domingo, 19 de dezembro de 2010

Malas (quase) prontas

Voltando pro Brasil em dois dias. Rezando pros aeroportos não estarem muito caóticos e pra Porto Alegre não estar muito quente.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Flauta

Pois é. Os colorados, derrotados ontem pelo poderosíssimo Mazembe, agora tão aí irritadinhos com os gremistas. Andam dizendo que gremista é despeitado, que é secador, que não tem time e por isso tem que gastar seus fogos de artifício com o Inter. Arram. Sentem lá, colorados, que a tia aqui vai explicar umas coisas pra vocês.

Gremista é secador? É! Tanto quanto os colorados. Ou sou só eu que lembro o foguetório que rolou quando o Grêmio perdeu, nos pênaltis, a decisão do mundial de clubes contra o Ajax, em 1995? 

Alguns detalhes sobre aquela partida: naquela época o mundial era muito mais interessante, era o campeão da Europa contra o campeão da América, um jogo só, no Japão, sem firula e sem frescura. E, claro, o Grêmio até hoje tá invicto em mundiais, afinal o jogo terminou zero a zero no tempo normal, apesar de o Rivarola ter sido expulso aos 11 do segundo tempo. E quem não lembra que a camiseta do Ajax tava esgotada nas melhores casas do ramo? 

O Grêmio não tem time? Hm, vejamos: nosso goleiro tá na seleção, nosso atacante foi o artilheiro do Brasileirão, fomos semifinalistas da Copa do Brasil... E o Inter? Hm... É... Bem... 

Fizemos uma campanha fenomenal no Brasileirão antes da pausa pra Copa. E a melhor campanha do segundo turno do Brasileirão. Jonas, nosso atacante, foi o artilheiro do campeonato (não custa repetir). E ganhamos uma vaga pra Libertadores do ano que vem. Essa que a gente já tinha ganho duas muito antes de vocês saberem o que é ganhar uma. E o Inter? Bem, o Inter acabou em 7º porque "tava se preservando pro mundial". Pelo visto se preservou tanto que os jogadores chegaram a esquecer como se joga futebol.

Ah, quase ia me esquecendo: fomos campeões do Gauchão em cima do... Inter, oram vejam só! Não levamos nem um golito sequer nos dois jogos das finais.

Então, meus caros amigos colorados, não esqueçam tão facilmente do passado, porque ele sempre volta pra roer o calcanhar dos esquecidos...

Violência

Finalmente saiu no jornal o que eu venho dizendo há pelo menos três anos: Porto Alegre é mais violenta e mais perigosa do que São Paulo. 

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Testado e comprovado

Tem certas situações que te mostram claramente quem são os teus verdadeiros amigos. Infelizmente, na maioria das vezes a resposta não é a que tu espera.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Da série: perguntas que não querem calar

Preocupação filosófica do dia: por que a gasolina nos EUA é ridiculamente mais barata do que a gasolina no Brasil?

Hipótese #1: Porque o petróleo americano é carne de pescoço, é um petróleo denso, pesado. Nada parecido com o filet mignon que é o petróleo do pré-sal. 

Hipótese #2: Por causa das boas e fraternais relações diplomáticas que os EUA mantêm com o Irã. 

É... Sorte dos EUA que não ganharam o bilhete premiado...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Constatação

Então eu venho aqui com a notícia mais fantástica dos últimos tempos e não tem a menor repercussão?

É, acho que tá na hora de encerrar o blog...

sábado, 13 de novembro de 2010

Depois de Maryland...

Eu vou passar três meses na Utrecht University, na Holanda! \o/

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Na mídia

É com muitíssimo orgulho que eu informo aos meus queridos leitores que o super Sérgio Vaz publicou no site dele parte de um e-mail que eu mandei pra ele. Pra quem quiser conferir, é só clicar aqui.

Em tempo: o Sérgio é um baita jornalista e um baita escritor. O site dele, 50 Anos de Textos, é excelente, tem textos dele e de vários colaboradores. Eu super recomendo!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Evitando o mimimi

É assim: eu quero falar de política no meu blog. O blog é meu, eu gosto de política, sempre gostei, sempre me interessei e vou continuar gostando e me interessando depois do dia 31 de outubro. Isso é um fato, e me desculpe quem não gosta do assunto, mas aqui no meu espaço eu falo do que eu quiser. Eu acho que se deve prestar atenção em política sempre, em época de eleição e principalmente depois. Acho que é por causa dessa postura desinteressada do brasileiro que a nossa política vai do jeito que vai. É muito fácil culpar os políticos se a gente vai lá, vota e não fiscaliza; é que nem dar um talão de cheque assinado na mão de alguém e depois reclamar do rombo na conta corrente.

Mas como recentemente eu tenho tido muito mais vontade de dar a minha opinião sobre os acontecimentos políticos do país, resolvi fazer uma concessão em respeito aos meus leitores apolíticos que não querem saber de política, que choramingam porque em época de eleição só se fala de política, blá blá blá: Vou escrever sobre esses assuntos em abas separadas e só clica lá quem quiser se inteirar sobre os acontecimentos políticos ou saber minha opinião sobre eles. Assim ninguém faz draminha de que o blog virou política pura e todo mundo fica feliz.

Mas fica a dica: alienação não leva a nada. O pré-conceito de que todos os políticos são iguais também não. Enquanto boa parte da população pensar dessa forma, o Brasil não vai pra frente. Vale o bom senso: não quer participar? Então também não venha reclamar.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Minha despretensiosa análise sobre o debate

Pois então, ontem tivemos o primeiro debate do segundo turno. Antes do debate, durante a tarde, a Dona Dilma alardeou aos quatro ventos que esperava um debate limpo, de alto nível. Todos os prognósticos davam conta de que seria um debate tranqüilo, baseado no "paz e amor" de ambos os lados.

Evidentemente, não foi o que se viu. A Dona Dilma, logo na primeira pergunta do primeiro bloco, saiu reclamando, aos brados, que está sendo vítima de calúnias e difamações por parte da campanha do Serra e seus aliados.

Pois bem, vamos por partes. Partamos da premissa de que calúnias e difamações pressupõem inverdades. Mentiras mesmo. Estabelecida a premissa, vejamos: Dilma acusa Serra de difamá-la espalhando boatos de que ela é atéia e favorável ao aborto.

Em primeiro lugar - já cansei de repetir em outros lugares, mas vamos de novo - quem começou a falar de aborto não foi o Serra, nem a mulher do Serra, nem a campanha do Serra. Quem trouxe o assunto à tona foi a Marina, ao defender um plebiscito sobre o assunto (Marina e seus plebiscitos hehehe). Alguns líderes religiosos, especialmente os líderes evangélicos, não ficaram muito felizes com essa idéia, muito menos vinda de uma irmã de fé. E enganam-se os que acham que pessoas ligadas a comunidades religiosas são desinformadas! Não demorou muito pra essas mesmas lideranças começarem a criticar o PNDH3, que fala abertamente sobre a legalização do aborto irrestrito. E daí pra começarem a apoiar o único candidato que não deu mostras de querer legalizar o aborto (portanto, o candidato mais afinado com as crenças dessa fatia da população) foi um pulinho, e bem previsível.

Então sim, uma parte da sociedade não é favorável à legalização do aborto. Aliás, pesquisas recentes do Datafolha mostram que mais ou menos 70% da população é contra, independente da fé que professam ou deixam de professar. E ao contrário do que dizem alguns supostos democratas que vêm pregando que se calem as vozes dos religiosos, essas pessoas têm, sim, todo o direito de não votar num candidato que vá contra suas crenças e de fazer campanha contra esse candidato. Da mesma forma como um eleitor que é contra privatizações tem o direito de não votar num candidato que é favorável a privatizações e de fazer campanha contra. Mesmo que existam muitos argumentos em favor da liberação do aborto, vivemos numa democracia e todos têm o direito de expressar suas opiniões, sejam elas maioria ou minoria, religiosas ou seculares, "certas" ou "erradas". Aliás, democracia é isso, e não a imposição da vontade da maioria, como tenho visto muitos dizerem. Da mesma forma, existem muitos argumentos a favor das privatizações, mas só os acata quem quer. E ninguém sai por aí querendo que os anti-privatização (os pró-orelhão hehehehe) se calem.

