quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Sonhos

Primeiro foram piercings. Piercings voando no espaço, piercings nos outros, piercings cruzando o meu caminho na rua sem que eu conseguisse identificar o(s) portador(es), piercings em mim mesma, no supercílio, no queixo, nos dedos das mãos, piercings sendo martelados em mim na força bruta, uma dor insuportável. Por várias noites essa imagem me perseguiu, com variações sobre o mesmo tema.

Depois um jantar finérrimo, uma mesa supersofisticada, pessoas conhecidas, desconhecidas, e uma menina num canto, que não dava conta de cortar sua própria carne. Os assuntos eram indigestos, era um bando de gente me pressionando sobre várias coisas pendentes ou faltantes na minha vida. Não conseguia ver o rosto da menina, até ela me pedir pra que eu cortasse a carne. Aí eu vi: a menina era eu eu, e a carne era um sapo enorme, gigante, amarelo, nojento.

Na noite seguinte, sonhei um e-mail. Um e-mail cheio de culpas minhas apontadas sem dó. Como se o fracasso de tudo (tudo?) tivesse sido culpa minha. Como se tivessem coragem de me dirigir a palavra. Doeu. No sonho, doeu muito. Acordei doendo. Fui checar meu e-mail. Não tinha nada.

Se seguiram várias noites de sonhos cada vez mais confusos, eu nos braços de alguém, sempre a mesma pessoa, mas eu não conseguia nunca ver o rosto.

Ontem sonhei um abraço. Um abraço forte, apertado, demorado, confortável. Aconchegante. Necessário. Acordei sorrindo como se fosse verdade. Dois segundos depois, a verdade contingente veio como um soco no estômago.

Tá cada vez mais difícil de lidar com as coisas: com as saudades, com as responsabilidades, com as frustrações, com as expectativas. Olho pra trás e enxergo padrões incômodos, e parece que por mais que eu faça diferente as coisas não mudam. Por mais que eu saiba onde vai dar errado, e tente avisar, ninguém nunca ouve. Por mais que eu tente fugir dos padrões, pick a different one, parece que eu sou como um reagente químico: entrou em contato comigo e dá nisso, não importa qual a essência do elemento. Como um toque de Midas: atrai e destrói, atrai irremediavelmente mas não consegue manter.

O discurso é sempre o mesmo: eu mereço mais. Vai ver eu mereço tanto, mas tanto, que o que eu mereço não existe.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Vanilla sky

Há muito tempo um filme não mexia comigo desse jeito. Engraçado que eu queria assistir esse filme há muito tempo, desde que foi lançado, mas ficava sempre adiando. Aí hoje de tarde tava passando e eu parei pra ver. Fez todo o sentido. O timing não podia ter sido melhor.

Me deu dor de cabeça. Revoltou meu estômago. Lembrei de todos os sonhos que tenho tido ultimamente e que não tenho tido coragem de postar aqui. Veio à tona toda a dor que eu tou sublimando, recalcando na marra aqui dentro porque não quero sofrer mais. De que adianta a gente estar disposto a se arriscar, a pular na piscina sem saber se tem água dentro ou não, quando a gente é o bloco do eu sozinho, quando ninguém mais faz o mesmo? Eu não quero abrir mão de quem eu sou, de quem me tornei ao longo dos anos, mas cada atitude minha é uma dor que custa a passar, e são meses e meses remoendo as mesmas velhas perguntas, os mesmos malditos porquês que ninguém responde, porque no final do dia tudo o que as pessoas conseguem é ficar olhando pra gente com aquela cara apática de quem não tá nem aí pra nada.

Era pras coisas estarem melhores agora. Não estão ruins, mas deviam estar melhores.
It's about time. Falta uma das peças mais importantes. Uma daquelas sem as quais a vida perde um bom tanto da graça. Tem coisas pelas quais eu trocaria tudo. Apesar de saber viver sem, e ser feliz sem, fica bem melhor com elas.

Não quero mais subestimar meus sentimentos e minhas necessidades. Não quero sofrer mais. E principalmente, não quero perder a fé e a essência.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

How could you walk away from this again

Passar reto, não cumprimentar, ignorar, olhar pro lado, fazer que não vi. Fazer que não notei que tá olhando pra mim. Fingir que não importa mais, que nunca importou.

