Sim, já estou em Houston. Em duas horas estarei embarcando de volta pro Brasil. Ai, ai... Tanta coisa que eu queria fazer e não fiz, que eu queria ver e não vi, que eu queria comer e não comi... Quando será que eu venho de novo?
segunda-feira, 29 de março de 2010
domingo, 28 de março de 2010
Seattle news II
Comida de verdade nos Estados Unidos faz mal. Sabia que o negócio era comer cachorro-quente e hamburger mesmo...
sábado, 27 de março de 2010
Seattle news
Minha apresentação foi boa. Elogios ao meu inglês, ao meu tema, à minha apresentação. Comentários e sugestões. Dados intrigantes do espanhol. Elogios. Almoço no Subway por US$3,58. Amizades com dois hispânicos, um dos quais argentino. Só eu mesmo pra vir pros States e fazer amizade com um argentino. Menos mal que ele torce pro River.
Como chair, praticamente tive que fazer uma romena calar a boca de tanto que estourou o tempo. O resto foi tranqüilo. O ponto alto do dia foi a Zubizarreta mencionando o meu trabalho na plenária dela. Ok, ela não citou "the famous work by Leo", mas falou do dialeto Anconetano, com o qual eu já trabalhei nas minhas correlações com foco e concordância, e disse "it's similar to what we have seen this morning with regards to Brazilian Portuguese". Quase pedi a palavra e falei que eu já tentei estabelecer a correlação que ela tava propondo. Mas ela mencionar o meu trabalho, o que significa que ela tava de fato prestando atenção, já significa muito pra mim. Posso colocar no Lattes?
Mas o melhor de tudo é poder contar com o apoio do Sr. Anônimo, mesmo que à distância. Nada melhor do que mandar uma mensagem contando que tudo foi bem e receber uma resposta imediata me parabenizando. Nada melhor do que chegar de volta no hotel depois de um dia cansativo de trabalho e encontrar alguém me esperando, do outro lado do mundo, via skype. Faz valer a pena todo o esforço, todo o desgaste, e todos os dólares gastos em SMS.
Como chair, praticamente tive que fazer uma romena calar a boca de tanto que estourou o tempo. O resto foi tranqüilo. O ponto alto do dia foi a Zubizarreta mencionando o meu trabalho na plenária dela. Ok, ela não citou "the famous work by Leo", mas falou do dialeto Anconetano, com o qual eu já trabalhei nas minhas correlações com foco e concordância, e disse "it's similar to what we have seen this morning with regards to Brazilian Portuguese". Quase pedi a palavra e falei que eu já tentei estabelecer a correlação que ela tava propondo. Mas ela mencionar o meu trabalho, o que significa que ela tava de fato prestando atenção, já significa muito pra mim. Posso colocar no Lattes?
Mas o melhor de tudo é poder contar com o apoio do Sr. Anônimo, mesmo que à distância. Nada melhor do que mandar uma mensagem contando que tudo foi bem e receber uma resposta imediata me parabenizando. Nada melhor do que chegar de volta no hotel depois de um dia cansativo de trabalho e encontrar alguém me esperando, do outro lado do mundo, via skype. Faz valer a pena todo o esforço, todo o desgaste, e todos os dólares gastos em SMS.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Duas anedotas pros lingüistas de plantão
Cena 1: balcão da imigração. O cara, possivelmente um texano, pergunta o que eu tou fazendo nos States, eu respondo que vou pruma conferência. Ele pergunta qual é a minha área, eu respondo Linguistics. Imediatamente ele pergunta se eu conheço o Noam Chomsky, eu digo que não pessoalmente, mas que trabalho no framework dele, ele cita mais uns dois ou três lingüistas meio desconhecidos. Eu, impressionada, fico batendo papo com ele sobre lingüística. Aí ele pergunta quantas línguas eu falo e eu dou aquela brochada... Até ia explicar pra ele, mas achei melhor não bater boca com o carinha da imigração antes de ele me carimbar, né.
Cena 2: táxi. O cara pergunta qual o nosso major, eu respondo linguistics e ele dispara: "do you know Noam Chomsky?". De novo, não pessoalmente. Mas brinquei com o cara, que, lembrando, é um palestino de Jerusalém, que se no Brasil a gente fala que faz lingüística ninguém nem sabe do que se trata. E ele não perguntou quantas línguas a gente fala.