Agora, é claro que a Dilma sabe que não é a posição dela em relação ao aborto que vem sendo usada na campanha do Serra. Ela sabe disso, o marqueteiro dela sabe disso e o eleitor dela também sabe disso. O que vem sendo questionado pelo Serra é a mudança de opinião oportunista e eleitoreira. Todo mundo sabe, tá aí escancarado que o PT é a favor do aborto estatal irrestrito. E tem todo o direito de ser! Tá no site do partido, tá no PNDH3, em atas de congressos internos, pra quem quiser ver. E também é bem sabido a essas alturas que o PT tem, no seu regimento, cláusulas que prevêem a expulsão dos membros do partido que votarem contra o partido. Então das duas uma: ou a Dilma é favorável ao aborto, ou não é pessoalmente favorável mas por estar no partido vai ter que endossar a idéia sob pena de expulsão. De um jeito ou de outro, isso significa que em algum nível ela é a favor do aborto. Somem-se a isso as entrevistas que ela já deu defendendo o aborto e temos a resposta: a Dilma é a favor do aborto. Qual o problema nisso? Pra mim, nenhum. Ela tem o direito de ser a favor do que ela quiser. Esse não é um dos muitos motivos que me levam a achar que ela não é a melhor candidata. Mas que se reconheça o direito de quem é contra o aborto de escolher não votar nela. E ela que assuma isso de uma vez e arque com as conseqüências eleitorais. Vejam, se ela vai a público diariamente mentir que é contra o aborto e se dizer católica pra não perder votos, no que mais ela tá mentindo pra não perder votos? Sim, porque todo mundo sabe que ela é atéia "confessa". Eu não tenho nada contra presidentes ateus, inclusive o melhor que tivemos na era pós-regime o era. Mas respeito quem acha que um presidente deve ter uma fé.

Aliás, a questão nem é essa. Qualquer candidato a qualquer cargo tem que ter um mínimo de lisura moral. Boa conduta. Valores. Mentir é exatamente o oposto disso. Mentir pra ganhar uma eleição é ainda pior. E é nisso que a Dilma vem sendo cobrada, pela campanha do Serra, pelas lideranças religiosas e pelos eleitores. E com toda razão. Calúnia seria afirmarem que ela é a favor do aborto e ela ter se posicionado contra desde sempre. Não é o caso, e a tentativa de se fazer de vítima do candidato da oposição e de uma suposta "onda do mal" é um exagero e uma falsidade. É, essa sim, uma calúnia contra o Serra.

Ao longo do debate, o Serra fez perguntas sobre propostas da Dilma. Ela, quando respondeu, respondeu com passado: o que o PAC prometeu (porque fazer até agora não fez muito), o que o Lula fez e era isso. (Ah, não, ela também usou e abusou do verbo tergiversar, mesmo quando o Serra não estava tergiversando. E tentou colar nele a pecha de "mil caras" sem dizer por que exatamente ele teria mil caras.) O Serra tentou falar das propostas dele, mas a Dilma não fez uma pergunta sequer sobre o plano de governo dele, só falou do governo FHC e da rede de calúnias contra a pobre pessoa dela. Parece que ela não entendeu que não é porque ela vive à sombra do Lula que todo mundo vive à sombra de alguém. Uma pena. E um absurdo que saiam por aí dizendo que o Serra não quis discutir propostas. Tudo o que ele fez foi rebater as acusações e responder sobre o governo FHC, mas isso é culpa das perguntas que a Dilma fez, não da vontade dele.

Mas o mais genial de tudo foi a Dilma, nas considerações finais, lamentar o nível de baixaria na campanha. Ora, ontem quem trouxe a baixaria a tiracolo pro debate foi ela, que atravessou o Boechat a três por quatro e nem pra perguntar baixou o tom de voz. Nesse ponto o Serra deu um show, manteve a calma e a ponderação sem deixar de ser incisivo quando precisou. É o que se deveria espar de um chefe de estado.

Antes de encerrar esse post, quero fazer uma breve nota sobre "campanha civilizada". Tenho visto por aí muito material sujo contra a Dilma. Material com mentiras, invenções e exageros. Acho uma baixaria, não faço e não aprovo. Debate político tem que ter lógica e tem que ser da cintura pra cima. Me recuso a discutir com quem parte pra baixaria, pra agressão, pra ridicularização do oponente. Nesse sentido, a campanha do Serra tem sido exemplar. Não só o Serra em si, mas os movimentos de apoio, os políticos etc têm feito uma campanha limpa no twitter, no facebook e demais veículos. Sem baixaria, sem descer o nível, discutindo propostas e apontando civilizadamente certas inverdades ditas pela Dilma, especialmente em relação ao governo do Serra em São Paulo. Baixaria eu nunca vi. Nem pedidos de "vamos colocar X nos Trending Topics", sendo X uma ofensa à Dilma, como o @ptnacional tava fazendo ontem na hora do debate.

De onde saem então esses materiais sujos? Boa pergunta. Provavelmente de cidadãos comuns que nem são ligados a campanha nenhuma. O que eu não entendo é a imediata acusação, em vista desses materiais, à campanha do Serra. Vai ver é pelo princípio do espelho: se eu faço, os outros também fazem. Afinal, bordões como "Serra odeia nordestino", "PSDB é uma merda" e "quero que José Serra morra" são facilmente encontrados não só brotando dos twitters de gente comum, mas nos blogs que levam o nome da Dilma. Eu acompanho pelo menos dez blogs de apoio ao Serra e nunca li nada parecido com isso.

Moral da história: quer uma campanha limpa? Comece limpando a sua! Vale pra campanha e pra todos os setores da nossa vida.

P.S.: Não vou discutir nesse blog a questão do aborto estatal irrestrito. Acho que é um assunto independentemente complexo e que merece mais atenção. Outra hora eu me manifesto.

domingo, 3 de outubro de 2010

Nós, os gaúchos

Vamos ver se eu entendi. A gauchada se queixa desde sempre que mimimi a coisa vai mal, mimimi as contas públicas, mimimi o governo não faz isso e não faz aquilo. Entrou governador, saiu governador e nada mudou substancialmente. Aí entra a Yeda e tem colhões pra fazer o que nenhum macho fez: fazer os cortes necessários pra estabilizar as vergonhosas contas do estado e entregar o mandato, ao final de quatro anos, com as dívidas zeradas e condições de se fazer investimentos. E aí a gauchada toda vai e reclama que mimimi a Yeda não deu aumento, mimimi a Yeda não fez isso, mimimi a Yeda não fez aquilo.

Pergunto: a Yeda vai entregar pro Tarso um estado falido ou um estado de contas equilibradas como há muito tempo não se via? A Yeda foi ou não foi a única que conseguiu dar a volta por cima em meio aos destroços herdados dos governos do Olívio (que quebrou o estado com o inchamento da máquina pública que o seu governo promoveu) e do Rigotto (que vendo a situação em que se encontrava o Piratini preferiu se calar pra não ficar de mal com o Lula)?

Olha, coerência é o mínimo: não há recompensa sem sacrifício! No pain, no gain. Consertar encanamento sem quebrar parede é impossível. Consertar um estado quebrado sem fazer cortes nas verbas públicas também é impossível. Então das duas uma: ou pára a choradeira de que tem que fazer isso e aquilo, ou pára a choradeira quando alguém tenta por as coisas nos eixos a custa de sacrifícios.

sábado, 2 de outubro de 2010

Encontrando consolo na poesia

I confess this:
I have no hope.
The blind talk about an escape.
I see.
When the errors are consumed
The nothing will sit next to us
as our last companion.

(Bertold Brecht - Future Generations)

The critical attitude
Strikes many people as unfruitful
That is because they find the state
Impervious to their criticism
But what in this case is an unfruitful attitude
Is merely a feeble attitude. Give criticism arms
And states can be demolished by it.

Canalising a river
Grafting a fruit tree
Educating a person
Transforming a state
These are instances of fruitful criticism
And at the same time instances of art.

(Bertold Brecht - On the Critical Attitude)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Novidade!

Postando diretamente do Obamis! :)

- Posted using BlogPress from my iPad

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Pesadelos

Essa noite meu subconsciente me fez o favor de pesadelar que eu tava com câncer no pâncreas, pode isso? Acordei chorando desesperada. Depois pensando acho que entendi de onde é que me saiu esse sonho ridículo: recentemente revi o final da quinta temporada de House e no último episódio ele atende um velhinho que tava com refluxo e o diagnóstico é câncer no pâncreas. Como eu ando sofrendo com refluxo quase diariamente nos últimos meses, acho que rolou uma associação ridícula no meu subconsciente e lá me vem esse sonho cretino, como se não bastassem todos os outros que eu tenho regularmente.

