sexta-feira, 28 de agosto de 2009
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Sinal dos tempos
Mais de seis horas e ainda tem um restinho de sol. Lá se vai o inverno pras cucuias... =(
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Agosto
Tá passando mais rápido do que no ano passado, de fato. Mas não tem um ano em que não morra pelo menos uma pessoa na minha vida.
Agosto sucks!
Agosto sucks!
domingo, 23 de agosto de 2009
Sunday morning
Ninguém no msn. Ninguém no facebook. Nenhuma atualização no orkut. Nenhum post novo nos blogs. Ninguém no skype. Nenhuma tuitada além da minha.
Definitivamente não vale a pena acordar cedo no domingo...
Definitivamente não vale a pena acordar cedo no domingo...
sábado, 22 de agosto de 2009
Tentativamente Álvaro de Campos
Meu para sempre companheiro para dias de profundo desânimo...
Chove muito, chove excessivamente...
Chove e de vez em quando faz um vento frio...
Estou triste, muito triste, como se o dia fosse eu.
Num dia no meu futuro em que chova assim também
E eu, à janela, de repente me lembre do dia de hoje,
Pensarei eu "ah nesse tempo eu era mais feliz"
Ou pensarei "ah, que tempo triste foi aquele"!
Ah, meu Deus, eu que pensarei deste dia nesse dia
E o que serei, de que forma; o que me será o passado que é hoje só presente?...
O ar está mais desagasalhado, mais frio, mais triste
E há uma grande dúvida de chumbo no meu coração...
------
Poema em linha reta
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma covardia!
Não, são todos o Ideal, se os ouço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semi-deuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
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Lisbon revisited
Não: não quero nada.
Já disse que não quero nada.
Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.
Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!
Tirem-me daqui a metafísica!
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) -
Das ciências, das artes, da civilização moderna!
Que mal fiz eu aos deuses todos?
Se têm a verdade, guardem-na!
Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora isso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?
Não me macem, por amor de Deus!
Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?
Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho,
Já disse que sou só sozinho!
Ah, que maçada, quererem que eu seja de companhia!
Ó céu azul - o mesmo da minha infância -,
Eterna verdade vazia e perfeita!
Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflete!
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.
Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Ressuscitando o BNH
Comentário ouvido de alguém que assistia o clipe do superhit "Ciúme doentio" na internet:
"Meu Deus, o que é essa casa do BNH aí?"
Detalhe é que a pessoa que fez esse comentário é demasiado jovem pra ser do tempo do BNH... :P
Prevenção é tudo
Tava lá no blog do Tigre, mas eu achei tão bonitinho - e pertinente - que resolvi colocar aqui também. Realmente, uma das melhores campanhas que eu já vi. E muito boa pra macharada que insiste em ter aversão à camisinha...
Agramaticalidade contextual [2]
"Vê se não vai ficar dando trela pra essa macharada aí, senão eu jogo o meu avião em cima deles!"
Mundinho pequeeeno...
- Ah, sabe na casa de quem eu estou hospedada? Do X!
- Ah é?
- Sim! Ontem mesmo falamos em ti. Sabe que agora eles têm um filho?
- Sim, sim, o Z me contou que a Y tava grávida. Mas como é que tu conhece eles?
- Conhece a W?
- Só de nome...
- Então, ela namorava o Z...
- Sim, sim, eu sei...
- Eu conheci ela no ano tal, no congresso tal, aí conheci o X e ficamos muito amigos. Depois ele casou com a Y e agora eles têm o bebê.
- Pois então, ela engravidou logo depois daquela vez no ano tal, quando eu fiquei hospedada na casa deles com o Z. Acho que eles nem sabiam que eu tou morando aqui, porque eu nunca mais tive contato com eles... Nem com o Z.
- Pois é, não sabiam mesmo.
- Ah, diz que eu mandei um beijão pra eles!
- Ah é?
- Sim! Ontem mesmo falamos em ti. Sabe que agora eles têm um filho?
- Sim, sim, o Z me contou que a Y tava grávida. Mas como é que tu conhece eles?
- Conhece a W?
- Só de nome...
- Então, ela namorava o Z...
- Sim, sim, eu sei...
- Eu conheci ela no ano tal, no congresso tal, aí conheci o X e ficamos muito amigos. Depois ele casou com a Y e agora eles têm o bebê.
- Pois então, ela engravidou logo depois daquela vez no ano tal, quando eu fiquei hospedada na casa deles com o Z. Acho que eles nem sabiam que eu tou morando aqui, porque eu nunca mais tive contato com eles... Nem com o Z.
- Pois é, não sabiam mesmo.
- Ah, diz que eu mandei um beijão pra eles!
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Da série: cenas do calabouço
"Enterro de Michael Jackson confirmado para... Pô, mas ainda não enterraram esse co... esse troço?"