Sinto falta. Das conversas e do resto todo. Da presença, das risadas. Era bom. Era o único por perto.


Dói. Pra caralho. Não pensem que não.

domingo, 28 de outubro de 2007

Em obras

Desculpem o transtorno. Estamos trabalhando para melhor servi-los quanto à compreensão da interação entre gênero gramatical, gênero semântico e número na aquisição da linguagem.

Atenciosamente,
L.S. e S.C.
Doutorandas em Lingüística

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Acabou mais um

E aí a pessoa chora assistindo o episódio final de Gilmore Girls. Chora porque foi bonitinho e porque acabou. Agora só me resta o House com novidades semanais.

E manteigona do jeito que eu ando, não duvidem que eu chore com esse também.

Quem mais notou?

Meus posts andam todos acabando em reticências de uns tempos pra cá...

Reflexos das reticências que se instalaram aqui dentro?

Horário de verão

Assim que eu terminar esse post vou despencar na cama. Hoje me revoltei contra a insônia e o zoneamento do sono provocado por essa pseudo-economia energética. Vou aproveitar a chuvinha constante e calma pra embalar no sono e acordar cedinho amanhã.

Ok, ok, confesso: tomei uma dose de vodca pra ajudar, porque também ninguém é de ferro. Só que deu um efeito estranho de pipocar lembranças em mim. Me dei conta que no ano passado o horário de verão começou mais tarde, e a noite da virada foi decisiva na minha vida. Triste e decisiva, abalou meu mundo, minha vida, meus planos, tudo. Impossível esquecer aquela madrugada de chuva transcorrida na 101 com o Maguila a tiracolo e muitas lágrimas de tristeza e desespero caindo com a chuva, o fim pra nunca mais. Vai fazer um ano em breve, tou até pensando em dar uma festinha pra "comemorar".

Esse ano o horário de verão começou bem mais cedo. Também num dia decisivo. Um decisivo feliz que virou triste, virou mágoa 24 horas depois.

E depois me perguntam por que eu não gosto desse trem...

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Opa!

Mesmo com toda essa chuva, parece que tem coisa nova pintando por aí. Por ora, apenas uma leve suspeita, mas quem sabe o que virá?

Mas eu ganhei o dia mesmo quando um cara lindo de morrer ficou 20 minutos olhando pra mim na parada de ônibus hoje de manhã. Eu com a maior cara de ressaca depois de dormir uma mísera horinha essa noite (maldita insônia), e ainda assim! E olha, vou dizer pra vocês: o cara era realmente lindo. Puta que o pariu.

Quem sabe não é justamente a chuva lavando o que já foi e trazendo um sopro de novidades boas...

Constatação

Tem alguma coisa errada com o horário dos posts. Acho que o pessoal que administra esse trem esqueceu de entrar no horário de verão.

For the record, são 03:01.

Madrugada

E cá estou eu, pseudo-trabalhando e curtindo muita música. Nesse exato momento, Lonely, by Mr. Waits. As próximas na linha de frente do meu playlist interminável são daquelas que agravam qualquer solidão.

Preciso sair de casa, conversar com alguém diferente, sobre coisas diferentes, sobre o mundo, a vida e as coisas e todo o resto. Tomar umas e outras, cantar alto, dançaaaar, qualquer coisa. Tô stuck demais no trabalho, preciso de um sopro de ares diferentes, senão não faço mais nada, viro noite acordada ouvindo música e só. Não que seja ruim, mas virar noite com música e não trabalhar durante o dia é sintoma de tédio, que avança pra desânimo e (mais) improdutividade rapidinho. E eu não quero desanimar na cidade mais animada de todos os tempos, na pós mais produtiva de todos os tempos!

Rescue me!

terça-feira, 23 de outubro de 2007

House

Tô viciada. Diariamente às 20hs largo tudo o que estiver fazendo pra assistir. Aliás, programo meu dia em função disso: na segunda e na sexta, faço o almoço à uma pra comer na frente da tv; nos outros dias, janto às oito pra idem idem. E na sexta às onze largo tudo o que estiver fazendo pra assistir.

