quarta-feira, 29 de julho de 2009

Tô adorando

Meu amigo Tigrón, de quem vocês muito já ouviram falar aqui nesse blog, agora tem um blog! Não é pra puxar o saco, mas leiam esse post e me digam depois se o blog não merece ser lido.

De resto, recesso necessário e merecido desta blogueira. Não esperem me ver muito por aqui nos próximos dias. Tou aproveitando muuuito... rs.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Respirando água

Nunca mais vai parar de chover em São Paulo. Nunca mais.
Acho que eu nem lembro mais como é um sol...

domingo, 26 de julho de 2009

"Férias"

Já tenho data marcada e passagem comprada pra aparecer na querência: segure o chapéu gauchada, que dia 03 de setembro eu tou pousando no Salgado Filho pra curtir dezesseis diazinhos nos pagos. \o/

sábado, 25 de julho de 2009

Tangos & Tragédias

Nessa noite de chuva e frio, batendo papo com o Tigrão, começamos a assistir os vídeos deles no youtube. Apesar de já ter ido no show e de ter assistido várias vezes o dvd de aniversário, gravado na Praça da Matriz, fiquei com vontade de ir de novo...

O chato do youtube é que tem umas gravações bem ruins... Mas vale a pena procurar a da Ana Cristina, a das caveiras, a verdadeira maionese, a aquarela da Sbórnia, eleven's train... E o que mais aparecer. Vale a pena ver mais de uma versão também, afinal nesses 26 anos eles foram mudando os esquetes. Que saudade de dançar o Copérnico!

Deixo aí um pedacinho da letra da Trágica Paixão de Marcelo por Roberta e o vídeo da Ana Cristina, numa versão que eu gosto bastante. "Eu te amei, Ana!" Huahuahauhaua!

Marcelo apaixonou-se por Roberta
Mas a mãe do moço
Não permite o casamento
E ela disse: "Ele é muito tolo, ela é uma megera, parece um cachorro na coleira dela"

[...]

Uma vida sem amor
É como um jardim sem flor
É como esperar o trem que já passou
Parece as vezes cruel
Parece até invenção
Outros dirão, que parece normal
Como jornal, leite e pão
Como jornal, leite e ...
Uma vida sem amor


sexta-feira, 24 de julho de 2009

Friiiiiiiiiiiiiiiio

Previsão de -6ºC na serra gaúcha e 0ºC na capitar. Só não me dá mais vontade de estar lá porque o frio ajuda a propagar a gripe suína... Mas tchê, nem na Patagônia a previsão é de tanto frio assim!

Diretamente de Friends

"She's an assistant professor in the linguistics department, ok? They're wild!"

Sétima temporada, episódio 11, by Ross.
Hehehehe...

Mais sonhos

Sonhei que a pessoa de camiseta branca do outro sonho tinha morrido. E como eu chorava no sonho! Acordei num susto, madrugada ainda. Dormi de novo. Sonhei uma menininha linda que eu levava pra passear lá na rua da minha infância. Ia com ela até o estacionamento em que o meu pai deixava o carro. De repente, um elefante no meio da rua. Fofo. Ficava me olhando, parecia sorrir pra mim. Eu falava com ele, o danado parecia que tava me entendendo perfeitamente. Joguei um beijinho pra ele e não é que ele jogou outro de volta? E logo em seguida saiu correndo. Muito mais coisas aconteceram nesse sonho, mas não consigo lembrar com clareza. Só o elefante. O elefante ficou. Acordei de novo. Ainda escuro. Sonhei um passeio de excursão pra Itália. No mesmo ônibus, o irmão de uma pessoa não muito próxima. Nem conheço o tal irmão, só por foto. Rolava um clima. Acho que a casca era do irmão, mas na verdade... É, eu acho que eu sei quem era.

Tinha colocado o despertador pras oito. Acordei. Claridade, barulho de chuva. No meu estado de semiconsciência não conseguia lembrar se o despertador já tinha tocado ou não. Semiadormeci de novo, meio sonhei que olhava no visor do celular e eram 7:56. Acordei. Olhei no visor do celular. Eram 7:56. Levantei.

Hoje de noite eu começo a ler o Jung.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Maldita memória

Enrolada no meio de mil panelas enquanto eu preparava o almoço, mal conseguindo ouvir o rádio... E ainda assim eu consigo reconhecer, no primeiro acorde, a primeira música que Mr. Ex #2 me mandou há mais de três anos. Mesmo fazendo quase três anos que eu não ouvia.