Da série: ninguém merece
Tudo bem que eu tou doente, dormi mal, tá chovendo, tou sem grana, tenho uma pilha de texto pra ler e coisa pra fazer... Mas chegar na USP e dar de cara com a visão do inferno me fuzilando com os olhos nin-guém me-re-ce!!
Menos mal que eu acordei magra hoje...
Menos mal que eu acordei magra hoje...
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Pra lembrar do sábado à noite
I want you to come on, come on, come on, come on and take it,
Take another little piece of my heart now, baby,
Break another little bit of my heart now, darling,
Hey! Have another little piece of my heart now, baby,
You know you got it if it makes you feel good...
Orkut
Eu vejo algumas das atualizações que aparecem ali embaixo e juro que só consigo lembrar do Skylab...
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Das páginas viradas
As flores de plástico não morrem. Mas podem ser jogadas no lixo para nunca mais.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
A difícil arte de tomar um café no trabalho
A: Vamos fazer um café?
B: Vamos!
A: Tá, então pega a jarra e busca água lá em cima. Aproveita e dá uma lavada pra tirar essa crosta de café velho que tá no fundo.
B: Ok... Me consiga aí uma esponja, escova, sabão, detergente, ácido sulfúrico...
A: Enquanto isso eu vou ajeitando o pó no filtro.
B: Certo.
B sobe pra buscar água e lavar a jarra. A abre o compartimento do filtro e constata que o mesmo está imundo e mofado. A tira o porta-filtro e a outra pecinha e leva lá pra cima pra lavar no banheiro. Enquanto lava, A pensa que uma esponja seria extremamente importante nesse momento. Quize minutos depois, A sai do banheiro com as unhas pretas e as peças da cafeteira limpas. A e B retornam ao calabouço. A constata que o corpo da cafeteira está igualmente imundo. A pega o pano de prato que levou para o calabouço quando a cafeteira lá chegou, três meses atrás, e que está devidamente coberto de poeira da obra, e limpa o corpo da cafeteira. A coloca o filtro e em seguida o pó, usando para isso uma colherinha de café de estimação, trazida da Itália e realocada ao calabouço junto com o pano de prato e o pote plástico com açúcar. A enche a cafeteira de água e, enquanto o café é passado, usa aquele mesmo pano de prato para tirar o pó da sua caneca-careta, que também ficou pegando pó de obra no calabouço esses meses todos. O café fica pronto. A pega a colherinha de estimação para servir o açúcar na caneca. A constata que o açúcar está totalmente empedrado. A perde dois minutos desmanchando o açúcar. A serve o açúcar e toma o primeiro gole de café. Enquanto isso, A e B procuram aqueles copos descartáveis da festa de aniversário do chefe, em abril. Felizmente não estão mais lá. B então sobe para buscar copos descartáveis no departamento. B finalmente retorna, serve seu café, adoça e bebe. A coloca o pano de prato na bolsa para lavar em casa. E comunica B que vai trazer também uma esponja e um pote hermético para o café. Talvez também uma colher maior.
A e B concluem que da próxima vez talvez seja melhor ir até a cantina...
B: Vamos!
A: Tá, então pega a jarra e busca água lá em cima. Aproveita e dá uma lavada pra tirar essa crosta de café velho que tá no fundo.
B: Ok... Me consiga aí uma esponja, escova, sabão, detergente, ácido sulfúrico...
A: Enquanto isso eu vou ajeitando o pó no filtro.
B: Certo.
B sobe pra buscar água e lavar a jarra. A abre o compartimento do filtro e constata que o mesmo está imundo e mofado. A tira o porta-filtro e a outra pecinha e leva lá pra cima pra lavar no banheiro. Enquanto lava, A pensa que uma esponja seria extremamente importante nesse momento. Quize minutos depois, A sai do banheiro com as unhas pretas e as peças da cafeteira limpas. A e B retornam ao calabouço. A constata que o corpo da cafeteira está igualmente imundo. A pega o pano de prato que levou para o calabouço quando a cafeteira lá chegou, três meses atrás, e que está devidamente coberto de poeira da obra, e limpa o corpo da cafeteira. A coloca o filtro e em seguida o pó, usando para isso uma colherinha de café de estimação, trazida da Itália e realocada ao calabouço junto com o pano de prato e o pote plástico com açúcar. A enche a cafeteira de água e, enquanto o café é passado, usa aquele mesmo pano de prato para tirar o pó da sua caneca-careta, que também ficou pegando pó de obra no calabouço esses meses todos. O café fica pronto. A pega a colherinha de estimação para servir o açúcar na caneca. A constata que o açúcar está totalmente empedrado. A perde dois minutos desmanchando o açúcar. A serve o açúcar e toma o primeiro gole de café. Enquanto isso, A e B procuram aqueles copos descartáveis da festa de aniversário do chefe, em abril. Felizmente não estão mais lá. B então sobe para buscar copos descartáveis no departamento. B finalmente retorna, serve seu café, adoça e bebe. A coloca o pano de prato na bolsa para lavar em casa. E comunica B que vai trazer também uma esponja e um pote hermético para o café. Talvez também uma colher maior.
