terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Às moscas

Gente, tá foda. Teria milhões de coisas pra postar, mas tá foooda dar conta de tudo: compra de presentes, compromissos na USP (ainda!), trabalhos finais, pc dando pau dia sim dia também, preparação pro amigo-secreto, preparação pra ver a Clau, preparação pra encarar 22 horas de busão no sábado de manhã, tentativas de espírito natalino, madrugadas acordada, muita correria! Conseqüência: blog temporariamente atirado às traças.

[drama mode: on]
Mas tudo bem, ninguém lê isso aqui mesmo...
[drama mode: off]

Em breve volto com mais calma e com notícias hipermegaatualizadas. Aguardem!

domingo, 9 de dezembro de 2007

The Police

Não fui ao show porque não tinha como bancar a viagem; se tivesse, o ingresso eu ia ganhar de presente. Odeio ser pobre nessas horas. Ou melhor, odeio não ser pobre o suficiente (ou trambiqueira, também serve); se eu fosse, ganhava bolsa-família e usava a grana pra bancar a viagem. Odeio ser honesta. Assisti sim, pela tv. Sting RULES! Falando altos português, superfofo. Cantei, pulei, dancei dentro de casa, batuquei nas pernas, no sofá, no chão, coloquei o volume da tv no máximo. Chorei quando tocaram Every breath you take. E o Sting, convenhamos, tá de chorar de lindo. Vou rezar muuuito pra eles continuarem tocando juntos, pra eu poder um dia assistir o show. Quando eu deixar de ser pobre, ou passar a ser cara-de-pau.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Mais uma despedida

Nessa madrugada o mundo perdeu mais uma guerreira. Infelizmente a Dona Luiza não resistiu às complicações do transplante. O céu de São Paulo chora copiosamente. Decerto estão lavando e arrumando tudo lá em cima pra chegada dela, porque ela merece!

Adeus, D. Luiza! Um dia a gente se encontra! E pode ficar tranqüila que eu vou sempre cuidar da Sá.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Feliz Ano Novo!

O que aconteceu hoje foi tão, mas tão surreal, inexplicável, doido, maluco, fora da casa, inacreditáááááável que eu nem sei como contar. Aliás, não tenho como contar, porque vocês teriam que saber aquela história que eu disse que ia contar e não contei. Bom, nem vou contar. Inexplicável ou não, revoltante ou não, hoje tudo se resolveu. Bom, ao menos aqui dentro.

É engraçado... Contar a história aqui no blog era parte de um plano maior. Um plano de desintoxicação, se quiserem. Porque na flauta e na brincadeira, lá se iam mais de três meses nesse rolo. E como eu não queria, de jeito nenhum, terminar esse ano do mesmo jeito que terminei o último (exceto pelas mil taças de moscatel Cavalleri, é claro... hmmmm), resolvi exorcizar, expulsar os demônios, tirar os monstros do armário, me purificar mesmo. Fiquei um dia inteiro olhando todas as minhas fotos, montando um álbum retrospectivo no orkut. Descobri que cem fotos é pouco pra colocar tudo o que eu queria, todos os bons momentos que eu vivi nos últimos anos, todos os amigos e pessoas que eu amo. Descobri que tenho foto de gente que não faz mais a menor diferença na minha vida, e algumas dessas entraram também no album por força das circunstâncias.
Descobri também que tem foto que não dói mais olhar; tem foto que dá sorriso. Descobri até foto no álbum dos outros que tinha tudo pra doer e não dói.

A Lara hoje viu as fotos e falou uma coisa, e eu concordo: eu fui feliz esse tempo todo. Mesmo quando tava mal, em depressão... A Clau também olhou as fotos e disse que eu tava bonita no final do ano passado. Nem ela, que viu de perto, lembrou que eu tava na merda. Conclusão possível: talvez eu não estivesse tão mal quanto achava. Mas de qualquer forma, eu não queria virar o ano encucada e triste de novo. Principalmente com quem não merece.

Pra isso, o primeiro passo era me convencer de que o "quem" não merecia mesmo. O que ia ser meio difícil sem um confronto cara-a-cara, porque na minha humilde opinião duas coisas tinham que acontecer, a saber: "quem" tinha que saber o que eu sinto (bom... saber que eu sinto alguma coisa; o que, nem eu ouso saber); e "quem" tinha que olhar nos meus olhos e dizer que não sente mais nada por mim. Esse seria o "final exorcism". Claro, seria também a confirmação de que eu sou um ímã de desgraças no que toca a relacionamentos com seres do sexo oposto (talvez porque eu insista em usar pronomes em vez dos nomes reais... da próxima vez vou inventar um epíteto, ou usar um nome falso, quem sabe funciona?): mesmo quando tem tudo pra dar certo, against all the odds, alguma coisa acontece. E segundo o meu humilde ponto de vista não é alguma coisa que eu faça, são os pronomes que são retardados mesmo, ou instáveis, doidos de pedra, galinhas, sex-addicts, imaturos, covardes, mentirosos, egoístas, teimosos... Depois o Tigrão me acha doida de querer casar com o House! Garanto que ele é bem mais mentalmente são do que os que me aparecem pela frente. Não dá pra confiar em caras que se apaixonam loucamente, prometem mundos e fundos, anos e anos e séculos juntos... e caem fora na primeira... hã... bom, depende. Nevermind.

Mas eis que a vida é muito esperta às vezes, e quando a gente menos espera as pessoas e os pronomes atravessam nosso caminho. E em cinco segundos a gente saca tudo. Do mesmo jeito que a Lara sacou, eu saquei: um celular tocando aqui e ali e sorrisos mal-disfarçados. E algumas outras marcas indeléveis, mas assovia e deixa essa parte pra lá. Ah, não tive dúvidas: chamei na chincha. Falei do meu sentimento, deixei claro que tinha sacado tudo (a little bonus), e pedi o golpe de misericórdia. O golpe veio. Relutante e nada, nada convincente, mas veio. Agradeci e virei as costas. Caminhei até o final do corredor, e então aconteceu: um arrepio pelo corpo, uma tontura agradável... a catarse!

Levantei a cabeça e vim embora. Procurei no orkut e achei, ambos. Ela, sem-graça. Não digo por despeito, digo porque sempre achei isso dela. Guriazinha, tabuinha, cara de sonsa e de outras coisas menos publicáveis. Blérghs! Lição do dia: quando um cara te diz que não te merece, ou que tu merece algo melhor do que ele, acredite! Um cara que deixe de ficar contigo depois de mais de ano nutrindo coisas e te chamando pra rede dele pra isso, realmente, não merece. Estou plenamente convencida disso, e a vida pode seguir seu curso, finalmente. A amizade faz falta? Faz! Mas olhando pra trás parece que amizade quem tinha era eu, do lado de lá sempre foi interesse de outra natureza.

E agora pensando... tou bem, de verdade. Minha verve irônica está de volta, meu humor sarcástico, meu sono, meu apetite! Tou louca pra ir pra balada com a Clau semana que vem, tou tendo conversas altamente instigantes no msn com o Tigrão, tou vendo possibilidades no final do túnel. Vontade de sair, ir ao cinema, ver gente, me divertir!

Meu ano-novo começou hoje. Ciclo encerrado, pronta pra próxima. Dor residual sempre fica, mas a vontade de andar pra frente é bem maior.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Fim de festa

Cabô o Brasileiro. Na verdade, acabou quando o São Paulo foi campeão com trocentas rodadas de antecipação. Mas hoje acabou de vez: não ganhamos, não fomos pra Libertadores (mas pelo menos o Inter também não foi), perdemos o Mano, o Tcheco e mais outros 500 jogadores, herdamos o Mancini de treinador (puáh!). O Curínthia caiu, e se o Eric ainda estivesse vivo ia brigar comigo hoje. Irresistível ir lá no scrap dele tocar uma flauta, mesmo sabendo que ele não vai ler. E agora serão meses e meses sem futebol de fato. Agora é pensar em Gauchão, contratações (muitas, por favor), pré-temporada na serra, eticétera, e ouvir os comentaristas esportivos dizerem milhões de vezes tudo o que eles acham que houve de errado nos times, blá blá blá.

Já o semestre, esse eu tenho a impressão de que não vai acabar nunca. Tenho repetido diariamente que se eu piscasse agora e abrisse os olhos em 31 de dezembro, juro, não ia ficar nem um pouquinho triste. Ainda tenho toneladas de coisas pra fazer, e nenhum ânimo pra isso. O semestre não acaba, o ano não acaba... Nem a minha esperança de dias melhores. Mas a minha saúde, e principalmente a minha sanidade mental, a pouca que me resta, estão por um fio. Bem fininho.

Baita domingão

Trabalhando, lavando roupa, e torceeeeendo pro Grêmio afundar o Curínthia. Finalmente um jogo do Grêmio televisionado! E tomara, mas tomara mesmo que o Curínthia despenque pra segundona e leve junto todos os fiadasputa que ficam berrando e soltando foguetão embaixo da minha janela toda bendita e santa vez que tem jogo no Pacaembu. Claro que eles tão fazendo fita e se amarrando no vestiário séculos até entrar em campo. Covardões!