E o que é pior: no sonho eu tava aqui nos States e ficava desesperada pensando se o meu seguro-saúde ia cobrir as despesas com cirurgia e tudo o mais. E quem tava comigo o tempo todo no sonho era - pasmem, colegas deélicos - a Meraldinha. Acho que sei de onde saiu isso também, afinal se não fosse por ela eu não estaria aqui hoje. Mas de todo modo é estranho.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Um alívio!

Ouvi hoje do meu professor de semântica:

- I hate type-shifting!

Finalmente alguém que concorda comigo! E alguém com muito mais experiência e know-how do que eu!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

"Grávida, ..."

Hah! Levanta a mão quem veio ler o post achando que encontraria a notícia de que eu tou grávida!

Sério: quantos de vocês vieram olhar o blog porque ficaram irresistivelmente atraídos pela palavra "grávida"?

Explico. Faz um tempo já que quase toda vez que eu entro no site da globo.com pra me atualizar sobre os acontecimentos da terrinha tem alguma manchete parecida com as seguintes:

- Grávida, Letícia Spiller almoça no Leblon
- Grávida, Letícia Spiller caminha no calçadão
- Grávida, Letícia Spiller vai a evento de moda
- Grávida, ...

E são sempre com a Letícia Spiller! Tem várias outras globais grávidas (de cabeça consigo pensar na Juliana Paes, na Giovana Antonelli, na Flavia Alessandra e na Juliana Knust, mas essa eu acho que já ganhou o bebê por esses dias) e as manchetes sobre elas nunca começa com a palavra "grávida". Mas com a Letícia Spiller é sempre a mesma fórmula pras manchetes.

Minha única explicação pra isso é que a palavra "grávida" dá ibope e o dela deve estar baixo, então eles começam dizendo isso pro povo ir olhar qualquer que seja a bobagem noticiada sobre ela. A pergunta/enquete no início do post foi justamente pra testar essa hipótese. Vai ver as outras globais têm mais ibope e por isso todo mundo sabe que elas tão grávidas, não precisa ficar anunciando, o povo entra nas notícias espontaneamente pra ver como vai a barriga. Só pode ser isso.

Acho que a parte de fofocas do site da Globo daria um bom estudo semiótico.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Autor cooperativo

Dei mais um pulo na biblioteca hoje. Pra pegar mais livros, é claro. E me atrevi a pegar um livro de semântica formal hardcore de um autor hardcore (Landman) sobre um tema hardcore (indefinidos). Mas como eu sou brasileira e não desisto nunca, vou tentar ler no final de semana e ver como eu me saio.

Aí fui abrir o livro pra ver como é e achei a sugestiva seção "Reading this book at different levels". Fui ver em que nível de leitor eu me encaixava, se é que me encaixo em algum. Obviamente, sou o tipo 1, o mais básico, aquele que tem um conhecimento elementar em ler fórmulas lógicas e se vira mais ou menos com operadores lambda. Ok, acho que vou conseguir ler.

Mas o mais genial é que o Landman é tão foda que, não contente em fazer observações de cunho mais geral sobre o livro pros leitores do tipo 1 estarem avisados sobre o que vão encontrar, ele também faz um comentário sobre cada capítulo avisando que a seção tal e tal é só pra especialistas e que os meros mortais nem devem tentar olhar praquelas páginas.

Comentário do próprio autor sobre o capítulo 11. Só pra vocês verem que eu não tou brincando.

Chapter 11, on indefinite time adverbials, is hair-raisingly difficult, and should only be approached with a long stick through heavy metal bars. It's very beautiful, though. (LANDMAN, Fred (2004) Indefinites and the type of sets. Oxford: Blackwell. p. xv)

terça-feira, 27 de julho de 2010

À la Retórico, porém sincero...

Manchete: "Após assalto, Larissa Riquelme vai posar nua."

Hmmm... Vejamos... Qual poderia ser a relação entre as duas coisas?

Hipótese #1: o assaltante levou TODO o dinheiro dela e ela precisa posar nua pra não morrer de fome.

Hipótese #2: a manchete exprime uma mera seqüência temporal, e não uma relação de causalidade.

Hipótese #3: ela veio pro Rio, posou pro Paparazzo e foi assaltada. Seguindo a "lógica", se posar pra Playboy é capaz de ser seqüestrada ou coisa pior. Hmm... talvez ela seja dessas que tem fantasias com assaltos, seqüestros e seja lá o que mais.

sábado, 17 de julho de 2010

Neverending

Quando eu achei que tudo já estava decidido, eis que lá vem outra decisão importante pela frente. Vou precisar me concentrar muito esse final de semana...

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Comunicado importante

Atenxon pípou! Notícias fresquinhas diretamente de Maryland no blog Na terra de Maria. Confiram lá! Vou continuar postando nesse blog, mas as novidades e o andamento da minha estadia por estas plagas vocês só encontram lá. Beijomesegue.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Mensagem do Janus*

Hoje, às 00:19, no meu e-mail:

Título: Encerramento de prazo da pós-graduação

Caro(a) Leo (código XXX),

Informamos que restam apenas 12 meses para que se encerre o prazo para o depósito de sua tese ou dissertação.

Desejamos sucesso na conclusão de sua pesquisa!

Atenciosamente,

Gerência do Sistema Janus

Confesso que gelei quando vi o título do e-mail, achei que tinha errado as contas e tinha que depositar a tese amanhã (um dos meus pesadelos recorrentes). Mas depois que eu li o conteúdo achei até bem simpático! E bastante fortuito, já que eu tava, coincidentemente, trabalhando na tese na hora em que recebi.

*Pra quem não estuda na USP, o Janus é o sistema administrativo da pós.

domingo, 27 de junho de 2010

A saga do caixa eletrônico

Então eu e a minha mãe somos correntistas do Banco do Estado do Rio Grande do Sul. Que aqui em São Paulo tem cinco agências, uma delas na Paulista. E aí ontem andávamos por lá e aproveitamos pra pegar uma graninha. Até aí nada de mais.

O problema é que, ao chegarmos na sala de auto-atendimento do banco (que é bem pequenininha, só tem três caixas), tinha um mendigo dormindo lá dentro. Porque é daquelas salas de auto-atendimento que a gente só tem que apertar um botão pra entrar. E a coragem pra entrar? Vai que o cara tá só fingindo que dorme pra dar o bote em quem entra pra pegar dinheiro? Desistimos.

Aí hoje fomos dar uma volta lá na feirinha do Center 3 e resolvemos dar uma passada no banco antes, pra pegar o dinheiro que não conseguimos pegar ontem. E quem estava lá? Nosso mesmo amigo mendigo, agora deitado na frente dos caixas, de modo que pra sacar dinheiro a gente teria que literalmente pisar em cima dele.

Resultado: acabamos pegando outro ônibus pra ir numa outra agência sacar. Pode isso?

sábado, 26 de junho de 2010

Meu dia!

Eba, chegou o meu aniversário!!! Eu AMO fazer aniversário!! Esse ano tá corrido e complicado com todas as mil providências da viagem, mas mesmo assim tô curtindo! A novidade mais nova é que eu já tenho visto e casa pra morar nos States \o/ Ainda tem um monte de coisa pra fazer, mas tudo tá dando certo. Torçam por mim!

Ah, sim, aniversário também do blog: três anos! E o primeiro post foi justamente na véspera de eu vir pra cá arrumar uma casa. Três anos depois e cá estou eu em meio a mais uma mudança de cidade, de casa e de vida. E daqui a seis, sete meses vem mais outra mudança, eita! E defesa de tese! E casório, se tudo der certo!!

Gente, eu amo a minha vida!

terça-feira, 15 de junho de 2010

Ajuda aos universitários

Então galera, como parte das minhas atividades pré-ida pra Maryland está a venda de alguns dos meus pertences. Tou anunciando tudo no meu mais novo blog (sim, mais um!): Minha dona vai pra Maryland. O link tá aí no post e tá linkado aí do lado. Anunciem nos vossos blogs, divulguem pros amigos, façam suas contra-propostas!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Notícias pré-Maryland

Já que eu vim até aqui pra aceitar o meu super selo de qualidade, não custa aproveitar pra dar um update aos meus leitores queridos.

