domingo, 3 de outubro de 2010

Nós, os gaúchos

Vamos ver se eu entendi. A gauchada se queixa desde sempre que mimimi a coisa vai mal, mimimi as contas públicas, mimimi o governo não faz isso e não faz aquilo. Entrou governador, saiu governador e nada mudou substancialmente. Aí entra a Yeda e tem colhões pra fazer o que nenhum macho fez: fazer os cortes necessários pra estabilizar as vergonhosas contas do estado e entregar o mandato, ao final de quatro anos, com as dívidas zeradas e condições de se fazer investimentos. E aí a gauchada toda vai e reclama que mimimi a Yeda não deu aumento, mimimi a Yeda não fez isso, mimimi a Yeda não fez aquilo.

Pergunto: a Yeda vai entregar pro Tarso um estado falido ou um estado de contas equilibradas como há muito tempo não se via? A Yeda foi ou não foi a única que conseguiu dar a volta por cima em meio aos destroços herdados dos governos do Olívio (que quebrou o estado com o inchamento da máquina pública que o seu governo promoveu) e do Rigotto (que vendo a situação em que se encontrava o Piratini preferiu se calar pra não ficar de mal com o Lula)?

Olha, coerência é o mínimo: não há recompensa sem sacrifício! No pain, no gain. Consertar encanamento sem quebrar parede é impossível. Consertar um estado quebrado sem fazer cortes nas verbas públicas também é impossível. Então das duas uma: ou pára a choradeira de que tem que fazer isso e aquilo, ou pára a choradeira quando alguém tenta por as coisas nos eixos a custa de sacrifícios.

10 comentários:

Rafa Ariane disse...

Acho tão bonitinho quem sabe falar de política... "o inchamento da máquina pública" hehehe. Eu não entendo de política, mas vou pelo sentido mesmo. São Paulo funciona, Salvador não. Simples. Meus pêsames pela sua terrinha. Estive em Gramado e adjacências e amei! Ô terra de gente bonita! Vixe!
Beijinho

Clark disse...

Só tenho seis palavras a dizer sobre Tarso:

Capitão do Mato de Fidel Castro.

carlinhos disse...

como diz o ditado da boa e velha democracia, a voz do povo é a voz de deus...e pelo que eu ouvi, foi em alto e bom som: 1ª vez no 1º turno. pena que o povo tenha escolhido deixar ela com o terceiro lugar...

Leo disse...

sinceramente, 54% é só 4% a mais do que a metade. tá longe de ser "em alto e bom som" ou "maioria esmagadora", como querem fazer crer alguns. mas como cada um fica com os ditados que melhor lhe convêm, eu prefiro citar aqui uma frase do célebre Nelson Rodrigues, de quem, eu acho, tu ainda é fã: toda unanimidade é burra.

Clark disse...

A voz do povo é a voz do DIABO.

— Crucifica!, diz o povo!

— Apedreja!, diz o povo!

— Lincha esse bandido!, diz o povo!

— Mata esse viado!, diz o povo!

— Acabem com esses judeus!, diz o povo!

Eu não acredito neste ente coletivo chamado “povo”. Acredito em indivíduos, que tomam decisões com base em mais ou menos informações. (“Povo” é só um termo para um monte de gente). E indivíduos pode errar ou acertar.

Voto popular é preferência, mas não é prova de verdade. Nós temos a tendência a achar que voto popular “prova” a verdade quando é a favor do nosso candidato, mas é manipulação quando é para o candidato oposto.

Não acredito nisso. O candidato ser bom ou ruim, estar certo ou estar errado, ser honesto ou desonesto, ter feito coisas boas ou ruins, não depende do número de votos.

carlinhos disse...

nem maioria nem unanimidade, o único detalhe que chama a atenção, em alto e bom som, é o 1º turno, nunca antes alcançado, seja por quem quer que seja, nesse estado que não cansam de louvar como o "mais engajado politicamente do país".

claro que não depende de votos, taí o maluf pra provar isso. mas é o que temos, e ainda prefiro a boa e velha democracia, a manipulação aberta e descarada dos meios de comunicação, a "voz do povo", a velha e nem tão boa assim ditadura. pelo menos ainda podemos escolher.

carlinhos disse...

ah, e desculpa transformar teus coments numa mesa redonda política, mas não podia deixar passar...aguentei rigotto e yeda muito tempo...

Leo disse...

buenas, se tu acha que aguentou Yeda e Rigotto muito tempo, o que dizer de quem aguentou 16 anos de administração petista em Porto Alegre? ou vai me dizer que se a administração é do PT 16 anos é pouco? eu gostaria de saber que tanto prejuízo os governos da Yeda e do Rigotto te trouxeram, ou que males fizeram ao estado. será que tu tem uma resposta concreta pra essa pergunta? eu, de minha parte, sei exatamente o que dizer sobre os efeitos nocivos da hegemonia petista na nossa capital...

carlinhos disse...

hummm, prefiro comemorar a vitória do que ficar debatendo política com gremista...até daqui quatro anos! beijo ;)

Leo disse...

olha, se tu não quer discutir política não começa o assunto... especialmente se for pra dizer que o motivo de tu não querer discutir política comigo é o meu time. é o mesmo que dizer que não quer dançar porque a porta da sala é de madeira...