A e B concluem que da próxima vez talvez seja melhor ir até a cantina...
Little girl blue
Faz um tempo que eu mencionei essa música aqui no blog, relacionando com uma da Norah Jones. A vida era outra naquele tempo, fase difícil... Depois do meu arroubo de voltar a ouvir Nina Simone ontem, achei por bem publicar aqui a letra. For the sake of completeness, ainda que tarde.
Sit there and count your fingers
What can you do
Old girl you're through
Sit there, count your little fingers
Unhappy little girl blue.
Sit there and count the raindrops
Falling on you
It's time you knew
All you can ever count on
Are the raindrops
That fall on little girl blue
Won't you just sit there
Count the little raindrops
Falling on you
'Cause it's time you knew
All you can ever count on
Are the raindrops
That fall on little girl blue
No use old girl
You might as well surrender
'Cause your hopes are getting slender and slender
Why won't somebody send a tender blue boy
To cheer up little girl blue
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Nina Simone
Por que eu esqueço que eu gosto tanto de ouvir certas coisas? Por quê? Por quêêê?? Vou ficar o dia inteiro ouvindo "my baby just cares for me" e "i loves you porgy" e "don't let me be misunderstood" e "love me or leave and let me be lonely, you won't believe me but i love you only"... E o que é ela cantando "ne me quitte pas" com todo aquele sotaque?! Ai ai...
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Caos doméstico
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH!!!
Que raaaaaaaaaaaaaaaaiva!!!
Tudo tá se resolvendo, mas aaaaaaaahhhhhh, que raaaaaaaaaaiva!!!
Que raaaaaaaaaaaaaaaaiva!!!
Tudo tá se resolvendo, mas aaaaaaaahhhhhh, que raaaaaaaaaaiva!!!
domingo, 9 de agosto de 2009
Será?
U2 no Brasil no final do ano? \o/
Só falta ser bem na época do congresso na França...
Gaaaah eu quero ver o Bonooooooo!!!
Gaaaah eu quero ver o Bonooooooo!!!
Comece bem o seu domingo!
Bata você também a mão na colher do açúcar e derrame meia tonelada dele em cima da pia! Seja um desastrado!
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Da série: coisas bizarras que a gente tem que ouvir
"Ah, Fulano (um cara que dá em cima de qualquer mulher que apareça) nunca deu em cima de ti? É que tu mete medo na macharada..."
Mereço isso?
Mereço isso?
Só o que faltava
Além dos meus próprios sonhos bizarros me atormentando, agora tem gente sonhando bizarrices comigo! Assim não pode, assim não dá!
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Quantos dias tem agosto?
Chegou agosto, o mês interminável. No ano passado agosto demorou uns três meses pra acabar. Nâo acabava nunca! Aconteceu um monte de coisa, foi um mês superintenso, e ainda assim parecia que setembro nunca mais ia chegar.
Pois bem, cá estamos novamente. Com o texto da qualificação pra entregar até dia primeiro de setembro, eu poderia apostar que agosto esse ano vai durar duas semanas, se muito. O que normalmente seria uma merda, afinal quando a gente tem corda no pescoço pra entregar alguma coisa a gente quer mais é que o tempo se arraste infinitamente. Mas e o que acontece quando a gente também quer muito que chegue o fim do mês, porque o fim do mês vai trazer coisas boas, coisas ótimas, coisas que a gente mal agüenta esperar?
De acordo com a teoria da relatividade, quando a gente quer muito que o tempo passe, ele se arrasta; e quando a gente quer que se arraste, ele voa. Como eu tenho um motivo pra querer que passe voando e um deadline assustador, acho que esse ano agosto finalmente vai ter os seus 31 dias. Nem mais, nem menos.
Pois bem, cá estamos novamente. Com o texto da qualificação pra entregar até dia primeiro de setembro, eu poderia apostar que agosto esse ano vai durar duas semanas, se muito. O que normalmente seria uma merda, afinal quando a gente tem corda no pescoço pra entregar alguma coisa a gente quer mais é que o tempo se arraste infinitamente. Mas e o que acontece quando a gente também quer muito que chegue o fim do mês, porque o fim do mês vai trazer coisas boas, coisas ótimas, coisas que a gente mal agüenta esperar?
De acordo com a teoria da relatividade, quando a gente quer muito que o tempo passe, ele se arrasta; e quando a gente quer que se arraste, ele voa. Como eu tenho um motivo pra querer que passe voando e um deadline assustador, acho que esse ano agosto finalmente vai ter os seus 31 dias. Nem mais, nem menos.
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