quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Da série: cenas da vida a dois

Cena: estava eu, bem bela e fagueira, numa chamada via skype com o Sr. Anônimo, a essas alturas já conhecido de vocês pelos comentários que faz neste blog. Porque, né, namorar a uma distância de setecentos-e-cinco quilômetros não é fácil, e o meu pai não é acionista da Embratel. Enfim. Estávamos no skype, conversando um monte de abobrinha assuntos muito sérios e de fundamental importância para o futuro da nação, quando de repente o Sr. Anônimo emudece. Simplesmente pára de responder.

Olho pra imagem gerada em tempo mais ou menos real pela webcam dele. Constato que ele está levemente inclinado, olhando pra baixo. "Deve estar lendo
aquela porra daquele livro de pragmática alguma coisa", penso eu, na minha santa inocência. Continuo olhando pra tela, sorrindo, confesso, com um certo orgulho de ter um namorado tão esforçado, que mesmo exausto continua trabalhando. E eis que a imagem em tempo mais ou menos real mostra que o Sr. Anônimo deu uma inclinada não muito leve pro lado. E lá ficou.

Eu chamo. Bem baixinho, com aquela vozinha doce que só as namoradas sabem fazer. Nada. Chamo de novo, dessa vez um pouco mais forte. Nada. Continuo chamando em todos os tons e intensidades possíveis durante dez minutos. Sim, queridos colegas de trabalho, eu disse dez minutos. E nada. Ou melhor, minto: Sr. Anônimo fungou, inclinou mais ainda e começou a roncar. Resolvi parar de chamar e ver até que horas ele ia dormir ali sentado naquela posição horrivelmente desconfortável. Até porque não tinha mais nada que eu pudesse fazer.

Eis que, dez minutos depois, Sr. Anônimo abre os olhos. Se endireita na cadeira. E continua falando comigo como se nada tivesse acontecido. Diante disso eu, obviamente, tenho um ataque de riso. Que é seguido do seguinte diálogo:

Esta que vos fala: meu amor, tu pegou no sono.
Sr. Anônimo: eu?
Esta que vos fala: sim!
Sr. Anônimo: claro que não!
Esta que vos fala: amor, tu dormiu, tava todo inclinado aí na cadeira, te chamei um monte de vezes e tu nem ouviu, tava até roncando.
Sr. Anônimo: não, não, não...
Esta que vos fala: ah é? o que é que tu tava fazendo então agora?
Sr. Anônimo: falando contigo, né.
Esta que vos fala: nãããão...
Sr Anônimo: claro que tava, amor.
Esta que vos fala: e do que que a gente tava falando?
Sr. Anônimo: da escada.
Esta que vos fala: (incrédula e segurando um novo acesso de riso) que escada?
Sr. Anônimo: a escada. tinha uma escada, eu ia subir na escada, aí tu me dizia pra não subir.
Esta que vos fala: a gente tava falando de um blog que eu te passei o link. não tinha escada nenhuma na parada. (a essas alturas já morrendo de rir)
Sr. Anônimo: não tinha escada?
Esta que vos fala: só se for lá junto com a pirâmide. (momento piada interna, sorry)
Sr. Anônimo: eu dormi?
Esta que vos fala: sim...

Agora me digam, caros leitores, se eu aguento! Eu tenho um namorado narcoléptico! Isso não tava no contrato!!!

Ok, isso não é uma reclamação (tá, Clark?). Até porque não dá pra reclamar de um cara que, poucos minutos depois, falou que me ama, que eu sou a melhor namorada do mundo e que eu sou a mulher da vida dele. =)


P.S.: A permanência desse post está condicionada à aprovação do Sr. Anônimo. Se ele sumir daqui, vocês já sabem: rolou censura. Podem chamar a imprensa!

3 comentários:

Clark disse...

hahahahahahahahahahhahahahahahahah

Lara Frutos disse...

gostei do fagueira!

Vida disse...

Kkkkkkkkkkkkkkkk
Tava cansadinho o garoto!!!!