Tem horas que eu queria ter menos capacidade no meu HD.

Um apelo:

Parem de usar Jesus como rebound! Além de ser herético é muita cara-de-pau...

Big Bang Theory

Procurei na internet fotos do elenco da série "como eles mesmos". Resultado: os caras são todos bem mais interessantes (ou ao menos bem menos feios) do que parecem na série. E a Penny, bem menos interessante. Duvida? Googleia eles e depois me conta!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Cachorros?

O que leva uma mulher a deixar o marido dormir no sofá durante um ano inteiro, enquanto os cachorros dividem a cama com ela?

A pergunta surgiu assistindo um programa chamado Ou eu ou o cachorro, no qual a apresentadora, que é adestradora de cães, ajuda donos de cachorros problemáticos - sim, mais ou menos uma Supernanny canina, inclusive passa um programa depois do outro.

Eu comecei a assistir a supernanny porque não suporto criança malcriada. Logo, morro de medo de, se um dia eu decidir ter filhos, eles serem daquele tipo que se joga no chão no meio do supermercado. Então sim, eu assisto pra aprender desde já como não criar monstrinhos. E o que eu constatei é que invariavelmente a desobediência dos filhos é culpa dos pais, de uma forma ou de outra. Tou com a tevê ligada agora mesmo, vendo crianças de cinco anos que ainda tomam mamadeira e dormem de fralda, porque os pais não querem se incomodar. Não dá pra esperar que uma criança nessas circunstâncias seja normal. E a mesma coisa vale pros cachorros: cachorros histéricos sempre têm donos histéricos.

Mas não era disso que eu tava falando. Em quase todos os programas de cachorro que eu assisti, tava lá o marido dormindo no quarto de hóspedes, no quarto dos filhos, no sofá da sala... e o(s) cachorro(s) muito bem aninhados na cama com a mulher. E ainda atacam o cara se ele tenta chegar perto da cama!
Vida sexual? Zero, obviamente.

Interessante que nunca é o contrário, a mulher dormindo na sala. Será que é mais fácil botar os cachorros na cama do que sentar, conversar e tentar resolver os problemas do casal? Sim, porque não venham me dizer agora que um casal que permite que a situação chegue a esse ponto não tem problemas. E o pior: quando a adestradora fala que as coisas não podem continuar desse jeito e tentam disciplinar os cachorros a não dormirem na cama, a mulherada ainda quer protestar! Homens, digam aí: não dá vontade de fazer as malas e sair de casa? Se bem que, pensando bem, um cara que se submete calado não é muito digno de respeito também... Não sei. Sei que eu acho é muito bizarro. Assistam o programa e vejam vocês mesmos.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Frozen Leo

Desde que eu cheguei em casa só consigo lembrar do vozeirão do Boskovic falando "You're frozen! You cannot move!". Fico pensando em picolés, na frozen margarita do mexicano, freezers... Nem Smoke on the water no rádio me alivia, ainda que mentalmente, a sensação de congelamento iminente! Vou me soterrar embaixo de todas as cobertas disponíveis logo logo. Se eu não der as caras amanhã, mandem um pelotão de busca me resgatar...

Ah... Momento "toca Raul" na Kiss... Que saudade de ouvir Raul! Estudar que é bom, nem pra remédio.

domingo, 19 de julho de 2009

Acho que também vou ler o Jung...

Entrada vip num show do Guns, com direito a Slash falando português e um cantinho pra eu ficar no palco. No intervalo, um ônibus levando todo mundo pra Curitiba, com parada final no Museu do Olho. Mas eu não quis embarcar. Preferi ver o final do show. Só eu e mais uma pessoa que também gosta de shows. Simbólico, sim. De volta ao palco, uma presença de camiseta branca e bermuda - figurino no mínimo estranho pra alguém que eu quase só vi de vermelho. Se Maomé não vai à montanha, ele aparece em sonhos? Vontade de ir ao banheiro. Me perco num labirinto de corredores, perdendo o resto do show e o dono da camiseta branca. Ninguém sabe me dizer por onde voltar. No celular uma mensagem de cobrança. Um elevador que nunca pára no andar certo. Acordo. Entendendo e não entendendo.

