Rey:

Olha, em relação a qualquer cara normal isso me pareceria uma coisa boa, afinal, são iniciativas, e Fulano não é muito de tomar iniciativas. Mas a extensão de [[cara normal]] definitivamente não se aplica a [[Fulano]].

Faltam dois dias

E eu não consigo entrar no clima!

segunda-feira, 23 de junho de 2008

A título de curiosidade

Adoro quando as pessoas se fazem de loucas!
Me divirto taaaanto!

Cala-te boca!!

Foi eu falar que o inferno astral tinha acabado pra ele vir com tudo mostrando que não acabou porcaria nenhuma! Ok, ok, estou dando meu braço a torcer: vai acabar no dia do meu aniversário. Ou pelo menos nesse dia EU vou me acabar na festa, que eu tou merecendo, e muito!

domingo, 22 de junho de 2008

"Everything that happens is from now on..."

Dei uma pausa no trabalho pra rever pela enésima vez o último episódio do House na tv. Acho que é dessas cenas que vão me fazer chorar pro resto da vida. O que pouca gente entende é que não são os fatos em si que me fazem chorar, mas os diálogos.

De resto, terminado o meu inferno astral, veremos o que a vida me reserva. Tou querendo coisas boas, mesmo sem saber exatamente o quê. Tem gente que acha que os últimos eventos foram significativos num sentido positivo. Eu não sei o que pensar. Mas continuo tranqüila, ou tentando estar. Ao vencedor, as batatas!

sábado, 21 de junho de 2008

Depressão pós-ENAPOL

Desde segunda fui completamente absorvida pelo ENAPOL, mas como foi maravilhoso! Ontem na hora do coquetel bateu aquela deprê de "ah, que pena, já acabou". Como se a gente não estivesse nisso desde outubro! Sem palavras pra descrever o meu carinho pelo pessoal da comissão, como fomos unidos o tempo todo... Parece papo de bêbado, mas é a mais pura verdade.

Muita coisa aconteceu nesses dias de ENAPOL. Não tenho a pretensão de retomar tudo aqui, mesmo porque certas coisas are better left unsaid. Revi o Ronald depois de mais de dois anos, e como foi bom! Conheci o Borges e mais um monte de gentes muito bacanas. Acho que algumas suspeitas que eu tinha se confirmaram, mas ainda tá cedo pra saber. Acho que muita água ainda vai passar debaixo da ponte até o final desse semestre, apesar de faltar pouco pra acabar. Revi o último episódio da quarta temporada de House e quase morri chorando de novo, mas dessa vez não chorei sozinha. Ontem à noite, depois de tudo acabado, subindo a Teodoro congestionada, tive certeza de que ganhei mais uma amigona pra vida. Hoje começou o inverno, hoje acaba meu inferno astral.
Tou feliz, muito feliz.

domingo, 15 de junho de 2008

Eu não disse?

Tou numa irritação desgraçada hoje. Aliás, já vem de dias isso. Nada na minha vida parece fazer sentido ultimamente. Tou cansada, estressada, improdutiva, a semana que tá começando vai ser uma loucura. Preciso de uma válvula de escape urgentemente! Sabem aquela cena clássica em que a mulher entra na casa do cara do nada, joga ele na parede, faz tudo o que tem direito e mais um pouquinho e depois sai fora? Pois tou quase apelando. O problema todo é escolher o alvo... hahahahaha!

Fora isso, a cada dia que passa eu me desespero mais com as coisas que deviam estar mortas e enterradas, mas não estão. Pior que parece que eu tou vendo que não vai acontecer nada, mas a minha cabeça não pára de pirar. Há um lado positivo e muitos lados negativos no que pode vir a acontecer dentro de 3 semanas. Fico imaginando mil cenários diferentes, frases de efeito, frases sem efeito, eu sendo blasé, eu sendo malvada, eu sendo legal... Difícil. Muito difícil. As expectativas estão mais do que elevadas. Mais ainda depois que eu descobri que mais gente relevante vai estar por perto pra me bagunçar as idéias...

Querendo coisas boas...

Hoje é um dia potencialmente bom. Mas tou achando que não.
Difícil manter baixas as expectativas.

sábado, 14 de junho de 2008

Sensações que voltam

Aquele mesmo frio na barriga que me dava só de lembrar de algumas coisas numa determinada época do ano passado voltou hoje olhando umas fotos recentes. Tou começando a ficar com medo! Uma solidão, uma carência desgraçada essa noite. Estar doente não ajuda muito também. Mas sempre tem uma alma caridosa do passado pra resgatar a gente da deprê, isso que é bom. Mais histórias penduradas... no dia que inventar de despendurar todas vai ser bonito de ver!