Então eu precisei pedir adiamento da minha bolsa-sanduíche. O que devia ter começado dia 1º de maio só vai começar dia 1º de julho. Porque claro que em um mês não dava tempo de mandar a papelada pra Maryland, receber a papelada de Maryland, pagar a taxa no departamento de segurança nacional dos States, marcar entrevista de visto, pegar o visto. O adiamento da bolsa ainda é teórico; demorou tanto, foi tão enrolado pra conseguir juntar toda a papelada que precisava que agora eu tou é rezando pra dar tudo certo. Garantia nenhuma de que vão me dar, especialmente tendo pedido tão em cima da hora. Burocracia é uma merda, depender dos outros é pior ainda. Se esses outros são funcionários públicos com o rei na barriga, em greve ainda por cima, mais pior ainda. Caso vocês estejam se perguntando, na pior das hipóteses não me dão o adiamento, e como eu não pedi prorrogação da minha bolsa aqui no país, vou ter que terminar de escrever a tese embaixo da ponte. Mas abafa o caso.

Aí tem a novela da bolsa aqui no país. Tinha que pedir interrupção, aí demoraram dois meses pra julgar a tal interrupção, aí eu não viajei no prazo e me tiraram da folha de pagamento porque acharam que eu já tava bela e fagueira em Maryland. E não me avisaram. Resultado: nada de salário esse mês e uma novela pra esclarecer tudo e eles voltarem a me pagar.

Aí eu tenho que desocupar o meu apartamento. Porque a bolsa-sanduíche não dá nem pra gente sobreviver lá, quem dirá sobreviver lá E pagar aluguel aqui. Impensável. Isso significa que eu preciso pintar o apartamento, arrumar alguma coisa pra fazer com as minhas coisas todas (livros, utensílios, roupas, papéis, o diabo). E preciso vender as coisas maiores, tipo cama, mesa, cadeira, máquina de lavar. Interessados favor entrar em contato. E, claro, na volta tem que dar um jeito de comprar tudo de novo, não sei com que dinheiro. Espero que o Sr. Anônimo dê um jeito de ficar milionário até dezembro.

Aí eu tenho que me despedir da minha enorme família e dos meus amigos. E ir fazer check-up com os meus médicos pra garantir que tá tudo ok. Então tou indo pra Porto Alegre pro que prometem ser dez dias insanos. Mas quem precisa dormir? Também tenho que passar o máximo de tempo possível com o Sr. Anônimo, porque não sabemos se ele vai ter condições de ir me ver (mais um motivo pra ele dar um jeito de ficar milionário em breve).

Minha entrevista de visto, finalmente marcada, é dia 24 às sete e meia da manhã. Ainda não comecei a procurar um lugar pra morar em College Park. Tou cheia de idéias pra tese e não tenho tempo de sentar e escrever. Cada vez que eu resolvo um problema burocrático, aparecem mais dez. Tenho tido dois tipos de sonho: (1) falta meia hora pra eu sair pro aeroporto e ainda não arrumei minhas malas; (2) falta meia hora pra defesa e a tese não tá nem perto de estar pronta. Acho que por aí vocês podem perceber como anda o meu pobre psicológico.

E agora me dêem licença que o Sr. Anônimo deve estar pra chegar a qualquer momento e a gente quer (se) aproveitar enquanto pode ;)

Selo de qualidade

Gente, a quantidade de providências pré-viagem e problemas relacionados que surgem diariamente é tanta que eu nem tou conseguindo tempo pra vir aqui contar pra vocês o tamanho do rolo. Mal tenho tido tempo pra olhar os blogs dos outros, quem dirá comentar! Minha tese, então, tadinha, tá aqui com o arquivo aberto full-time pra quando sobra um tempinho eu digitar umas linhas. E justo quando eu tou cheia de idéias pra ela!

Bom, em meio a isso tudo, a minha vinda pra Floripa pra passar o dia dos namorados com Sr. Anônimo finalmente me permitiu dois minutinhos pra comentar que eu fui agraciada com o selo Sunshine Award, gentilmente concedido a esse blog pelo meu irmão Clark, do Em Metrópolis. Eu também não fazia muita idéia do que significa receber um selo desses, mas disseram pro Clark "que é um tipo de homenagem ou incentivo a blogs que o concedente acha interessantes". Viram só? Alguém acha que o meu blog é interessante!

Então, o Sunshine Award que vocês vão ver colado aí no canto superior direito do blog a partir de hoje é um selo de incentivo a “novos blogueiros”. Eu já acho que sou bem macaca velha, afinal são quatro anos de blog (contando o primeiro, que eu tirei do ar com poucos meses de vida), mas como essa semana a nossa ex-coordenadora da Pós falou que não acreditava que eu já tenho quase trinta, porque pra ela eu tenho carinha de 22, acho que eu me qualifico para a categoria :)

Como não poderia faltar, tem regras pra aceitar o selo:

– Colocar o logo no seu blog ou no seu post.

– Passar o prêmio para outros 12 bloggers.

– Incluir o link dos indicados no post.

– Informar aos indicados sobre o prêmio, deixando comentários em seus blogs.

– E, finalmente, compartilhar o link com as pessoas de quem você recebeu esse prêmio.

Eu não tenho 12 blogs pra indicar, ou melhor, eu tenho, mas já foram indicados. Então indico o selo Sunshine Award para os seguintes blogs:

e-Parise: o Guia Eletrônico do Mochileiro das Colônias (como incentivo pra ele continuar blogando, mesmo que esteja temporariamente de volta às colônias)


lingvisto lingvo lingvistiko (pra ver se o Marquinhos aproveita o ensejo do novo - e lindo! - rebento e posta com mais freqüência)

quintal de casa (também não é um blog novo, mas é uma delícia e eu recomendo!)

Tudo não é relativo (novíssimo e recomendadíssimo)

E reitero a indicação para os seguintes (que eu vi que ainda não aceitaram):

Desafeto (porque a Larinha merece e porque o selo ia ficar lindo no layout do blog)

Goiabada com tijolo (blog de lingüista com pretensões literárias :))

Homo Visualis (porque as fotos da Ana são lindas!)

Ninfoblog (preciso justificar? mesmo?)

Nos ossos do ofício! (porque eu amo o dono do blog. e pra ver se o Sr. Anônimo movimenta aquilo lá)

Retórico, porém sincero... ([ciúmes mode: on] porque o Tigre é meu amigo e eu que queria indicar ele! [ciúmes mode: off])

Sítio de Supérfluos (porque eu gosto de ler a Lu e sinto falta quando ela não escreve)

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Carneirinhos acrobatas

Então eu estou no modo tese. Minto. Tou no modo tese extra-super-power. Ontem fiquei exatas 14 horas na frente do computador, só levantando pra coisas básicas como ir ao banheiro, tomar banho, comer e tomar água. E, vocês devem ter notado, não vim aqui postar nem uma vez, como é de costume quando eu tou no modo tese. Pois é. Modo tese extra-super-power.

O problema é que eu ando tão pilhada, tão empolgada, tão envolvida com os desenvolvimentos recentes da minha tese, que mesmo depois de 14 horas de trabalho quase ininterrupto eu não consegui simplesmente deitar e dormir o sono dos justos. Claro que não. Eu deitei e continuava pensando em nomes nus, posições A-barra, valoração de traços e o escambau. Meia hora lá deitada e eu já tava quase era levantando de novo pra trabalhar mais um pouco. Foi quando eu resolvi contar carneirinhos.

O problema, caros leitores, é que esta que vos escreve nunca tinha contado carneirinho na vida. Normalmente quando eu tou sem sono eu penso em alguma coisa chata, como a tese, e acabo pegando no sono (sentiram a mudança, né?). Mas ontem obviamente que isso não ia dar certo, então apelei pros carneirinhos. E descobri que contar carneirinho é uma coisa muito difícil! Primeiro que eu não tenho mais muita certeza de como é a cara de um carneiro. Depois de uns dez carneirinhos, acabei constatando que eu tava era contando ovelhinha, mas até aí tudo bem, segue
o baile a contagem. Depois de contar umas trinta ovelhinhas, eu lembrei de ter ouvido em algum lugar que a gente tem que contar de trás pra frente. Recomecei: "ceeeem; noventa e nooooove; noventa e ooooito..." e fui contando. Até o momento, lá pela septuagésima ovelhinha, em que as bichinhas começaram a saltar acrobaticamente a minha cerquinha imaginária: uma dava mortal, a outra se esticava toda, e a cada salto de cada ovelhinha elas ficavam congeladas no ar por um ou dois segundos e faziam "tchan!". Sorrindo. Sim, as minhas ovelhinhas, além de acrobatas, sorriam.

