Mais uma madrugada de insônia, música e divagações. Primeiro o bom e velho rock'n'roll, porque, you know, I'm a rock'n'roll girl. Uma tentativa frustrada de deitar e pegar no sono sem pensar em nada, ou quase nada. Em vão. Faz mais de mês que não durmo direito. Mais precisamente desde que o horário de verão, mensageiro das desgraças, resolveu chegar mais cedo, novamente trazendo tristeza.
Depois de quase uma hora tentando cair nos braços de Morfeu, desisti. Há alguns dias, não sei bem quantos, talvez uma semana, talvez mais do que isso, pulei da cama num momento como esse pra te mandar duas linhas de e-mail que nunca foram respondidas, como já era de se esperar. Como de resto todo o resto são perguntas sem resposta. Como sempre na minha vida, eu mesma tenho que tratar de preencher as lacunas do que nunca é dito. Figure it all out by myself. Quase como escrever uma tese.
Só que escrever uma tese sobre a nossa própria vida não é nem um pouco simples. Especialmente se a tese for sobre os fracassos das nossas vidas. E agora, ouvindo o bom e velho Miles Davis, sigo me perguntando as mesmas coisas de um mês atrás, as mesmas coisas de um ano atrás: onde é que tá o problema? Cadê o furo, que eu não acho? Mais fácil explicar como crianças adquirem concordância de número no DP do que explicar os porquês dos meus fracassos "do lado de lá" da minha vida. Justamente o lado que eu sempre prezei mais! Porque por mais ambiciosa que eu seja em relação à minha carreira, nada supera a vontade de que o "lado de lá" dê certo, muito certo. Nada supera a vontade inerentemente humana de ser feliz por completo.
É, eu sei... Muita gente olha pra mim e enxerga uma pessoa que se conforma com as situações que a vida impõe, "here I go again" e etcéteras. Em parte sim; aprendi que não adianta dar murro em ponta de faca. Mas na verdade não é exatamente isso. Não sei se sei explicar, nem sei se quero explicar. Sei é que eu vivo o que se apresenta, sem dó nem piedade, sem medo de errar, sem medo de me arrepender. Porque a vida é uma só, e por mais que as coisas muitas vezes exijam sacrifícios pra dar certo (e por isso eu me sacrifico), sempre vale a pena tentar. Sempre. O máximo que pode acontecer é dar errado. Mas ao menos a gente não fica pra todo o sempre maquinando como teria sido se. Já conversamos sobre isso, não?
Pois é. Mas e quando dá errado? E quando a gente sofre porque deu errado? E quando tudo o que a gente mais queria era a chance de fazer dar certo, porque a gente sabe, a gente sente (e a gente não costuma se enganar!) que podia ser a coisa mais legal do mundo? E quando it all just feels so right? E quando a gente subestima o que sentia, ou, se não isso, superestima a nossa capacidade de dar a volta por cima? E pior: e quando a gente sente falta de como era antes?
Eu sinto falta do antes. Queria que o depois tivesse funcionado. Sinto falta do pseudo-depois brevíssimo. Mas sinto mais falta do antes. Porque ficou um buraco. Um buraco incômodo, chato, que não me deixa dormir nem trabalhar nem quase nada. E uma solidão-de-um-ser-específico que é difícil ignorar, e é difícil fazer de conta que ignoro o ser quando pro passa por mim. Dói. Feels wrong. E eu queria era a chance, não de voltar atrás, porque isso é impossível, o que aconteceu nunca vai ser esquecido (vai?). Mas de let bygones be bygones e continuar o que, eu acho, apesar de tudo nunca deixou de existir.
Depois de quase uma hora tentando cair nos braços de Morfeu, desisti. Há alguns dias, não sei bem quantos, talvez uma semana, talvez mais do que isso, pulei da cama num momento como esse pra te mandar duas linhas de e-mail que nunca foram respondidas, como já era de se esperar. Como de resto todo o resto são perguntas sem resposta. Como sempre na minha vida, eu mesma tenho que tratar de preencher as lacunas do que nunca é dito. Figure it all out by myself. Quase como escrever uma tese.
Só que escrever uma tese sobre a nossa própria vida não é nem um pouco simples. Especialmente se a tese for sobre os fracassos das nossas vidas. E agora, ouvindo o bom e velho Miles Davis, sigo me perguntando as mesmas coisas de um mês atrás, as mesmas coisas de um ano atrás: onde é que tá o problema? Cadê o furo, que eu não acho? Mais fácil explicar como crianças adquirem concordância de número no DP do que explicar os porquês dos meus fracassos "do lado de lá" da minha vida. Justamente o lado que eu sempre prezei mais! Porque por mais ambiciosa que eu seja em relação à minha carreira, nada supera a vontade de que o "lado de lá" dê certo, muito certo. Nada supera a vontade inerentemente humana de ser feliz por completo.
É, eu sei... Muita gente olha pra mim e enxerga uma pessoa que se conforma com as situações que a vida impõe, "here I go again" e etcéteras. Em parte sim; aprendi que não adianta dar murro em ponta de faca. Mas na verdade não é exatamente isso. Não sei se sei explicar, nem sei se quero explicar. Sei é que eu vivo o que se apresenta, sem dó nem piedade, sem medo de errar, sem medo de me arrepender. Porque a vida é uma só, e por mais que as coisas muitas vezes exijam sacrifícios pra dar certo (e por isso eu me sacrifico), sempre vale a pena tentar. Sempre. O máximo que pode acontecer é dar errado. Mas ao menos a gente não fica pra todo o sempre maquinando como teria sido se. Já conversamos sobre isso, não?
Pois é. Mas e quando dá errado? E quando a gente sofre porque deu errado? E quando tudo o que a gente mais queria era a chance de fazer dar certo, porque a gente sabe, a gente sente (e a gente não costuma se enganar!) que podia ser a coisa mais legal do mundo? E quando it all just feels so right? E quando a gente subestima o que sentia, ou, se não isso, superestima a nossa capacidade de dar a volta por cima? E pior: e quando a gente sente falta de como era antes?
Eu sinto falta do antes. Queria que o depois tivesse funcionado. Sinto falta do pseudo-depois brevíssimo. Mas sinto mais falta do antes. Porque ficou um buraco. Um buraco incômodo, chato, que não me deixa dormir nem trabalhar nem quase nada. E uma solidão-de-um-ser-específico que é difícil ignorar, e é difícil fazer de conta que ignoro o ser quando pro passa por mim. Dói. Feels wrong. E eu queria era a chance, não de voltar atrás, porque isso é impossível, o que aconteceu nunca vai ser esquecido (vai?). Mas de let bygones be bygones e continuar o que, eu acho, apesar de tudo nunca deixou de existir.
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