Chorei feito uma criança, hoje, no calçadão. Sentei no meu banquinho preferido, com vista panorâmica, e foi inevitável. Depois me deu uma vontade louca de andar e fui até o Habibs, o vento me empurrando, um puta nó na garganta, juro por Deus que eu parecia uma doida varrida chorando Beira-Mar afora. Ainda agora, sentada na rodoviária a ponto de embarcar no ônibus de volta, ainda continuo engasgada. Não consigo ainda saber o que essa viagem fez comigo, mas que me afetou, afetou. As lembranças voltam aos borbotões. Eu fui feliz aqui. Brevemente, mas fui. E vou embora não vendo a hora de voltar.
Tou me sentindo desterrada. E tou vendo que a hora que a luz do ônibus apagar eu me desmancho de vez.
Tou me sentindo desterrada. E tou vendo que a hora que a luz do ônibus apagar eu me desmancho de vez.
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