Nem preciso dizer que depois de umas cinco dessas eu caí na mais estrondosa gargalhada. O que foi curioso, porque logo depois disso eu consegui pegar no sono. Acho que o meu inconsciente se ligou que eu precisava dar uma descontraída e me fez contar ovelhinhas acrobatas em vez dos carneirinhos boring de todo mundo. Mas que foi meio ridículo foi.

terça-feira, 11 de maio de 2010

O que eu tenho a dizer sobre a seleção antes da Copa começar

O lobby comeu o lobo, mas não o Dunga: Adriano, Neymar, Ronaldinho(s), Pato, Ganso e o resto da Fazendinha não foram convocados. O Dunga provou que tem convicções - uma característica desejável em técnicos de Seleção Brasileira. Agora, levar três goleiros e NÃO levar o Vitor? Pô, aí é sacanagem! Aposto que se o Dunga não fosse colorado o Vitinho tava escalado.

domingo, 9 de maio de 2010

Uma etapa vencida

Eis que finalmente, depois de duas semanas da mais angustiante espera, saíram os resultados online do TOEFL. Fiz 115 de 120, quase nem acreditei quando eu vi! Nota máxima no listening (logo eu, que sou meio surda) e só um ponto de desconto no speaking, que eu achei que tinha sido o maior desastre da paróquia.

Uma nota sobre o speaking, a propósito. Eu tou convencida de que essa parte é feita pra testar não a habilidade do cara de se comunicar na língua, mas a criatividade e o poder de síntese do cidadão. São cinco questões. Na primeira, eles vão te pedir pra falar sobre alguma coisa que te seja familiar. Tu ouve o tema, tem míseros 15 segundos pra pensar numa resposta e 45 segundos pra falar. O meu tema era "talk about the most remarkable fact that has ever happened to you in a restaurant". Mesmo que eu tivesse um fato marcante pra contar, não seria em 15 segundos que eu ia conseguir lembrar! Acabei inventando que eu vi um ator que eu gosto muito num restaurante, que eu fui falar com ele e ele foi simpático, me deu um autógrafo e tirou fotos comigo. Tipo, "Helloooo, I'm fifteen!"

A segunda questão também pode ser um pesadelo. Dessa vez, vão te pedir a tua opinião sobre algum assunto, vão te dar 15 segundos pra pensar na resposta e 45 pra responder. O esperado é que tu dê motivos pra embasar a tua opinião. Mas o que acontece quando a gente não tem opinião formada sobre o assunto? Por exemplo, me perguntaram se eu achava que só pessoas com talento natural podiam ser esportistas bem-sucedidos ou se é possível conseguir isso também com muito treino. Gente, eu não tenho opinião sobre isso, nunca tinha pensado no assunto, e não foi em 15 segundos que eu consegui decidir. Na minha opinião, eu dei uma resposta muito crappy.

As três últimas últimas são de rezar pra Nossa Senhora do Poder de Síntese. Na primeira a gente lê um texto, ouve uma palestra sobre um tema relacionado, e depois ouve uma
pergunta que vai te pedir pra relacionar os dois. 30 segundos pra elaborar a resposta e 60 pra responder. Na seguinte, a gente lê um texto sobre algum assunto campus-related, ouve um diálogo sobre o mesmo assunto, e tem que resumir em 60 segundos qual é o problema e o que um dos participantes do diálogo pensa sobre o assunto e por que ele pensa isso. Por fim, na última, a gente ouve um diálogo em que uma das pessoas tem um problema e a outra dá sugestões de como resolver. Em 60 segundos, a gente tem que resumir o problema, dizer quais são as alternativas e dizer qual delas a gente escolheria e por quê. Tipo assim: gaguejou, perdeu. Eu não consigo fazer essas coisas tão rápido nem em português!

Mas então, entre mortos e feridos salvaram-se todos, ou pelo menos eu me salvei (egocentric mode: on). Agora só falta mandar mais uma papelada pra Maryland, pedir o adiamento na Pró-Reitoria e esperar o despacho da FAPESP. E depois começar a batalha do visto. "Só" isso. Quando eu brincava que só ia embarcar em julho todo mundo achava exagero, mas não é que é isso mesmo que vai acontecer?

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Mudanças aqui também

Pra não dizerem que esse blog tá atirado às traças ou que eu não mudo nada no layout, atualizei a lista de blogs aí ao lado e fiz uma enquete pra vocês, leitores do meu Brasil, darem palpite na vida alheia (no caso, a minha).

sábado, 1 de maio de 2010

Uma substituta à altura

Singelo diálogo cibernético num sábado à noite:

- Engraçado que aqui em casa tu não toma tanta água...
- É que aqui eu não tenho como ficar te tocando e te abraçando, então eu fico apertando a garrafinha d'água.

Porque agora garrafinhas pet de 500ml são praticamente bonecas infláveis...

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Notas sobre um mesmo tema

Eu sei que eu já comentei sobre isso em algum momento, mas é claro que hoje eu sentei pra trabalhar na tese e aí dá uma vontade louca de escrever aqui no blog (né, Vida?), então vamos de novo: eu fico pra morrer de raiva com esse povo que fica pedindo legenda nas comunidades das séries! Tudo bem que tem vezes que demora diiiias pra sair a legenda, aí até entendo que um ou outro se impaciente. Mas normalmente se o episódio passou ontem de noite, hoje de manhã já tem um babaca chorando que quer legenda.

Agora, hoje de tarde eu
entrei na comunidade de Flashforward pra ver se já tinha algum link legendado pra baixar eu vi a maior de todas: o episódio tinha acabado de ser transmitido nos Estados Unidos. No tópico de download tinha um primeiro post, postado no máximo meia hora depois da transmissão do episódio na tv, com o episódio separado em várias partes (logo, ainda tinha que alguma boa alma juntar os pedaços num arquivo só mais compacto). E dois minutos depois um singelo post de um animalzinho acéfalo: "legenda aí por favor, mermão".

Ainda bem que eu não sou moderadora de nenhuma dessas comunidades, porque eu ia banir todo mundo sem dó e ainda ia marcar os perfis pra nunca mais deixar entrar na comunidade. Paciência tem limite, e a minha, que já não é muita, anda curtinha assim.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Marasmo

É, eu ando meio com preguiça de postar. Tanta outra coisa pra fazer que eu acabo não me empolgando pra escrever. Mas deixa eu pegar firme na tese de novo (o que deve acontecer por esses dias) e vocês vão ver como isso aqui fica movimentado que é uma beleza!

domingo, 18 de abril de 2010

Sites burros

Então eu fui fazer uma inocente busca por barbeadores no site das Americanas (observação importante: o barbeador não era pra mim). Tentei achar nas categorias que eles colocam ali pra gente, mas não achei em eletroportáteis, nem em eletrodomésticos, nem nada. Aí resolvi digitar na caixinha de busca no site, já imaginando que ia aparecer também os prestobarba da vida. E de fato, apareceu. Os prestobarba, e mais uma série de coisas inimagináveis: coisas sobre o pirata Barba Negra, livros do Barbosa Sobrinho, produtos da Hanna Barbera, Barbies (!) e daí pra frente fiquei até com medo de olhar o que mais podia ter aparecido. Juro. Quinhentos resultados pra minha busquinha de barbeadores, e eu não tou exagerando. Tá bom que deu pra dar umas risadas, mas pô, que motor de busca bocaberta que as Americanas têm! Acho que esse não é o melhor jeito de vender um produto... Ou será que quem compra barbeador também gosta de Barbie?

sábado, 17 de abril de 2010

Psicologia?

Hoje eu lembrei de um post recente lá do Desafeto: como discordar de alguém sem parecer mal-educada? Como discordar e manter as boas relações com alguém? Parece bobo, mas quando só a inocente menção a um assunto já faz uma pessoa ficar com a cara que parece que a gente xingou a mãe dela, imagina então se a gente realmente chega a falar sobre o assunto expondo exatamente o que a gente pensa! Vira a terceira guerra mundial!

Depois eu digo que tem coisa que é melhor deixar quieto e o povo acha que eu é que sou a louca.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Unbefuckin'lievable

Mulheres desse Brasill, leiam isso e me digam se vocês também não afogariam na privada um babaca desses.

Eu morro e não vejo tudo. Graças a deus, porque se me acontece uma dessas, acho que eu matava o infeliz.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Progress report

4 horas = 1 parágrafo. que eu provavelmente vou reescrever.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Lei da compensação

Deus é pai! Abençoada seja Nossa Senhora Mofadora de Bonés!