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Sonho

Se cada vez que eu dormir eu sonhar desse jeito, não sei se quero dormir o tempo todo ou não dormir nunca mais!

Sexta-feira 13?

Meu ego foi muito massageado hoje. Era tudo que eu tava precisando depois da noite deprê que eu tive ontem! E pra coroar tudo, ainda tirei a maior onda bebendo vinho às três da tarde. Quase esqueci que é sexta-feira 13. Mas também é dia de Santo Antônio, então hopefully uma coisa rebate a outra. Ainda mais pra mim, que sou devota de Santo Antônio e uso ele no pescoço quase todo dia há 10 anos.

Falando nisso, minha mãe disse que ia buscar pãozinho de Santo Antônio hoje na igreja pra eu comer e arrumar marido. Segundo ela, "se bate desespero ou falta competência, as mães não têm escrúpulos". Qualquer semelhança com aquele meu sonho em que ela me arrumava com o Thiago Lacerda não pode ser mera coincidência!

Ainda tou pensando se costuro a boca do sapo, se afogo o santo, se congelo o santo, ou se escrevo meu paper do ENAPOL. Mas eu queria mesmo era outra coisa...

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Eu, consumidora

Que o produto só venha quando possível eu entendo perfeitamente. O que eu não consegui figure out ainda é o que fazer se eu tou precisando e o troço não vem! Ou só rola quando a empresa quer e eu, consumidora que (não) me foda?

Desse jeito, só apelando pra concorrência mesmo...

"O" dia

Tou doente. A baladinha acabou virando um churrasco com vodca e conversas sobre relacionamentos passados com o Rey e a Lu. Tou com três mil coisas na cabeça, a semana que vem vai ser foda ao cubo. E hoje, como reflexo dos papos sobre relacionamentos, comecei a surtar com coisas que só vão acontecer daqui a 20 dias, se é que vão acontecer, porque no ano passado fiquei encanada um mês inteiro e no fim não deu em nada.

Hoje eu queria muito ter alguém pra dar uns beijos e dormir abraçado, como eu escrevi esses dias. Passei um dia bem legal, apesar da gripe; me diverti com os amigos, quase nem lembrei que era dia dos namorados. Mas chegar em casa e ver a cama grande e vazia deu um aperto... E como eu não tou apaixonada por ninguém, nem amo ninguém no momento (eu acho, ao menos. Amar é um verbo télico?), fico pensando em ex-namorados, ex-quase-namorados, ex-ficantes, ex-qualquer-coisa, gente que significou muito, que significa muito, que não significou nada...

Pela lógica eu não devia estar mal, achei que não estaria. Mas tou. Saudade de ter alguém, mesmo sem ter ninguém específico pra ter saudade, pra querer. Como eu sou complicada às vezes!

Dia dos namorados

E eu aqui, com sinusite, doente, morrendo.

A desculpa perfeita pra contratar um enfermeiro bem gostosão pra cuidar de mim!

terça-feira, 10 de junho de 2008

Falando em pendências...

Todo mundo tá careca de saber que eu adoro Gilmore Girls. E quem me conhece e conhece a série sabe que eu sou a Lorelai, só que de olhos verdes e cabelo vermelho: a mania de café, as piadinhas, o jeito de encarar a vida, a postura em relação a determinadas coisas, os filmes e seriados e músicas, a forma de se envolver com os homens e mais um monte de pequenos detalhes que não caberiam aqui. Inclusive postei aqui no ano passado, em novembro, uma cena protagonizada pela Lorelai que descrevia bem um momento que eu tinha vivido recentemente.

A Rory eu sempre achei meio chatinha demais... No início porque era muito guriazinha, depois porque virou muito peruinha. E dos caras com quem ela se envolveu na série, eu sempre gostei mais do mais problemático, o Jess. Sempre torci pra ela ficar com ele no final, e aposto que se sair mesmo o filme é isso que vai acontecer. Aquele Dean era muito bobão, apesar de ser um namorado perfeito, e o Logan era um playboy besta. Sempre achei meio tosco eu preferir o Jess (já postei sobre isso também), porque ele era problemático e meio bad boy, mas pelo menos era inteligente e gostava de rock e de literatura, além de ser bem bonitinho. Ok, esses eram, eu achava, os motivos da minha preferência. Mas recentemente eu baixei toda a série e pude assistir os episódios todos na ordem certinha, e daí entendi. É a maldita coisa da história pendurada, super meant to be mas nunca concretizada de verdade. Aí embaixo estão as provas disso, as cenas que quase me mataram chorando quando assisti...

