Juuuuuuuura?!
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Enquanto isso, no seu Orkut...
Juuuuuuuura?!
Rapidinhas
* risos *
E eu decidi tatuar um lambda na nuca. Apesar das piadinhas de duplo sentido dos meus caros amigos.
domingo, 28 de setembro de 2008
Post Scriptum poético
Pra completar a série dos poemas dele que eu andei relendo muito nas últimas horas, vou grudar aqui também o "Consolo na praia", que não fala de praia. Mas que vontade de ver o mar!
Vamos, não chores
A infância está perdida.
A mocidade está perdida.
Mas a vida não se perdeu.
O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.
Perdeste o melhor amigo.
Não tentaste qualquer viagem.
Não possuis casa, navio, terra.
Mas tens um cão.
Algumas palavras duras,
em voz mansa, te golpearam.
Nunca, nunca cicatrizaram.
Mas, e o humour?
Falastério
Tou meio por aqui com tudo. Cansa. A minha autoconsciência se choca com a falta de autoconsciência da maioria dos seres que ambulam por esse mundão de deus. Como as pessoas podem não perceber o alcance das suas atitudes e palavras? Como podem ser tão mentirosas, ou se não são mentirosas, covardes? Pra quê? Por quê? O que aconteceu com a sinceridade?
Na falta de respostas às minhas eternas indagações, deixo aqui um poema do Drummond que não responde nada, mas que também fala da vida. E claro que o jeito dele de falar é muito melhor do que o meu...
Parolagem da VidaComo a vida muda.
Como a vida é muda.
Como a vida é nuda.
Como a vida é nada.
Como a vida é tudo.
Tudo que se perde
mesmo sem ter ganho.
Como a vida é senha
de outra vida nova
que envelhece antes
de romper o novo.
Como a vida é outra
sempre outra, outra
não a que é vivida.
Como a vida é vida
ainda quando morte
esculpida em vida.
Como a vida é forte
em suas algemas.
Como dói a vida
quando tira a veste
de prata celeste.
Como a vida é isto
misturado àquilo.
Como a vida é bela
sendo uma pantera
de garra quebrada.
Como a vida é louca
estúpida, mouca
e no entanto chama
a torrar-se em chama.
Como a vida chora
de saber que é vida
e nunca nunca nunca
leva a sério o homem,
esse lobisomem.
Como a vida ri
a cada manhã
de seu próprio absurdo
e a cada momento
dá de novo a todos
uma prenda estranha.
Como a vida joga
de paz e de guerra
povoando a terra
de leis e fantasmas.
Como a vida toca
seu gasto realejo
fazendo da valsa
um puro Vivaldi.
Como a vida vale
mais que a própria vida
sempre renascida
em flor e formiga
em seixo rolado
peito desolado
coração amante.
E como se salva
a uma só palavra
escrita no sangue
desde o nascimento:
amor, vidamor!
sábado, 27 de setembro de 2008
Blog novo?
Ou isso, ou direto pra terapia.
Confirmação
As flores de plástico não morrem. Mas podem ser enfiadas no fundo de uma gaveta que nunca se abre.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
O que há de novo
Ontem fiz meu primeiro treino de boxe com a galera da pós. Foi muito legal. Empolguei total pra mexer o corpo, além do boxe vou fazer deep running no CEPE quatro vezes por semana. Tou toda dolorida hoje, mas parte disso tem a ver também com o megatombo que eu levei voltando do treino. Ouch!
A semana foi estranha. Quando o Julio falou eu não concordei, mas agora tou assinando embaixo. Meu dia hoje foi estranho, ouvindo Chico Buarque e lendo Drummond enquanto falava com a Lu no msn. Ela postou um poema lindo do Drummond no blog dela, que tem muito a ver com esse nosso momento. Eu vou postar algumas coisas dos dois em breve, talvez hoje mesmo.
Sonhei uma coisa bizarra essa noite, pra variar. Uma pessoa debandou do orkut. Tive uma conversa estranha, bizarra, totalmente fora de propósito (e todos os outros adjetivos desse nível que vocês conseguirem colocar aqui). Como sempre, cada vez menos eu entendo os seres humanos e as suas necessidades cretinas de auto-afirmação e projeção. Tem coisas que são desnecessárias, mas o povo faz sem medir conseqüências. Ou faz porque tá no embalo de fazer mesmo, mas depois nega até a último estertor. Não entendo mesmo.