Um pouco mais de reclamação

Então eu tenho um vizinho/a que fuma. Até aí tudo bem, quem não tem um desses? O problema é que essa pessoa fuma na janela do seu apartamento. Claro, assim a cada dele/a não fica empesteada com cheiro de cigarro. Faz todo o sentido. O problema é que o cheiro vem todo pra dentro da minha casa. Particularmente pra cozinha, em cuja janela fica o varal. No qual eu penduro todas as minhas roupas limpinhas e com cheirinho bom de amaciante. Adivinhem? As roupas que eu penduro cheirosinhas no varal saem de lá como se tivessem saído de dentro de uma balada pré-lei anti-fumo. Hoje mesmo, fui passar roupa e tava tudo fedendo, ainda mais com a atual umidade. E pude constatar também que o meu edredom limpinho recém-chegado da lavanderia também tá muito fedendo a cigarro. Pô, eu não só não fumo como absolutamente detesto cheiro de cigarro aceso, cheiro de cigarro apagado, o cheiro que fica nas roupas, na pele, no cabelo e sabe-deus-onde-mais de quem fuma. Tudo bem que as pessoas têm todo o direito de fumar na casa delas mas é o cúmulo uma pessoa fumar na janela pra sua casa de fumante não ficar empesteada e fedida, e foda-se a casa dos vizinhos que não fumam. Aposto que quem faz isso é a mesma pessoa que deixa o lixo em cima da tampa da lixeira em vez de abrir a mesma e colocar o seu saquinho lá dentro, como todo mundo. Mas pra que, né, se o próximo vizinho que entrar vai se sentir obrigado a fazê-lo? E daí que o corredor inteiro do prédio vai ficar malcheiroso? Ora, tenham a santa paciência!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Sempre a Lady...

Alguns de vocês hão de lembrar o perrengue que foi conseguir o visto pra ir pra Seattle: demorou pro passaporte ficar pronto, aí a entrevista no consulado pra tirar o visto ficou marcada quase pro dia de viajar, aí demorou tanto pra conseguir a papelada que precisava pra conseguir adiantamento da entrevista no consulado que quando eu finalmente consegui ligar pra remarcar o primeiro dia disponível era o dia em que eu já tinha marcado a minha entrevista. Porque a Lady me ama. Felizmente a Lady me deu uma trégua e o visto foi emitido e o passaporte foi entregue em tempo hábil pra eu entrar no avião.

Aí hoje, depois de saber que eu vou precisar encarar a via sacra do visto americano once again, entrei lá no site do consulado pra ver quantos mil anos anda demorando pra conseguir um agendamento em São Paulo. Acreditem se quiserem: tem entrevista pra daqui a míseros 5 dias. Arram. 12 de abril tem vaga. Claro, eu não tenho como agendar ainda porque me faltam todos os documentos. Claro. Agora quanto vocês querem apostar que no dia em que eu estiver com tudo pronto e entrar de novo no site do consulado a espera vai estar em 45 dias?

terça-feira, 6 de abril de 2010

Só querem se dar bem [2]

Então ontem choveu em São Paulo. E quando chove em São Paulo o trânsito vira um caos. Todo mundo sabe disso. Todo mundo que mora em São Paulo e entra num ônibus em horário de pico sabe que há grandes chances de a viagem não ser curta. Todo mundo que mora em São Paulo e entra num ônibus em horário de pico sabe que há grandes chances de ter que viajar de pé. E todo mundo que mora em São Paulo e entra num ônibus em horário de pico em dia de chuva sabe que essas duas possibilidades aumentam exponencialmente.

Pois é. Agora imaginem um ônibus atolado de gente às sete e dez na Rebouças, indo em direção à Paulista. E imaginem que às quinze pras oito o mesmo ônibus estava tentando entrar na Paulista. Ali bem na curva, entre a Consolação e a Paulista. Trânsito praticamente parado, um milhão de ônibus com um milhão de pessoas querendo descer no primeiro ponto. Aí uma jovem cidadã pede ao motorista pra abrir a porta pra ela descer. Ela está de pé no meio do ônibus. Tem um mar de gente entre ela e a porta. Setenta e cinco por cento desse mar de gente também quer descer no primeiro ponto da Paulista. O motorista não abre a porta. Nossa personagem olha pro rapaz que está do lado dela e dispara "pô, não custava, né?", ao que o rapaz responde "é, não abrir aqui é só de maldade mesmo".

Vamos tirar um momento pra pensar sobre esse singelo diálogo. O motorista tá ali, com duzentos carros, motos e ônibus atravessados tentando se enfiar na Paulista. O ônibus tá exatamente na esquina, já meio virado pra fazer a curva. Tem duzentas pessoas querendo descer do ônibus. Digamos que ele abra a porta. Todas as duzentas pessoas vão querer descer. O sinal vai abrir. Todos os carros, motos e ônibus que estão atrás do nosso ônibus vão começar a buzinar porque querem andar. O motorista não vai poder simplesmente fechar a porta na perna de alguém e arrancar. E se tiver um controlador de tráfego parado por ali, ainda vai tocar uma multa no motorista. Mas é, é maldade dele não abrir a porta.

Me espanta como todo mundo acha que não tem problema violar as leis, desde que seja em seu próprio benefício. Ninguém tá se importando se o motorista tá infringindo uma lei de trânsito ou não, se ele vai se fuder ou não. Raciocínio parecido é o da mulher que levou a planta pra casa: foi o governo que pagou, então é de todo mundo, então não é de ninguém, então é meu porque foi o meu imposto que pagou. E depois reclamam quando os políticos metem a mão no dinheiro público, que também é de todo mundo.

Aposto, mas aposto mesmo que se a guria do ônibus estivesse dirigindo um carro e o ônibus abrisse a porta pra galera descer, ela ia sentar a mão na buzina.

domingo, 4 de abril de 2010

Ten years or so

Impressão minha ou era desde 2001 que não acontecia de estarmos todos os três namorando simultaneamente?

segunda-feira, 29 de março de 2010

Houston news

Sim, já estou em Houston. Em duas horas estarei embarcando de volta pro Brasil. Ai, ai... Tanta coisa que eu queria fazer e não fiz, que eu queria ver e não vi, que eu queria comer e não comi... Quando será que eu venho de novo?

domingo, 28 de março de 2010

Seattle news II

Comida de verdade nos Estados Unidos faz mal. Sabia que o negócio era comer cachorro-quente e hamburger mesmo...

sábado, 27 de março de 2010

Seattle news

Minha apresentação foi boa. Elogios ao meu inglês, ao meu tema, à minha apresentação. Comentários e sugestões. Dados intrigantes do espanhol. Elogios. Almoço no Subway por US$3,58. Amizades com dois hispânicos, um dos quais argentino. Só eu mesmo pra vir pros States e fazer amizade com um argentino. Menos mal que ele torce pro River.

Como chair, praticamente tive que fazer uma romena calar a boca de tanto que estourou o tempo. O resto foi tranqüilo. O ponto alto do dia foi a Zubizarreta mencionando o meu trabalho na plenária dela. Ok, ela não citou "the famous work by Leo", mas falou do dialeto Anconetano, com o qual eu já trabalhei nas minhas correlações com foco e concordância, e disse "it's similar to what we have seen this morning with regards to Brazilian Portuguese". Quase pedi a palavra e falei que eu já tentei estabelecer a correlação que ela tava propondo. Mas ela mencionar o meu trabalho, o que significa que ela tava de fato prestando atenção, já significa muito pra mim. Posso colocar no Lattes?

Mas o melhor de tudo é poder contar com o apoio do Sr. Anônimo, mesmo que à distância. Nada melhor do que mandar uma mensagem contando que tudo foi bem e receber uma resposta imediata me parabenizando. Nada melhor do que chegar de volta no hotel depois de um dia cansativo de trabalho e encontrar alguém me esperando, do outro lado do mundo, via skype. Faz valer a pena todo o esforço, todo o desgaste, e todos os dólares gastos em SMS.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Das coisas simples da vida

Nada como uma cama na vida da pessoa...

Duas anedotas pros lingüistas de plantão

Cena 1: balcão da imigração. O cara, possivelmente um texano, pergunta o que eu tou fazendo nos States, eu respondo que vou pruma conferência. Ele pergunta qual é a minha área, eu respondo Linguistics. Imediatamente ele pergunta se eu conheço o Noam Chomsky, eu digo que não pessoalmente, mas que trabalho no framework dele, ele cita mais uns dois ou três lingüistas meio desconhecidos. Eu, impressionada, fico batendo papo com ele sobre lingüística. Aí ele pergunta quantas línguas eu falo e eu dou aquela brochada... Até ia explicar pra ele, mas achei melhor não bater boca com o carinha da imigração antes de ele me carimbar, né.