Cinema e bom senso

Apesar do frio, do tempo nublado, da vontade de terminar de ouvir o Gre-Nal e do monte de pensamentos que necessariamente cruzaram a minha cabeça desde a hora em que eu acordei, saí pra assistir A Partida no HSBC. E como bem disse a Lu, valeu a pena sair de casa. É um filme que te prende apesar de ser cheio de silêncios. É um filme cheio de imagens que tinham tudo pra ser piegas, melodramáticas e afins. No início, fiquei até com medo que fosse virar uma coisa meio Six Feet Under, ou pender pro bizarro/excessivamente mórbido. Mas não. É uma narrativa leve (que mesmo assim leva todo mundo às lágrimas). E a fotografia é linda.

A merda toda (e agora permitam-me, vou pegar um canudo e protestar) é que a gente nunca sabe quem vai sentar perto da gente no cinema. O que não seria necessariamente um problema se as pessoas soubessem fazer silêncio enquanto vêem um filme. Não digo fazer um comentário ou outro com quem está do lado, cochichando. Isso todo mundo faz, eu também faço, é um procedimento normal. O que me gasta é o povo que fica falando o tempo todo: gurias adolescentes que vão pro cinema pra fofocar do fulaninho e do beltraninho, ou guris adolescentes que acham tudo engraçadinho demais - e fazem questão de comentar com o cinema inteiro. Nessas horas eu queria ser o meu pai, que não tem o menor pudor de virar e mandar calar a boca. Sem a menor cerimônia. Meu pai é meu herói.

Aboli várias práticas cinemeiras porque me irrito muito. A primeira medida foi parar de ir pro cinema de tarde, pra evitar as hordas de adolescentes incontroláveis. Prefiro pagar mais caro. Em Floripa não dava pra ir no cinema nunca, nem domingo à noite. Lembro de pessoas atendendo o celular e tendo conversas de cinco minutos em tom de voz normal no meio dos filmes, lembro da gurizada gritando pro fulano que entrou meia hora atrasado que tem lugar aqui no fundo, lembro - pasmem - de um tênis sendo arremessado na lata de lixo segundos antes de o filme começar. Não lembro que filme era, não lembro quem tava comigo. Acho que era domingo à noite. Mas o tênis eu nunca mais vou esquecer. Depois de um tempo eu só ia no cinema do CIC, afinal pelo menos lá as pessoas eram civilizadas - e com uma certa boa vontade dava pra ir e voltar a pé. Não esqueço de assistir Paris, Te Amo e Vinícius naquela salinha. Em silêncio.

Aqui e em Porto Alegre as pessoas parecem, no geral, mais civilizadas. Mas de vez em quando ainda me dá vontade de matar alguém no escurinho. Ontem foi um caso: filme nada comercial, cinema nada comercial, logo, espera-se um comportamento diferenciado por parte do público. Ledo engano. Um casal escroto atrás da gente ficava narrando o filme. Literalmente. "Olha, as pedras!", "Ah, é o pai dele", "Nossa, isso deve ser uma barra hein?". Barra é aguentar vocês, que parecem que tão na sala de casa, seus toscos! Eu não paguei pela versão comentada não! Se eu quisesse alguém falando obviedades o tempo todo durante o filme, assistia com o Pedrinho, que ainda não tem pragmática pra ver filmes. E é uma criança de quatro anos.

Não, eu não tenho paciência. Essas coisas me estragam o filme. Se eu ainda assim tou aqui dizendo que o filme vale a pena, acreditem: vale a pena. Assistam. Mas lembrem de pedir a versão muda!

Day zero

Vai ser um dia beeeem difícil...

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Qualquer semelhança...

É assim:

Quando a gente acha que já viu toda a tosqueira do mundo, pá! Aparece uma pior.
Juro por deus que tem horas que nem eu acredito.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Semana

Tem horas que um bom banho quente e demorado e uma sopinha gostosa fazem milagres pela pessoa.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Quem canta seus males espanta

Mas quando a gente chega em casa eles estão todos aqui, nos esperando.
Que vontade de me enfiar embaixo das cobertas e não sair nunca mais, meu deus!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Resposta

O primeiro impulso foi disparar um "então tá" e clicar no botãozinho de enviar. Bancar a madura indiferente, algo do tipo. Mas eu não consigo engolir tanto assim...

Tem uma música da Marisa (sempre ela!) que tá na minha cabeça desde ontem. Vai ver é um sinal.

