sábado, 23 de agosto de 2008

Bienal

Sei que eu tou devendo relatos mais consistentes sobre Montevideu, mas preciso abrir um parênteses de assunto pra contar que apesar de todo o cansaço da viagem, eu e a Sá encaramos a Bienal hoje. Maravilhosa! Imensa, muita gente, muitos estandes de livrarias e editoras fantásticas. Destaque absoluto pra Irmãos Vitale, que edita partituras musicais. Quase surtei quando vi. Vi também o Mauricio de Sousa, meu ídolo da infância, e o Chico Anysio. Mesmo cansadas, acabamos saindo do Anhembi às nove da noite, e sem conseguir ver tudo!

Mas a experiência mais intensa e sublime foi estar perto do Ziraldo. As duas horas e meia de fila mais cheias de expectativa da minha vida - e as que mais valeram a pena a espera também. Comprei "Jeremias, o Bom" pra ele autografar pra mim. Fiquei o tempo todo da fila pensando o que eu ia dizer pra ele: que ele é um ícone da minha infância, que eu amo ele, que a minha mãe ama ele, que eu adoro "História de dois amores", "O joelho Juvenal", "Rolim", "Flicts" e "O menino maluquinho", que as anedotinhas do Bichinho da Maçã fizeram parte da minha alfabetização, que eu coloquei um trecho do Maluquinho na epígrafe da minha dissertação... Gente, chegou na hora eu fiquei tão, mas tão emocionada, que nem consegui dizer nada disso. Ele ficou puxando assunto comigo e com a Sá, falando do filme da Audrey Hepburn pra ela, eu comentei que adoro o filme, etc e tal. Um chuchu, ele, um docinho, muito simpático. Aí ele autografou meu livro fazendo uma mãozinha segurando a flor do Jeremias e escreveu "Para Leonor, com uma flor!" e disse "Rimou!". Pedi se eu podia dar um abraço nele, abracei ele bem forte, dei um beijo e disse "muito obrigada por tudo, obrigada por existir". Saí de lá secando as lágrimas, quase molhei o colete dele com elas. Tou emocionada até agora.

Quebrando as minhas regras de não colocar fotos no blog, deixo aqui uma do momento sublime que eu nunca mais vou esquecer: eu nos braços do fantástico Ziraldo! 

Um comentário:

carlinhos disse...

eu tava lendo e pensando "será que ela colocou a foto do abraço aqui?", que bom que colocou, essa foto vale. se eu me emocionei lendo o post, imagina tu lá. 2h na fila não são nada perto dessa lembrança eterna. show!!