Cena 2: táxi. O cara pergunta qual o nosso major, eu respondo linguistics e ele dispara: "do you know Noam Chomsky?". De novo, não pessoalmente. Mas brinquei com o cara, que, lembrando, é um palestino de Jerusalém, que se no Brasil a gente fala que faz lingüística ninguém nem sabe do que se trata. E ele não perguntou quantas línguas a gente fala.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Diário de bordo, parte II

Então, meu povo, tudo o que a viagem pra Newark teve de legal, a viagem pra Seattle teve de caótica. Pra começar que o avião começou a embicar pra pista de decolagem e voltou pro "estacionamento" porque tinha um vazamento obscuro. Podia ser fluido hidro-não-sei-o-que e podia ser água. Se fosse o tal fluido, teríamos que que trocar de avião. Uma hora e meia de espera e eu só conseguia pensar na Phoebe ligando pra Rachel e falando que tinha um problema na "filangie" do avião. Quem assistiu a décima temporada de Friends sabe do que eu tou falando.

Bom, no final das contas era água, mas tinha que consertar porque se continuasse vazando a água ia congelar e matar todo mundo lá embaixo a pedradas de gelo. Uma boa forma de destruir a civilização judaico-cristã ocidental, como diria o Rey. Enfim. Fiquei lendo meu "Admirável mundo novo" enquanto o vazamento era consertado. Isso porque eu e o Rey não conseguimos sentar juntos, pegamos dois assentos de meio, obviamente ninguém ia querer trocar com a gente. Pra piorar, pra assistir a tevezinha de bordo tinha que pagar, então a pão-dura aqui desligou a tal tevezinha, e quando o pessoal da companhia decidiu liberar a tevezinha pra todo mundo por conta do transtorno do atraso, adivinha se ela ligou de novo? Claaaro que não. Então fiquei sem ter o que fazer a viagem toda. Assisti um filme e dois episódios de seriado enquanto durou a bateria do Miles e o resto do tempo foi concentrada na minha dor nas costas e no meu nariz ressecado. E na fome. Not nice.

Essa viagem de Newark até Seattle é bem bizarra. A gente saiu de Newark às 10:30, e depois de seis horas de viagem chegamos em Seattle às... 13:30! Detalhe: no Brasil já eram 17:30 e a gente só tinha tomado café da manhã. Chegamos no aeroporto, pegamos as malas, entramos num taxi cujo motorista era um palestino de Jerusalém muito legal que sabia várias coisas sobre o Brasil e ficou fazendo um monte de pergunta. Passamos pela fábrica da Boeing (Duda, lembrei de ti!), vimos os aviões ainda sem asa e sem cauda e sem pintura, e também os famosos 747. Passamos pelos estádios, pela Space Needle e chegamos, US$50 depois, no hotel. Só largamos as malas, atravessamos a rua e comemos nosso very first burger. With bacon and free refils de Coca-Cola, por US$15 incluindo a gorjeta. Não satisfeita, atravessei direto pro Starbucks pra tomar um Moka Tall por US$3,19. Passamos na Apple Store (gigantesca!), na Victoria's Secrets e numa loja que tem nome de farmácia mas que na real é um supermercado. Não tem um pé de alface pra vender, mas tem duas gôndolas inteiras de doces, chocolates e porcarias e claro que eu comprei Altoids e um Kit Kat pra matar a vontade. E pegamos chuva na volta pro hotel, porque né, Seattle chove.

Amanhã eu apresento meu trabalho e, mais descansada, espero poder escolher bem os lugares que eu quero conhecer. Pensei em ir num jogo de baseball ou de futebol americano, quero muito ir na Space Needle e na Original Starbucks. Se der pra fazer um passeio de barco pelos lagos, também tá valendo, mas isso vai depender do tempo e do preço dessa brincadeira. A impressão que eu tive hoje, passando de táxi pela cidade, é que é bem bacana por aqui. A vista aérea na chegada também é bem impressionante. E como p
ra mim boa parte de conhecer um local e sua cultura é conhecer sua comida, ainda quero comer chicken wings, costeletas, BLT, um tuna melt, tomar milk shake... Já que a minha Nossa Senhora da Mala Extraviada me valeu na vinda, espero que durante a minha estadia me valha a Nossa Senhora da Manutenção do Peso Apesar das Calorias.

Ah, e pros desavisados que tão achando que eu já tou no sanduíche, um esclarecimento: estou aqui por pouquíssimos dias pra participar do LSRL. Na terça de manhã já tou pisando novamente em terras tupiniquins, galera!

Diário de bordo e primeiras impressões em território Yankee

Essa viagem serviu pra me lembrar por que é que eu não gosto de banheiro de avião: cada vez que a gente puxa a descarga parece que vamos ser sugados pra fora. Juro, até ventinho nas pernas a gente sente!

Isto posto, vamos ao resto. A viagem foi tranqüilíssima. Avião não-lotado, comissários de bordo simpáticos, comida bem meia-boca mas o carrinho de bebida passou várias vezes, poucas sacudidas ao longo do vôo, três episódios de House na programação da aeronave. Remarkable fact foi o fato de ter aeromoças bem velhas, coisa bem incomum no Brasil. E também o fato de que ninguém levantou quando o avião tava andando pela pista - o único cara que tentou levou um esporro da aeromoça velha hehehehe. Se fosse no Brasil já tava todo mundo de pé e as aeromoças nem se preocupariam em mandar sentar, porque seria inútil.

Antes de o avião pousar deu pra ver Manhattan e eu acho que vi a Estátua da Liberdade. Call me crazy, mas eu acho que vi. Claro que tava de noite ainda, amanheceu a gente já tava dentro do aeroporto. Também vi uma ponte igual à Hercílio Luz.

Já no aeroporto, o tiozinho da imigração perguntou o que eu fazia e ficou falando comigo sobre Chomsky, perguntou quando eu terminava o meu PhD. Carimbou meu passaporte e deu, tou dentro. O embarque doméstico é bizarro, tem que tirar sapato e até a echarpe pra passar no detector de metais. Total paranóia. Meu celular funciona, é um fato, a TIM já me mandou 55 mensagens. Ainda bem que pra receber não paga nada.

Tomei um capuccino fraco - não tem Starbucks na parte do aeroporto em que eu estou. Por enquanto todo mundo entendeu meu inglês, eu entendi o inglês de todo mundo, então tá tranqüilo. Achei legal que todo mundo te cumprimenta perguntando "how are you today?". E já vi um monte de obesos MUITO obesos, só aqui dentro do aeroporto.

Tá, preciso correr que tá na hora de embarcar pra Seattle. Depois entro aqui pra contar como foram as cinco ou seis horas de viagem até lá.

Ah, sim: morram de inveja, aqui tá 10ºC!

domingo, 21 de março de 2010

Murphy, dá um tempo!

Pois imagina se exatos três dias antes de eu embarcar rumo à morada do Tio Sam eu não ia acordar com aquela dor de garganta suspeitíssima e uma dorzinha no corpo? Assim ó, no one deserve!

sábado, 20 de março de 2010

Da série: constatações

Esse blog costumava ser tão mais engraçado no ano passado...
Será que 2010 levou embora o meu senso de humor?

Uma coisa de cada vez

Eu tenho um visto pros Estados Unidos!! U-hu!! Agora só falta escrever o trabalho que eu vou apresentar lá...

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Ao vivo é mais gostoso

Eu perguntava tu e o holandês!
E te abraçava, tu e o holandês!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Breve resumo da minha estadia em Floripa



Desde que estamos aqui
Eu não quero saber
Quanto tempo se passou
Quem sou eu e onde estou

Será que fomos apressados
Ou foi o tempo que parou
Será que estamos parados
Congelados no espaço

Desde que estamos aqui
Eu não quero saber
Quem está por cima
Quem está por baixo

Com você o tempo pára
Sem você o tempo voa
Sem você eu perco tempo
Com você me sinto imortal

Eu quero ver você
Ficar no meu lugar
Eu quero ser você
Ficar no seu lugar

Será que fomos apressados
Ou foi o tempo que parou
Será que estamos parados
Congelados no espaço

Com você o tempo pára
Sem você o tempo voa
Sem você eu perco tempo
Com você me sinto imortal

Eu quero ver você
Ficar no meu lugar
Eu quero ser você
Ficar no seu lugar


Porco e porco!

Tem horas que as coisas vêm a calhar.

O vídeo aí embaixo, por exemplo. Postei ele porque achei engraçadíssimo.