Desilusão, desilusão
Danço eu, dança você na dança da solidão

domingo, 12 de julho de 2009

(San) Diego Serenade

Os ventos do sul levaram embora a chuva e trouxeram de lá o frio. E longas horas de conversa gostosa com um amigo querido, embaladas pelo Tom Waits. A culpa de eu gostar de Waits, por sinal, é toda dele. Depois de anos insistindo, ele finalmente me mandou a música certa na hora certa e eu nunca mais parei de ouvir. Aliás, muitas das coisas que eu ouço sem parar foi ele quem me apresentou, e eu me apaixonei pra nunca mais. Ele é o cara que discute música, poesia, filosofia, relacionamentos e uma série de asneiras comigo, que me recebe com uma garrafa de whisky do bom e jazz e tangos rasgados, que guarda músicas só pra mim como se fossem serenatas, que me deu o Kind of Blue, que me põe pra cima quando eu acho que tudo tá uma bosta, que vai casar comigo daqui a 3 anos se estivermos ainda solteiros os dois "porque tem coisas que só tu entende, Lenore". E eu sou aquela que enche o saco dele pra seguir a vida acadêmica, pra não desperdiçar o talento e a inteligência que todo mundo sabe que ele tem, que fica contando as coisas da minha vida pra ele pra ver se ele me explica a minha própria vida com aquela veia irônica tão característica. Somos muito diferentes, mas temos um milhão de pontos de contato. Ficamos meses e meses sem conversar, e quando conversamos parece que a última vez foi ontem, foi agora há pouquinho.

Vai aí um pouquinho de Waits pra embalar vocês também. Não é uma das que ele guardou "pra mim", mas é linda de doer:

I never saw the morning til I stayed up all night
I never saw the sunshine til you turned out the light
I never saw my hometown until I stayed away too long
I never heard the melody, until I needed a song.

I never saw the white line, til I was leaving you behind
I never knew I needed you til I was caught up in a bind
I never spoke i love you til I cursed you in vain,
I never felt my heartstrings until I nearly went insane.

I never saw the east coast til I move to the west
I never saw the moonlight until it shone off your breast
I never saw your heart til someone tried to steal,
Tried to steal it away
I never saw your tears until they rolled down your face.

sábado, 11 de julho de 2009

Twitting

Finalmente criei vergonha na cara! :P

Reflexão

Como é bom ver que uma pessoa finalmente está muito feliz. E melhor ainda constatar que ela tem, de fato, todos os motivos pra isso.

Chuva

São Paulo acorda debaixo de um temporal daqueles. Ah, e o barulho da chuva é música pra embalar o meu sono de sonhos doidos...

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Just like the old days

Encontro de abraços apertados e sorrisos sinceros. Uma caminhada no final de tarde numa paisagem linda linda linda. A luz do sol se pondo. Café, uma conversa honesta. Sexto sentido que não falha. Sétimo, oitavo? Compreensão. Alívio. Duas caipirinhas e muitas risadas pra arrematar o passeio. Conversas e mais conversas na cama até de madrugada. Guerra contra um pernilongo cretino. Preguiça de manhã cedo. Café da manhã e música. Compras. Banho de chuva. Até uma promessa de baladinha (a primeira em todos esses anos!). Felicidade, dos dois lados. Fazia tempo... Chegamos a achar que esse dia nunca ia chegar. Que bom que nos enganamos. Que bom que certas coisas nada muda.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Don't cry for me, Argentina

Elimine a Influenza A de seu território e eu vou aí te conhecer!

Alegria de pobre dura pouco, mesmo...

Fábula tecnológica

Era uma vez duas pessoas que não se falavam há muito tempo e que não tinham grana pra bancar interurbanos. Elas então decidiram conversar pela internet.

[diálogo pelo msn]
- Vou baixar o skype, vai demorar uns 15 minutos.
- Tá. Vou te adicionando lá enquanto isso.
- Meu skype é xxxxxxxx.
- Não achou.
- Como assim, não achou?
- Não achando. Não tem nenhum usuário
xxxxxxxx.
- Ué...
- Tentei três vezes.
- Tá, eu te adiciono então.
- Ok, o meu é yyyyyyyy.
(...)
[quarenta e cinco minutos depois]
- Pronto, já tou instalando.
- Ah! Olha só que lindo!
- Quê?
- Depois de procurar 50 vezes, finalmente ele achou o usuário
xxxxxxxx.
- Tá, vou te chamar lá então.
- Ok.
[ring, ring, ring no skype]
- Oi!
- (...)
- Oi? Não tou te ouvindo.
[no chat do skype]
- Mas eu te ouço.
- Ai, que droga.
- Pois é, não sei o que acontece...
(...)
- Peraí, só um pouquinho.
[sai do adium. entra no msn normal]
- Oi. Tou te chamando no msn, aceita aí.
[ring, ring, ring no msn]
- Oi!!!
(...)
[de volta ao msn]
- Agora sou eu quem não te ouve!
- Pô, mas agora eu tou te ouvindo! Que droga!
- Ah, peraí.
[ring, ring, ring no skype]
- Oi!
- Oi!
- Tá me ouvindo?
- Tou!! Pelo skype. E tu? Tá me ouvindo?
- Tou!! Pelo msn.
- Oba!