O chato é a gente quase não ter chance de chegar na Libertadores... Mas é bom ter que torcer também pro co-irmão perder contra o Goiás. :oP

Ruim mesmo é o Mano Menezes estar indo embora... Agora lá vem mais dez anos até a gente achar outro que preste. Mas o pior de tudo ainda é aquela naba do Vágner Mancini ser o nosso novo técnico. Deuzolivre! Sabe o que é tu detestar um boleiro? Pois é. Eu de-tes-ta-va esse cara quando ele jogava no Grêmio. E agora vou ter que engolir. *Iékts!*

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Promessas de campanha

Eu preciso contar pra vocês a história que gerou um diálogo e uma situação parecidas com a do diálogo do post anterior. Eu tava me segurando pra não publicar nada aqui, pra não dar ibope a quem não merece. Mas o fato puro e simples é que eu não consigo não pensar nessa maldita história; então, quem sabe se eu contar pro mundo inteiro de uma vez só alguém não consegue, finalmente, me responder o que foi que deu errado dessa vez.

Mas não vou contar hoje. Tô sem tempo pra escrever odisséias no momento. Em breve eu conto tudo o que precisa ser contado. E conto também da minha ida pra Porto Alegre, que eu tô mais que devendo. Esse blog tá às moscas, vários dos meus blogueiros preferidos estão abandonando a vida de blogueiros, mas não se assustem: eu não vou abandonar esse blog. Esse é o blog da resistência, é o re-blog, e daqui não saio, daqui ninguém me tira!

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

De como dizer adeus, ou, Essa é sua vida, Leonor

Cena da terceira temporada de Gilmore Girls. Ou, cena muito parecida com uma que eu protagonizei (proto-agonizei) há pouco mais de um mês...



E como eu sou boazinha, vai aí a transcrição do diálogo pra quem não entende só ouvindo:

LORELAI: Gotcha.

MAX: You sure did.

LORELAI: Bad time?

MAX: Kind of.

[she walks in]

LORELAI: Busy?

MAX: Real busy.

LORELAI: You're avoiding me.

MAX: No, I'm not.

LORELAI: Then what's with the 'I'm busy' thing?

MAX: I can't be busy?

LORELAI: Ah, but that's avoiding me, saying you're busy.

MAX: No, it's descriptive of my current state. These essays are due back tomorrow, I'm way behind on my reading, so I'm eating my day-old vending machine at my desk in my futile attempt to try and catch up.

LORELAI: Two rotations.

MAX: What?

LORELAI: It's in the Booster Club bylaws, my friend. I looked it up myself. Faculty advisors are supposed to do a minimum of two consecutive rotations with the Booster Club and you did only one.

MAX: I did three.

LORELAI: What?

MAX: I did three. You went to my third one. I did the previous two you weren't at.

LORELAI: I'm assuming you have documentation?

MAX: Lorelai.

LORELAI: With Lorelai Gilmore, it's trust but verify.

MAX: Well, I'm sure I can scrounge up a witness.

LORELAI: Why did you treat me so weird at that last meeting?

MAX: I treated you with respect and kindness.

LORELAI: That's why it was weird. It's how you treated Terry and Joan, too. I mean, did you also kiss Terry and Joan?

MAX: Yeah, I did. And Doug. He was the best of the three.

LORELAI: Max.

MAX: I was playing it cool. You were, too. I was just following suit.

LORELAI: No, I was playing it cool because you were playing it cool. And I'm the treasurer and the treasurer has to be cool or it just looks suspicious.

MAX: Wait, wait, wait. Ten feet.

LORELAI: Ten feet?

MAX: That's a safe distance for us, and the more furniture in between, the better.

LORELAI: I'm not gonna attack you.

MAX: I'm not worried about you, I'm worried about me. I mean, there are people still walking the halls and this is my workplace and I can't be held responsible for what I do around you. I mean, you are like a - like a - like a mythological creature that casts some kind of spell on me and makes me act stupid. I'm not stupid. I don't act stupid with anyone else. Uh, we're too close again.

LORELAI: Okay, I didn't bring a frickin' tape measure. I'm not good at judging distances. You'll have to help me out with the ten feet thing.

MAX: Well, it's a little bigger than a basketball player. Just keep a really big basketball player between us.

LORELAI: Wow, I bet there's a sentence that's never been uttered before.

MAX: There are other complications with this whole thing, you know. Just thought I'd tell you.

LORELAI: What other complications?

MAX: I was seeing someone in California. There, I said it.

LORELAI: You mean, you weren't living like a Trappist monk while you were in California? I'm shocked.

MAX: That doesn't bother you?

LORELAI: Max, we weren't together. I mean, I have been seeing someone, too.

MAX: Well, I would probably still be seeing Diane if I hadn't moved back here. That's something to think about.

LORELAI: So you can't date anyone for the rest of your life because if you'd stayed in California, which you didn't, you might still be dating Diane?

MAX: Yes. No. Ugh!

LORELAI: Do you want an aspirin? I probably have a. . .Tic Tac. Sorry, I shouldn't have teased you with that aspirin thing.

MAX: You know, I thought we were both going to just pretend to ignore the kiss. Wasn't that the deal?

LORELAI: We had a deal? I don't remember a deal.

MAX: You had your shot, okay? You had the ring and you said no.

LORELAI: Yes, I did. And you said that that was right for you, too. You went to Stanford, you dated Diane, it was right for both of us.

MAX: Well, what is this, now, right here?

LORELAI: It's us. Tada.

MAX: Well, us needs to stay apart.

LORELAI: Oh, Max, we had a whole country between us for a year. That's like eleven-thousand basketball players lying end to end, and yet, here we are. We can't avoid each other.

MAX: I thought I was over you. I thought it was safe to come back here, but no, not the deal. I just, I think we should stay apart and never see each other ever again.

LORELAI: That's impossible.

MAX: No, it's not.

LORELAI: Well, I'll be at the Chilton graduation and so will you.

MAX: Well, I'll sit behind a tree.

LORELAI: We could run into each other at a drugstore again.

MAX: Well, I'm gonna order all my drugs online.

LORELAI: If my car breaks down next to yours, will you stop?

MAX: I will stop, and keep my eyes straight forward, call a garage and then stay in my car with the radio on really loud 'til they come, and then I'm gone. And I say we start being apart right now.

LORELAI: Okay. Whatever you want.

MAX: This is what I want. And when I walk out that door, it could very well be the last time we see each other.

LORELAI: Okay. I'll abide by your wishes.

MAX: Goodbye, Lorelai.

LORELAI: Goodbye, Max.

[Max leaves the classroom and walks down the hall. As he walks by the other door from the classroom, Lorelai walks out and bumps into him.]

LORELAI: You said you were leaving.

MAX: My car is that way.

LORELAI: Well, I have to go that way, too.

MAX: After you.

LORELAI: Two seconds, we've already run into each other.

MAX: Doesn't count.


Qualquer semelhança com o que eu tenho vivido, meus caros, não pode ser só mera coincidência...

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Precisando de uma catarse. Urgente!

Olha a hora. E eu aqui preparando handout pra aula de amanhã. E nem perto de acabar.

Texto (dois) pra ler pra aula de amanhã, exercício pra entregar, mala pra arrumar, passagem pra trocar láááá no Tietê, conta pra pagar, unha pra fazer, roupa pra passar, quero depilar a sobrancelha (há mais ou menos um mês, aliás). Viagem marcada pra quinta de tarde. A situação da minha calça com defeito que ainda não se resolveu na maldita loja.

Conclusão do final de semana, verbalizada hoje: o ano foi academicamente estupendo, disparado o melhor. Mas no que toca à vida pessoal, foi uma bosta. Com um "bê" muito maiúsculo.

["Ano" = de outubro do ano passado até hoje]

Dia 20 de dezembro eu quero encher a cara e cantar funk no karaokê japonês com a turma do departamento na festa de amigo-secreto (
porque antes disso já vi que tá mais difícil que ganhar na mega). Celebrar as curtíssimas férias vindouras e não pensar em trabalho pelo menos até dia 10 de janeiro.

Pra isso acontecer, é claro, o resumo do Romania tem que estar pronto antes do deadline, que é, pasmem, 31 de dezembro.

Deus, me dá equilíbrio no ano que virá. E nos próximos. Financeiro, sentimental, acadêmico. Vai ser meu único pedido pra Papai Noel.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Da série: ditados populares

Quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece.

Ou: só porque eu consegui, finalmente, apesar de toda a insônia da noite passada, levantar na faixa das oito, tinha que alguma coisa desse porte me incomodar quando meus olhos ainda não estavam nem totalmente abertos.

Maldita mania de acordar e correr pro computador. Maldito orkut que nos mostra as atualizações de perfis alheios!

Carta aberta a uma pessoa que talvez um dia passe novamente por aqui

Mais uma madrugada de insônia, música e divagações. Primeiro o bom e velho rock'n'roll, porque, you know, I'm a rock'n'roll girl. Uma tentativa frustrada de deitar e pegar no sono sem pensar em nada, ou quase nada. Em vão. Faz mais de mês que não durmo direito. Mais precisamente desde que o horário de verão, mensageiro das desgraças, resolveu chegar mais cedo, novamente trazendo tristeza.

Depois de quase uma hora tentando cair nos braços de Morfeu, desisti. Há alguns dias, não sei bem quantos, talvez uma semana, talvez mais do que isso, pulei da cama num momento como esse pra te mandar duas linhas de e-mail que nunca foram respondidas, como já era de se esperar. Como de resto todo o resto são perguntas sem resposta. Como sempre na minha vida, eu mesma tenho que tratar de preencher as lacunas do que nunca é dito. Figure it all out by myself. Quase como escrever uma tese.