Season 4, episode 13: "I have imagined hundreds of different scenarios with a hundred different great last parting lines and I have to tell you that I am actually very curious to see which way this is going to go"




Season 4, episode 21: "you know we're supposed to be together, I knew it the first time I saw you two years ago, and you know it too, I know you do"




Season 6, episode 18: "it's what it is, you, me..."

Ensaio sobre mim mesma

Essa é uma semana de inevitáveis reflexões sobre a minha vida sentimental, pregressa e vindoura (porque a esperança é a última que morre! hehehehe). Não é que eu esteja dando bola pro dia dos namorados não... Acho que pela primeira vez na vida não tou incomodada com a data, tou tomando como um dia qualquer. Claro que eu não me abstenho de comentários, mas isso é porque eu sou engraçadinha. Mas é impossível não pensar, não ponderar certas coisas, especialmente em se tratando de mim - vocês sabem o quanto eu gosto de entender as coisas, meu lado cientista é muito forte. E não é só a proximidade do dia dos namorados; logo em seguida vem o meu aniversário, o que significa que eu estou atualmente no meu inferno astral, que os entendidos dizem que é justamente um tempo de reflexões e mudanças. Das mudanças não sei, mas reflexão não tem faltado.

Na verdade desde o ano passado eu venho pensando muito sobre os padrões que eu sigo e as merdas que me acontecem. E acho interessante eu estar na situação em que estou. I didn't see it coming, ou melhor I did see it coming, mas eu tinha planejado uma atitude completamente diferente. Turned out que eu não consegui fazer o que eu planejava, e foi bom. Eu tenho uma implicância muito grande com histórias que se arrastam pela vida afora. Tenho uma pendência que vem desde 1994, que quase se resolveu no ano 2000, mas não aconteceu, e até hoje cada vez que a gente se encontra, ora eu namorando, ora ele, ora ambos, ficamos com aquela cara de "ah, pois é, e se...". E é uma merda. E essa de agora, eu sabia, eu sempre soube, eu sempre disse, que se ficasse do jeito que tava ia ser uma dessas malditas pendências vida afora, e tou cansada delas. Não sei e nem quero saber por enquanto que tipo de sentimento existe aqui, apesar de desconfiar que existe algum. Como dizem por aí no meu esporte preferido, em time que tá ganhando não se mexe e por enquanto tá bom do jeito que tá. Pela primeira vez em muito tempo não tou com "coceira de compromisso".

Ok, eu nunca tive essa coceira. Com Namorado #1 foi assim, a gente foi se chegando, não foi uma paixão avassaladora, foi acontecendo. E durou uns bons 6 anos. Com Namorado #2 foi exatamente o contrário: antes do primeiro beijo a gente já tava de cabeça completamente virada um pelo outro (depois então nem se fale!). Não que não tenha sido bom, foi muito bom (eu quase tinha esquecido o quanto!), provavelmente a história mais intensa e remarkable que eu já vivi so far, se é que vou viver outra um dia. Foi uma história difícil de me recuperar, e eu mal tava conseguindo me erguer quando entrei em outra dessas avassaladoras. Podia ter sido tão intensa quanto, mas nenhum dos dois tava pronto pra aquilo tudo, eu acho (a essas alturas, tenho certeza). Os sentimentos existiam, não duvido disso, e provavelmente existam ainda, esperando a hora certa de vir à tona; mas nem sempre a gente consegue lidar com eles de forma saudável, e eu sei o quão fucked up eu tava na época.

E agora isso. Essa calma, essa sensação de "exactly as it should have been". Pela primeira vez na vida tou tendo uma chance de não ter coisa pendurada vida afora. Onde vai dar não sei, nem sei se vai dar em algum lugar, apesar de ser da opinião de que coisas que começam despretensiosamente são as que têm mais chance de dar certo. E é tão smooth que ao mesmo tempo existem outras tantas possibilidades sendo alinhavadas, e nenhuma pressa da minha parte em escolher um caminho. Claro que eu tenho lá as minhas opiniões sobre qual dos caminhos me parece mais interessante, certo ou fadado ao sucesso, mas ao mesmo tempo que depende de mim escolher, também não depende só de mim. Os caminhos vão sendo construídos, e eu vou seguindo ora num, ora noutro, one step at a time, sem crises nem sofrimentos. Smells like 2004/2 all over again!