Tudo bem, também sou viciada em Gilmore Girls, e agora que tá acabando, troco o House da sexta à uma (que reprisa às oito) pela reprise de Gilmore Girls no mesmo horário. Televisão, pra mim, é uma merda, porque eu memorizo a programação com muita facilidade e fico sempre querendo assistir os programas que eu gosto. E são vários: Project Runway na quinta às nove, Friends diariamente às sete e meia, Gilmore Girls (as reprises) diariamente às oito da manhã, onze da manhã e quatro da tarde, e por aí afora.

Mas House é diferente. Gilmore Girls e Friends são leves; Friends é pra rir (muito, mesmo eu já sabendo todos os episódios e todas as piadas de cor), Gilmore Girls é água-com-açúcar. House não.

Não é que eu me envolva com o drama pessoal dos pacientes; nesse ponto sou igualzinha ao House. Eu me envolvo com o House mesmo. A personalidade dele me intriga muito! Vocês sabem como eu sou boa em decifrar personalidades, descobrir os defeitos mais secretos das pessoas, analisar padrões de comportamento, essas coisas. E o House me fascina, desde a primeira vez que eu assisti (comecei a assistir em agosto, quando me mudei). Eu não sabia bem o porquê, afinal ele é irremediavelmente grosseiro e ponto, um cara sem sentimentos, um misantropo. Mas não podia ser assim tão simples.

E não é. Assistindo a segunda temporada, já que o Rey deixou os dvds aqui comigo, "sob custódia", eu descobri que o House é muito parecido comigo. As cenas dele com a ex-mulher, o "drama" todo (entre aspas porque, como eu, ele não deixa o drama transparecer), a postura, as coisas que ele diz, a situação toda... Mexeu comigo assistir. Parecia que eu tava vendo cenas da minha vida na telinha: ora eu era a Stacy, ora o House, mas eu sempre tava ali, minhas atitudes replicadas no seriado, situações da minha vida sendo encenadas diante dos meus olhos. Mexeu comigo. Lembram do poema do Whitman que eu coloquei aqui esses tempos? Pois tem uma cena em que o House poderia bem dizer therefore release me and depart on your way.

Não sou infeliz e recalcada como o House (apesar de eu achar que ele é mais conformado do que recalcado). Mas deu medo pensar pra onde certas atitudes e escolhas vão me levar no fim das contas. Assusta pensar que as coisas de um jeito ou de outro nunca acontecem no momento certo...

Random notes

Meu sono tá uma droga ainda. Sem sono de noite, durmo tarde pra caramba, acordo tarde pra caramba, adeus produtividade durante o dia. Não dá pra continuar assim.

Eu tenho tanta coisa pra fazer que vocês nem imaginam. Tá começando a bater um leve desespero.

Tá faltando alguma coisa, um ingrediente nessa mistura. Pra tudo deslanchar de vez. Mas infelizmente não é algo que eu possa providenciar...

domingo, 21 de outubro de 2007

Em Campinas

Tomei milk-shake de ovomaltine do bob's hoje.

A vida é boa!

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

The sun came out again

Teria tanta coisa pra dizer hoje... Teve reunião da pós, entrei na organização do enapol do ano que vem, tava um dia friozinho, umidinho, muito bom. Depois vim pra Campinas passar o finde com a Sá pra gente conversar e trabalhar no trabalho do ISAPL.

No caminho, vim ouvindo muita coisa e pensando em algumas coisas; bem poucas, na verdade. As pessoas escolhem seus caminhos. Mas quando elas escolhem seus caminhos olhando de canto do olho pro caminho que decidiram abandonar, é estranho. Tava pensando nisso, pensando em como situações boas podem se tornar desagradáveis, em como as pessoas são volúveis e quanto tempo vai durar a bola da vez. Várias coisas nesse estilo passando pela minha cabeça e a estrada passando na janela do ônibus. Mas numa boa, sem dramas, afinal eu fiz uma escolha também. Só acho chato, desagradável, triste, uma pena que se desperdicem oportunidades que vão fazer falta logo logo, quando pintar o primeiro desentendimento, talvez até antes disso. Bom, not my problem anymore, pensei.

