quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Injustiça

Eu ia postar sobre um assunto completamente diferente. Mas aí tava aqui conversando com uma amiga no msn e comecei a pensar como o mundo é injusto. Ou pelo menos como as pessoas podem ser injustas. E falsas. Traiçoeiras mesmo.

Tudo bem, quem me conhece sabe que eu não tolero traição. Num namoro, por exemplo. Não suporto trair, ser traída, nem mesmo cooperar pra que uma terceira pessoa seja traída. Já houve pseudo-escorregões quanto a isso na minha conduta, mas muito breves e muito pseudo mesmo. Até pouco tempo atrás eu tinha convicção de que nunca tinha sido traída também; hoje já não tenho certeza não. Pulgas, muitas pulgas morderam a minha orelha recentemente. E o foda é a falta de honestidade, nem tanto a traição. Tá gostando de outra pessoa, não invente desculpas; seja honesto, "tô gostando de outro/a". Mais simples. Machuca no início, mas pelo menos a gente sabe que não tem volta. Não fica sonhando acordado cada vez que recebe um e-mail, não fica arrastando meses e meses uma história que já acabou de vez, mas esqueceram de contar pra gente, ou preferiram dizer outra coisa menos fatal. Preservar é o caralho! Parece coisa de gente egoísta, que quer te manter preso a ela. Depois de conversar dias e dias com Rey, soteropolitano ilustre, chegamos a essa conclusão. Tem gente que precisa ter um séquito de admiradores, senão não se garante. Puta masturbação de ego. Não tenho mais saco pra isso.

Mas não é só namoro que tem esses problemas. Gente traiçoeira tem por tudo, aos borbotões. No meu meio profissional nem se fale, é um tal de puxar tapete de cá e de lá que vou te contar. Até quem se diz teu amigo quando a gente vê tá fazendo a caveira da gente pra quem nem nunca ouviu falar que a gente existe. E pra que, meu deus? Pelo prazer de fazer caveira? Pelo prazer de queimar filme? Pra se fazer de melhor que os outros? Olha, juro que não entendo. Mas tenho certeza que é coisa de gente incompetente, que precisa pisar na cabeça dos outros pra subir um pouquinho, porque pelas próprias forças não consegue não. É foda. Nego quer é se dar bem. Quem disse que é só nas grandes corporações que isso existe? Puxa-saquismo e babação de ovo é universal. Infelizmente. Tomara que eu nunca deixe de ficar puta com essas coisas. Sinal que ainda tem coração batendo aqui dentro do peito, não achar nada disso normal.

Falar em coração batendo... É bom quando a gente fica sabendo das coisas e nem se abala! É bom quando a gente descobre as piores putarias e cafajestagens e acha que tudo bem, já passou mesmo. Tô curada. Se antes não tinha certeza, agora tenho. Coisa bem boa quando o futuro vira presente!
Falar em coração batendo... É bom quando alguém de fora diz que a gente tem razão, porque viu (com os olhos) que a gente tem razão. Doente e tudo, preocupada e meio triste que eu ando esses dias, ainda assim tô momentaneamente feliz. Feliz comigo mesma, com as minhas atitudes, com as minhas reações. Até voltei a ficar confiante de novo de repente. Ou não sou eu que sempre consigo tudo o que quero no final das contas? Ah, a vida não vai teimar de ser injusta comigo justo agora!

2 comentários:

Anônimo disse...

olha leo, as vezes a fraqueza das pessoas é algo a se perdoar, quando as pessoas não agem por maldade. no caso 1 eu acho que é assim. no caso 2... tá comentado na postagem do meu blog tb. e tá postado de um jeito que só os culpados entendem.

e não. a vida não será injusta com vc!

beijos

Leo disse...

ah... o caso 1 não é o caso mais recente não... é uma historinha mais antiga, aliás duas historinhas bem parecidas; mas ainda tem coisa dessas historinhas vindo à tona volta e meia, e acredite, tem muuuuita maldade no meio...