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Então eu tou assim

Feliz, animada, empolgada, pra cima, a fim de trabalhar, de me divertir, de fazer um milhão de coisas ao mesmo tempo. Mais ou menos como eu andava no final de junho do ano passado, logo antes de me mudar pra cá (gente, já vai fazer um ano!).

Mas tem horas que eu vejo umas coisas, ou paro pra pensar nelas, e me dá um desaniminho básico. Tem horas que dá um certo medo de fazer besteira, tem horas que parece que não vai dar certo nunca. Tem horas que dá medo de dar um passo maior que a perna e quebrar a cara valendo. Tou aprendendo da forma mais difícil a ser paciente e a perseverar.

E enquanto isso, semana dos namorados. Puah! Odeio essas datas comerciais quando eu não tenho com quem ser consumista. Odeio passar dia dos namorados sozinha, e esse vai ser o segundo consecutivo. Claro que é diferente, no ano passado tava amando, tava sozinha de alguém específico. Esse ano não tem ninguém específico ocupando meu coração, e nem precisava ser um namorado no dia 12, só alguém pra dar uns beijinhos no dia já servia... Mas e coragem pra chamar alguém pra sair em pleno dia dos namorados, "então, vai ter essa baladinha de solteiros aí, tá a fim"? Aposto que nenhum cara toparia numa boa, ia ficar aquela coisa "ah, tá querendo ME namorar", o que nem sempre é verdade, mas como homem é tudo palhaço e a gente sabe disso... A verdade é que tá bom como tá, a minha vida tá interessante desse jeito.

Sei lá. Tenho uns 2 dias pra decidir o que fazer nessa baladinha de solteiros que estamos armando. Quando eu decidir, se eu decidir, eu conto.

domingo, 8 de junho de 2008

A melhor fala do filme

Is it me or Valentines' is on steroids this year?

Sex and the city

Na esteira das comemorações pela qualificação da Lu, ontem fomos, eu e ela, assistir Sex and the City. Sinceramente, achei que nem ia rolar, porque convenhamos, eu dormi três horas de sexta pra sábado e ontem só dei um cochilo de meia horinha no final da tarde. Mas rolou, porque a gente não é fraca não, mano, e ainda fomos pro rodízio antes do filme e assistimos Gilmore Girls na volta! O Rey, fraaaaco, não se atreveu a sair de casa de novo... hehehe. Não agüenta bebe leite!

Tirações de sarro à parte, o filme é bem legal. Eu nunca fui seguidora da série, assisto de vez em quando na tv, mas sem o compromisso de saber todos os detalhes; mas nem por isso deixei de entender algum pedaço do filme. Engraçado é que eu não costumava me identificar com as personagens e os dramas delas, mas ontem eu percebi umas semelhanças interessantes sobre as quais talvez eu comente um dia. Certamente nada parecido com o bando de mulheres sentadas atrás de nós, que antes do filme discutiram a viabilidade de uma ficar com o ex-peguete da outra e outras coisas nesse nível, e durante o filme ficavam suspirando e exclamando. Nunca assisti um filme tão cheio de "aaaaahs" e "oooohs" na platéia. Talvez eu me comporte assim quando e se sair um filme de Friends ou Gilmore Girls.

E por falar em público, deprimente a quantidade de homens lindos sentados naquelas poltronas. Todos devidamente gays, é claro. Só não me deprimo mais porque eu tô de boa, tô feliz, e porque tá sobrando alguma coisa pra mim aí de vez em quando com uma certa regularidade. Hehehehe...

sábado, 7 de junho de 2008

Lu qualificada!

Com comemoração merecida, porque a Lu kandat arrasou! Noite de coisas publicáveis, coisas impublicáveis, ida ao supermercado no meio da madrugada, aperto no carro da SuperMari, um gringo pentelho, muuuuita risada, conversas comprometedoras, balada na casa do vizinho até as seis da manhã, fotos hilárias, unagi, gente capando o gato na surdina, guaraná com cachorro-quente de manhã e por aí vai.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Entorta dum lado, ajeita do outro

Continuo sem entender de onde veio a crise da terça à noite. Só sei que serviu pra me abrir os olhos pra umas outras coisas. E isso me deu uma calma tão grande...