Assisti os dois primeiros episódios da quinta temporada de House, e lembrei por que eu gosto tanto dele. De cara ele soltou a seguinte frase, bem no meio das minhas cada vez mais freqüentes tentativas de entender o que eu fiz de errado e o que eu fiz pra merecer tais e tais coisas que ficam se repetindo eternamente: "you don't get what you deserve; you get what you get". E seguindo o embalo das frases de efeito, é um fato que as pessoas cada vez menos são "what you see is what you get", salvo raras exceções. E que "you can't always get what you want, but if you try sometimes you just might find you get what you need" é uma lição que eu já aprendi faz tempo, mas que não tem funcionado muito na minha história recente, a menos que eu seja meant pra me ferrar - contradizendo a sábia frase do House. Finalizando os trocadilhos paronomásticos, "you get what you give" não tem se aplicado pra mim. Mas eu tenho aplicado aos que me cercam sem dó nem piedade. Hoje foi um bom exemplo.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Assim, assim
Tou, ao mesmo tempo, satisfeita e insatisfeita. Não pensando e pensando. Lamentando e dando de ombros. Sem conseguir decidir se é bom ou não. Só sei que indiferente não é. Ah, mas não é mesmo.
domingo, 21 de setembro de 2008
Ainda sonhos
Alguém ponha um freio no meu inconsciente!!
Da série: como é que a gente nunca tinha feito isso?
Ainda chove nessa terra. Fotos do orkut dos outros pra matar uma saudade besta que me bateu. Meu futuro talvez sendo decidido amanhã. E eu que não penso em outra coisa...
sábado, 20 de setembro de 2008
Sabadão
Ontem levamos o Boskovic pra dançar. Foi bom, eu não saía pra dançar há séculos, aproveitei bem a oportunidade. Mas claro, como sempre, quando tem muitos humanos na minha volta eu fico observadora demais. Filosófica demais. Tentando entender o mundo demais. Ontem à noite cheguei à conclusão de que eu tenho limites racionais. Coisas que eu até faria, em tese, mas algum motivo muito racional me impede de fazer. Nunca imaginei que eu fosse assim. Sempre me achei o instinto em pessoa. Mas agora eu percebo que racionalizar certas coisas também é instinto. Tou pensando sobre isso ainda.
Acordei faz umas duas horas só. Os corinthianos malditos que ficam berrando na rua me acordaram dos meus sonhos insanos. Agora mais gritos, fogos, buzinas e tudo mais que vocês possam imaginar que faz barulho, pra ajudar na minha dor de cabeça. Acho que essa é a primeira vez na vida que eu não tenho remédio pra dor de cabeça em casa. Deve ser um sinal dos tempos. Chove em Sampa city, e não sei o que será da minha noite, só sei que será com Boskovic: ou levamos ele pra balada, ou eu fico em casa lendo os textos dele sobre movimento e concordância.
Casamento da Sheila hoje. Era pra eu estar lá em Porto Alegre assistindo na primeira fila. Infelizmente não dá. Feriado no sul, dia do gaúcho. E eu completamente desconexa.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Filosofia barata (mas boa)
Serviu pra eu comprovar como eu realmente tenho uns amigos do caralho. Que se preocupam comigo de verdade, que tentam me salvar das situações. Acabou sendo um dia muito legal: não só o curso do Boskovic foi extremamente relevante pra minha tese (ainda mais do que o esperado!), como ainda acabei tendo uma noite ótima e muito bem acompanhada. Voltei pra casa tri feliz.
Moral da história #1: "se a vida te der um limão, faça uma caipirinha". Ou: nem tudo tá como eu gostaria, mas ainda assim eu tou muito melhor agora.
Moral da história #2: lingüistas são so very cool. And you can have it all.
Moral da história #3: meu inglês ainda presta.
Moral da história #4: eu tenho ótimos amigos, como ele mesmo já dizia.
Moral da história #5: eu sou forte. e uma lady.
E por fim: nunca saia de casa sem se arrumar... rs.