E aí o sol apareceu. Depois de uma semana escondido, o sol. Primeiro bem franquinho, ao som de Long as i can see the light, do Creedence. Depois mais forte, ao som de Here comes the sun nas voz da Nina Simone (quem não conhece essa versão, procure e ouça!). Por fim, um solaço forte forte forte ao som de Sunburn; um sol lindo, que me fez sorrir muito. Tou tranqüila. Não saiu como eu queria, é verdade. Mas dadas as circunstâncias, dadas as escolhas alheias, eu fiz a escolha certa em sair fora. Segue o baile!

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Perseguição

Agora os ônibus de São Paulo têm tv. Bom, ao menos alguns têm. Crucialmente, os ônibus que eu pego pra USP, em sua maioria, agora têm uma programaçãozinha especial que fica se repetindo a cada meia hora. Tipo variedades, sabe? Um pouquinho de humor, um pouquinho de cultura, essas coisas.

Hoje, a caminho da USP, lá estava a tevezinha ligada. Sem som, "porque a TVO sabe que você já ouve muito barulho durante o dia". Eu tava de pé, de olho nos gatinhos que tavam no andar de baixo do busão. Aí uma hora olhei pra tevezinha. Tava lá:

Torça pelo melhor, espere pelo pior, aceite o que vier


Essa frase tem feito parte da minha vida nos últimos, sei lá, dois meses. Eu acho sábia, mas covarde e comodista. Porque a gente pode fazer mais do que torcer; a gente pode, e deve, fazer o melhor acontecer.

Eu diria:

torça pelo melhor, espere pelo pior, aceite o que vier, lute pra dar certo, viva o que pintar até o fim e tire o máximo de tudo isso.


Muito melhor!

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Depois de tudo

Ficou só uma pergunta: por que essas coisas sempre acontecem comigo? E sempre se repetem e se repetem? É porque eu deixo, ou é porque a humanidade é babaca mesmo?

Dessa vez vou fazer tudo diferente. Aliás, já tou fazendo.

Porque uma hora a gente tem que aprender.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Das coisas difíceis de entender

Por que o post de baixo não ficou com o mesmo tamanho de fonte de todos os outros?

Fucei várias vezes nos tamanhos de fonte, e não consigo deixar do mesmo tamanho. Ou fica menor, ou maior. Nunca do tamanho certo.

Some things just never fit.

Nostalgia

Ontem à noite eu tava completamente sem sono. Essa coisa de adiantar relógio por causa do horário de verão fode meu metabolismo, meu sono, meu relógio biológico, tudo. Acordei tarde ontem. Ou melhor, acordei na hora de sempre, mas era tarde porque tinha que adicionar uma hora no relógio.

Eu sei como é essa coisa de horário de verão comigo. Demoro quatro meses pra me acostumar, e quando finalmente acostumo, pimba, tá na hora de voltar ao normal. Mas ontem, prevenindo insônias, saí de tarde. Passei um bom tempo na rua. Tava nublado, meio garoando, mas eu fui até uma praça que tem aqui perto de casa e fiquei lá sentada, ouvindo música e trabalhando. A caminhada de ida e volta é um bom trecho, deu pra cansar as pernas. Ainda passei no shopping e fui ao supermercado, voltei cheia de sacolas. Fiz esforço.

Mas mesmo assim, era meia-noite e eu aqui feito um zumbi. Felizmente tinha mais gente no mesmo embalo: meu graaaaande amigo Duda. Já falei dele? A gente se conhece do berço, passamos quase toda a nossa infância juntos: morávamos no mesmo prédio (ele no apê embaixo do meu), estudávamos no mesmo colégio... Lembrar da infância sem lembrar dele é impossível. E ontem ele também tava acordado, ficamos conversando no msn atéééé as duas da manhã.

Falamos de muita coisa, mas principalmente da nossa infância: desenhos animados, refrigerantes, comidas, enfim, coisas dos anos 80 que fizeram nossa vida mais feliz. E como a gente era feliz! Não sou saudosista da infância, nem da adolescência; sempre acho que tou na minha melhor fase, vocês sabem. Mas ontem deu saudade. A gente ficou assistindo no YouTube um monte de videozinhos com aberturas de desenhos animados da época, ou com coisas daquele tempo. Eu tava aqui gritando e pulando sozinha, rindo feito uma doida, lembrando de mil coisas... Bah, deu saudade.

