Ir pra Marau é sempre uma experiência interessante, mas essa vez foi tri especial. Vi todos os meus tios, que eu tinha visto em dezembro de 2006, primeiro num casamento e uns dias depois num velório. Visitamos todos, ainda que tenha sido rapidinho, mas foi tri bom. Cada vez mais fica claro pra mim como o tempo passa rápido, vejo pelas crianças que tão lá enormes. Mas dessa vez vi também nos tios, percebi que eles tão velhos, envelhecendo, ou, como bem diz a minha mãe, "entrando na linha de frente". Detesto ter ficado tanto tempo sem visitar eles, até vou pra Marau com uma certa freqüência, mas a gente fica sempre nos irmãos do pai e quase nunca vamos visitar os irmãos da mãe. Dessa vez vi todos os tios e de lambuja uma prima que eu não via há muitos e muitos anos, desde que a vó morreu, eu acho (e lá se vão 14 anos). Vi os sobrinhos dela, filhos da minha prima que eu não conheço, por foto, e um deles, que eu vi pequenininho, já tem até carteira de motorista, meu deus, tô velha!
Teve umas coisas muito inusitadas, como encontrar meu primo que mora em São Paulo. Nada de mais, não fosse o fato de que lá em São Paulo a gente nunca conseguiu se encontrar desde que eu me mudei. É uma vergonha e a gente merecia apanhar muito, porque além de tudo a gente simplesmente se adora. Mas pelo menos nos vimos e agora decerto que a gente cria vergonha na cara e se vê por lá também.
De resto, as crianças tão cada vez maiores e mais sarninhas, minha tia fez plástica e lipo e colocou silicone e tá com tudo em cima, o Pedrinho não é mais um nenezinho, a Isabella tá uma fofa, mas tá geniosa também (como toda a família, diga-se de passagem), eu levei um tombaço na escadinha da cozinha na casa da Lu e machuquei os dois cotovelos, comi muito churrasco (até de granito!), bebi muito vinho e uísque, joguei baralho e apesar de ser craque e de estar jogando com uma criança destreinada perdi mais do que ganhei (não tava pro jogo, vai ver tou pro amor, que esperança!), tomei sorvete, cortei e pintei loucamente o cabelo, ganhei presente, ganhei muito chamego do Pedrinho, a Dercy morreu, meu time ganhou, o Flamengo perdeu, o Inter empatou... e eu esqueci da vida por muitos dias, e não pensei no que podia estar acontecendo uns quilômetros mais pra cima no mapa. E foi a melhor coisa que podia ter acontecido essa semana.
Teve umas coisas muito inusitadas, como encontrar meu primo que mora em São Paulo. Nada de mais, não fosse o fato de que lá em São Paulo a gente nunca conseguiu se encontrar desde que eu me mudei. É uma vergonha e a gente merecia apanhar muito, porque além de tudo a gente simplesmente se adora. Mas pelo menos nos vimos e agora decerto que a gente cria vergonha na cara e se vê por lá também.
De resto, as crianças tão cada vez maiores e mais sarninhas, minha tia fez plástica e lipo e colocou silicone e tá com tudo em cima, o Pedrinho não é mais um nenezinho, a Isabella tá uma fofa, mas tá geniosa também (como toda a família, diga-se de passagem), eu levei um tombaço na escadinha da cozinha na casa da Lu e machuquei os dois cotovelos, comi muito churrasco (até de granito!), bebi muito vinho e uísque, joguei baralho e apesar de ser craque e de estar jogando com uma criança destreinada perdi mais do que ganhei (não tava pro jogo, vai ver tou pro amor, que esperança!), tomei sorvete, cortei e pintei loucamente o cabelo, ganhei presente, ganhei muito chamego do Pedrinho, a Dercy morreu, meu time ganhou, o Flamengo perdeu, o Inter empatou... e eu esqueci da vida por muitos dias, e não pensei no que podia estar acontecendo uns quilômetros mais pra cima no mapa. E foi a melhor coisa que podia ter acontecido essa semana.
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