Só que escrever uma tese sobre a nossa própria vida não é nem um pouco simples. Especialmente se a tese for sobre os fracassos das nossas vidas. E agora, ouvindo o bom e velho Miles Davis, sigo me perguntando as mesmas coisas de um mês atrás, as mesmas coisas de um ano atrás: onde é que tá o problema? Cadê o furo, que eu não acho? Mais fácil explicar como crianças adquirem concordância de número no DP do que explicar os porquês dos meus fracassos "do lado de lá" da minha vida. Justamente o lado que eu sempre prezei mais! Porque por mais ambiciosa que eu seja em relação à minha carreira, nada supera a vontade de que o "lado de lá" dê certo, muito certo. Nada supera a vontade inerentemente humana de ser feliz por completo.

É, eu sei... Muita gente olha pra mim e enxerga uma pessoa que se conforma com as situações que a vida impõe, "here I go again" e etcéteras. Em parte sim; aprendi que não adianta dar murro em ponta de faca. Mas na verdade não é exatamente isso. Não sei se sei explicar, nem sei se quero explicar. Sei é que eu vivo o que se apresenta, sem dó nem piedade, sem medo de errar, sem medo de me arrepender. Porque a vida é uma só, e por mais que as coisas muitas vezes exijam sacrifícios pra dar certo (e por isso eu me sacrifico), sempre vale a pena tentar. Sempre. O máximo que pode acontecer é dar errado. Mas ao menos a gente não fica pra todo o sempre maquinando como teria sido se. Já conversamos sobre isso, não?

Pois é. Mas e quando dá errado? E quando a gente sofre porque deu errado? E quando tudo o que a gente mais queria era a chance de fazer dar certo, porque a gente sabe, a gente sente (e a gente não costuma se enganar!) que podia ser a coisa mais legal do mundo? E quando it all just feels so right? E quando a gente subestima o que sentia, ou, se não isso, superestima a nossa capacidade de dar a volta por cima? E pior: e quando a gente sente falta de como era antes?

Eu sinto falta do antes. Queria que o depois tivesse funcionado. Sinto falta do pseudo-depois brevíssimo. Mas sinto mais falta do antes. Porque ficou um buraco. Um buraco incômodo, chato, que não me deixa dormir nem trabalhar nem quase nada.
E uma solidão-de-um-ser-específico que é difícil ignorar, e é difícil fazer de conta que ignoro o ser quando pro passa por mim. Dói. Feels wrong. E eu queria era a chance, não de voltar atrás, porque isso é impossível, o que aconteceu nunca vai ser esquecido (vai?). Mas de let bygones be bygones e continuar o que, eu acho, apesar de tudo nunca deixou de existir.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Frio!

Vou pegar frio em Porto! Abaixo de 10 graus!
Finalmente uma boa notícia \o/

Fix You

When you try your best but you don't succeed
When you get what you want but not what you need
When you feel so tired but you can't sleep
Stuck in reverse

And the tears come streaming down your face
When you lose something you can't replace
When you love someone but it goes to waste
Could it be worse?

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you

And high up above or down below
When you're too in love to let it go
But if you never try you'll never know
Just what you're worth

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you

Tears stream down your face
when you lose something you cannot replace
Tears stream down your face
And I

Tears stream down your face
I promise you I will learn from my mistakes
Tears stream down your face
And I

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you


Porque tem horas que a gente simplesmente se identifica...

domingo, 11 de novembro de 2007

Waits' pearls

They say if you get far enough away, you'll be on your way back home
Well, I'm at the station, and I can't get on the train

sábado, 10 de novembro de 2007

007

Cassino Royale.

Com o Daniel Craig.

Agora, no Telecine Premium.

Cujo sinal está liberado pra mim.

\o/


His name's Bond. James Bond.
E eu aaaaaaaaaaaaaaaaaamo!

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Ela chegou!!

Isabellinha em primeiríssima mão:


Liiiiinda!! Não vejo a hora de apertar muuuito ela!!

Prevenção de acidentes domésticos

A equipe de prevenção contra acidentes domésticos informa: quando seu prédio estiver sem luz, forçando você a utilizar as escadas em vez do elevador, SEGURE NO CORRIMÃO. Risco de quedas, torção nos tornozelos, galos na cabeça e hematomas nas costas.

Especialmente se tu for um idiota distraído e sedentário que não conhece as escadas porque nunca usa as benditas, ainda que more apenas no segundo andar. Preguiça mata mesmo.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Gente nova no pedaço

Amanhã às 17hs virá ao mundo mais uma Simioninha. Vem, Isabella, que a gente tá aqui só te esperando!!!!

Let go

Preciso aprender a arte do letting go.

Aprendi muita coisa na minha vida. Mas essa lição eu não consigo aprender. Entendo o conceito, compreendo a importância, a relevância, a aplicação prática... Mas não consigo levar a cabo.

Eu sei, eu sou uma burra. Ou incapaz. No caso, dá na mesma.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

E a chuva...

Voltou. Nuvens, nuvens, chuva, garoa, friozinho. Foi-se embora o sol, a luz no fim do túnel. Só pra ajudar.

Cansaço

Uma hora pra o ônibus subir a Teodoro hoje. Uma hora inteeeeira.

Não agüento mais passar por essa maldita rua. Tá me dando nojo, e não é de hoje.

Preciso arrumar uma rota alternativa. Com urgência.

domingo, 4 de novembro de 2007

365 dias de solidão

Hoje faz um ano que eu estou solteira. Não os cem anos do García Márquez; um ano só, cravadinho. Um recorde pessoal, afinal, desde que eu comecei nessa vida de namorar, nos idos do ano 2000 (eu ainda era menor de idade, como o tempo passa!), nunca tinha ficado tanto tempo solteira. Aliás, extra-oficialmente não fiquei solteira tempo nenhum. Muito menos sozinha.

Dessa vez foi diferente: não fosse por um final de semana de revival em março e um affair tão promissor quanto mal-sucedido em agosto & outubro (sim, o mesmo affair, porque eu continuo sendo uma imbecil), teria passado um ano inteiro invicta.

Fiquei um bom tempo pensando em coisas bem-humoradas e engraçadinhas pra escrever aqui quando esse dia chegasse. Pensei também em dar uma festa. "Ria da sua própria desgraça", versão ultraremix. Afinal, eu sou a campeã nesse quesito, como vocês bem sabem.

A verdade? Brochei. Acho uma merda estar sozinha. Aliás, acho uma merda estar sozinha quando existe alguém em potencial com quem eu poderia estar. Não tenho nada contra ficar sozinha na falta de coisa melhor, até prefiro. Não gosto de me enfiar em qualquer roubada só pra dizer que tou com alguém. Mas ô inferno quando tudo dá errado! Ô inferno que tudo tem que dar errado sempre, demore 6 anos, demore 6 horas.

Tou quase criando um movimento de resistência. A que, ainda não sei. Mas que a situação requer atitudes drásticas, ah, não resta dúvida! Abaixo o status quo, viva a revolução!

Mas como nem tudo são espinhos, após dias e dias de chuva o sol voltou a brilhar tímido. Quem sabe não é um daqueles mil sinais que eu sempre dou um jeito de enxergar em meio ao caos? Ciclos, ciclos, ciclos... Here I go again?

Ei, e eu??

Eita... Cadê meu nome nessa lista???

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Sobre o clima

Desde o início de outubro não vejo mais um pôr-do-sol bonito na marginal na volta pra casa. Parece que toda aquela beleza por trás das nuvens de poluição foi embora junto com o meu ânimo. De lá pra cá tem sido dias nublados, cinzas, pálidos, sem cor.

E semana passada começaram os temporais. Calor, muito calor, muito mal-estar e temporais. Começaram junto com o meu desespero. Todo dia uma chuvarada, raios, ventania, céu preto no final da tarde. Ontem cheguei em casa debaixo de chuva, depois de encarar o céu preto preto preto subindo a Teodoro. Ainda bem que o meu medo de temporais curou-se em algum momento da minha vida que eu não sei bem quando foi.

Hoje saí pra caminhar de tardezinha. 40 minutos perneando pelas ruas do bairro, dando voltas na Buenos Aires e cruzando com vários gatinhos que estavam ali com o mesmo propósito. Nada que se compare com a azaração esportiva do fim de tarde na Beira-Mar em Floripa, mas dá pro gasto. Mas a verdade é que eu tô sem paciência pra flertes e envolvimentos. Tem um sentimento vivo aqui dentro, que da boca pra fora não é nada mas na real é bem bastante. E não adianta tentar sufocar no travesseiro. Tá difícil de ignorar, tão difícil quanto ignorar os raios que cruzam o céu agora como ontem como antes de ontem. Meses, mais uma vez.

Chove calmo agora. O temporal veio e foi enquanto eu escrevia esse post. Mais ou menos como os sentimentos aqui dentro de mim.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Sonhos

Primeiro foram piercings. Piercings voando no espaço, piercings nos outros, piercings cruzando o meu caminho na rua sem que eu conseguisse identificar o(s) portador(es), piercings em mim mesma, no supercílio, no queixo, nos dedos das mãos, piercings sendo martelados em mim na força bruta, uma dor insuportável. Por várias noites essa imagem me perseguiu, com variações sobre o mesmo tema.

