Depois de quase um mês de andanças pra cá e pra lá, estou de volta a São Paulo até o final de outubro. Na verdade, se contar Goiânia e as férias em Porto, tou na estrada desde o início de julho! Cada um dos lugares que eu visitei trouxe experiências novas, muitas lembranças boas pra guardar, e uma vasta dose de aprendizado. Sei que tou devendo até hoje o relato de Montevideu, mas sinto muito, esse eu vou ficar devendo pro resto da vida. Não quero um blog anacrônico, e tanta coisa aconteceu de lá pra cá que não sinto mais vontade de escrever sobre aquela viagem. Foi maravilhosa, isso vocês já sabem. E basta.
Curitiba foi surreal. A maioria dos que lêem esse blog conhece minha vida pregressa e sabe como eu tava apreensiva de botar meus pezitchos naquela cidade de calçadas tortuosas novamente. A carga emocional que ficou por lá é muito grande, e eu tinha medo de que tudo voltasse e me sufocasse, afinal de contas foi a última grande experiência afetiva da minha vida. Chegar naquela rodoviária à meia-noite no mesmo maldito portão em que eu cheguei lá pela primeira vez e não ter ninguém me esperando foi estranho. Pisar na Federal no dia seguinte e dar de cara com o pronome e sua atual na cantina foi foda. O abraço apertado e o sorriso foram bons, mas a levantação de sobrancelhas que se seguiu ao longo dos dois dias não foi nada legal. Fiquei chateada, mas parou por aí. Não senti nada de especial. Fizemos muita festa, revi lugares conhecidos, finalmente subi na torre da Telepar, fui no Bar do Alemão, peguei o trem pra comer barreado em Morretes, tudo o que tinha ficado pendente eu fiz.
No dia mais fatídico, fui embora cedo mandar um e-mail que até hoje não recebeu resposta. Na manhã seguinte, voltei a pegar o velho ônibus no Círculo Militar. Caminhei pelo velho caminho do Bosque do Papa, sentei no mesmo banco do último dia juntos, há quase dois anos, e fiquei ali tentando lembrar o nome da árvore, respirando aquele pozinho. Visitei o Museu do Olho, mais uma pendência resolvida. Fui embora almoçar picanha no Passeio Público - outro clássico - e eu tava feliz. Naquela noite, depois do terceiro Hi-Fi, decidi que já bastava de tudo aquilo, e com "tudo aquilo" quero dizer ele e o que veio depois. Resolvi que era hora de bola pra frente. Aí olhei pro lado, seguindo o conselho da Ana. E vivi os dias mais felizes da minha vida em muito tempo. Já faz dois dias que eu voltei pra casa, e o sorriso continua aqui pendurado na minha cara sem querer desgrudar.
Não consigo entender o que tem nessa cidade que tanto me prende. Amo Curitiba, agora posso admitir, tenho bons amigos lá (engraçado que todos eles tão querendo se bandear pra USP), me sinto bem no meio daquelas araucárias todas. E Curitiba tá sempre envolvida em coisas importantes da minha vida: em 2006, ele. Em 2007, uma expectativa depois frustrada, mas que foi alimentada lá. Em 2008, a superação de toda essa bagagem, a criação de memórias novas, um milhão de possibilidades. Ok, um milhão é muito, mas algumas possibilidades existem. Criar expectativas é sempre complicado, mas tem horas que vale a pena. E eu já fazia tempo que andava achando que nunca mais ia ter essa chance...
Curitiba foi surreal. A maioria dos que lêem esse blog conhece minha vida pregressa e sabe como eu tava apreensiva de botar meus pezitchos naquela cidade de calçadas tortuosas novamente. A carga emocional que ficou por lá é muito grande, e eu tinha medo de que tudo voltasse e me sufocasse, afinal de contas foi a última grande experiência afetiva da minha vida. Chegar naquela rodoviária à meia-noite no mesmo maldito portão em que eu cheguei lá pela primeira vez e não ter ninguém me esperando foi estranho. Pisar na Federal no dia seguinte e dar de cara com o pronome e sua atual na cantina foi foda. O abraço apertado e o sorriso foram bons, mas a levantação de sobrancelhas que se seguiu ao longo dos dois dias não foi nada legal. Fiquei chateada, mas parou por aí. Não senti nada de especial. Fizemos muita festa, revi lugares conhecidos, finalmente subi na torre da Telepar, fui no Bar do Alemão, peguei o trem pra comer barreado em Morretes, tudo o que tinha ficado pendente eu fiz.
No dia mais fatídico, fui embora cedo mandar um e-mail que até hoje não recebeu resposta. Na manhã seguinte, voltei a pegar o velho ônibus no Círculo Militar. Caminhei pelo velho caminho do Bosque do Papa, sentei no mesmo banco do último dia juntos, há quase dois anos, e fiquei ali tentando lembrar o nome da árvore, respirando aquele pozinho. Visitei o Museu do Olho, mais uma pendência resolvida. Fui embora almoçar picanha no Passeio Público - outro clássico - e eu tava feliz. Naquela noite, depois do terceiro Hi-Fi, decidi que já bastava de tudo aquilo, e com "tudo aquilo" quero dizer ele e o que veio depois. Resolvi que era hora de bola pra frente. Aí olhei pro lado, seguindo o conselho da Ana. E vivi os dias mais felizes da minha vida em muito tempo. Já faz dois dias que eu voltei pra casa, e o sorriso continua aqui pendurado na minha cara sem querer desgrudar.
Não consigo entender o que tem nessa cidade que tanto me prende. Amo Curitiba, agora posso admitir, tenho bons amigos lá (engraçado que todos eles tão querendo se bandear pra USP), me sinto bem no meio daquelas araucárias todas. E Curitiba tá sempre envolvida em coisas importantes da minha vida: em 2006, ele. Em 2007, uma expectativa depois frustrada, mas que foi alimentada lá. Em 2008, a superação de toda essa bagagem, a criação de memórias novas, um milhão de possibilidades. Ok, um milhão é muito, mas algumas possibilidades existem. Criar expectativas é sempre complicado, mas tem horas que vale a pena. E eu já fazia tempo que andava achando que nunca mais ia ter essa chance...
Um comentário:
lindo texto, cheio de emoção...
bjs
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