A boa notícia é que o Duda ainda tem um monte de brinquedos da nossa época: Lego, Comandos em Ação, e principalmente Ding Bo! Eu quero muito conseguir um Ding Bo, até achei um esses tempos aqui na Benedito Calixto, mas tava sem cabeça, daí não vale. Queria também um Traço Mágico e o meu Aquaplay do Pateta. As únicas coisas que eu ainda tenho são uma mola maluca rosa-choque, Jogo da Vida, Imagem & Ação (que até hoje jogo nas festinhas com o povo da UFRGS) e o Pense Bem.

Tá combinado: em novembro, quando eu for pra Porto, na ida ou na volta de Marau eu paro no Duda com meu Pense Bem embaixo do braço e a gente vai brincar de Lego, Comandos em Ação, e assistir os dvds de desenhos antigos que encomendamos juntos ontem à noite. Eba! Ou, como diria o Ligeirinho, "Uobauobauoba!"

domingo, 14 de outubro de 2007

Será?

[epifania mode: on]

Será que é por causa dessas minhas idéias desprezíveis que eu vivo me fudendo?

[epifania mode: off]

Zucchero!

Vai ter Zucchero aqui em Sampa!!! Dia 03 de novembro no Via Funchal. Custa R$ 120,00 o ingresso mais barato, aquele pra sentar no meio-fio do lado de fora do teatro e ficar tentando ouvir alguma coisa do que tá se passando lá dentro. Mas mesmo assim eu quero ir!!

Aliás, quero não: eu PRE-CI-SO ir. Preciiiiiiiiiso!!!

Antes disso tem Marisa Monte, no mesmo bat-local, uma semana antes. 80 pilas o mais barato. Tem também Steve Vai dia 06/11 no Bourbon Street Music. R$ 180,00.

Eu quero ficar rica! Agora, já! Deus, me mande os meus milhões. Ou um marido rico, também serve.

Melhor ainda: um babaca qualquer, rico, que se apaixone loucamente por mim, pague os ingressos, dê o dinheiro do táxi, e aí eu dou um pé na bunda dele. Hahahahaha!!!

Chuva!

:oD

sábado, 13 de outubro de 2007

Motivos pra comemorar

Não sou mais uma pessoa sozinha. Finalmente!

Antes que vocês se empolguem, deixa eu explicar: comprei uma plantinha pra ser minha roomate. Uma pimenteirinha linda de morrer. Vocês têm que conhecer!

Além disso, meu Grêmio meu Greminho voltou pra zona da Libertadores!!! Yay!!! De virada sempre é mais gostoso...

De virada é sempre mais gostoso... Mas é bom ficar na manha e não cantar vitória antes do tempo.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

A título de distração

Já que eu mencionei o Walt Whitman num post recente, e já que eu não tô conseguindo focar no trabalho de jeito nenhum hoje, resolvi compartilhar com vocês o meu poema preferido dele. Conheci esse poema, e me apaixonei por ele, no meu primeiro semestre de graduação (nos idos do ano 2000). E cada vez mais eu tenho a sensação de que, mutatis mutandis, ele "traduz" primorosamente certos aspectos da minha vida. Infelizmente.

Whoever you are holding me now in hand,
Without one thing all will be useless,
I give you fair warning before you attempt me further,
I am not what you supposed, but far different.

Who is he that would become my follower?
Who would sign himself a candidate for my affections?

The way is suspicious, the result uncertain, perhaps destructive,
You would have to give up all else, I alone would expect to be your sole and exclusive standard,
Your novitiate would even then be long and exhausting,
The whole past theory of your life and all conformity to the lives around you would have to be abandon'd,
Therefore release me now before troubling yourself any further, let go your hand from my shoulders,
Put me down and depart on your way.