Depois um jantar finérrimo, uma mesa supersofisticada, pessoas conhecidas, desconhecidas, e uma menina num canto, que não dava conta de cortar sua própria carne. Os assuntos eram indigestos, era um bando de gente me pressionando sobre várias coisas pendentes ou faltantes na minha vida. Não conseguia ver o rosto da menina, até ela me pedir pra que eu cortasse a carne. Aí eu vi: a menina era eu eu, e a carne era um sapo enorme, gigante, amarelo, nojento.

Na noite seguinte, sonhei um e-mail. Um e-mail cheio de culpas minhas apontadas sem dó. Como se o fracasso de tudo (tudo?) tivesse sido culpa minha. Como se tivessem coragem de me dirigir a palavra. Doeu. No sonho, doeu muito. Acordei doendo. Fui checar meu e-mail. Não tinha nada.

Se seguiram várias noites de sonhos cada vez mais confusos, eu nos braços de alguém, sempre a mesma pessoa, mas eu não conseguia nunca ver o rosto.

Ontem sonhei um abraço. Um abraço forte, apertado, demorado, confortável. Aconchegante. Necessário. Acordei sorrindo como se fosse verdade. Dois segundos depois, a verdade contingente veio como um soco no estômago.

Tá cada vez mais difícil de lidar com as coisas: com as saudades, com as responsabilidades, com as frustrações, com as expectativas. Olho pra trás e enxergo padrões incômodos, e parece que por mais que eu faça diferente as coisas não mudam. Por mais que eu saiba onde vai dar errado, e tente avisar, ninguém nunca ouve. Por mais que eu tente fugir dos padrões, pick a different one, parece que eu sou como um reagente químico: entrou em contato comigo e dá nisso, não importa qual a essência do elemento. Como um toque de Midas: atrai e destrói, atrai irremediavelmente mas não consegue manter.

O discurso é sempre o mesmo: eu mereço mais. Vai ver eu mereço tanto, mas tanto, que o que eu mereço não existe.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Vanilla sky

Há muito tempo um filme não mexia comigo desse jeito. Engraçado que eu queria assistir esse filme há muito tempo, desde que foi lançado, mas ficava sempre adiando. Aí hoje de tarde tava passando e eu parei pra ver. Fez todo o sentido. O timing não podia ter sido melhor.

Me deu dor de cabeça. Revoltou meu estômago. Lembrei de todos os sonhos que tenho tido ultimamente e que não tenho tido coragem de postar aqui. Veio à tona toda a dor que eu tou sublimando, recalcando na marra aqui dentro porque não quero sofrer mais. De que adianta a gente estar disposto a se arriscar, a pular na piscina sem saber se tem água dentro ou não, quando a gente é o bloco do eu sozinho, quando ninguém mais faz o mesmo? Eu não quero abrir mão de quem eu sou, de quem me tornei ao longo dos anos, mas cada atitude minha é uma dor que custa a passar, e são meses e meses remoendo as mesmas velhas perguntas, os mesmos malditos porquês que ninguém responde, porque no final do dia tudo o que as pessoas conseguem é ficar olhando pra gente com aquela cara apática de quem não tá nem aí pra nada.

Era pras coisas estarem melhores agora. Não estão ruins, mas deviam estar melhores.
It's about time. Falta uma das peças mais importantes. Uma daquelas sem as quais a vida perde um bom tanto da graça. Tem coisas pelas quais eu trocaria tudo. Apesar de saber viver sem, e ser feliz sem, fica bem melhor com elas.

Não quero mais subestimar meus sentimentos e minhas necessidades. Não quero sofrer mais. E principalmente, não quero perder a fé e a essência.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

How could you walk away from this again

Passar reto, não cumprimentar, ignorar, olhar pro lado, fazer que não vi. Fazer que não notei que tá olhando pra mim. Fingir que não importa mais, que nunca importou.

Sinto falta. Das conversas e do resto todo. Da presença, das risadas. Era bom. Era o único por perto.


Dói. Pra caralho. Não pensem que não.

domingo, 28 de outubro de 2007

Em obras

Desculpem o transtorno. Estamos trabalhando para melhor servi-los quanto à compreensão da interação entre gênero gramatical, gênero semântico e número na aquisição da linguagem.

Atenciosamente,
L.S. e S.C.
Doutorandas em Lingüística

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Acabou mais um

E aí a pessoa chora assistindo o episódio final de Gilmore Girls. Chora porque foi bonitinho e porque acabou. Agora só me resta o House com novidades semanais.

E manteigona do jeito que eu ando, não duvidem que eu chore com esse também.

Quem mais notou?

Meus posts andam todos acabando em reticências de uns tempos pra cá...

Reflexos das reticências que se instalaram aqui dentro?

Horário de verão

Assim que eu terminar esse post vou despencar na cama. Hoje me revoltei contra a insônia e o zoneamento do sono provocado por essa pseudo-economia energética. Vou aproveitar a chuvinha constante e calma pra embalar no sono e acordar cedinho amanhã.

Ok, ok, confesso: tomei uma dose de vodca pra ajudar, porque também ninguém é de ferro. Só que deu um efeito estranho de pipocar lembranças em mim. Me dei conta que no ano passado o horário de verão começou mais tarde, e a noite da virada foi decisiva na minha vida. Triste e decisiva, abalou meu mundo, minha vida, meus planos, tudo. Impossível esquecer aquela madrugada de chuva transcorrida na 101 com o Maguila a tiracolo e muitas lágrimas de tristeza e desespero caindo com a chuva, o fim pra nunca mais. Vai fazer um ano em breve, tou até pensando em dar uma festinha pra "comemorar".

Esse ano o horário de verão começou bem mais cedo. Também num dia decisivo. Um decisivo feliz que virou triste, virou mágoa 24 horas depois.

E depois me perguntam por que eu não gosto desse trem...

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Opa!

Mesmo com toda essa chuva, parece que tem coisa nova pintando por aí. Por ora, apenas uma leve suspeita, mas quem sabe o que virá?

Mas eu ganhei o dia mesmo quando um cara lindo de morrer ficou 20 minutos olhando pra mim na parada de ônibus hoje de manhã. Eu com a maior cara de ressaca depois de dormir uma mísera horinha essa noite (maldita insônia), e ainda assim! E olha, vou dizer pra vocês: o cara era realmente lindo. Puta que o pariu.

Quem sabe não é justamente a chuva lavando o que já foi e trazendo um sopro de novidades boas...

Constatação

Tem alguma coisa errada com o horário dos posts. Acho que o pessoal que administra esse trem esqueceu de entrar no horário de verão.

For the record, são 03:01.

Madrugada

E cá estou eu, pseudo-trabalhando e curtindo muita música. Nesse exato momento, Lonely, by Mr. Waits. As próximas na linha de frente do meu playlist interminável são daquelas que agravam qualquer solidão.

Preciso sair de casa, conversar com alguém diferente, sobre coisas diferentes, sobre o mundo, a vida e as coisas e todo o resto. Tomar umas e outras, cantar alto, dançaaaar, qualquer coisa. Tô stuck demais no trabalho, preciso de um sopro de ares diferentes, senão não faço mais nada, viro noite acordada ouvindo música e só. Não que seja ruim, mas virar noite com música e não trabalhar durante o dia é sintoma de tédio, que avança pra desânimo e (mais) improdutividade rapidinho. E eu não quero desanimar na cidade mais animada de todos os tempos, na pós mais produtiva de todos os tempos!

Rescue me!

terça-feira, 23 de outubro de 2007

House

Tô viciada. Diariamente às 20hs largo tudo o que estiver fazendo pra assistir. Aliás, programo meu dia em função disso: na segunda e na sexta, faço o almoço à uma pra comer na frente da tv; nos outros dias, janto às oito pra idem idem. E na sexta às onze largo tudo o que estiver fazendo pra assistir.

Tudo bem, também sou viciada em Gilmore Girls, e agora que tá acabando, troco o House da sexta à uma (que reprisa às oito) pela reprise de Gilmore Girls no mesmo horário. Televisão, pra mim, é uma merda, porque eu memorizo a programação com muita facilidade e fico sempre querendo assistir os programas que eu gosto. E são vários: Project Runway na quinta às nove, Friends diariamente às sete e meia, Gilmore Girls (as reprises) diariamente às oito da manhã, onze da manhã e quatro da tarde, e por aí afora.

Mas House é diferente. Gilmore Girls e Friends são leves; Friends é pra rir (muito, mesmo eu já sabendo todos os episódios e todas as piadas de cor), Gilmore Girls é água-com-açúcar. House não.

Não é que eu me envolva com o drama pessoal dos pacientes; nesse ponto sou igualzinha ao House. Eu me envolvo com o House mesmo. A personalidade dele me intriga muito! Vocês sabem como eu sou boa em decifrar personalidades, descobrir os defeitos mais secretos das pessoas, analisar padrões de comportamento, essas coisas. E o House me fascina, desde a primeira vez que eu assisti (comecei a assistir em agosto, quando me mudei). Eu não sabia bem o porquê, afinal ele é irremediavelmente grosseiro e ponto, um cara sem sentimentos, um misantropo. Mas não podia ser assim tão simples.

