Agora é oficial: sou adulta. Motivo: minha mãe resolveu defenestrar meu travesseirinho de penas.
Ok, eu explico. Eu tenho (tinha) um travesseiro de penas que a minha vó fez pra mim há 22 anos. Um travesseirinho pequeno que eu usava toda noite pra dormir. E que eu também levava pra todo lado, até quando fui pra Itália levei o bendito comigo. Sabe o cobertor do Linus? Pois é. Mesma coisa. E eu nunca queria me desfazer do meu travesseiro, porque ele é meio parte de mim.
Pra vocês terem uma idéia da minha resistência, há uns dez anos eu tive uma crise alérgica fudida. Garganta, tosse, tosse, tosse... tipo uma febre de primavera, foi mais ou menos nessa época. Confiscaram as cortinas do meu quarto, os bichinhos de pelúcia, tudo em nome da minha saúde. Mas o travesseiro ficou. E ai que me tirassem ele!
Só que agora, dez anos depois, minha garganta inventou de dar piti de novo. E apesar de eu ter ido ao médico ontem e saber que não é alergia, minha mãe hoje resolveu que o travesseiro vai pro lixo. Com o seu forrinho de cetim azul lindo e todos os meus trilhões de ácaros de estimação. Não teve conversa.
Eu sei, sou adulta, não sou o pintinho* que a gente tem que fazer chantagem pra ele largar o bico. Mas gosto do meu travesseiro, é bom quando a gente vai viajar. É aconchegante. Sou canceriana, caramba, cancerianos são apegados a objetos e cacarecos, todo mundo sabe disso. Minha mãe é a rainha de querer jogar tudo o que é "porcaria" fora. Se pudesse jogava fora metade dos meus livros, fotos, cartas que eu guardo com todo o carinho, essas coisas. Esses dias, quando eu me mudei, queria que eu jogasse fora as cartas e poemas do Carlinhos, pode isso?
Bom, uma coisa tem de engraçado nisso tudo: a crise alérgica foi em 1997, dez anos atrás. O ano que eu vivo dizendo que foi o melhor da minha vida so far. E que eu acho que 2007 tem tudo pra suplantar, finalmente. Mas em 1997 aconteceu uma coisa que deuzolivre não se repita igualzinho: fiquei com um colega de turma que era muuito meu amigo, e depois disso não nos falamos mais, porque homem é tudo babaca mesmo e não sabe separar as coisas, especialmente aos 15 anos. Moreninho, bonitinho, simpatiquinho, ele era. Ai deus, por favor não! Eu jogo fora o travesseiro, mas pelamordosenhor faz a coisa dar certo dessa vez!
* O pintinho é o meu primo Pedrinho. Ele tá com dois aninhos e meio e não quer largar o bico de jeito nenhum. Como a gente vai pra lá na sexta e ele me adooora, tão dizendo pra ele que eu só vou falar com ele se ele largar o bico. Tadinho. Deixa ele ficar com o bico, deixa eu ficar com o meu travesseiro!
Ok, eu explico. Eu tenho (tinha) um travesseiro de penas que a minha vó fez pra mim há 22 anos. Um travesseirinho pequeno que eu usava toda noite pra dormir. E que eu também levava pra todo lado, até quando fui pra Itália levei o bendito comigo. Sabe o cobertor do Linus? Pois é. Mesma coisa. E eu nunca queria me desfazer do meu travesseiro, porque ele é meio parte de mim.
Pra vocês terem uma idéia da minha resistência, há uns dez anos eu tive uma crise alérgica fudida. Garganta, tosse, tosse, tosse... tipo uma febre de primavera, foi mais ou menos nessa época. Confiscaram as cortinas do meu quarto, os bichinhos de pelúcia, tudo em nome da minha saúde. Mas o travesseiro ficou. E ai que me tirassem ele!
Só que agora, dez anos depois, minha garganta inventou de dar piti de novo. E apesar de eu ter ido ao médico ontem e saber que não é alergia, minha mãe hoje resolveu que o travesseiro vai pro lixo. Com o seu forrinho de cetim azul lindo e todos os meus trilhões de ácaros de estimação. Não teve conversa.
Eu sei, sou adulta, não sou o pintinho* que a gente tem que fazer chantagem pra ele largar o bico. Mas gosto do meu travesseiro, é bom quando a gente vai viajar. É aconchegante. Sou canceriana, caramba, cancerianos são apegados a objetos e cacarecos, todo mundo sabe disso. Minha mãe é a rainha de querer jogar tudo o que é "porcaria" fora. Se pudesse jogava fora metade dos meus livros, fotos, cartas que eu guardo com todo o carinho, essas coisas. Esses dias, quando eu me mudei, queria que eu jogasse fora as cartas e poemas do Carlinhos, pode isso?
Bom, uma coisa tem de engraçado nisso tudo: a crise alérgica foi em 1997, dez anos atrás. O ano que eu vivo dizendo que foi o melhor da minha vida so far. E que eu acho que 2007 tem tudo pra suplantar, finalmente. Mas em 1997 aconteceu uma coisa que deuzolivre não se repita igualzinho: fiquei com um colega de turma que era muuito meu amigo, e depois disso não nos falamos mais, porque homem é tudo babaca mesmo e não sabe separar as coisas, especialmente aos 15 anos. Moreninho, bonitinho, simpatiquinho, ele era. Ai deus, por favor não! Eu jogo fora o travesseiro, mas pelamordosenhor faz a coisa dar certo dessa vez!
* O pintinho é o meu primo Pedrinho. Ele tá com dois aninhos e meio e não quer largar o bico de jeito nenhum. Como a gente vai pra lá na sexta e ele me adooora, tão dizendo pra ele que eu só vou falar com ele se ele largar o bico. Tadinho. Deixa ele ficar com o bico, deixa eu ficar com o meu travesseiro!
6 comentários:
Minha mãe jamais sequer cogitou a hipótese de jogar minha almofada fora! E olha que eu ganhei a almofada numa barganha para jogar fora um travesseiro que eu tinha "deusde" muito-infinitamente-super-mega piá. Nem preciso dizer que fiquei com a almofada E o travesseiro, né? Mas ela esperou placidamente que eu casasse (e levasse a almofada, é claro) para jogar fora o travesseiro. E nem falou nada! Eu só descobri quando me separei e "voltei para a casa de mamãe", como é o clássico nestes casos...
bah... essa foi foda. aposto que o fim do travesseiro foi mais barra que o fim do casamento... não?
putz. não deixa ela jogar o travesseirinho não. não deixa, vc vai se arrepender....
beijos
é, eu sei que vou me arrepender. mas não tive escolha. o travesseiro dançou e pronto, eu que me conforme. snif, snif...
Com certeza! Casamento a gente acha em qualquer esquina! Mas o travesseiro que tem desde que nem se entende por gente, onde que vou conseguir outro? Onde? Sofri triplamente! (duas só pelo travesseiro, é claro...)
bah, podia ter me ligado e mandado pra mim, aquele teu trabesseirinho era maravilhoso...hehehehe
não sei se dou risada ou se choro imaginando a cena dos meus (pouquíssimos) cartões e poemas sendo jogados fora...aiai
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