Minha vida tá muito boa!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Lembranças que vêm com o vento do sul

Meu deus, que saudade que me deu agora! Que saudade absurda e gigantesca!!

Depois que a gente vive certas coisas, certos sentimentos intensos desse jeito, fica muito difícil se contentar com menos.

Achei que nunca mais fosse doer desse jeito...

terça-feira, 3 de junho de 2008

Foi a Lara que falou!!!

Sessão "recordar é viver" do meu antigo blog (quem leu o post lembra, quem não leu azar o seu):

Agora que a Lara tá devidamente viciada em Tom Waits (afinal, quem não se vicia em Tom Waits depois de ouvir Closing Time bom sujeito não é), ela espontaneamente falou dessa música e de como é muito possível que um telefonema parecido me aconteça daqui a uns 40 anos ou mais...


Operator, number, please:
it's been so many years
Will she remember my old voice
while I fight the tears?
Hello, hello there, is this Martha?
this is old Tom Frost,
And I am calling long distance,
don't worry 'bout the cost.
'Cause it's been forty years or more,
now Martha please recall,
Meet me out for coffee,
where we'll talk about it all.

And those were the days of roses,
poetry and prose and Martha
all I had was you and all you had was me.
There was no tomorrows,
we'd packed away our sorrows
And we saved them for a rainy day.

And I feel so much older now,
and you're much older too,
How's your husband?
and how's the kids?
you know that I got married too?
Lucky that you found someone
to make you feel secure,
'Cause we were all so young and foolish,
now we are mature.

And those were the days of roses,
poetry and prose and Martha
all I had was you and all you had was me.
There was no tomorrows,
we'd packed away our sorrows
And we saved them for a rainy day.

And I was always so impulsive,
I guess that I still am,
And all that really mattered then
was that I was a man.
I guess that our being together
was never meant to be.
And Martha, Martha,
I love you can't you see?

And those were the days of roses,
poetry and prose and Martha
all I had was you and all you had was me.
There was no tomorrows,
we'd packed away our sorrows
And we saved them for a rainy day.

And I remember quiet evenings
trembling close to you...

Falando no diabo...

Eis que um leitor paranóico superstar do passado recentemente citado neste blog ressurge com sua carinha simpática no orkut após meses sem se logar. Parece que só de eu falar ressuscita. Ai que medo!

Mas o pior é a sensação... Ainda mais que o criaturo reaparece bem quando eu tou ouvindo o Gary Moore rasgando a guitarra e cantando "it's been so long ago but I still got the blues for you..."

Já falei que tenho uma coisa com músicos que tocam instrumentos grandes?

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Amenidades

O final de semana foi pródigo em redescobertas musicais. Tanta coisa que eu amo e não tinha à disposição pra ouvir! Ando refissuradíssima em várias músicas do passado. Que delícia! Tou tentando montar uma lista com os 15 rocks que eu mais curto pra mandar pra tocar no kiss.com. Quem disse que eu consigo decidir?

Por enquanto tá assim:

Here I go again - Whitesnake (muito óbvio)
Baba O'Riley - The Who
Layla - Derek and the Dominos
Time stand still - Rush
I remember you - Skid Row
Your love - Outfield
Right here right now - Jesus Jones
Heat of the moment - Asia (ainda não sei se a acústica ou a original)

Tem que ter:

Stones: Waiting on a friend, Start me up ou Like a rolling stone
Dylan: Mr. Tambourine Man ou Like a rolling stone
Alguma do Police, muito difícil decidir, eu diria King of pain
Alguma dos Smiths, mais difícil ainda
Doors, claro
Beatles, mais claro ainda
Pink Floyd, Wish you were here é a preferida, mas é tão batida...
Kiss, de preferência fugindo de Rock'n'roll all nite
Nazareth, idem pra Love hurts
Scorpions, tough call
U2 não pode faltar, mas aí é trabalho de Hércules escolher uma só

E eu ainda queria colocar alguma coisa do Bruce Springsteen, do Ozzy, do Creedence, do America, Blondie, e agora que redescobri Pearl Jam, também queria alguma coisa deles. Todo mundo percebeu que deixei de fora Metallica, Wallflowers, Nirvana, Guns, meu deus, Guns não podia faltar, Brothers in arms do Dire Straits, e Deep Purple, como é que se faz uma seleção de rock sem Deep Purple? Rock nacional também passou longe até agora, mas pelo menos um Lobãozinho básico tinha que rolar... Gente, que difícil! Se alguém tiver uma sugestão de como solucionar esse terrível drama existencial, me conte!

