segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Minha experiência no congresso nacional

Então hoje eu fui de novo visitar o congresso nacional. Já tinha ido uma vez, num domingo, da outra vez que eu estive nesta capital, fiz a visita guiada, mas nem consegui bater fotos porque tava sem pilha na câmera (que ainda era de filme). Mas hoje foi muito mais legal! Chegamos com a intenção de visitar rapidinho e ir pra Praça dos Três Poderes, afinal hoje é feriado em Brasília e imaginamos que estaria um deserto aquilo lá. Mas que nada! Tava um fervo, a casa tava funcionando normalmente.

Logo na chegada disseram pra gente que tava tendo sessão na Câmara e que a gente podia assistir das galerias. Quando a gente chegou nas galerias, a moça falou que como era sessão solene a gente podia ir assistir lá mesmo, no plenário. Os caras-de-pau aqui, lógico, foram que foram. Passamos pelo Salão Verde, que é um lounge dos deputados, com poltronas mega confortáveis e um jardim interno, e entramos no plenário. A sessão solene era em homenagem ao centenário do Dom Hélder Câmara. Tinha tipo cinco deputados lá dentro, entre eles a que o Clodovil chamou de feia e o Mauro Benevides, que deu um discurso bem bacana. Um dos deputados cumprimentou a gente na saída e tudo, gente, o máximo! Deu pra bater foto, aplaudir, me senti uma legisladora decidindo importantes assuntos da nação.

Saímos correndo de lá pra lancheria pra comer uma coisinha rápida e logo fomos pro senado assistir a sessão lá também. Aí achei meio sacal, porque não podia entrar com nada, nem bolsa, nem água, nem câmera pra tirar foto. Principalmente câmera, a moça falou. Pelo tom, achei que tavam discutindo a implementação da pena de morte lá dentro. Uma pena, porque o senado é infinitamente mais bonito do que a câmara. Enfim. Na entrada ouvi a voz do cara que tava discursando e reconheci: era o Paulo Paim. Eu tava sonhando em ver o Simon, o Suplicy, o Cristovam Buarque,até o ACM neto servia, mas não, lá me aparece o Paim. Falando de redução no IPI e bicicletas. Sim, bicicletas. Ele falando (sem nenhuma concordância, e eu sem nem um pedacinho de papel pra anotar os dados), o Mão Santa presidindo e quase dormindo, outro senador irrelevante lendo jornal e mais um perdido olhando. Aí no final o Mão Santa falou do charque, da Guerra dos Farrapos, mencionando inclusive os ancestrais raciais do senador Paim, os lanceiros negros. E falou também do vinho da Miolo e da Valduga. E que as irmãs dele são professoras e tavam reclamando da aposentadoria. Ou seja, nada a ver com nada. E fora não poder filmar nem levar água nem nada mais, não pode ficar de pé, nem se manifestar. Como assim, o povo vai lá ouvir o que os legisladores falam e não pode se manifestar?? E a liberdade de expressão?

Enfim. Adorei. Quero ser deputada quando eu crescer. E fiquei louca pra voltar lá todo dia enquanto estiver em Brasília pra assistir as sessões. E fazer um lobby pra minha futura campanha.

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