Or else by stealth in some wood for trial,
Or back of a rock in the open air,
(For in any roof'd room of a house I emerge not, nor in company,
And in libraries I lie as one dumb, a gawk, or unborn, or dead,)
But just possibly with you on a high hill, first watching lest any person for miles around approach unawares,
Or possibly with you sailing at sea, or on the beach of the sea or some quiet island,
Here to put your lips upon mine I permit you,
With the comrade's long-dwelling kiss or the new husband's kiss,
For I am the new husband and I am the comrade.

Or if you will, thrusting me beneath your clothing,
Where I may feel the throbs of your heart or rest upon your hip,
Carry me when you go forth over land or sea;
For thus merely touching you is enough, is best,
And thus touching you would I silently sleep and be carried eternally.

But these leaves conning you con at peril,
For these leaves and me you will not understand,
They will elude you at first and still more afterward, I will certainly elude you,
Even while you should think you had unquestionably caught me, behold!
Already you see I have escaped from you.

For it is not for what I have put into it that I have written this book,
Nor is it by reading it you will acquire it,
Nor do those know me best who admire me and vauntingly praise me,
Nor will the candidates for my love (unless at most a very few) prove victorious,
Nor will my poems do good only, they will do just as much evil, perhaps more,
For all is useless without that which you may guess at many times and not hit, that which I hinted at;
Therefore release me and depart on your way.


Pesquisa de opinião

Tenho pouco menos de vinte e quatro horas pra incorporar uma atitude. Alimento todo meu fel ou dou vazão ao meu lado conciliador e bonzinho?

Notícia boa

Meu pai vem me visitar!! De segunda a quinta da semana que vem!!! Iebaa!!!

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Meio cheio, meio vazio

Eu tava com uma sensação de que essa semana seria decisiva. Desde segunda, tava incomodada, achando que mais e mais coisas aconteceriam. Houve um episódio no DL, o Eric, uma troca de e-mails... Mas eu tava esperando mais uma coisinha. Pra ontem.

Literalmente pra ontem. Mas ontem não aconteceu nada e eu desencanei. Resolvi dar o ameaçado tratamento-padrão. E hoje pela primeira vez em muito tempo eu não fiquei olhando pela janela num determinado trecho do trajeto casa-USP. Saí de casa pensando: "se não foi ontem, hoje é que não vai ser".

Cheguei atrasada pra aula. Sem músicas nos ouvidos, porque o iPod tava descarregado e as pilhas recarregáveis do mp3 vermelho tavam descarregadas e não tinha músicas no meu celular. Uma horrível coincidência pra quem enfrenta horas de trânsito tedioso diariamente.

Sem músicas nos ouvidos, chegando com pressa, e de repente lá está. A primeira idéia foi virar as costas. A segunda, entrar e não olhar. As outras são sangrentas demais pra contar aqui. Prevaleceu a segunda. Tava quase conseguindo, mas aí ouvi um "Psiu!" e não consegui ignorar. Fiquei fria. Parei, virei, fria. Cumprimentei, fria. Beijinho, mas sem sorriso, sem nem olhar direito. Fria. Ia te ligar hoje, Ah tá, Pois é, Tô atrasada pra aula, Eu também, Ah então vou indo nessa, Te ligo hoje, Tá.

Entrei no banheiro. Quente. Muito quente, fervendo, o peito em ebulição. Tremi. Uma lágrima se amontoou no canto do olho, sequei. Quente. Fervendo. Raiva, tristeza, quente, muito quente, um calor insuportável por dentro. Atrasada, corri pra sala, tremendo ainda. "Leonor, o que você achou do texto?", eu nem tinha sentado ainda. "Hã?" "O texto, o que você achou?"

Resposta real: "Achei mais simples que o outro, mais palatável, mas acho que preciso ler mais uma vez".

Resposta que eu queria ter dado: "Não achei nada, porque não pude ler, porque os últimos dois dias foram tristes e difíceis e cansativos e ainda hoje me acontece isso, não tá dando pra ver pela minha cara que eu não tô legal?"

Não me concentrei na aula. Olhava pro teto, pra parede, pra janela, pra porta, pro chão. Quente e frio se alternando. Meia hora depois eu ainda tremia. Alguém que provavelmente sabe da história provavelmente notou. Perguntou se tava bem. Tem sempre alguma coisa a mais. Tem mesmo.