Motivo de comemoração (2)
Motivo de comemoração (1)
domingo, 14 de setembro de 2008
Cansada
Coverdale
As I stand at the crossroad
I see the sun sinking low
With my cross of indecision
I can't tell which way to go
Now I have seen the seven wonders
And I have sailed the seven seas
I've walked and talked with angels
And danced all night with gypsy queens
All in all it's been a rocky road
Twists and turns along the way
But I still pray for tomorrow
All my hopes, my dreams
Don't fade away
Don't fade away
I have painted many portraits
Memories of love and pain
Though cut down by life's deceptions
I found the strength to start again
All in all it's been a rocky road
Twists and turns along the way
But I still pray for tomorrow
All my hopes my dreams
Don't fade away
Don't fade away
Heaven help a man
Trying to make up his mind
With the darkness closing in
I feel I'm running out of time
Shine a light for me
Help me find the way to go
And take me where I've never been before
And so I stand at the crossroad
Watching the sun sinking low
With my cross of indecision
Still trying to find the way to go
All in all it's been a rocky road
Twists and turns along the way
But, I still pray for tomorrow
All my hopes, my dreams
Don't fade away
Como diriam os Titãs, "as flores de plástico não morrem". Mas às vezes elas têm perfume. E desabrocham depois de uma semana...
Hangin' on the telephone
Um telefonema que, eu acho, nunca vou receber.
Conclusões da noite
2) Escorpiões são muito legais, mas eu ainda prefiro a cobra branca.
3) Some people just don't belong in certain places, certo como dois e dois são cinco. E nem se esforçam. E também tem muita coisa que simplesmente não fecha.
4) Senti falta de alguém... mas não de quem vocês tão pensando.
5) Long live rock'n'roll!
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Da série: como eu nunca tinha notado?
Nem eu acredito que eu nunca tinha me tocado disso!!
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
É foda
Baixas recorrentes
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Urinóis e cachimbos
Tá, vou parar. Já tou vendo que vai ter mil neguinhos entrando aqui anonimamente pra me desaforar porque eu tou desmerecendo a arte moderna, apesar de não ser esse o caso. Crianças, não se ofendam!
Deixo pra quem não pode ir à exposição a foto da obra-símbolo do Duchamp:

Eu vi o urinol do Duchamp! Eu sou uma pessoa feliz! :oD
Gato escaldado
Aí a vida espera o tempo passar e pá!, te coloca de novo na mesma situação. Ou numa situação muito parecida. Todos os teus instintos e todo o aprendizado entram num puta conflito com a vontade de encarar de novo. Afinal, parece muito bom. Hmmm... Muito bom? Bom demais pra ser verdade, talvez? Não aprendeu nada nessa vida, guria? Tsc tsc tsc...
E aí? Deixar passar uma oportunidade por puro medo? É difícil colocar na balança. Eu que no início do ano cheguei à conclusão de que precisava aprender a ter calma, a não me jogar de cabeça nas coisas, tou aqui, quase querendo me jogar de cabeça. E pensando se eu realmente tinha que aprender e não aprendi, ou se aprendi e vou com calma mas vou. Mas o que eu vejo são pessoas assustadas. Loucas pra tentar, mas uma mais se cagando que a outra. Difícil largar tudo, difícil encarar, difícil achar um meio-termo inicial. Tou quase me sentindo o Kofi Annan depois de ontem, tentando negociar. Mas em meu próprio benefício. Se alguém viesse me contar a história e pedir conselho, eu saberia exatamente o que dizer. Mas como casa de ferreiro espeto de pau, vocês já conseguem calcular a merda que isso vai dar. Ou pode dar. Mas e se não der? E se der tudo muito certo? Mas como é que uma coisa dessas pode dar certo?
Superar velhos traumas, agora eu sei, é muito mais difícil do que eu pensava...
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Tic tac
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Das coisas difíceis de entender
Ela era fora de série, em todos os aspectos. Vai fazer falta. Deixo aí a Elegia 19 do Donne como forma de homenagem. Carpe diem!
Come, Madam, come, all rest my powers defy,
The foe oft-times, having the foe in sight,
Until I labor, I in labor lie!
Is tired with standing though he never fight.
Off with that girdle, like heaven’s zone glistering,
But a far fairer world encompassing.
Unpin that spangled breastplate which you wear
that th’ eyes of busy fools may be stopped there.
Unlace yourself, for that harmonious chime
Tells me from you that now it is bed-time.
Off with that happy busk, which I envy,
That still can be and still can stand so nigh.
Your gown going off, such beauteous state reveals
As when from flowery meads th’ hill’s shadow steals.
Off with that wiry coronet and show
The hairy diadem which on you doth grow;
Now off with those shoes, and then safely tread
In this love’s hallowed temple, this soft bed.
In such white robes, heaven’s angels used to be
Received by men; thou, angel, bring’st with thee
A heaven like Mahomet’s paradise; and though
Ill spirits walk in white, we easily know
By this these angels from an evil sprite,
Those set our hairs, but these our flesh upright.
License my roving hands, and let them go
Before, behind, between, above, below.