Cena 2: táxi. O cara pergunta qual o nosso major, eu respondo linguistics e ele dispara: "do you know Noam Chomsky?". De novo, não pessoalmente. Mas brinquei com o cara, que, lembrando, é um palestino de Jerusalém, que se no Brasil a gente fala que faz lingüística ninguém nem sabe do que se trata. E ele não perguntou quantas línguas a gente fala.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Diário de bordo, parte II
Então, meu povo, tudo o que a viagem pra Newark teve de legal, a viagem pra Seattle teve de caótica. Pra começar que o avião começou a embicar pra pista de decolagem e voltou pro "estacionamento" porque tinha um vazamento obscuro. Podia ser fluido hidro-não-sei-o-que e podia ser água. Se fosse o tal fluido, teríamos que que trocar de avião. Uma hora e meia de espera e eu só conseguia pensar na Phoebe ligando pra Rachel e falando que tinha um problema na "filangie" do avião. Quem assistiu a décima temporada de Friends sabe do que eu tou falando.
Bom, no final das contas era água, mas tinha que consertar porque se continuasse vazando a água ia congelar e matar todo mundo lá embaixo a pedradas de gelo. Uma boa forma de destruir a civilização judaico-cristã ocidental, como diria o Rey. Enfim. Fiquei lendo meu "Admirável mundo novo" enquanto o vazamento era consertado. Isso porque eu e o Rey não conseguimos sentar juntos, pegamos dois assentos de meio, obviamente ninguém ia querer trocar com a gente. Pra piorar, pra assistir a tevezinha de bordo tinha que pagar, então a pão-dura aqui desligou a tal tevezinha, e quando o pessoal da companhia decidiu liberar a tevezinha pra todo mundo por conta do transtorno do atraso, adivinha se ela ligou de novo? Claaaro que não. Então fiquei sem ter o que fazer a viagem toda. Assisti um filme e dois episódios de seriado enquanto durou a bateria do Miles e o resto do tempo foi concentrada na minha dor nas costas e no meu nariz ressecado. E na fome. Not nice.
Essa viagem de Newark até Seattle é bem bizarra. A gente saiu de Newark às 10:30, e depois de seis horas de viagem chegamos em Seattle às... 13:30! Detalhe: no Brasil já eram 17:30 e a gente só tinha tomado café da manhã. Chegamos no aeroporto, pegamos as malas, entramos num taxi cujo motorista era um palestino de Jerusalém muito legal que sabia várias coisas sobre o Brasil e ficou fazendo um monte de pergunta. Passamos pela fábrica da Boeing (Duda, lembrei de ti!), vimos os aviões ainda sem asa e sem cauda e sem pintura, e também os famosos 747. Passamos pelos estádios, pela Space Needle e chegamos, US$50 depois, no hotel. Só largamos as malas, atravessamos a rua e comemos nosso very first burger. With bacon and free refils de Coca-Cola, por US$15 incluindo a gorjeta. Não satisfeita, atravessei direto pro Starbucks pra tomar um Moka Tall por US$3,19. Passamos na Apple Store (gigantesca!), na Victoria's Secrets e numa loja que tem nome de farmácia mas que na real é um supermercado. Não tem um pé de alface pra vender, mas tem duas gôndolas inteiras de doces, chocolates e porcarias e claro que eu comprei Altoids e um Kit Kat pra matar a vontade. E pegamos chuva na volta pro hotel, porque né, Seattle chove.
Amanhã eu apresento meu trabalho e, mais descansada, espero poder escolher bem os lugares que eu quero conhecer. Pensei em ir num jogo de baseball ou de futebol americano, quero muito ir na Space Needle e na Original Starbucks. Se der pra fazer um passeio de barco pelos lagos, também tá valendo, mas isso vai depender do tempo e do preço dessa brincadeira. A impressão que eu tive hoje, passando de táxi pela cidade, é que é bem bacana por aqui. A vista aérea na chegada também é bem impressionante. E como pra mim boa parte de conhecer um local e sua cultura é conhecer sua comida, ainda quero comer chicken wings, costeletas, BLT, um tuna melt, tomar milk shake... Já que a minha Nossa Senhora da Mala Extraviada me valeu na vinda, espero que durante a minha estadia me valha a Nossa Senhora da Manutenção do Peso Apesar das Calorias.