E então, depois de uma estratégia digna de guerrilheiros colombianos, as duas pessoas conseguiram conversar e viveram felizes para sempre.

Água mole em pedra dura...

blá blá blá vocês sabem o resto...

Fazendo as contas

Oito cupons do mexicano vencendo hoje divididos por cinco pessoas é igual a uma pré-congestão e dez quilos a mais no corpinho.

"E tudo isso por apenas... dezoito rrrrreais!"

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Da série: sempre tem uma primeira vez

Então a pessoa sai de casa em cima da hora (leia-se: quinze minutos atrasada) pra sua reunião de discussão de leituras com o chefe. A pessoa está na esquina esperando pra atravessar e chegar na parada de ônibus quando avista o seu ônibus se aproximando. Ela então se concentra no semáforo, "fecha, fecha, fecha, fecha, fecha", o ônibus chega no ponto "vai, porcaria, fecha logo, vai, fica amarelo que ele pára e eu atravesso correndo e entro como sempre", duzentas pessoas entram no coletivo "pelo amor de deus fecha sua merda, ontem fechou, antes de ontem também, vai, fecha fecha feeeeech... merda!". Lá se vai o ônibus. E o sinal, claro, finalmente fecha. "Agora pode ficar aberto até amanhã, porcaria."

A pessoa tem então exatos 35 minutos pra percorrer um trajeto que normalmente não demora menos de 40. Com sorte e pouco trânsito, ambos ingredientes raros no dia-a-dia paulistano e desta que vos escreve. A pessoa então pega qualquer porcaria de ônibus, desce na Dr. Arnaldo e caminha freneticamente até a Cardeal, olhando pra trás a cada 2 segundos pra ver se consegue a façanha de pegar o ônibus que perdeu na esquina de casa. A pessoa sente que algo está estranho, mas pensa "é claro que tá estranho, eu perdi a porcaria do ônibus, eu tou atrasada pra encontrar o chefe, vou tomar um esporr..." tléc! "como assim, tléc?".

Assim. tléc! Adeus, salto da minha bota de 59,90 último par da estação passada que eu não tiro mais do pé desde que comprei. Quebrado, bem no meio. E a porcaria do Butantã USP vindo lá do outro lado da rua pra entrar na Cardeal, e a pessoa que mal consegue caminhar, quem dirá correr, quase se mata pra tentar pegar o ônibus sem terminar de destruir o salto que, literalmente, pende por um fio. Quem acha que andar de salto é uma arte devia tentar essa modalidade.

A pessoa consegue pegar o ônibus, senta, avalia os danos. Constata que é caso pra UTI. Ou, no caso, superbonder. A pessoa chega dez minutos atrasada na sala, já com a justificativa pronta na ponta da língua, só pra constatar que o chefe ainda não chegou, ou seja, ela quebrou o salto do seu sapato preferido por nada. Ok, respira, pega o telefone e liga pro colega que ficou de vir almoçar na USP trazer uma superbonder. Ele diz que desistiu do almoço. O chefe chega antes que a pessoa tenha tempo de esvaziar a bexiga que está estourando. A reunião acaba uma hora e meia depois, sem chegar a discutir os textos que deixaram ela acordada até a uma da manhã na noite anterior, gerando o atraso e a subseqüente quebra do salto do sapato preferido. A pessoa, quase se mijando, se arrasta até o banheiro praticamente pulando num pé só (felizmente, com poucas testemunhas) e constata que finalmente há papel no banheiro novamente. Infelizmente, dada a seqüência de infortúnios, a pessoa nem consegue comemorar o fato.