Na aula, alguém comenta a história do copo meio cheio ou meio vazio. Que me traz lembranças de uma conversa tida há muito tempo atrás, com outra pessoa, numa história parecida. Bullshit, hoje meu copo tá completamente vazio, aliás, a minha sensação é que roubaram o meu copo e eu nunca mais vou ter nada pra encher, vou viver de academia pra sempre e pronto. Logo eu, que trocaria tudo... Mas a academia tem sido meu único motivo de satisfação, e ultimamente nem pra ela eu tenho me dedicado como deveria. Tenho perdido muito tempo pensando em quem foi o filhadaputa que roubou meu copo, isso sim. Não consigo fazer diferente.

Chego em casa e o telefone não tá funcionando. Nem a internet. Só porque eu queria escrever aqui e ia receber um telefonema. Felizmente tudo foi consertado, mas não posso falar sobre o telefonema porque sinceramente foi extremamente brochante. Maldito aquele que roubou meu copo, whoever he is. Mas se eu tivesse um copo, não saberia dizer se hoje ele estaria meio cheio ou meio vazio.

Só o que eu posso dizer é que hoje eu sei que eu tinha alguma razão em procurar camisetas amarelas na multidão...

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Um motivo pra sorrir

A vida é mesmo engraçada... Ela dá uns avisos pra gente, dispara uns alertas volta e meia pra gente deixar de procrastinar e tomar algumas atitudes. Porque às vezes a gente se perde tanto na poeira do cotidiano que vai deixando, deixando, deixando de fazer coisas que são necessárias: de se cuidar, de aparar arestas, de manifestar carinho...

Eu hoje pensei muito nisso. Fui deixando e deixando de fazer uma coisa que não vou poder fazer nunca mais, e agora nem adianta mais me arrepender. Tomei um choque de realidade, e isso me fez decidir escrever dois e-mails: um manifestando carinho, outro aparando arestas.

Minha expectativa era que o do carinho demorasse muito tempo pra ser respondido. Porque a pessoa do outro lado também é dada a procrastinações, como boa minimalista que é. O outro, das arestas, sinceramente nem sei. Acho que escrevi mais por desencargo de consciência, pra jogar a bola pro outro lado da quadra mesmo.

Mas não é que o procrastinador respondeu quase na hora?
Engraçado que eu vinha sonhando com ele há dias... Mas foi tão inesperado, e uma resposta tão longa e carinhosa e sincera e bacana pra um e-mail de nem bem duas linhas, que eu chorei feito criança aqui na frente do computador. Chorei, nem sei se de alegria, tristeza, alívio ou o quê. Provavelmente um pouco de cada. Me esforcei muito pra responder uma resposta bem bonita. Me senti bem lendo e melhor ainda respondendo. Finalmente posso dizer com toda a certeza: sem ressentimentos e sem resíduos!

Uma aresta a menos, uma pendência a menos na minha lista. Now I can finally move on.

Nota triste

Adeus, Eric! Descansa dessa loucura toda e fica de olho na gente aí de cima!!

Redescoberta

Reencontrei meu velho amigo Walt Whitman hoje de noite, dando sopa na minha prateleira. Por que é que eu insisto tanto em me privar das coisas boas?

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Participação social

É com grande satisfação que anunciamos o nascimento de um novo doutorando USP 2008/1: o amigão Rey!

Bem-vindo à selva de pedra e árvores! Aproveite pra descansar agora, porque depois que começar...

Back on track

E então que ontem eu levantei bem cedinho e fui fazer compras no supermercado com meu supercarrinho. Tinha sol, o dia tava bonito, eu fui e voltei ouvindo minhas musiquinhas, cantarolando, olhando o céu azul. No meio do caminho, cheguei à conclusão de que eu tô feliz.

Entre o final de agosto e o final de setembro muita coisa aconteceu: doença minha, doença do pai, desilusão, expectativas concretas duplamente frustradas, excesso de trabalho, ih, tanta coisa... Fiquei desestimulada, verdade. Até então, vocês sabem, eu tava feliz; a vida tava finalmente indo pro lugar, e achei que a primavera ia começar trazendo ainda mais felicidade. Tava vendo um senso de completude na minha vida, coisa que eu sempre busquei e nunca consegui.