Ah, e pros desavisados que tão achando que eu já tou no sanduíche, um esclarecimento: estou aqui por pouquíssimos dias pra participar do LSRL. Na terça de manhã já tou pisando novamente em terras tupiniquins, galera!
Bom, no final das contas era água, mas tinha que consertar porque se continuasse vazando a água ia congelar e matar todo mundo lá embaixo a pedradas de gelo. Uma boa forma de destruir a civilização judaico-cristã ocidental, como diria o Rey. Enfim. Fiquei lendo meu "Admirável mundo novo" enquanto o vazamento era consertado. Isso porque eu e o Rey não conseguimos sentar juntos, pegamos dois assentos de meio, obviamente ninguém ia querer trocar com a gente. Pra piorar, pra assistir a tevezinha de bordo tinha que pagar, então a pão-dura aqui desligou a tal tevezinha, e quando o pessoal da companhia decidiu liberar a tevezinha pra todo mundo por conta do transtorno do atraso, adivinha se ela ligou de novo? Claaaro que não. Então fiquei sem ter o que fazer a viagem toda. Assisti um filme e dois episódios de seriado enquanto durou a bateria do Miles e o resto do tempo foi concentrada na minha dor nas costas e no meu nariz ressecado. E na fome. Not nice.
Essa viagem de Newark até Seattle é bem bizarra. A gente saiu de Newark às 10:30, e depois de seis horas de viagem chegamos em Seattle às... 13:30! Detalhe: no Brasil já eram 17:30 e a gente só tinha tomado café da manhã. Chegamos no aeroporto, pegamos as malas, entramos num taxi cujo motorista era um palestino de Jerusalém muito legal que sabia várias coisas sobre o Brasil e ficou fazendo um monte de pergunta. Passamos pela fábrica da Boeing (Duda, lembrei de ti!), vimos os aviões ainda sem asa e sem cauda e sem pintura, e também os famosos 747. Passamos pelos estádios, pela Space Needle e chegamos, US$50 depois, no hotel. Só largamos as malas, atravessamos a rua e comemos nosso very first burger. With bacon and free refils de Coca-Cola, por US$15 incluindo a gorjeta. Não satisfeita, atravessei direto pro Starbucks pra tomar um Moka Tall por US$3,19. Passamos na Apple Store (gigantesca!), na Victoria's Secrets e numa loja que tem nome de farmácia mas que na real é um supermercado. Não tem um pé de alface pra vender, mas tem duas gôndolas inteiras de doces, chocolates e porcarias e claro que eu comprei Altoids e um Kit Kat pra matar a vontade. E pegamos chuva na volta pro hotel, porque né, Seattle chove.
Amanhã eu apresento meu trabalho e, mais descansada, espero poder escolher bem os lugares que eu quero conhecer. Pensei em ir num jogo de baseball ou de futebol americano, quero muito ir na Space Needle e na Original Starbucks. Se der pra fazer um passeio de barco pelos lagos, também tá valendo, mas isso vai depender do tempo e do preço dessa brincadeira. A impressão que eu tive hoje, passando de táxi pela cidade, é que é bem bacana por aqui. A vista aérea na chegada também é bem impressionante. E como pra mim boa parte de conhecer um local e sua cultura é conhecer sua comida, ainda quero comer chicken wings, costeletas, BLT, um tuna melt, tomar milk shake... Já que a minha Nossa Senhora da Mala Extraviada me valeu na vinda, espero que durante a minha estadia me valha a Nossa Senhora da Manutenção do Peso Apesar das Calorias.
Ah, e pros desavisados que tão achando que eu já tou no sanduíche, um esclarecimento: estou aqui por pouquíssimos dias pra participar do LSRL. Na terça de manhã já tou pisando novamente em terras tupiniquins, galera!
Diário de bordo e primeiras impressões em território Yankee
Essa viagem serviu pra me lembrar por que é que eu não gosto de banheiro de avião: cada vez que a gente puxa a descarga parece que vamos ser sugados pra fora. Juro, até ventinho nas pernas a gente sente!