E não é. Assistindo a segunda temporada, já que o Rey deixou os dvds aqui comigo, "sob custódia", eu descobri que o House é muito parecido comigo. As cenas dele com a ex-mulher, o "drama" todo (entre aspas porque, como eu, ele não deixa o drama transparecer), a postura, as coisas que ele diz, a situação toda... Mexeu comigo assistir. Parecia que eu tava vendo cenas da minha vida na telinha: ora eu era a Stacy, ora o House, mas eu sempre tava ali, minhas atitudes replicadas no seriado, situações da minha vida sendo encenadas diante dos meus olhos. Mexeu comigo. Lembram do poema do Whitman que eu coloquei aqui esses tempos? Pois tem uma cena em que o House poderia bem dizer therefore release me and depart on your way.

Não sou infeliz e recalcada como o House (apesar de eu achar que ele é mais conformado do que recalcado). Mas deu medo pensar pra onde certas atitudes e escolhas vão me levar no fim das contas. Assusta pensar que as coisas de um jeito ou de outro nunca acontecem no momento certo...

Random notes

Meu sono tá uma droga ainda. Sem sono de noite, durmo tarde pra caramba, acordo tarde pra caramba, adeus produtividade durante o dia. Não dá pra continuar assim.

Eu tenho tanta coisa pra fazer que vocês nem imaginam. Tá começando a bater um leve desespero.

Tá faltando alguma coisa, um ingrediente nessa mistura. Pra tudo deslanchar de vez. Mas infelizmente não é algo que eu possa providenciar...

domingo, 21 de outubro de 2007

Em Campinas

Tomei milk-shake de ovomaltine do bob's hoje.

A vida é boa!

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

The sun came out again

Teria tanta coisa pra dizer hoje... Teve reunião da pós, entrei na organização do enapol do ano que vem, tava um dia friozinho, umidinho, muito bom. Depois vim pra Campinas passar o finde com a Sá pra gente conversar e trabalhar no trabalho do ISAPL.

No caminho, vim ouvindo muita coisa e pensando em algumas coisas; bem poucas, na verdade. As pessoas escolhem seus caminhos. Mas quando elas escolhem seus caminhos olhando de canto do olho pro caminho que decidiram abandonar, é estranho. Tava pensando nisso, pensando em como situações boas podem se tornar desagradáveis, em como as pessoas são volúveis e quanto tempo vai durar a bola da vez. Várias coisas nesse estilo passando pela minha cabeça e a estrada passando na janela do ônibus. Mas numa boa, sem dramas, afinal eu fiz uma escolha também. Só acho chato, desagradável, triste, uma pena que se desperdicem oportunidades que vão fazer falta logo logo, quando pintar o primeiro desentendimento, talvez até antes disso. Bom, not my problem anymore, pensei.

E aí o sol apareceu. Depois de uma semana escondido, o sol. Primeiro bem franquinho, ao som de Long as i can see the light, do Creedence. Depois mais forte, ao som de Here comes the sun nas voz da Nina Simone (quem não conhece essa versão, procure e ouça!). Por fim, um solaço forte forte forte ao som de Sunburn; um sol lindo, que me fez sorrir muito. Tou tranqüila. Não saiu como eu queria, é verdade. Mas dadas as circunstâncias, dadas as escolhas alheias, eu fiz a escolha certa em sair fora. Segue o baile!

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Perseguição

Agora os ônibus de São Paulo têm tv. Bom, ao menos alguns têm. Crucialmente, os ônibus que eu pego pra USP, em sua maioria, agora têm uma programaçãozinha especial que fica se repetindo a cada meia hora. Tipo variedades, sabe? Um pouquinho de humor, um pouquinho de cultura, essas coisas.

Hoje, a caminho da USP, lá estava a tevezinha ligada. Sem som, "porque a TVO sabe que você já ouve muito barulho durante o dia". Eu tava de pé, de olho nos gatinhos que tavam no andar de baixo do busão. Aí uma hora olhei pra tevezinha. Tava lá:

Torça pelo melhor, espere pelo pior, aceite o que vier


Essa frase tem feito parte da minha vida nos últimos, sei lá, dois meses. Eu acho sábia, mas covarde e comodista. Porque a gente pode fazer mais do que torcer; a gente pode, e deve, fazer o melhor acontecer.

Eu diria:

torça pelo melhor, espere pelo pior, aceite o que vier, lute pra dar certo, viva o que pintar até o fim e tire o máximo de tudo isso.


Muito melhor!

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Depois de tudo

Ficou só uma pergunta: por que essas coisas sempre acontecem comigo? E sempre se repetem e se repetem? É porque eu deixo, ou é porque a humanidade é babaca mesmo?

Dessa vez vou fazer tudo diferente. Aliás, já tou fazendo.

Porque uma hora a gente tem que aprender.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Das coisas difíceis de entender

Por que o post de baixo não ficou com o mesmo tamanho de fonte de todos os outros?

Fucei várias vezes nos tamanhos de fonte, e não consigo deixar do mesmo tamanho. Ou fica menor, ou maior. Nunca do tamanho certo.

Some things just never fit.

Nostalgia

Ontem à noite eu tava completamente sem sono. Essa coisa de adiantar relógio por causa do horário de verão fode meu metabolismo, meu sono, meu relógio biológico, tudo. Acordei tarde ontem. Ou melhor, acordei na hora de sempre, mas era tarde porque tinha que adicionar uma hora no relógio.

Eu sei como é essa coisa de horário de verão comigo. Demoro quatro meses pra me acostumar, e quando finalmente acostumo, pimba, tá na hora de voltar ao normal. Mas ontem, prevenindo insônias, saí de tarde. Passei um bom tempo na rua. Tava nublado, meio garoando, mas eu fui até uma praça que tem aqui perto de casa e fiquei lá sentada, ouvindo música e trabalhando. A caminhada de ida e volta é um bom trecho, deu pra cansar as pernas. Ainda passei no shopping e fui ao supermercado, voltei cheia de sacolas. Fiz esforço.

Mas mesmo assim, era meia-noite e eu aqui feito um zumbi. Felizmente tinha mais gente no mesmo embalo: meu graaaaande amigo Duda. Já falei dele? A gente se conhece do berço, passamos quase toda a nossa infância juntos: morávamos no mesmo prédio (ele no apê embaixo do meu), estudávamos no mesmo colégio... Lembrar da infância sem lembrar dele é impossível. E ontem ele também tava acordado, ficamos conversando no msn atéééé as duas da manhã.

Falamos de muita coisa, mas principalmente da nossa infância: desenhos animados, refrigerantes, comidas, enfim, coisas dos anos 80 que fizeram nossa vida mais feliz. E como a gente era feliz! Não sou saudosista da infância, nem da adolescência; sempre acho que tou na minha melhor fase, vocês sabem. Mas ontem deu saudade. A gente ficou assistindo no YouTube um monte de videozinhos com aberturas de desenhos animados da época, ou com coisas daquele tempo. Eu tava aqui gritando e pulando sozinha, rindo feito uma doida, lembrando de mil coisas... Bah, deu saudade.

A boa notícia é que o Duda ainda tem um monte de brinquedos da nossa época: Lego, Comandos em Ação, e principalmente Ding Bo! Eu quero muito conseguir um Ding Bo, até achei um esses tempos aqui na Benedito Calixto, mas tava sem cabeça, daí não vale. Queria também um Traço Mágico e o meu Aquaplay do Pateta. As únicas coisas que eu ainda tenho são uma mola maluca rosa-choque, Jogo da Vida, Imagem & Ação (que até hoje jogo nas festinhas com o povo da UFRGS) e o Pense Bem.

Tá combinado: em novembro, quando eu for pra Porto, na ida ou na volta de Marau eu paro no Duda com meu Pense Bem embaixo do braço e a gente vai brincar de Lego, Comandos em Ação, e assistir os dvds de desenhos antigos que encomendamos juntos ontem à noite. Eba! Ou, como diria o Ligeirinho, "Uobauobauoba!"

domingo, 14 de outubro de 2007

Será?

[epifania mode: on]

Será que é por causa dessas minhas idéias desprezíveis que eu vivo me fudendo?

[epifania mode: off]

Zucchero!

Vai ter Zucchero aqui em Sampa!!! Dia 03 de novembro no Via Funchal. Custa R$ 120,00 o ingresso mais barato, aquele pra sentar no meio-fio do lado de fora do teatro e ficar tentando ouvir alguma coisa do que tá se passando lá dentro. Mas mesmo assim eu quero ir!!

Aliás, quero não: eu PRE-CI-SO ir. Preciiiiiiiiiso!!!

Antes disso tem Marisa Monte, no mesmo bat-local, uma semana antes. 80 pilas o mais barato. Tem também Steve Vai dia 06/11 no Bourbon Street Music. R$ 180,00.

Eu quero ficar rica! Agora, já! Deus, me mande os meus milhões. Ou um marido rico, também serve.

Melhor ainda: um babaca qualquer, rico, que se apaixone loucamente por mim, pague os ingressos, dê o dinheiro do táxi, e aí eu dou um pé na bunda dele. Hahahahaha!!!

Chuva!

:oD

sábado, 13 de outubro de 2007

Motivos pra comemorar

Não sou mais uma pessoa sozinha. Finalmente!

Antes que vocês se empolguem, deixa eu explicar: comprei uma plantinha pra ser minha roomate. Uma pimenteirinha linda de morrer. Vocês têm que conhecer!

Além disso, meu Grêmio meu Greminho voltou pra zona da Libertadores!!! Yay!!! De virada sempre é mais gostoso...

