terça-feira, 10 de junho de 2008

Ensaio sobre mim mesma

Essa é uma semana de inevitáveis reflexões sobre a minha vida sentimental, pregressa e vindoura (porque a esperança é a última que morre! hehehehe). Não é que eu esteja dando bola pro dia dos namorados não... Acho que pela primeira vez na vida não tou incomodada com a data, tou tomando como um dia qualquer. Claro que eu não me abstenho de comentários, mas isso é porque eu sou engraçadinha. Mas é impossível não pensar, não ponderar certas coisas, especialmente em se tratando de mim - vocês sabem o quanto eu gosto de entender as coisas, meu lado cientista é muito forte. E não é só a proximidade do dia dos namorados; logo em seguida vem o meu aniversário, o que significa que eu estou atualmente no meu inferno astral, que os entendidos dizem que é justamente um tempo de reflexões e mudanças. Das mudanças não sei, mas reflexão não tem faltado.

Na verdade desde o ano passado eu venho pensando muito sobre os padrões que eu sigo e as merdas que me acontecem. E acho interessante eu estar na situação em que estou. I didn't see it coming, ou melhor I did see it coming, mas eu tinha planejado uma atitude completamente diferente. Turned out que eu não consegui fazer o que eu planejava, e foi bom. Eu tenho uma implicância muito grande com histórias que se arrastam pela vida afora. Tenho uma pendência que vem desde 1994, que quase se resolveu no ano 2000, mas não aconteceu, e até hoje cada vez que a gente se encontra, ora eu namorando, ora ele, ora ambos, ficamos com aquela cara de "ah, pois é, e se...". E é uma merda. E essa de agora, eu sabia, eu sempre soube, eu sempre disse, que se ficasse do jeito que tava ia ser uma dessas malditas pendências vida afora, e tou cansada delas. Não sei e nem quero saber por enquanto que tipo de sentimento existe aqui, apesar de desconfiar que existe algum. Como dizem por aí no meu esporte preferido, em time que tá ganhando não se mexe e por enquanto tá bom do jeito que tá. Pela primeira vez em muito tempo não tou com "coceira de compromisso".

Ok, eu nunca tive essa coceira. Com Namorado #1 foi assim, a gente foi se chegando, não foi uma paixão avassaladora, foi acontecendo. E durou uns bons 6 anos. Com Namorado #2 foi exatamente o contrário: antes do primeiro beijo a gente já tava de cabeça completamente virada um pelo outro (depois então nem se fale!). Não que não tenha sido bom, foi muito bom (eu quase tinha esquecido o quanto!), provavelmente a história mais intensa e remarkable que eu já vivi so far, se é que vou viver outra um dia. Foi uma história difícil de me recuperar, e eu mal tava conseguindo me erguer quando entrei em outra dessas avassaladoras. Podia ter sido tão intensa quanto, mas nenhum dos dois tava pronto pra aquilo tudo, eu acho (a essas alturas, tenho certeza). Os sentimentos existiam, não duvido disso, e provavelmente existam ainda, esperando a hora certa de vir à tona; mas nem sempre a gente consegue lidar com eles de forma saudável, e eu sei o quão fucked up eu tava na época.

E agora isso. Essa calma, essa sensação de "exactly as it should have been". Pela primeira vez na vida tou tendo uma chance de não ter coisa pendurada vida afora. Onde vai dar não sei, nem sei se vai dar em algum lugar, apesar de ser da opinião de que coisas que começam despretensiosamente são as que têm mais chance de dar certo. E é tão smooth que ao mesmo tempo existem outras tantas possibilidades sendo alinhavadas, e nenhuma pressa da minha parte em escolher um caminho. Claro que eu tenho lá as minhas opiniões sobre qual dos caminhos me parece mais interessante, certo ou fadado ao sucesso, mas ao mesmo tempo que depende de mim escolher, também não depende só de mim. Os caminhos vão sendo construídos, e eu vou seguindo ora num, ora noutro, one step at a time, sem crises nem sofrimentos. Smells like 2004/2 all over again!

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