quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Meu Grêmio, meu Greminho

Bah! Ontem de noite, doente e tudo, garganta fudida do jeito que tá, convenci o pai e se tocamos pro Olímpico, nós três. Sempre vamos na social, mas dessa vez ele conseguiu uns ingressos pra gente ir na tribuna Banrisul*. Aquela coisa, jogo de meio de semana, não ia ter muita gente, sobrou ingresso, ele descolou uns.

Bah! Tava muito bom. Minha garganta parou de doer no instante em que o hino começou a tocar. Puta que o pariu, gritei muito ontem. Minha última vez no Olímpico tinha sido, vergonha suprema de torcedora fanática, os 2x0 no Curínthia em abril do ano passado. A torcida tava empolgada, apesar de pouca, e lá nas tribunas é bacana porque a gente encontra três mil conhecidos do banco e fica todo mundo fazendo festa junto. Tudo bem que depois de 25 anos de social a gente meio que conhece todo mundo lá também, mas a vibe lá em cima é diferente, talvez pela proximidade com a geral e sua cantoria fantástica, que eu tentei gravar com meu celular pra ouvir quando me der saudade de um estádio.

Bah! Mas o melhor de tudo isso é que a gente ganhou do Vasco. 3x1, com direito a golaço do Bustus e desempenho fantáááástico do Tuta ("Tuta seleção", hahahaha). E toma, Celso Roth insuportável dos infernos, minha tristeza de não estar na social foi não poder xingar ele mais de perto. E o tosco do Perdigão ainda se machucou.

Bah! Jogo, tem que ir. Taí uma coisa que eu odeio de não morar em Porto. Até rola jogo do Grêmio lá em Sampa, teve até no Pacaembu (que é do lado da minha casa) no dia dos pais, mas sozinha no meio dos Curínthia eu não vou. Também moro perto da Barra Funda (tô cercada!), mas também não sou maluca de me meter no meio dos Parmera não. Na real eu só meio que simpatizo com o São Paulo, mas é claro que o Morumbi fica do outro lado da cidade. Só pra ajudar.

E a garganta, bah, até melhorou depois do tanto que eu gritei. Ok, tossi a madrugada toda depois, mas na hora nem senti. Aliás, na hora não lembrei de mais nada, eu fico muito envolvida quando vou pro estádio, parece um transe. Mas devo confessar que em alguns momentos, momentinhos muito fugazes, eu visualizei mentalmente uma certa presença do meu lado, uma presença "somos todos tricolores" que eu tenho certeza que seria parceria certa, lá e aqui. Pra futebol e pra trocentas outras coisas.

Odeio pensar essas coisas. Mas dá-lhe Grêmio, meu Grêmio, meu Greminho!!!


* A tribuna Banrisul é um espaço reservado nas cadeiras, no piso superior, perto dos camarotes, pra funcionários e clientes vip do banco. Meu pai, pra quem não sabe, é funcionário do banco.

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