De virada é sempre mais gostoso... Mas é bom ficar na manha e não cantar vitória antes do tempo.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

A título de distração

Já que eu mencionei o Walt Whitman num post recente, e já que eu não tô conseguindo focar no trabalho de jeito nenhum hoje, resolvi compartilhar com vocês o meu poema preferido dele. Conheci esse poema, e me apaixonei por ele, no meu primeiro semestre de graduação (nos idos do ano 2000). E cada vez mais eu tenho a sensação de que, mutatis mutandis, ele "traduz" primorosamente certos aspectos da minha vida. Infelizmente.

Whoever you are holding me now in hand,
Without one thing all will be useless,
I give you fair warning before you attempt me further,
I am not what you supposed, but far different.

Who is he that would become my follower?
Who would sign himself a candidate for my affections?

The way is suspicious, the result uncertain, perhaps destructive,
You would have to give up all else, I alone would expect to be your sole and exclusive standard,
Your novitiate would even then be long and exhausting,
The whole past theory of your life and all conformity to the lives around you would have to be abandon'd,
Therefore release me now before troubling yourself any further, let go your hand from my shoulders,
Put me down and depart on your way.

Or else by stealth in some wood for trial,
Or back of a rock in the open air,
(For in any roof'd room of a house I emerge not, nor in company,
And in libraries I lie as one dumb, a gawk, or unborn, or dead,)
But just possibly with you on a high hill, first watching lest any person for miles around approach unawares,
Or possibly with you sailing at sea, or on the beach of the sea or some quiet island,
Here to put your lips upon mine I permit you,
With the comrade's long-dwelling kiss or the new husband's kiss,
For I am the new husband and I am the comrade.

Or if you will, thrusting me beneath your clothing,
Where I may feel the throbs of your heart or rest upon your hip,
Carry me when you go forth over land or sea;
For thus merely touching you is enough, is best,
And thus touching you would I silently sleep and be carried eternally.

But these leaves conning you con at peril,
For these leaves and me you will not understand,
They will elude you at first and still more afterward, I will certainly elude you,
Even while you should think you had unquestionably caught me, behold!
Already you see I have escaped from you.

For it is not for what I have put into it that I have written this book,
Nor is it by reading it you will acquire it,
Nor do those know me best who admire me and vauntingly praise me,
Nor will the candidates for my love (unless at most a very few) prove victorious,
Nor will my poems do good only, they will do just as much evil, perhaps more,
For all is useless without that which you may guess at many times and not hit, that which I hinted at;
Therefore release me and depart on your way.


Pesquisa de opinião

Tenho pouco menos de vinte e quatro horas pra incorporar uma atitude. Alimento todo meu fel ou dou vazão ao meu lado conciliador e bonzinho?

Notícia boa

Meu pai vem me visitar!! De segunda a quinta da semana que vem!!! Iebaa!!!

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Meio cheio, meio vazio

Eu tava com uma sensação de que essa semana seria decisiva. Desde segunda, tava incomodada, achando que mais e mais coisas aconteceriam. Houve um episódio no DL, o Eric, uma troca de e-mails... Mas eu tava esperando mais uma coisinha. Pra ontem.

Literalmente pra ontem. Mas ontem não aconteceu nada e eu desencanei. Resolvi dar o ameaçado tratamento-padrão. E hoje pela primeira vez em muito tempo eu não fiquei olhando pela janela num determinado trecho do trajeto casa-USP. Saí de casa pensando: "se não foi ontem, hoje é que não vai ser".

Cheguei atrasada pra aula. Sem músicas nos ouvidos, porque o iPod tava descarregado e as pilhas recarregáveis do mp3 vermelho tavam descarregadas e não tinha músicas no meu celular. Uma horrível coincidência pra quem enfrenta horas de trânsito tedioso diariamente.

Sem músicas nos ouvidos, chegando com pressa, e de repente lá está. A primeira idéia foi virar as costas. A segunda, entrar e não olhar. As outras são sangrentas demais pra contar aqui. Prevaleceu a segunda. Tava quase conseguindo, mas aí ouvi um "Psiu!" e não consegui ignorar. Fiquei fria. Parei, virei, fria. Cumprimentei, fria. Beijinho, mas sem sorriso, sem nem olhar direito. Fria. Ia te ligar hoje, Ah tá, Pois é, Tô atrasada pra aula, Eu também, Ah então vou indo nessa, Te ligo hoje, Tá.

Entrei no banheiro. Quente. Muito quente, fervendo, o peito em ebulição. Tremi. Uma lágrima se amontoou no canto do olho, sequei. Quente. Fervendo. Raiva, tristeza, quente, muito quente, um calor insuportável por dentro. Atrasada, corri pra sala, tremendo ainda. "Leonor, o que você achou do texto?", eu nem tinha sentado ainda. "Hã?" "O texto, o que você achou?"

Resposta real: "Achei mais simples que o outro, mais palatável, mas acho que preciso ler mais uma vez".

Resposta que eu queria ter dado: "Não achei nada, porque não pude ler, porque os últimos dois dias foram tristes e difíceis e cansativos e ainda hoje me acontece isso, não tá dando pra ver pela minha cara que eu não tô legal?"

Não me concentrei na aula. Olhava pro teto, pra parede, pra janela, pra porta, pro chão. Quente e frio se alternando. Meia hora depois eu ainda tremia. Alguém que provavelmente sabe da história provavelmente notou. Perguntou se tava bem. Tem sempre alguma coisa a mais. Tem mesmo.

Na aula, alguém comenta a história do copo meio cheio ou meio vazio. Que me traz lembranças de uma conversa tida há muito tempo atrás, com outra pessoa, numa história parecida. Bullshit, hoje meu copo tá completamente vazio, aliás, a minha sensação é que roubaram o meu copo e eu nunca mais vou ter nada pra encher, vou viver de academia pra sempre e pronto. Logo eu, que trocaria tudo... Mas a academia tem sido meu único motivo de satisfação, e ultimamente nem pra ela eu tenho me dedicado como deveria. Tenho perdido muito tempo pensando em quem foi o filhadaputa que roubou meu copo, isso sim. Não consigo fazer diferente.

Chego em casa e o telefone não tá funcionando. Nem a internet. Só porque eu queria escrever aqui e ia receber um telefonema. Felizmente tudo foi consertado, mas não posso falar sobre o telefonema porque sinceramente foi extremamente brochante. Maldito aquele que roubou meu copo, whoever he is. Mas se eu tivesse um copo, não saberia dizer se hoje ele estaria meio cheio ou meio vazio.

Só o que eu posso dizer é que hoje eu sei que eu tinha alguma razão em procurar camisetas amarelas na multidão...

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Um motivo pra sorrir

A vida é mesmo engraçada... Ela dá uns avisos pra gente, dispara uns alertas volta e meia pra gente deixar de procrastinar e tomar algumas atitudes. Porque às vezes a gente se perde tanto na poeira do cotidiano que vai deixando, deixando, deixando de fazer coisas que são necessárias: de se cuidar, de aparar arestas, de manifestar carinho...

Eu hoje pensei muito nisso. Fui deixando e deixando de fazer uma coisa que não vou poder fazer nunca mais, e agora nem adianta mais me arrepender. Tomei um choque de realidade, e isso me fez decidir escrever dois e-mails: um manifestando carinho, outro aparando arestas.

Minha expectativa era que o do carinho demorasse muito tempo pra ser respondido. Porque a pessoa do outro lado também é dada a procrastinações, como boa minimalista que é. O outro, das arestas, sinceramente nem sei. Acho que escrevi mais por desencargo de consciência, pra jogar a bola pro outro lado da quadra mesmo.

Mas não é que o procrastinador respondeu quase na hora?
Engraçado que eu vinha sonhando com ele há dias... Mas foi tão inesperado, e uma resposta tão longa e carinhosa e sincera e bacana pra um e-mail de nem bem duas linhas, que eu chorei feito criança aqui na frente do computador. Chorei, nem sei se de alegria, tristeza, alívio ou o quê. Provavelmente um pouco de cada. Me esforcei muito pra responder uma resposta bem bonita. Me senti bem lendo e melhor ainda respondendo. Finalmente posso dizer com toda a certeza: sem ressentimentos e sem resíduos!

Uma aresta a menos, uma pendência a menos na minha lista. Now I can finally move on.

Nota triste

Adeus, Eric! Descansa dessa loucura toda e fica de olho na gente aí de cima!!

Redescoberta

Reencontrei meu velho amigo Walt Whitman hoje de noite, dando sopa na minha prateleira. Por que é que eu insisto tanto em me privar das coisas boas?

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Participação social

É com grande satisfação que anunciamos o nascimento de um novo doutorando USP 2008/1: o amigão Rey!

Bem-vindo à selva de pedra e árvores! Aproveite pra descansar agora, porque depois que começar...

Back on track

E então que ontem eu levantei bem cedinho e fui fazer compras no supermercado com meu supercarrinho. Tinha sol, o dia tava bonito, eu fui e voltei ouvindo minhas musiquinhas, cantarolando, olhando o céu azul. No meio do caminho, cheguei à conclusão de que eu tô feliz.

Entre o final de agosto e o final de setembro muita coisa aconteceu: doença minha, doença do pai, desilusão, expectativas concretas duplamente frustradas, excesso de trabalho, ih, tanta coisa... Fiquei desestimulada, verdade. Até então, vocês sabem, eu tava feliz; a vida tava finalmente indo pro lugar, e achei que a primavera ia começar trazendo ainda mais felicidade. Tava vendo um senso de completude na minha vida, coisa que eu sempre busquei e nunca consegui.

