terça-feira, 23 de outubro de 2007

House

Tô viciada. Diariamente às 20hs largo tudo o que estiver fazendo pra assistir. Aliás, programo meu dia em função disso: na segunda e na sexta, faço o almoço à uma pra comer na frente da tv; nos outros dias, janto às oito pra idem idem. E na sexta às onze largo tudo o que estiver fazendo pra assistir.

Tudo bem, também sou viciada em Gilmore Girls, e agora que tá acabando, troco o House da sexta à uma (que reprisa às oito) pela reprise de Gilmore Girls no mesmo horário. Televisão, pra mim, é uma merda, porque eu memorizo a programação com muita facilidade e fico sempre querendo assistir os programas que eu gosto. E são vários: Project Runway na quinta às nove, Friends diariamente às sete e meia, Gilmore Girls (as reprises) diariamente às oito da manhã, onze da manhã e quatro da tarde, e por aí afora.

Mas House é diferente. Gilmore Girls e Friends são leves; Friends é pra rir (muito, mesmo eu já sabendo todos os episódios e todas as piadas de cor), Gilmore Girls é água-com-açúcar. House não.

Não é que eu me envolva com o drama pessoal dos pacientes; nesse ponto sou igualzinha ao House. Eu me envolvo com o House mesmo. A personalidade dele me intriga muito! Vocês sabem como eu sou boa em decifrar personalidades, descobrir os defeitos mais secretos das pessoas, analisar padrões de comportamento, essas coisas. E o House me fascina, desde a primeira vez que eu assisti (comecei a assistir em agosto, quando me mudei). Eu não sabia bem o porquê, afinal ele é irremediavelmente grosseiro e ponto, um cara sem sentimentos, um misantropo. Mas não podia ser assim tão simples.

E não é. Assistindo a segunda temporada, já que o Rey deixou os dvds aqui comigo, "sob custódia", eu descobri que o House é muito parecido comigo. As cenas dele com a ex-mulher, o "drama" todo (entre aspas porque, como eu, ele não deixa o drama transparecer), a postura, as coisas que ele diz, a situação toda... Mexeu comigo assistir. Parecia que eu tava vendo cenas da minha vida na telinha: ora eu era a Stacy, ora o House, mas eu sempre tava ali, minhas atitudes replicadas no seriado, situações da minha vida sendo encenadas diante dos meus olhos. Mexeu comigo. Lembram do poema do Whitman que eu coloquei aqui esses tempos? Pois tem uma cena em que o House poderia bem dizer therefore release me and depart on your way.

Não sou infeliz e recalcada como o House (apesar de eu achar que ele é mais conformado do que recalcado). Mas deu medo pensar pra onde certas atitudes e escolhas vão me levar no fim das contas. Assusta pensar que as coisas de um jeito ou de outro nunca acontecem no momento certo...

Um comentário:

Anônimo disse...

fiquei com vontade de assistir!!!!

beijos