Bom, não foi dessa vez. Mas o sol continua brilhando, o pôr-do-sol continua cada vez mais cheio de cores, os dias tão mais longos, tem muita gente bonita na rua, minha vida acadêmica tá mais proveitosa do que nunca, tou empolgada pra fazer um monte de coisas (não só as acadêmicas). Chegar na USP e caminhar no meio daquelas árvores que despejam flores na gente dá uma sensação muito boa. Tô muito atenta pras coisas do mundo, da natureza, tenho visto beleza em tudo, especialmente em mim mesma. Problemas? Pendências? Existem. Não nego. Mas tou dando a eles a importância que merecem; nem mais, nem menos. Afinal, eles não tão me dando importância nenhuma, por que eu deveria me importar com eles? E no fim das contas nem tinha nada de tão grande e importante assim. A gente aprende com a vida; eu acho que aprendi.

E não é que a primavera chegou sorrindo mesmo? Inclusive aqui, dentro de mim.

So what?

Nada como começar uma segunda-feira ouvindo Miles Davis...

E daí que o dia tá cinzento? Adormecer com Sketches of Spain e acordar com Kind of Blue, definitivamente, não tem preço.

sábado, 6 de outubro de 2007

:oS

Venho pensando sempre em um monte de coisas pra postar. Desde análises profundas de aspectos da minha vida até baboseiras do cotidiano.

Por exemplo: eu podia contar pra vocês a minha aventura correndo Cardoso afora pra conseguir pegar o banco aberto e depositar meu aluguel. Podia contar que passei o dia todo fazendo serviços domésticos como descongelar geladeira, limpar, passar roupa, e ainda assim não consegui terminar tudo o que eu queria ter feito. Eu podia dizer que amanhã quando eu for ao supermercado, finalmente não vou mais precisar carregar pesos homéricos na volta, porque finalmente comprei meu carrinho de feira.

Cada uma dessas coisas dava uma história rica em detalhes. E eu aqui, completamente sem saco pra nada.

Preciso urgentemente dizer uns desaforos pra alguém. Ur-gen-te-men-te. Candidatos a saco de pancada, favor mandar currículo.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Breve atualização

Meu seminário hoje foi muito legal. Muito legal mesmo. Valeu a pena ter ficado ontem até as duas da manhã preparando.

Claro que acordar às 5:45 pra aula da Raquel não foi a tarefa mais simples do mundo. Agora tou aqui, tão cansada que não tenho nem vontade de comer. E ainda tenho que esfregar umas roupas que tão de molho e, no melhor dos mundos, ler um texto pra escrever uma resenha amanhã de manhã.

Cheeega, sexta-feira!!!

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Depressão pós-GT

Tão chato pensar que tem que esperar um ano inteiro pra próxima diversão de lingüistas... Logo eu, que me divirto tanto nessas ocasiões!

Não paro de olhar as fotos e me acabar de rir. Igualzinho foi em Ouro Preto...

Mais umas fotos pra deleite do grande público (e meu, principalmente):

Mais uma dos mano pô e a mina pá:



E quem disse que lingüística não cansa?


O movimento é sexy!!!


Se for movimento pra Spec de PqP, então... é uma bomba!!


Ai, ai... a gente ganha pouco mas se diverte bagarai. E olha que eu ainda nem mencionei o "Sexual Syntax: a new approach". Em breve nas melhores casas do ramo...

Mas...

Não é porque a vida insiste em se repetir que eu vou insistir em repetir os mesmos comportamentos!

Ou seja: não vou ficar dissecando o assunto, nem aqui nem em lugar nenhum. Não vou ficar pelos cantos ouvindo "our songs". Não vou ficar tentando entender cabeça de gente doida que não se entende. Não vou me embarangar, pelo contrário!!

A fossa foi ontem. Hoje foi um novo dia, cheio de cabeças masculinas virando quando eu passava. Cheio de música alegre e dancinhas no meio da sala. É assim que vai ser.

E tenho dito!


Here I go again

Oh, yeah... E depois vocês me dizem que a vida não se repete de uns jeitos extremamente irritantes... Sei!