Não vou dizer que vou explicar, porque não vou. Vou apenas discorrer um pouco sobre o assunto.
Eu sempre me orgulhei de não ser covarde. Não tive medo de atravessar o atlântico e morar no exterior, nem de sair da casa dos meus pais, por exemplo. E podem dizer que morar na Itália e em Floripa é barbada, são paraísos, qualquer um iria sem pestanejar. Pois vocês estão enganados. Dos meus colegas da Itália, eu era a única que tinha deixado um namorado em casa, e fui a única a sequer considerar a remota hipótese de voltar mais cedo. Não só fiquei uma semana a mais do que o estritamente necessário, como ainda por cima voltei chorando. Floripa idem, deixei o namorado em Porto e me mandei, além do que não fui morar lá pra pegar praia; quem me conhece sabe que eu não sou uma entusiasta de balneários, portanto morar na praia nunca foi meu sonho de consumo. Vir pra São Paulo, a capital do pecado, a cidade do demônio, foi coisa que todo o mundo criticou (especialmente porque eu tava saindo de Floripa, que, dizem, é o paraíso na terra). E eu vim anyway.
E o mesmo princípio se aplica a todo o resto da minha vida. Inclusive - talvez principalmente - relacionamentos. Não fugir do que a gente sente, não fugir do desconhecido, não achar que a gente deve se contentar com a vidinha-mais-ou-menos por medo de tentar outra coisa e quebrar a cara. Larguei um namorado pra ficar com outro cara. Não deu muito certo, é verdade, durou pouco. Mas ainda assim continuo achando que é melhor a gente assumir o que sente e viver o que deve ser vivido do que se acomodar em situações que no fundo não nos fazem felizes. Eu amava o Carlinhos, todo mundo sabe disso; mas não tava dando certo, o amor não tava sendo suficiente, e provavelmente foi isso o que me fez olhar pro lado e enxergar outra pessoa, e sentir alguma coisa por essa pessoa. Claro, eu podia ter ouvido os apelos da razão e do medo: "mas como, jogar tanta coisa fora, e se não der certo?". Digo de novo: não me arrependo. Quando a gente começa a pensar se tá valendo a pena, se tem futuro, é porque provavelmente não tem.
Pois bem. Ontem conversando com o Amigo Tigre eu achei que tava sendo meio covardona com o que ando sentindo. Que não andava admitindo as coisas como elas são. Vejam, eu passei umas seis horas, no máximo, culpando o teor alcoólico. Depois mandei à merda (até porque quem me conhece sabe que eu não me alcoolizo tanto assim) e assumi que de fato tinha um sentimento rolando. Até aí beleza. Mas se me perguntassem eu diria "é, tem alguma coisa, mas não é nada avassalador, ah, nem é tudo isso, é só uma possibilidade". E ontem eu percebi que eu tava tentando desviar um pouco a coisa, modalizar. Acho que eu tava era tentando me precaver de tombos. Me machuquei muito da última vez e não sei se consigo entrar de cabeça em alguma história ever again. E "minimizar" um sentimento é uma boa forma de não se jogar de cabeça. Senti raiva ontem. Raiva de quem causou essa mudança em mim. Como eu disse, odeio gente covarde, então como é que agora eu vou virar uma covarde?
E não é que justamente quando eu resolvi deixar de ser covardona, quando eu resolvi peitar e esboçar minimamente uma atitude de mulé-macho eu quebrei a cara? Com a covardia dos outros, ainda por cima! De novo a velha covardia alheia me dando rasteira. Por que as pessoas não conseguem ser consistentes? De que adianta tomar uma decisão, ter um arroubo, um acesso, um cinco-minutos aí, fazer coisas grandes e decisivas, acenar com possibilidades, com um "sim, é verdade, tem alguma coisa acontecendo, vamos ver o que dá"... e mudar de idéia em 48 horas? Sofre um, sofrem dois, sofrem todos. E que não venham me dizer que eu tô imaginando coisas! Meus vários consultores (homens e mulheres, fracassados e bem-sucedidos) também analisaram a situação e também acham que eu não tou nessa sozinha.
E é por isso que eu odeio gente covarde. Inclusive um que tava completamente sumido, da minha vida, do orkut, acho que até do mundo, e hoje resolveu ressuscitar do mundo das sombras e colocar sua "carinha" no orkut. E justo hoje! Certas coisas realmente me perseguem...