Isto posto, vamos ao resto. A viagem foi tranqüilíssima. Avião não-lotado, comissários de bordo simpáticos, comida bem meia-boca mas o carrinho de bebida passou várias vezes, poucas sacudidas ao longo do vôo, três episódios de House na programação da aeronave. Remarkable fact foi o fato de ter aeromoças bem velhas, coisa bem incomum no Brasil. E também o fato de que ninguém levantou quando o avião tava andando pela pista - o único cara que tentou levou um esporro da aeromoça velha hehehehe. Se fosse no Brasil já tava todo mundo de pé e as aeromoças nem se preocupariam em mandar sentar, porque seria inútil.
Antes de o avião pousar deu pra ver Manhattan e eu acho que vi a Estátua da Liberdade. Call me crazy, mas eu acho que vi. Claro que tava de noite ainda, amanheceu a gente já tava dentro do aeroporto. Também vi uma ponte igual à Hercílio Luz.
Já no aeroporto, o tiozinho da imigração perguntou o que eu fazia e ficou falando comigo sobre Chomsky, perguntou quando eu terminava o meu PhD. Carimbou meu passaporte e deu, tou dentro. O embarque doméstico é bizarro, tem que tirar sapato e até a echarpe pra passar no detector de metais. Total paranóia. Meu celular funciona, é um fato, a TIM já me mandou 55 mensagens. Ainda bem que pra receber não paga nada.
Tomei um capuccino fraco - não tem Starbucks na parte do aeroporto em que eu estou. Por enquanto todo mundo entendeu meu inglês, eu entendi o inglês de todo mundo, então tá tranqüilo. Achei legal que todo mundo te cumprimenta perguntando "how are you today?". E já vi um monte de obesos MUITO obesos, só aqui dentro do aeroporto.
Tá, preciso correr que tá na hora de embarcar pra Seattle. Depois entro aqui pra contar como foram as cinco ou seis horas de viagem até lá.
Ah, sim: morram de inveja, aqui tá 10ºC!
Isto posto, vamos ao resto. A viagem foi tranqüilíssima. Avião não-lotado, comissários de bordo simpáticos, comida bem meia-boca mas o carrinho de bebida passou várias vezes, poucas sacudidas ao longo do vôo, três episódios de House na programação da aeronave. Remarkable fact foi o fato de ter aeromoças bem velhas, coisa bem incomum no Brasil. E também o fato de que ninguém levantou quando o avião tava andando pela pista - o único cara que tentou levou um esporro da aeromoça velha hehehehe. Se fosse no Brasil já tava todo mundo de pé e as aeromoças nem se preocupariam em mandar sentar, porque seria inútil.
Antes de o avião pousar deu pra ver Manhattan e eu acho que vi a Estátua da Liberdade. Call me crazy, mas eu acho que vi. Claro que tava de noite ainda, amanheceu a gente já tava dentro do aeroporto. Também vi uma ponte igual à Hercílio Luz.
Já no aeroporto, o tiozinho da imigração perguntou o que eu fazia e ficou falando comigo sobre Chomsky, perguntou quando eu terminava o meu PhD. Carimbou meu passaporte e deu, tou dentro. O embarque doméstico é bizarro, tem que tirar sapato e até a echarpe pra passar no detector de metais. Total paranóia. Meu celular funciona, é um fato, a TIM já me mandou 55 mensagens. Ainda bem que pra receber não paga nada.
Tomei um capuccino fraco - não tem Starbucks na parte do aeroporto em que eu estou. Por enquanto todo mundo entendeu meu inglês, eu entendi o inglês de todo mundo, então tá tranqüilo. Achei legal que todo mundo te cumprimenta perguntando "how are you today?". E já vi um monte de obesos MUITO obesos, só aqui dentro do aeroporto.
Tá, preciso correr que tá na hora de embarcar pra Seattle. Depois entro aqui pra contar como foram as cinco ou seis horas de viagem até lá.
Ah, sim: morram de inveja, aqui tá 10ºC!
domingo, 21 de março de 2010
Murphy, dá um tempo!
Pois imagina se exatos três dias antes de eu embarcar rumo à morada do Tio Sam eu não ia acordar com aquela dor de garganta suspeitíssima e uma dorzinha no corpo? Assim ó, no one deserve!
sábado, 20 de março de 2010
Da série: constatações
Esse blog costumava ser tão mais engraçado no ano passado...
Será que 2010 levou embora o meu senso de humor?
Será que 2010 levou embora o meu senso de humor?
Uma coisa de cada vez
Eu tenho um visto pros Estados Unidos!! U-hu!! Agora só falta escrever o trabalho que eu vou apresentar lá...
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