domingo, 23 de novembro de 2008

... E sobre os "fantasmas" do passado

Muitos de vocês leitores sabem, desde o meu outro blog, o quanto eu sempre achei o Wagner Moura parecido com o meu ex #2. O namoro terminou na época de Paraíso Tropical, quando ele fazia o Olavinho, e eu não podia ver as cenas dele com a Bebel sem ser diretamente arremessada pro meu passado recente. Não se trata de uma semelhança física; é alguma coisa no jeito de falar, nos gestos, em certas expressões faciais... e as manchinhas nas laterais do rosto, claro. Um tempo depois, descobri que o Wagner é baiano, e aí muita coisa fez sentido.

Muitos de vocês também sabem que eu fiquei muito tempo sem encontrar esse ex, e que o reencontro não foi dos mais naturais. Claro que eu já não sinto mais nada por ele há muito tempo, mas as lembranças permanecem e se tudo correr bem nunca vão sumir. Lembranças são sagradas. E ontem, quando o Wagner entrou no palco e falou "Boa noite. A peça tem duração de três horas com um intervalinho curto, de dez minutinhos, ...", as lembranças voltaram assim, num piscar de olhos. Quando ele ficava parado do lado "de fora" da cena, na saudação ao público no final,
pude ver o quanto realmente a semelhança existe: no jeito de ficar parado, de mexer no cabelo, coçar o nariz, gesticular, falar. Foi legal. Foi legal ver que eu me arrepiei toda, sim, mas pela atuação (e pela beleza) dele, e não pelas lembranças. As lembranças que fiquem onde estão.

Já em casa, liguei a tevê e tava passando "O diabo veste Prada". Nada de mais se assistir esse filme não tivesse sido a última coisa que eu e o ex #2 fizemos antes do fim do relacionamento. Mais um "trazedor de lembranças", "acordador de fantasmas". Nunca mais eu tinha assistido, ficou meio marcado, e como é um filme dispensável (diferente de Kill Bill, que eu nunca deixei de assistir), achava melhor não assistir pra não cutucar a onça com vara curta. Mas ontem, como a onça já tava mais que cutucada mesmo, assisti. O filme continua sendo a mesma coisinha água-com-açúcar, evidentemente, mas foi legal quebrar um "tabu" que na real nem tinha mais razão de ser. Só faltou comer um Twix durante a sessão!

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