O my America! my new-found-land,
My kingdom, safeliest when with one man manned,
My mine of precious stones, my empery,
How blest am I in this discovering thee!
To enter in these bonds is to be free;
There where my hand is set, my seal shall be.
Full nakedness! All joys are due to thee.
As souls unbodied, bodies unclothed must be.
To taste whole joys. Gems which you women use
Are like Atalanta’s balls, cat in men’s views,
That when a fool’s eye lighteth on a gem,
His earthly soul may covet theirs, not them.
Like pictures, or like books’ gay coverings, made
For laymen, are all women thus arrayed;
Themselves are mystic books, which only we
(Whom their imputed grace will dignify)
Must see revealed. Then since that I may know,
As liberally as to a midwife show
Thyself: cast all, yea, this white linen hence,
There is no penance due to innocence.
Dos seres humanos
É sempre assim: quando eu volto a ter um pingo de esperança na vida, quando eu me convenço de novo de que tudo pode ser diferente, pá! Bolinha nas costas. Todo ano a mesma coisa? Na mesma época, ainda por cima? Complicado. Tou começando a ficar sem fichas pra apostar. E sem o menor ânimo também. Nem o benefício da dúvida eu consigo dar mais.
Tá na hora de parar a palhaçada
Parece mentira
Quem duvida, volte lá nos posts de final de agosto / início de setembro e veja com seus próprios olhos. Parece uma grande piada, mas é a mais pura verdade. Lembram daquela história da vida que se repete em ciclos? Pois é. Eu às vezes esqueço...
Perdida em pensamentos
Se vocês soubessem o que eu sonhei acordada...
Hehehe.
domingo, 7 de setembro de 2008
Ah, vida real...
Curitiba foi surreal. A maioria dos que lêem esse blog conhece minha vida pregressa e sabe como eu tava apreensiva de botar meus pezitchos naquela cidade de calçadas tortuosas novamente. A carga emocional que ficou por lá é muito grande, e eu tinha medo de que tudo voltasse e me sufocasse, afinal de contas foi a última grande experiência afetiva da minha vida. Chegar naquela rodoviária à meia-noite no mesmo maldito portão em que eu cheguei lá pela primeira vez e não ter ninguém me esperando foi estranho. Pisar na Federal no dia seguinte e dar de cara com o pronome e sua atual na cantina foi foda. O abraço apertado e o sorriso foram bons, mas a levantação de sobrancelhas que se seguiu ao longo dos dois dias não foi nada legal. Fiquei chateada, mas parou por aí. Não senti nada de especial. Fizemos muita festa, revi lugares conhecidos, finalmente subi na torre da Telepar, fui no Bar do Alemão, peguei o trem pra comer barreado em Morretes, tudo o que tinha ficado pendente eu fiz.
No dia mais fatídico, fui embora cedo mandar um e-mail que até hoje não recebeu resposta. Na manhã seguinte, voltei a pegar o velho ônibus no Círculo Militar. Caminhei pelo velho caminho do Bosque do Papa, sentei no mesmo banco do último dia juntos, há quase dois anos, e fiquei ali tentando lembrar o nome da árvore, respirando aquele pozinho. Visitei o Museu do Olho, mais uma pendência resolvida. Fui embora almoçar picanha no Passeio Público - outro clássico - e eu tava feliz. Naquela noite, depois do terceiro Hi-Fi, decidi que já bastava de tudo aquilo, e com "tudo aquilo" quero dizer ele e o que veio depois. Resolvi que era hora de bola pra frente. Aí olhei pro lado, seguindo o conselho da Ana. E vivi os dias mais felizes da minha vida em muito tempo. Já faz dois dias que eu voltei pra casa, e o sorriso continua aqui pendurado na minha cara sem querer desgrudar.
Não consigo entender o que tem nessa cidade que tanto me prende. Amo Curitiba, agora posso admitir, tenho bons amigos lá (engraçado que todos eles tão querendo se bandear pra USP), me sinto bem no meio daquelas araucárias todas. E Curitiba tá sempre envolvida em coisas importantes da minha vida: em 2006, ele. Em 2007, uma expectativa depois frustrada, mas que foi alimentada lá. Em 2008, a superação de toda essa bagagem, a criação de memórias novas, um milhão de possibilidades. Ok, um milhão é muito, mas algumas possibilidades existem. Criar expectativas é sempre complicado, mas tem horas que vale a pena. E eu já fazia tempo que andava achando que nunca mais ia ter essa chance...