Censura

Sim, amigos leitores do Brasil, infelizmente algumas medidas são necessárias. Quem me acompanha desde o meu outro blog deve lembrar como eu tinha problemas com pessoas que liam religiosamente o que eu escrevia e depois me cobravam religiosamente sobre o que eu escrevia. Sabem como é, as pessoas aprontam, te magoam, te sacaneiam, e não contentes, exigem que a gente não comente nada nos nossos próprios blogs. É um absurdo, mas é a realidade, e essa lição já aprendi e passo adiante sempre que possível.

Não sei quem lê esse blog. Não tenho como ver o IP de quem acessa, nem tenho contador de visitas; o único controle que eu tenho são os recados que as pessoas deixam, mas como diziam os paranóicos leitores do passado (será que ficaram no passado, esses leitores?), muita gente lê e não comenta, e são pessoas conhecidas, pessoas que sabem de quem eu tou falando, bla bla bla, maldita mania de perseguição! Como se tudo o que as pessoas fizessem na vida fosse fuxicar a minha. Quem dera minha vida fosse assim tão interessante!

Mas o mais interessante disso tudo é que os leitores do passado, cientes de que pisavam na bola dia sim dia também, achavam de se identificar com qualquer coisa que eu escrevesse! Qualquer opinião que eu emitisse era, na verdade, sobre eles, mesmo que eu estivesse falando do gato do vizinho que não parava de miar. Porque essa era claramente uma alegoria que remetia diretamente a quem, amigos leitores? Pois é. Eu sou uma escritora tão, mas tão boa, que saco tudo de alegorias e de muitas outras figuras de linguagem. Não sei o que que eu tô fazendo na lingüística, desperdiçando todo esse talento!

Por que recuperar todo esse tormento agora? Saudades dos leitores paranóicos superstars? Às vezes até sinto, mas não é esse o motivo. A questão é que eu tinha postado um texto hoje e resolvi apagar. Porque os de ontem eu acho que geraram um mal-entendido (se não foi isso, não sei o que foi, mas de novo, não sei quem lê esse blog, pode ser que a contraparte do mal-entendido nem perca seu precioso tempo lendo essas coisinhas que eu escrevo, de repente só se atravessou comigo pra não perder o costume - e só o conteúdo desses parênteses já é um mal-entendido em potencial). E é claro que eu não quero mal-entendidos na minha vida, muito menos se forem gerados por interpretações erradas (e megalomaníacas) de coisas lidas aqui. Como sempre, a carapuça é feita pra uns mas acaba servindo em outros que não têm nada a ver com o post, mas que sabem que têm culpa no cartório e acabam se acusando (o que não deixa de ser interessante).

Então, leitor amigo, se você leu o post que foi apagado, ou os de ontem, e se sentiu lesado, vem falar comigo porque provavelmente não era contigo o negócio. Mas claro, se a carapuça serviu, pense no que fez e tente não repetir, porque seja lá o que for, se podia me deixar irritada é porque é chato e desnecessário.

A vida como ela é

Tomei pelo menos cinco cantadas hoje por causa da minha foto no msn e das fotos no orkut. Inclusive de caras que nunca mais tinham falado comigo desde que saí de Porto Alegre.

Minha auto-estima devia estar muito melhor do que está...

domingo, 1 de junho de 2008

E...

Já temos um veredito, ladies & gentlemen!

Quase de volta à rotina

Ontem não coloquei o nariz pra fora de casa. Podia ter saído à noite, mas resolvi ficar em casa curtindo o frio debaixo das cobertas, com pipoca e chocolate quente. Convites implícitos, gente se fazendo de desentendida, minha noite acabou virando um festival anos 80 divertido e solitário. Podia ter sido melhor, podia ter sido pior.

Tenho tido cada vez menos paciência pra certas coisas. Acho que já passei da idade de joguinhos e subentendidos. Cada vez mais prefiro as coisas diretas; mas claro que não é assim que tem sido, do contrário eu nem tava escrevendo a respeito, como vocês podem facilmente deduzir.

Última tentativa. Promessa. Se não rolar, passo uma borracha.