Bom, não foi dessa vez. Mas o sol continua brilhando, o pôr-do-sol continua cada vez mais cheio de cores, os dias tão mais longos, tem muita gente bonita na rua, minha vida acadêmica tá mais proveitosa do que nunca, tou empolgada pra fazer um monte de coisas (não só as acadêmicas). Chegar na USP e caminhar no meio daquelas árvores que despejam flores na gente dá uma sensação muito boa. Tô muito atenta pras coisas do mundo, da natureza, tenho visto beleza em tudo, especialmente em mim mesma. Problemas? Pendências? Existem. Não nego. Mas tou dando a eles a importância que merecem; nem mais, nem menos. Afinal, eles não tão me dando importância nenhuma, por que eu deveria me importar com eles? E no fim das contas nem tinha nada de tão grande e importante assim. A gente aprende com a vida; eu acho que aprendi.

E não é que a primavera chegou sorrindo mesmo? Inclusive aqui, dentro de mim.

So what?

Nada como começar uma segunda-feira ouvindo Miles Davis...

E daí que o dia tá cinzento? Adormecer com Sketches of Spain e acordar com Kind of Blue, definitivamente, não tem preço.

sábado, 6 de outubro de 2007

:oS

Venho pensando sempre em um monte de coisas pra postar. Desde análises profundas de aspectos da minha vida até baboseiras do cotidiano.

Por exemplo: eu podia contar pra vocês a minha aventura correndo Cardoso afora pra conseguir pegar o banco aberto e depositar meu aluguel. Podia contar que passei o dia todo fazendo serviços domésticos como descongelar geladeira, limpar, passar roupa, e ainda assim não consegui terminar tudo o que eu queria ter feito. Eu podia dizer que amanhã quando eu for ao supermercado, finalmente não vou mais precisar carregar pesos homéricos na volta, porque finalmente comprei meu carrinho de feira.

Cada uma dessas coisas dava uma história rica em detalhes. E eu aqui, completamente sem saco pra nada.

Preciso urgentemente dizer uns desaforos pra alguém. Ur-gen-te-men-te. Candidatos a saco de pancada, favor mandar currículo.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Breve atualização

Meu seminário hoje foi muito legal. Muito legal mesmo. Valeu a pena ter ficado ontem até as duas da manhã preparando.

Claro que acordar às 5:45 pra aula da Raquel não foi a tarefa mais simples do mundo. Agora tou aqui, tão cansada que não tenho nem vontade de comer. E ainda tenho que esfregar umas roupas que tão de molho e, no melhor dos mundos, ler um texto pra escrever uma resenha amanhã de manhã.

Cheeega, sexta-feira!!!

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Depressão pós-GT

Tão chato pensar que tem que esperar um ano inteiro pra próxima diversão de lingüistas... Logo eu, que me divirto tanto nessas ocasiões!

Não paro de olhar as fotos e me acabar de rir. Igualzinho foi em Ouro Preto...

Mais umas fotos pra deleite do grande público (e meu, principalmente):

Mais uma dos mano pô e a mina pá:



E quem disse que lingüística não cansa?


O movimento é sexy!!!


Se for movimento pra Spec de PqP, então... é uma bomba!!


Ai, ai... a gente ganha pouco mas se diverte bagarai. E olha que eu ainda nem mencionei o "Sexual Syntax: a new approach". Em breve nas melhores casas do ramo...

Mas...

Não é porque a vida insiste em se repetir que eu vou insistir em repetir os mesmos comportamentos!

Ou seja: não vou ficar dissecando o assunto, nem aqui nem em lugar nenhum. Não vou ficar pelos cantos ouvindo "our songs". Não vou ficar tentando entender cabeça de gente doida que não se entende. Não vou me embarangar, pelo contrário!!

A fossa foi ontem. Hoje foi um novo dia, cheio de cabeças masculinas virando quando eu passava. Cheio de música alegre e dancinhas no meio da sala. É assim que vai ser.

E tenho dito!


Here I go again

Oh, yeah... E depois vocês me dizem que a vida não se repete de uns jeitos extremamente irritantes... Sei!

domingo, 30 de setembro de 2007

Mais do mesmo

Eu devia contar pra vocês como foi legal o GT. Como, apesar de a gente não ter ido pra balada, eu me diverti loucamente. Como eu encontrei um monte de gente de quem eu tava com muita saudade. Como eu tava toda sorrisos quinta e sexta, apesar das expectativas duplamente frustradas.

O problema é que uma das expectativas frustradas virou água (lágrimas, literalmente) ontem de noite. Chorei a noite toda, dormi até as cinco da tarde pra ver se passava. Não passou. Tentei escrever. Escrevi. Mandei. Não passou. Tentei comer, trabalhar, ver tv, tomar banho. Não passou.

Nem sei o que dizer. Tou muito triste e decepcionada. A covardia e a burrice humanas não têm limites. Como é que uma pessoa faz tudo errado e depois vem querer se lamentar porque as coisas saíram como saíram? Não faz sentido, né?

Que bom que vocês concordam comigo.

Raaaaaaaaaiva

Eu tenho tanta, mas tanta coisa pra dizer... Vocês não imaginam. Vai ficar fermentando aqui dentro até eu ter a chance de botar pra fora.

Sim. É quase só desaforo mesmo. Tô perdendo a elegância depois de velha. Azar de quem cutucou.

Aviso de amigo

Se ontem eu já tava com raiva, hoje eu tô mordendo.

Não me provoquem pelos próximos dias.

sábado, 29 de setembro de 2007

Random thought

Já que o Pai Mei morreu, preciso dar um jeito de contatar a Beatrix pra ela me ensinar a five-point-palm exploding heart technique.

To eliminate vermin. A kinda twisted Bill in my life.

Acredite se quiser

Tava voltando da pizzaria com o Rey, a pé, e vi uma pessoa com um porco na coleira!!!

Levando pra passear, que nem cachorro. Com roupinha e tudo.

Tudo bem que aqui é terra do Palmeiras, mas convenhamos... Tudo, TUDO tem limite.

Só pode ser piada

Minha sorte de hoje no Orkut diz: everything now will come your way.

Olha... depois dos últimos acontecimentos... só se for a mega-sena!

About those cowards

E então hoje de meio-dia eu resolvi passar a mão no celular e fazer mais uma tentativa de contatar uma certa pessoa. Aliás, a essas alturas já tava mais era querendo saber se tava vivo ou morto o moço.

Respondeu. Eu sabia que dessa vez respondia. Depois de um mês, respondeu. Tá vivo. E envergonhado. Trocamos algumas mensagens enquanto eu voltava de Campinas. Conversaremos um dia. Eu já vi tudo pelo tom. Nem vou dizer o que eu penso disso tudo, porque vocês vão ficar vermelhos.

Garanto que vocês ficariam vermelhos.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Rescaldos de um GT

Campinas é sempre produtivo! Feio, mas produtivo. Lembranças existem, mas acho que foram suplantadas pela diversão dos últimos dois dias. Achei que teria novas lembranças emocionantes e fantasmas me perseguindo, mas não. Foi só diversão mesmo.

Outra hora eu comento melhor algumas ausências marcantes, eventos ainda incompreensíveis e quetais. Por enquanto, algumas fotos, o sentimento de pertinência a uma classe, e a curtição de estar com o Rey e a Sá!

Essa é "a Lara do blog da Leo":


Os mano pô e as mina pá a caminho de Campinas, planejando um empreendimento lingüístico revolucionário:


Party party party!


A melhor mesa-redonda do encontro:


Bah! Tava muito bom. Qualquer lingüista de boa teria se divertido muito. Outra hora conto mais.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Que saco!

Corri o dia todo, a noite toda, e continuo correndo. Tô caindo de sono, não li nada pras aulas de amanhã, não fiz as unhas. Fiz um monte de coisas ultranecessárias, já que amanhã saio de manhã de mala e cuia prontas e só volto sábado sabe deus que horas, e com um hóspede a tiracolo. Nem comecei a preparar a apresentação do gt, o que significa que o laptop vai comigo pra Campinas, a contragosto. A louça da janta ainda tá na pia pra lavar. Tô cansada, já mencionei? E não vou dormir tão cedo, ao que me consta...

Mas o que mais me irrita disso tudo é que é claro que tudo vai se resolver em Campinas. Tudo tudinho. Se é que vai se resolver, claro. Puta pressão de apresentar, puta suspense (dois, na verdade)... Puta merda, isso sim!

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Bah

Foi o telefone tocar e eu dei um pulo na cadeira. Agorinha mesmo.

Não era. E eu decididamente não tou pronta pra nada.

Adiós, amigos!

A Rê e o Diego acabaram de ir embora. Muitas noites de UNO, champagne, vodca, caipirinha e etcéteras depois, se foram. A Rê, pra passar dez meses em Madrid; o Di, de volta pra Porto sozinho.

Foram dias felizes. Vou sentir falta, a casa ficou vazia. Tudo bem, amanhã de noite já tou indo fazer muvuca na casa da Sá, em Campinas, com o Rey e talvez a Lu. Depois o Rey vem pra cá. Adoro ter gente em casa, mesmo quando tenho que trabalhar e não posso ficar o tempo todo de papo-furado.

Boa sorte pra Rê, que vai ser feliz tomando Cava e se esbaldando em Ibiza - a original. Saudade pra quem fica, mas o tempo, a gente sabe, voa. Logo logo ela tá de volta. Ou a gente ganha na mega e se toca pra lá. O que vier primeiro.