Mas não é que nem meia hora depois cá estou eu, xingando tanto ou mais do que o cara do vídeo?

Se non bestemmio, guarda...

Ok, esse vídeo provavelmente será entendido por poucos. Mas e daí?



Em tempo: grazie ao super Duda que postou o link do vídeo no blog dele. Chorei de rir!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Fix you



When you try your best but you don't succeed
When you get what you want but not what you need
When you feel so tired but you can't sleep
Stuck in reverse

And the tears come streaming down your face
When you lose something you can't replace
When you love someone, but it goes to waste
Could it be worse?

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you

And high up above or down below
When you're too in love to let it go
But if you never try you'll never know
Just what you're worth

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you

Tears stream down your face
When you lose something you cannot replace
Tears stream down your face and I...

Tears stream down your face
I promise you I will learn from my mistakes
Tears stream down your face and I...

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you


Às vezes eu esqueço o quanto eu gosto de certas músicas...

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Memória de elefante

Eu tenho uma memória de elefante, quem me conhece sabe. É uma memória que faz todo mundo ficar de boca aberta, porque eu lembro de coisas que aconteceram há dez, quinze anos. Lembro do dia exato, da roupa que as pessoas tavam vestindo, dos detalhes mais requintados. Tudo eu lembro. Lembro dos ceps de todas as casas que eu morei, lembro de todos os números de telefone que eu já tive, do número da identidade e do cpf dos meus pais, números de contas bancárias e por aí afora.

Minha mãe esses dias disse que eu tenho que aprender a "desocupar espaço" do meu cérebro. Esquecer as coisas que já não são necessárias. Mas aí eu retruquei citando o célebre Hercule Poirot, que sempre dizia que o homem "normal" usa apenas 10% da sua massa cinzenta. Logo, tem espaço sobrando no nosso HD. E de mais a mais eu gosto da minha memória. É uma coisa que me identifica. Eu gosto de lembrar das coisas. É bom lembrar.

O problema é que a minha boa memória guarda também as coisas ruins, as coisas que eu não gostaria de lembrar. Eu não esqueço nem que eu queira. Nem que eu precise. Então se eu não quiser lembrar de alguma coisa, qualquer coisa, pro resto dos meus dias, a única saída é não ver, não ouvir, não viver. Do contrário vai ser mais uma lembrança se revirando na minha cabeça, martelando over and over again. Só lembrança ruim martela, já repararam?

Minha mãe tem razão. Eu preciso aprender a esvaziar seletivamente o meu HD. Apagar as coisas que eu não quero ficar lembrando, que eu não posso ficar lembrando. Se alguém souber o nome do programa que faz isso, me passe, por favor.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Homenagem - relembrando Curitiba

Essa é pra todos os que estavam naquela inesquecível noite no quarto do hotel Formule 1, em Curitiba. Como diria o nosso amigo Marcus, que por sinal não estava lá, "enjoyem"!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Duas notas sobre o calor

1) O Batista, comentarista de futebol, desmaiou antes da transmissão ao vivo do jogo do Grêmio, que aconteceu às cinco da tarde, quando a temperatura passava dos 40 graus. Não adiar o jogo, diga-se de passagem, foi algo absolutamente desumano. Pô Federação!



2) O calor em Porto Alegre virou notícia internacional ontem.


Preciso dizer mais alguma coisa?

Previsão do tempo

Acabei de ouvir o Cléo Kuhn na Gaúcha:

"Máxima no Moinhos de Vento 39ºC, máxima na Lomba do Pinheiro 38ºC, máxima na zona sul 40ºC, e na zona norte, ali perto da Sertório, vai fazer uns 41ºC."

Então tá...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

De como ser destronada em uma lição, ou Metendo a mãe no meio

Há não muito tempo atrás...

- Vamos largar essa vida de lingüística e abrir um restaurante em algum lugar, você cozinha, eu sirvo as mesas, aposto que a gente ganharia mais dinheiro.

Na semana passada...

- Vamos largar essa vida de lingüística, a gente pega a tua mãe e abre um restaurante em algum lugar...

¬¬

Tilt no calendário

- Tá, mas tem que ver que normalmente precisa de uns dez dias úteis pra isso.
- Sim, mas se eu mandar dia 20 de fevereiro até o dia 30 de fevereiro fica pronto.

Mea culpa versão 2010

Sim, eu sei, eu tou devendo posts. Mas, né, vocês, meus fiéis leitores, também sabem que em janeiro, tradicionalmente, esse blog fica mais parado que água de poço. Porque eu tou sempre em Porto Alegre e Porto Alegre em janeiro é o inferno sobre a terra, e porque eu tou cansada de ficar na frente do computador o dia todo trabalhando e falando freneticamente no msn, então eu fico na frente do computador só pra ver séries e, particularmente nesse janeiro, conversando com o Sr. Anônimo via skype. Claro, eu deveria estar trabalhando, mas a carne é fraca. Semana que vem eu começo. Agora, já que eu me dei ao trabalho de vir aqui me justificar, vamos a um rápido balanço deste início de 2010. Só pra vocês não dizerem que eu sou malvada.

Meu Natal, pra quem não sabe, foi em Marau, rodeada pelos meus pimpolhos preferidos que quase me mataram. Visitei quase todos os meus tios, mas no final das contas não importa quanto tempo a gente fique lá, nunca dá tempo de ver todo mundo. Na volta, temperaturas saáricas em Forno Alegre, trabalho e preparativos pra virada. Não comprei nem uma pecinha de roupa nova, nem calcinha, nem um brinco, nem um alfinete, nadica de nada. Talvez por isso o ano tenha começado com destruição do Haiti e em várias regiões do Brasil, mas deixa quieto. Bom, a virada foi legal, Sr. Anônimo estava aqui e isso me deixou bem feliz. Mas como nada é perfeito, alguma coisa tinha que acontecer pra atrapalhar, e aconteceu, e eu virei o ano meio irritada, mas abafa o caso.

Depois das festividades de final de ano, nas quais devo dizer com orgulho que não engordei nem cem gramas, veio a tradicional letargia. Nos quinze dias em que o Sr. Anônimo esteve solidariamente cozinhando no vapor da capital dos gaúchos, mal abri o computador. Vi muitos filmes, em casa e no cinema. Saí pouco, na maior parte das vezes pra dentro de um shopping com ar condicionado a fu. Ganhei um pingüim de pelúcia, prontamente batizado de Kowalsky. Comecei a tomar um remédio pra curar a minha dermatite perioral stress-related. Tá funcionando, mas o meu estômago, temo, não vai passar incólume. Não ocorre pros fabricantes de remédio que se a pessoa tem uma dermatite causada por estresse, o estômago dela também vai estar a beira de um colapso ulceroso? Enfim. Péssimo, mas I will survive. Já o meu estômago eu não tenho tanta certeza.
Meu relatório FAPESP deu problema na submissão no site, então eu fiquei sem salário em janeiro. Por isso, e por causa do remédio destruidor de estômagos, eu ainda não tive condições de encontrar meus amigos. Só vi o Tigrão e a Rejane, com quem, inclusive, eu e Sr. Anônimo passamos quatro dias no chocolatão de Quintão Beach. Quem conhece o lugar sabe que precisa muito amor pra topar uma praia dessas tendo Floripa no quintal... hehehe.

Que mais? Ah, sim, tragédias naturais! Angra, Haiti, interior do Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio e o começo de mais um BBB (já me manifestei aqui e não pretendo mais falar sobre isso, até segunda ordem). Geisy Arruda se recauchutou dos pés à cabeça e veio pedir "mais respeito em 2010". Claro, querida. Assim que você se der ao respeito.

Também perdi várias horas arrecadando informações sobre obtenção de visto pros EUA, TOEFL e renovação de passaporte. E concluí que eu preciso agora é arrecadar dinheiro pra poder fazer essas coisas. Porque sim, caros leitores, a correria do final do semestre passado valeu à pena e eu fui aceita em um congresso megamasterfoda em Seattle! Se tudo correr bem e a Embaixada for com a nossa cara, eu & Clark estaremos estreando em terras tiosamesas no final de março. Uma little preview do que virá, hopefully, em maio. Se a FAPESP aprovar meu relatório, evidentemente.

Perspectivas pra segunda quinzena são: tentar não morrer de calor, fazer matrícula, voltar pra tese e pro trabalho que eu preciso apresentar nos EUA, preparativos pro TOEFL, encontrar os amigos, torcer pro Sr. Anônimo se mudar pra eu poder pegar uma praia em Floripa antes do carnaval. Ou algo parecido com isso.