A pessoa se dirige então ao departamento e implora a um dos funcionários por uma superbonder. Não tem. Ela então pega a cola branca, entope o salto, gruda, seguuuuuuuura, e enrola uma fita durex em volta. "Assim é garantido que funciona", afirma o funcionário. Tudo isso se desenrola sob o olhar atento do chefe, que justo hoje resolveu checar seus e-mails ali mesmo. "Ok, pelo menos está consertado", pensa ingenuamente a pessoa, que após dar dois passos na rua em direção à fila do banco, na qual haveria de permanecer por mais de duas horas, sente o salto descolando de novo. A pessoa manca até o banco, manca na fila, e após cumprir (quase) todas as suas obrigações financeiras, manca de volta pra FFLCH pra pegar sua mochila e, finalmente, manca até o Eldorado e compra um sapato novo que lhe custa boa parte do que ela pretendia economizar esse mês.

Nunca, nunca tinha me acontecido isso. Treze anos em cima do salto e nada. Até hoje. Vai ver o universo sabe que ultimamente pouca coisa tem o poder de me abalar. Especialmente quando eu sento na frente do computador e encontro tanta coisa que me faz sorrir.

Cinza

Não aguento mais acordar todas as manhãs e dar de cara com um dia cinza. Será que o sol resolveu nunca mais voltar pra São Paulo?

sábado, 4 de julho de 2009

Tem gente que pede...

Tem histórias em que realmente um dos lados tem razão. Mas tem vezes que, como dizem na minha terra, tem que dar com um gato morto na cabeça dos dois. E aí a gente perde o respeito.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Sempre o imortal tricolor

É, de novo não deu pra nós na Libertadores. É triste, claro, mas eu acho que pelo menos a gente pode comemorar o fato de que nos últimos anos temos chegado perto na disputa. Eu sei que toooodos os não-gremistas que porventura lerem isso vão achar que é papo de perdedor, mas sinceramente, como eu já falei aqui outras vezes, tou pra ver uma torcida mais aguerrida que a nossa. O time tomando 2x0 em casa, precisando fazer CINCO pra ir pra frente, e ninguém arredou o pé do estádio, todo mundo cantando, apoiando, nenhuma vaia, só incentivos. Acho isso uma coisa linda, cada vez que vou pro Olímpico me arrepio, porque é assim em qualquer jogo, pode ser classificatória do Gauchão. O jogo já acabou e o povo continua lá, cantando, cantando, cantando... É muito linda essa nação tricolor. Dá gosto fazer parte dessa torcida, mesmo quando o time não ganha, mesmo quando a direção não vale um ovo, como é o caso atualmente. Tomara que de tudo isso saia uma mudança na direção de futebol, já que não dá pra depor o presidente. Bah, que saudade do Odone!

E pros coirmãos que passarem por aqui, podem até dizer que não há nada como um dia depois do outro, que a gente tá pagando por ontem e tudo o mais. Mas vamos combinar que a moral de vocês também anda bem baixinha, né? E (só pra dar aquela necessária cutucada final) acho lindo observar que os meus amigos colorados no orkut têm álbuns e álbuns dedicados a esculhambar o Grêmio, mas nenhum dos meus amigos gremistas perde tempo avacalhando o coirmão nos seus. Duas hipóteses: 1) a felicidade dos vermelhinhos não é ganhar, é ver o Grêmio perder. Freud deve ter uma explicação pra isso. 2) eles se avacalham sozinhos, não precisa a gente se gastar com isso... Hehehehe.

A luta continua, companheiros!

Um canudo, por favor

18 dias pra começar a reposição das aulas da graduação no pós-greve. Mereço? Não, me digam, eu mereço isso? Colei chiclete na Arca da Aliança, meu pai?

Não, mais ainda: agora que eu finalmente tenho desculpa oficial pra conhecer a Argentina, decretam emergência no país por causa da nova gripe.

E pra coroar a merda toda, vai o Grêmio e me toma um chocolate em pleno Olímpico!

Previsão do tempo

Chuva com períodos de chuva alternando com chuvas de moderadas a fortes. Haja roupa limpa no guarda-roupa!

Notícias do DL

Semana intensa no calendário de defesas da pós. Ontem uma, outra hoje, e sexta, pra fechar com chave de ouro, a Lu. Vai kandat se dar bem, vai ser kandat elogiada, e depois vai todo mundo kandat comemorar muuuuuuuito! Tenho até medo... rs.

Notícias da bola

Ontem deu foi o Mano na Copa do Brasil. (Sim, porque comemorar a vitória do Curinthia também é demais!)

E hoje, deus nos ajude e defenda, vai dar tricolor na Libertadores. Que a gente merece mais essa alegria!!