E na seqüência...

Frio!! Tá friiiiiiio!!! Que delícia!!!!
Melhor que isso só se...

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Lembrei do Lobão

Chove lá fora e aqui
Faz tanto frio
Me dá vontade de saber
Aonde está você
Me telefona
Me chama, me chama, me chama...

Chove lá fora

Finalmente um dia nublado e chovendinho. Nublado mesmo, tempo carrancudo, nuvens pretas pretas. Fazia muito tempo, quase dois meses, que eu não via essas nuvens por aqui.

Será que é um sinal? Será que é hoje que acaba?

domingo, 23 de setembro de 2007

Para a alma




O Museu da Língua Portuguesa é lindo. Cada vez que vou lá descubro uma coisa a mais pra gostar.

O seu santo nome

Não facilite com a palavra amor.
Não a jogue no espaço, bolha de sabão.
Não se inebrie com o seu engalanado som.
Não a empregue sem razão acima de toda a razão (e é raro).
Não brinque, não experimente, não cometa a loucura sem remissão
de espalhar aos quatro ventos do mundo essa palavra
que é toda sigilo e nudez, perfeição e exílio na Terra.
Não a pronuncie.

Emparedada na poesia

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Não desisto nunca

Lendo o blog da Lara eu me dei conta que eu também andava criando um mundo de fantasia pra escapar de certas coisas. Essa coisa de ficar o dia todo ouvindo música, por exemplo. Amo música, mas só faço isso quando tou querendo fugir do mundo.

Triste, essa constatação. Eu sempre tenho esperança de que essas coisas não vão mais acontecer na minha vida.

Na verdade eu acho que tava (tava?) de luto. Um luto diferente, mas luto. Se tudo o que vem por aí doer tanto quanto eu acho que vai doer, acho que nem vou mais sofrer tanto.

Mas ainda não tô pronta pra outra. E ainda não morreu todo o fio de esperança. Nessas horas eu odeio ser brasileira :oP

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Efemérides

De que adianta o Orkut deixar a gente colocar mais fotos se elas não ficam todas na mesma página?

Hunf!

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Não pensem que eu não percebi

Esse blog tá virando um lyrics archive.
Eu sei.
Que culpa eu tenho se existe um arcabouço musical que desceve o que eu sinto melhor do que eu mesma conseguiria?

Parece, minha gente, que os sentimentos nunca são originais.

Ou sou eu que não dou mesmo pra coisa. O que explicaria boa parte da minha história.

Não é fácil MESMO

Não é fácil
Marisa Monte

Não é fácil

Não pensar em você
Não é fácil
É estranho
Não te contar meus planos
Não te encontrar

Todo dia de manhã
Enquanto tomo meu café amargo
É, ainda boto fé
De um dia te ter ao meu lado

Na verdade eu preciso aprender
Não é fácil, não é fácil

Onde você anda
Onde está você
Toda vez que saio
Me preparo pra talvez te ver

Na verdade eu preciso esquecer
Não é fácil, não é fácil

Todo dia de manhã
Enquanto tomo meu café amargo
É, ainda boto fé
De um dia te ter ao meu lado

O que eu faço
O que posso fazer?
Não é fácil
Não é fácil

Se você quisesse ia ser tão legal
Acho que eu seria mais feliz
Do que qualquer mortal

Na verdade não consigo esquecer
Não é fácil
É estranho


Pior ainda quando até as músicas se repetem...

Saudade é foda

Mas saudade do que estava por vir é pior ainda.

Mais música

Everyday you're on my mind
Pain is feeling passing time
But if she found out about you she would die
And if I have to live without you so would I
So I thirst for the water
I find myself wanting now

So I'm running away to you
I cannot escape you
To feel your touch
The faith you prove
I'm running away to you


Emblemático, não?

Mas como eu pude esquecer?!?!

Eu sou uma tonta mesmo!!!! Esqueci de contar pra vocês uma coisa fantástica que aconteceu ontem!

Como toda segunda-feira à tardinha, tivemos reunião com o Jairo. A gente vinha fazendo apresentações dos nossos projetos/work-in-progress, pra todo mundo comentar, sugerir, perguntar, e pra estar todo mundo por dentro do trabalho de todo mundo. Muito legal. Na semana passada eu apresentei meu projeto e o Jairo foi suuuper rigoroso, fez trocentas perguntas, sugeriu várias reformulações, etc. Achei ótimo, porque tou aprendendo a fazer um projeto 100% redondo; mas achei ruim porque ficou parecendo que eu não tenho a menor capacidade pra isso, apesar de ter conseguido bolsa com o meu projeto.

Aí ontem um dos meninos apresentou a sua pesquisa sobre hiperalçamento e further-raising, e falou sobre uma proposta cheia das tecnicálias de Agree e o escambau. E aí a dotôra-wannabe aqui foi às nuvens:

Momento feliz #1: O guri explicando uma derivação do handout e o Jairo pergunta: "Então, vocês tão entendendo a implementação? A Leonor é craque em Agree, mas vocês não têm tanta familiaridade com o modelo, tá dando pra entender?"

Momento feliz #2: Leonor faz umas três ou quatro perguntas sobre a proposta, sobre a mecânica, a implementação, a qualidade dos Ts que entram na derivação, etc, etc, e tece alguns comentários. Jairo diz, em vários momentos: "Esse é um ponto importante", "Boa colocação", "Essa questão é muito pertinente", "Você tem razão".

Conclusão lógica: sou a orientanda mais feliz do mundo!!!!

Insônia

Depois de muuuuuito tempo, tive insônia essa noite. Deitei a uma pra ver se pegava no sono no tranco, mas acabei levantando e indo buscar meu iPod pra ouvir música na cama. A ouvição de música durou até as quatro da manhã, momento em que o sono finalmente resolveu dar as caras. Pergunta se foi fácil acordar hoje...

Mas como tudo tem um lado bom nessa vida, curti um monte de músicas como se fosse a primeira vez que ouvia. Especialmente Norah Jones, que eu joguei pro iPod há poucos dias. Puta som maravilhoso que ela faz, minha santa mãezinha! Cheguei a ficar com lágrimas nos olhos em alguns momentos, mas não pelas lembranças; foi pela beleza da obra mesmo.

E tenho uma nova preferida, Seven years. Seguindo a tradição, vai a letra pra vocês curtirem. É linda; mas recomendo que quem não conhece dê um jeito de baixar e ouvir.

Seven years
Norah Jones

Spinning, laughing, dancing to
her favorite song
A little girl with nothing wrong
Is all alone

Eyes wide open
Always hoping for the sun
And she'll sing her song to anyone
that comes along

Fragile as a leaf of autumn
Just fallin' to the ground
without a sound

Crooked little smile on her face
Tells a tale of grace
That's all her own

Spinning, laughing, dancing
to her favorite song
A little girl with nothing wrong
And she's all alone


Essa letra, aliás, me lembra Little girl blue, imortalizada, pra mim, na voz da Nina Simone. Vou ser malvada e fazer vocês correrem atrás dessa, inclusive da letra. Porque eu choro só de lembrar.

Momento tosco

Lembram da música "Leilão", de César Menotti e Fabiano? Acabei de descobrir, por meio da amiga Sá, que existe uma resposta pra ela!!!

Pior: eu, que já me identificava com a original, fechei mais ainda com a resposta.

Comparem as duas e tirem suas conclusões!

A original:

Leilão
César Menotti e Fabiano

Estou à beira da loucura

Ninguém mais me segura
Tô fora da sua vida
Eu já fui
Quero a minha liberdade
Posso até sentir saudade
Sei que custa dominar um coração
Mas meu amor não dá mais
Pra você
tanto faz
Eu me entrego ja fui

Eu quero a felicidade
Saber na verdade
Quem gosta de mim
Eu vou fazer um leilão
Quem dá mais pelo meu coração
Me ajude voltar a viver
Eu prefiro que seja você
Eu vou fazer um leilão
Quem dá mais pelo meu coração
Me ajude a voltar a viver
Estou aqui tão perto
Me arremate pra você


A resposta:

Eu vou doar meu coração
João Bosco e Vinícius

Amigo por favor me dê uma ajuda
Eu nao sei o que que eu faço
Estou fora de mim
Perdi aquilo tudo que eu tinha
Quando ela me deixou
Eu fiquei assim

Amigo como é que eu te ajudo
Pra te falar a verdade também tô sofrendo
Não dei o valor que ela queria
Não cuidei do nosso amor
Acabei perdendo

O meu coração não serve pra nada
Ele só anda nas madrugadas solitário
Eu avisei eu te falei pra não se apaixonar
Coração otáááááário

Eu vou doar o meu coração
Porque no leilão não tive nem um lance
Dentro de mim ele sofre de paixão
Só vai melhorar se ela me der outra chance


Genial, não? O mais bonitinho é baixar a resposta no emule e constatar que é um dueto com as duas duplas, uma fala e a outra responde. Soooo cute!!!

Mas, sim... é o fim da várzea, indiscutivelmente. E, claro, os interessados na doação podem deixar recado aqui mesmo, nos comentários... Hahahahahaha!!! Bota fim da várzea nisso!

++++

Ah! E pra quem ainda não conhecer e estiver interessado em dar umas risadas, vai aqui e assiste o clipe que uns gaiatos aí fizeram pra original. Nem o César Menotti e o Fabiano teriam feito melhor...