Eu sempre me orgulhei de não ser covarde. Não tive medo de atravessar o atlântico e morar no exterior, nem de sair da casa dos meus pais, por exemplo. E podem dizer que morar na Itália e em Floripa é barbada, são paraísos, qualquer um iria sem pestanejar. Pois vocês estão enganados. Dos meus colegas da Itália, eu era a única que tinha deixado um namorado em casa, e fui a única a sequer considerar a remota hipótese de voltar mais cedo. Não só fiquei uma semana a mais do que o estritamente necessário, como ainda por cima voltei chorando. Floripa idem, deixei o namorado em Porto e me mandei, além do que não fui morar lá pra pegar praia; quem me conhece sabe que eu não sou uma entusiasta de balneários, portanto morar na praia nunca foi meu sonho de consumo. Vir pra São Paulo, a capital do pecado, a cidade do demônio, foi coisa que todo o mundo criticou (especialmente porque eu tava saindo de Floripa, que, dizem, é o paraíso na terra). E eu vim anyway.
E o mesmo princípio se aplica a todo o resto da minha vida. Inclusive - talvez principalmente - relacionamentos. Não fugir do que a gente sente, não fugir do desconhecido, não achar que a gente deve se contentar com a vidinha-mais-ou-menos por medo de tentar outra coisa e quebrar a cara. Larguei um namorado pra ficar com outro cara. Não deu muito certo, é verdade, durou pouco. Mas ainda assim continuo achando que é melhor a gente assumir o que sente e viver o que deve ser vivido do que se acomodar em situações que no fundo não nos fazem felizes. Eu amava o Carlinhos, todo mundo sabe disso; mas não tava dando certo, o amor não tava sendo suficiente, e provavelmente foi isso o que me fez olhar pro lado e enxergar outra pessoa, e sentir alguma coisa por essa pessoa. Claro, eu podia ter ouvido os apelos da razão e do medo: "mas como, jogar tanta coisa fora, e se não der certo?". Digo de novo: não me arrependo. Quando a gente começa a pensar se tá valendo a pena, se tem futuro, é porque provavelmente não tem.
Pois bem. Ontem conversando com o Amigo Tigre eu achei que tava sendo meio covardona com o que ando sentindo. Que não andava admitindo as coisas como elas são. Vejam, eu passei umas seis horas, no máximo, culpando o teor alcoólico. Depois mandei à merda (até porque quem me conhece sabe que eu não me alcoolizo tanto assim) e assumi que de fato tinha um sentimento rolando. Até aí beleza. Mas se me perguntassem eu diria "é, tem alguma coisa, mas não é nada avassalador, ah, nem é tudo isso, é só uma possibilidade". E ontem eu percebi que eu tava tentando desviar um pouco a coisa, modalizar. Acho que eu tava era tentando me precaver de tombos. Me machuquei muito da última vez e não sei se consigo entrar de cabeça em alguma história ever again. E "minimizar" um sentimento é uma boa forma de não se jogar de cabeça. Senti raiva ontem. Raiva de quem causou essa mudança em mim. Como eu disse, odeio gente covarde, então como é que agora eu vou virar uma covarde?
E não é que justamente quando eu resolvi deixar de ser covardona, quando eu resolvi peitar e esboçar minimamente uma atitude de mulé-macho eu quebrei a cara? Com a covardia dos outros, ainda por cima! De novo a velha covardia alheia me dando rasteira. Por que as pessoas não conseguem ser consistentes? De que adianta tomar uma decisão, ter um arroubo, um acesso, um cinco-minutos aí, fazer coisas grandes e decisivas, acenar com possibilidades, com um "sim, é verdade, tem alguma coisa acontecendo, vamos ver o que dá"... e mudar de idéia em 48 horas? Sofre um, sofrem dois, sofrem todos. E que não venham me dizer que eu tô imaginando coisas! Meus vários consultores (homens e mulheres, fracassados e bem-sucedidos) também analisaram a situação e também acham que eu não tou nessa sozinha.
E é por isso que eu odeio gente covarde. Inclusive um que tava completamente sumido, da minha vida, do orkut, acho que até do mundo, e hoje resolveu ressuscitar do mundo das sombras e colocar sua "carinha" no orkut. E justo hoje! Certas coisas realmente me perseguem...
2 comentários:
longe de mim tirar o teu mérito de mulé-macho, concordo em gênero, número e grau com o post, mas vou aproveitar pra fazer propaganda em blog alheio: com um namorado desses aqui fica fácil ter coragem, que incentivava, apoiava e ainda por cima viajava findi sim findi não pra floripa - tb não era nenhuma tortura ir pro vulgo paraíso, ainda mais com uma sereia me esperando...hahahahahaha
hã? findi sim findi não? apoiava? hã? hã? eu lembro é de uns resmungos de "tu não vai"... ah, vai ver era do "outro", né? hahahahahahahaha vai fazer propaganda no teu blog em vez de ficar só choramingando por lá. :oP
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